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15 de setembro de 2020

Bom Ano Novo de 5781

A herança da Cultura Judaica (ainda que, a partir de determinada época, seja cripto-judaica e cristã-nova) está bem presente em Portugal e com muitíssimo mais intensidade no Norte de Portugal. E, portanto, também em Arouca, como já se demonstrou neste blogue. 
Estamos a aproximar-nos do início do Ano Novo Judaico, que ocorre no início do mês judaico de Tishrei: mês judaico que corresponde, no calendário português comum, ao período de algumas semanas de Setembro e de Outubro…E essa noção de ano novo, de um novo começo nesta altura de Setembro, herdada do calendário judaico (que é o único que não é artificial, porque é divino e está estruturado, com precisão quântica, segundo a dinâmica dos movimentos cósmicos, etc.), encontra-se no inconsciente colectivo dos Portugueses, visto que costuma ser a altura em que se inicía o ano de trabalho em vários tipos de instituições, bem como o início do ano escolar e académico, para além da rentrée política, etc…Há, de facto, nesta altura, um sentimento humano e um claro ritual de um novo começo que está presente no ciclo anual do calendário português comum, reportando-se, portanto, a essa herança judaica, cripto-judaica e cristã-nova em Portugal.
 
O Ano Novo Judaico comemora a criação identitária do primeiro hominídeo com «neshamá»: Adam, que foi criado há 5781 anos atrás, depois das longas etapas de formação orgânica dos vários tipos de hominídeos. Ou seja, Adam é o primeiro ser humano com consciência moral e com a estrutura ontológica que define a identidade própria de um ser humano, etc. Com Adam, inicia-se a presente escatologia humana do tempo terrestre com dias de 24 horas. Antes de Adam, os "dias" que a Torá Sagrada e a Cabalá Sagrada descrevem são, na realidade, eras (a palavra hebraica para dia pode significar dia de 24 horas do tempo terrestre ou eras e idades de biliões de anos). Essas eras ou idades, antes de Adam, são períodos de biliões de anos do tempo cósmico, em que, no último período, se dá a formação orgânica, em longas várias etapas evolutivas, dos vários tipos de hominídeos sem «neshamá» até Adam, que eram hominídeos inteligentes mas não tinham essa estrutura que Adam começou a ter e que define a Humanidade dos seres humanos. Assim, os hominídeos foram formados em etapas evolutivas e, depois, a sua criação identitária, como seres humanos, ocorre com o surgimento de Adam. A Torá Escrita assinala bem esse facto: para os hominídeos inteligentes sem «neshamá» utiliza o termo hebraico simples 'adam' e para o primeiro ser humano utiliza a expressão com artigo definido 'Ha Adam'.
Os seres humanos são o propósito da Criação mas somente no planeta Terra, no contexto do tempo terrestre em que está a ocorrer a escatologia humana com dias de 24 horas, direccionada para a Era Messiânica. Nunca a Torá afirma que o ser humano e o planeta Terra são o centro do Universo, ou seja, dos Céus. Nunca. A Terra aparece sempre mencionada de modo secundário, a seguir aos Céus. E a Torá Sagrada e a Cabalá Sagrada descrevem a existência de seres inteligentes não-adámicos (muito mais avançados que os seres humanos) dos Céus, ou seja, nos incontáveis planetas das incontáveis galáxias dos Múltiplos Universos (que serão quase infinitos...), nas 26 dimensões físicas identificadas, que, por sua vez, podem estar ligadas a densidades físicas, a energias, a frequências, a vibrações, etc. A luz cósmica e originária referida no Beresheit/Génesis (que não é, como é óbvio, a luz solar) é o primeiro elemento a ser criado, que, por sua vez, é o elemento fundamental na formação da matéria, nos Céus e na Terra.
  
A obra notabilíssima do eminente físico Professor Doutor Gerald L. Schroeder (que tenho a honra de conhecer pessoalmente) explica, com muita clareza e com muita precisão científica, todos esses fenómenos, confirmando que a Ciência mais avançada só corrobora, cada vez mais, o verdadeiro sentido originário dos textos estruturais do verdadeiro Judaísmo Shomer Torá uMitzvot e o verdadeiro sentido originário do verdadeiro Criacionismo Hebraico. E não poderia ser de outro modo: O Criador Uno, Absoluto e Infinito dos Céus e da Terra é Perfeito. As letras hebraicas sagradas e as palavras hebraicas sagradas da Torá Escrita não podem, como é óbvio, conter um pequeno erro. O autor desse texto sagrado é Perfeito, sendo o único Ser Absoluto e Infinito que existe nos Céus e na Terra. Mas só podemos mesmo conhecer a Torá Escrita, com a leitura concomitante e consistente dos textos da Torá Oral e dos textos da Cabalá Sagrada.
 

Bom Ano Novo de 5781:
-que ocorre no próximo dia 18 de Setembro do calendário português comum.

Nós, a Humanidade, ao longo dos tempos, aqui no planeta Terra, através das várias gerações sucessivas, estamos mesmo numa escatologia, num processo evolutivo gerado pelo Criador dos Céus e da Terra e possuímos um livre-arbítrio condicionado, supervisionado e julgado por esse mesmo Criador Absoluto. Esta nossa escatologia humana direcciona-se para uma Nova Era (a Era Messiânica) que ocorrerá, no futuro, a partir do Monte do Templo, em Jerusalém - Israel. Essa escatologia é unicamente, como sempre foi, desde que a Humanidade existe, a Hebraica/Judaica Shomer Torá uMitzvot, do próprio e único Criador Absoluto dos Céus e da Terra com a sua Torá Sagrada. Não outra.
Todos os seres humanos «Não-Judeus» das várias nações têm que ser Noaítas-Observantes.

19 de abril de 2020

Como é óbvio, o 25 de Abril deve ser sempre celebrado...

Como é óbvio, o 25 de Abril, este ano, deve ser também celebrado, na Assembleia da República, no Parlamento da República Portuguesa, cumprindo as devidas regras de interacção social que são necessárias nesta altura da crise pandémica do corona vírus. 
O 25 de Abril é um feriado estrutural da organização política estrutural do Estado português e deve ser sempre celebrado, porque (como já referi neste blogue) conduziu-nos, felizmente, com a extinção do Conselho da Revolução no ano de 1982 (da era comum), à Democracia Parlamentar e Representativa, que é um regime bom e benéfico de Liberdade, com eleições livres e com direitos sociais e garantias cívicas: de Liberdade política e partidária, de Liberdade económica, laboral e sindical, de Liberdade de reunião e de associação, de Liberdade epistémica, científica e técnica, de Liberdade estética e artística, de Liberdade de imprensa e de informação, de Liberdade de aprendizagem e de ensino ou de Liberdade religiosa, que deve ser sempre acompanhada com a estruturação concomitante de um 'Estado-Providência'/'Estado-Social' forte, dinâmico e eficaz, que nunca falhe em tempos de crise económica, na linha do ‘Welfare State’ e da ‘Welfare Society’ de tradição europeia, de comprovado sucesso. E o Capitalismo e a Economia de Mercado são benéficos para os países e para os seus cidadãos, desde que haja sempre liberdade política e sindical responsável e com sentido responsável de Estado.
Liberdade, como é óbvio, repito, nunca significou nem significa desordem, indisciplina, caos, irresponsabilidade, anarquia, libertinagem, ausência de valores e ausência de rumo. Pressupõe deveres e responsabilidades, num exercício de cidadania permanente, porque os cidadãos têm direitos, mas têm que cumprir, escrupulosamente, de modo ético, os seus deveres e responsabilidades, para, assim, a Democracia Parlamentar e Representativa amadurecer, ser mais funcional e se aperfeiçoar. E o sistema axiológico absoluto para ser praticado, por todos os seres humanos de todos os continentes, é, como sempre foi, o sistema axiológico das sete leis noaítas: os valores morais noaítas da Torá Sagrada do Criador Absoluto dos Céus e da Terra.
Brasão de Armas da República Portuguesa
Portugal, desde a sua fundação, infelizmente, teve, quase sempre, ao longo dos séculos, regimes ditatoriais, repressivos, injustos e obscurantistas, com cosmovisões malévolas ou erradas, que perseguiram e destruíram vários elementos benévolos da configuração societal de Modernidade, o que fez com que o País muito se atrasasse relativamente aos países livres de Primeiro Mundo e ainda não possua a robustez sócio-económica e institucional desses países centrais e avançados, apesar de Portugal ter muitas potencialidades e estar muito melhor, em muitos e variados aspectos, do que no passado. O regime político de Liberdade que é proporcionado pela Democracia Parlamentar e Representativa é, até ao presente, o melhor regime político conhecido, que deve ser legado com consistência (num acto prospectivo de muitíssimo longo prazo, sempre enquadrado no espaço mais amplo da União Europeia), às novas gerações, porque se estão a verificar, na actualidade, alguns movimentos políticos extremistas e populistas que não trarão nada de bom e de benévolo para Portugal e para os Portugueses.
Entre os anos de 2013 e 2015 (da era comum), de modo muito irresponsável e num acto de muita ignorância, o Governo de coligação da altura eliminou dois feriados estruturais do Estado português: o 5 de Outubro (Dia da Implantação da República, o Dia da República) e o 1º de Dezembro (Dia da Restauração da Independência de Portugal)!!!!!!! Esses feriados, como é óbvio, nunca deveriam ter sido abolidos. Felizmente, esses dois feriados estruturais foram restaurados, em 2015 (da era comum), por outro Governo. 
Os feriados estruturais da organização política estrutural do Estado português nunca, mas nunca, podem ser abolidos e devem ser sempre, mas sempre, celebrados em Portugal. Para bem de Portugal e dos Portugueses e porque são elementos estruturais do Portugal livre, moderno e europeu, que comemoram a configuração política (a Democracia Parlamentar e Representativa e o Regime Republicano) que nos assegura o avanço e o desenvolvimento, que devem sempre progredir num acto ético e responsável (valores morais noaítas) de prática da cidadania e de aperfeiçoamento racional do mundo envolvente.

21 de fevereiro de 2020

A Regionalização é mesmo uma reforma estrutural MUITO URGENTE em Portugal: -a propósito de algumas afirmações irresponsáveis e irracionais do deputado André Ventura

Como já foi referido, várias vezes, neste blogue, a Regionalização de Portugal, nas cinco regiões identificadas, é uma das reformas estruturais mais urgentes que têm de se concretizar, para bem de todos os Portugueses e de todo o território português, para bem de todos os Nortenhos e de toda a Região Norte, para bem de todos os Arouquenses e de todo o território de Arouca.  Porque um dos GRANDES PROBLEMAS do funcionamento de Portugal surge, há bastante tempo, do ultra-centralismo ultra-parasita de Lisboa e arredores, aliado ao facto da actual suposta capital de Portugal não se localizar no núcleo identitário e idiossincrásico de Portugal e dos Portugueses, que é, como sempre foi, o território do Entre-Douro-e-Minho. Ou seja, a capital de Portugal não está localizada, há vários séculos, no sítio certo e adequado. A dita Descentralização anunciada não vai, de modo algum, resolver este GRANDE PROBLEMA. Só mesmo a Regionalização (prevista, outorgada e consagrada pela Constituição da República Portuguesa há cerca de 44 anos) o pode resolver. 
Contudo, infelizmente, em Portugal, há vozes muito irresponsáveis e muito ignorantes, relativamente a este assunto, como é a do deputado André Ventura com o seu partido Chega, que, num debate recente, disse, a certa altura, numa intervenção sobre a Regionalização, que "está-se nas tintas" para o que diga a Constituição sobre o tema"!...Teve, de imediato, como é óbvio, a contestação no Parlamento.
O ultra-centralista André Ventura (deputado com várias afirmações irresponsáveis, irrealistas e demagógicas) é, nesse aspecto, também um reflexo de um dos males que, infelizmente, se verificam, com frequência, em Portugal, nalguns cidadãos e nalgumas instituições, que é o de pensar que as leis do Estado não têm validade, bem como a recusa negligente e arrogante em cumprir as leis do Estado! É um indicador da anarquia irresponsável que, infelizmente, muito afasta Portugal dos países avançados da Europa central. Este André Ventura (que é um político com um percurso incoerente, com o Chega, que é um partido sem coerência ideológica, com elementos irresponsáveis, irracionais e absurdos) afirma que "está-se nas tintas para a Constituição Portuguesa"?! Como é que um deputado eleito pode afirmar isso, em pleno Parlamento, perante a lei fundamental que regula os direitos e deveres dos cidadãos e das instituições em Portugal?!...Irracionalidade. Absurdo. Irresponsabilidade. Atrevimento. Populismo perigoso, num partido com várias ideias perigosas e que esperemos que não aumente a sua representação no futuro, porque a própria Constituição da República Portuguesa, que é uma magna-carta do Estado português, proíbe, e bem, várias das ideias extremistas e irresponsáveis do partido de André Ventura, que pouco trará de bom e de benévolo para Portugal e para os Portugueses. 
O Estado subordina-se à Constituição e funda-se na legalidade democrática. A Constituição deve ser sempre norteada pelo sistema axiológico axiomático absoluto dos valores morais noaítas da Torá Sagrada do Criador Absoluto, Infinito e Perfeito dos Céus e da Terra, Bendito Seja O Seu Nome Sagrado. As revisões da Constituição devem sempre ser para a Constituição estar em conformidade com esse sistema axiológico absoluto de origem divina e que se reporta e que se refere à estrutura ontológica e orgânica dos seres humanos. 
Gravura: blogue 'Regionalização'

2 de janeiro de 2020

É óbvio que existem muitos fundos permanentes para o Serviço Nacional de Saúde (SNS)...

Como informa a imprensa nacional, os Portugueses desviaram cerca de 50 mil milhões de euros para offshores entre 2001 e 2016. Repito: 50 mil milhões de euros. Cerca de um quarto (23,9%) do Produto Interno Bruto (PIB) português é desviado para offshores. Portugal é dos países  que mais perde em receita fiscal por causa das transferências para os paraísos fiscais, tendo perdido 1,3 mil milhões de euros entre 2004 e 2016, cerca de 1% do PIB português.
Logótipo: Serviço Nacional de Saúde
Ainda duvidam que o Serviço Nacional de Saúde não é sustentável?!...É perfeitamente sustentável e pode ser sempre excelente. Bastava acabar com essa situação ilegal, criminosa e imoral e canalizar esses fundos para o Serviço Nacional de Saúde, expandindo-o, melhorando-o e tornando-o mais funcional e eficaz, em todos os municípios de Portugal...Em Arouca, no centro de saúde, por exemplo, começaram a existir, e bem, consultas de Medicina Dentária do SNS, que deviam existir em todos os centros de saúde de todos os municípios de Portugal... ... 
O Estado Português tem que criar mecanismos mesmo muito eficazes para acabar, de vez, com essa situação ilegal, criminosa e imoral: a fraude e a evasão fiscal, que são praticadas, sem pejo, por muitos Portugueses sem escrúpulos, que estão a cometer um acto ilegal, criminoso e imoral.   
Guezel גָּזֵל- É uma expressão noaíta, em hebraico, que simboliza e significa que os seres humanos não podem roubar realidades materiais ou realidades imateriais, sendo uma das 7 leis universais noaítas, que são absolutas e que O Criador Uno, Absoluto e Infinito dos Céus e da Terra, Bendito Seja O Seu Nome Sagrado, exige, a todos os seres humanos, que cumpram, impreterivelmente, sem hesitar, em qualquer época e em qualquer lugar.
Educar os Portugueses nos valores noaítas da Torá Sagrada do Criador Absoluto dos Céus e da Terra é também um modo correcto para que muitos Portugueses deixem, de vez, de praticar esse lamentável acto ilegal, criminoso e imoral, que é a fraude e a evasão fiscal, às quais também se associa a existência da economia paralela.
Aumentar a produtividade pode ser um modo para se obter crescimento económico e, assim, obter alguns fundos, mas se acabarem, de vez, em Portugal, com a fraude e a evasão fiscal, bem como com a economia paralela, o Serviço Nacional de Saúde, em Portugal, é sempre sustentável...E tem mesmo de o ser sempre, para bem de todos os Portugueses e para bem de Portugal.

15 de novembro de 2019

Na verdade, as pessoas vivem na Região Norte...

É mesmo de lamentar essa afirmação da ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública, porque, para além de não ser verdadeira, faz com se comece a deduzir que esse novo ministério do novo Governo talvez não sirva para nada, a não ser para aumentar os cargos burocráticos parasitários situados em Lisboa e arredores, contribuindo, ainda mais, para o ultra-centralismo dessa cidade sulista que é, como sempre foi, uma péssima capital para o País como um todo, localizada na zona saloia da Estremadura portuguesa, com o seu carácter sub-urbano. E periférica, quer no contexto ibérico, quer no contexto europeu, para não referir no contexto global.
E essa afirmação da ministra e o seu sentido e significado não são verdadeiros, porque, na realidade e na verdade, as pessoas vivem na Região Norte, seguindo o sentido e significado da expressão da ministra. Os números estatísticos não mentem. São claros, factuais e quantitativos. A região NUTS II mais populosa de Portugal é a Região Norte, que tem cerca 3 690 610 habitantes. A Área Metropolitana de Lisboa (NUTS II) tem cerca de 2 812 678 habitantes. Portanto, a Região Norte tem mais cerca de 877 922 habitantes que a Área Metropolitana de Lisboa (NUTS II).
A Região Norte, que tem cerca de 3 690 610 habitantes, é a região (NUTS II) mais populosa do Estado português.
Gravura: ContraMapa 

Assim, seguindo o sentido e o significado dessa asserção da ministra, o correcto seria afirmar-se que as pessoas vivem na Região Norte. E não em Lisboa. Tal como os Arouquenses, que são Nortenhos, vivem na Região Norte e são pessoas autóctones da Região Norte, que é mesmo a região mais populosa do País.
Uma das diferenças estruturais das pessoas que habitam a populosa Região Norte em relação às pessoas que habitam a Área Metropolitana de Lisboa - NUTS II (também populosa, mas menos populosa que a Região Norte - NUTS II) é que, em termos estruturais, as da Região Norte são originárias do próprio território nortenho, enquanto que grande parte das pessoas que habitam a Área Metropolitana de Lisboa não são de lá ou são filhos, netos ou bisnetos de pessoas que não são de lá. Grande parte delas foram forçadas, por razões sócio-económicas, a emigrar para lá. Facto que está na origem da falta de coesão identitária da Área Metropolitana de Lisboa, constituída, em grande parte, por gente desenraízada, proveniente dos mais variados lugares.
A Região Norte de Portugal, para além de ser a região mais populosa do País e com gente enraízada, autóctone, tem (considerada a nível macro, numa abordagem geral, abstraindo algumas nuances identitárias específicas) muita coesão identitária, devido, em termos estruturais, à influência da Bacia e da Região Hidrográfica do rio Douro, que configura, de modo nuclear, a Região Norte (e quase a totalidade do território de Arouca localiza-se na Bacia e na Região Hidrográfica do rio Douro, sendo um concelho endógeno e autóctone da Região Norte, do Entre-Douro-e-Minho, do Douro Litoral e da Área Metropolitana do Porto, mas que, por um grande erro crasso, foi integrado, de modo completamente arbitrário e sem sentido, no distrito de Aveiro, em 1835). Para além dessa influência física e natural, este fenómeno também se pode explicar em termos etnológicos, já que as civilizações milenares que formaram as gentes da Região Norte têm uma idiossincrasia distinta das que formaram as gentes do Sul e do Centro de Portugal, formadas, essencialmente, por civilizações exógenas, invasoras do território português e muito mais recentes. A Região Norte, para me repetir em relação a textos anteriores publicados neste blogue, tem muitíssimo mais que ver com a Galiza do que com o Sul e o Centro de Portugal, em todos os seus elementos identitários: físicos, naturais, humanos e sociais. A Região Norte de Portugal e a Galiza são uma verdadeira nação identitária, com muita coesão identitária, endógena e idiossincrásica. Constituem, por essa razão, uma das euro-regiões melhor definidas e melhor delimitadas.
Mas, retomando o assunto inicial, para ser mais preciso, na realidade, ao contrário do que quer fazer crer a ministra, as pessoas vivem em todas as cinco regiões do Portugal continental e nas duas regiões do Portugal insular. As pessoas não vivem apenas em Lisboa. Se a Área Metropolitana de Lisboa tem cerca de 2 812 678 habitantes, não considerando, agora, as regiões autónomas dos Açores e da Madeira, o restante território de Portugal Continental (Região Norte, Região Centro, Alentejo e Algarve) tem cerca de 7 228 292 habitantes. Tem muitíssimo mais população que a Área Metropolitana de Lisboa. Definitivamente, em Portugal, as pessoas não vivem, mesmo nada, apenas em Lisboa...
Para se resolver esse GRANDE PROBLEMA do ultra-centralismo de Lisboa e arredores (onde muitos e muitos Portugueses, infelizmente, continuam a ser forçados a residir ou a deslocar-se por razões sócio-económicas e que ultra-parasita, sobretudo, a Região Norte, numa atitude autista, auto-referente e, injustificadamente, petulante) é necessário concretizar, portanto, impreterivelmente, uma das reformas mais necessárias e mais urgentes, consagradas pela Constituição da República Portuguesa, que, pelos vistos, este novo Governo, por paradoxo e de modo muito irresponsável, parece estar a esquecer (!!!!), que é o processo de Regionalização do território do Portugal continental nas cinco regiões identitárias e administrativas, para bem de todo o Portugal e de todos os Portugueses. Não apenas o processo de Descentralização... 
E o actual Governo de Portugal, que foi eleito por Portugueses de todas as localidades de Portugal, é um Governo para todo o Portugal e para todos os Portugueses e não apenas para os que vivem em Lisboa e arredores.

15 de junho de 2019

As danças tradicionais de Arouca - Douro Litoral


As milenares danças tradicionais de Arouca (as genuínas, "as verdadeiras") são muito belas. Inserem-se, em termos identitários, na província tradicional do Douro Litoral, que tem, como cidade principal e como cidade central, a cidade do Porto e que é uma espécie de 'suavização identitária' do Minho. O Douro Litoral e o Minho formam o Entre-Douro-e-Minho, que é o território onde nasceu e de onde se formou, em termos estruturais, Portugal e o antigo Império Português e onde se encontra o 'core' identitário de Portugal e dos Portugueses. 
O Conjunto Etnográfico de Moldes de Danças e Corais Arouquenses é, indiscutivelmente, o melhor, o mais genuíno e o mais fidedigno representante das belas e milenares danças tradicionais de Arouca, que são um elemento autóctone de Arouca muito antigo que devia ser melhor dinamizado e promovido, no contexto dinâmico de vários tipos de eventos do 'Arouca Geopark', apurando e praticando, cada vez melhor, a sua autenticidade endógena e autóctone.
Numa altura em que se está prestes a comemorar o 75º aniversário da Feira das Colheitas (fundada por António de Almeida Brandão, bem como organizada e promovida, durante bastantes anos, pela sua iniciativa estrutural, tendo sido quem lhe configurou a sua identidade de grande evento concelhio com impacto nacional), convém, portanto, recordar que foi, nesse evento maior de Arouca e dos Arouquenses, que, no ano de 1944 da era comum, há 75 anos atrás, surgiram os primeiros grupos organizados de danças tradicionais de Arouca. Uma das formas adequadas das instituições de Arouca e dos Arouquenses comemorarem esta tão importante efeméride que se aproxima, será, portanto, revitalizar esse sentido originário e puro, autóctone e endógeno, das milenares e belas danças tradicionais de Arouca, divulgando-as e promovendo-as melhor. Para isso, as «verdadeiras e genuínas danças tradicionais de Arouca» deveriam ter um apoio mais consistente e regular das instituições, ligadas à cultura, do município de Arouca, da Área Metropolitana do Porto e da Região Norte, bem como das instituições, ligadas à cultura, do Governo central de Portugal.

14 de maio de 2019

É importante que os Arouquenses, os Nortenhos e os Portugueses exerçam a cidadania e o direito do voto para o Parlamento Europeu

Aproximam-se as eleições para o Parlamento Europeu. Serão eleitos 21 deputados de Portugal. É importante que os Arouquenses, os Nortenhos e os Portugueses votem, exercendo essa cidadania, sendo também importante que os Arouquenses, os Nortenhos e os Portugueses se interessem mais por aquilo que a Europa tem de melhor, de bom e de benévolo, sendo isso apurado a partir do sistema axiológico absoluto dos valores noahides do sentido originário do Criacionismo Hebraico, que é absoluto.
Considerado em termos gerais, o impacto da influência da CEE e, depois, da União Europeia foi muito positivo para Portugal.
Fonte: Parlamento Europeu

A União Europeia deve tornar-se mais una, coesa e expandir-se a outros países do continente europeu. O planeta Terra, na actualidade, ano de 2019 da era comum, em que o fenómeno da mundialização e da globalização é um facto científico e uma realidade quotidiana, funciona em grandes blocos económicos e em mega-regiões culturais idiossincrásicas com as suas respectivas instituições políticas, militares e económicas, que, no futuro, se vão solidificar. Por essa razão, a desagregação da União Europeia seria muito catastrófica e muito perniciosa para os Europeus e para Portugal, sobretudo devido à forte ascensão económica da China e países similares e pelo facto do poder político, militar e económico dos EUA se manter, de modo vigoroso. O «Brexit» é um GRANDE ERRO CRASSO, porque vai fragilizar a União Europeia e a Europa, nesse contexto global. Também é de uma GRANDE IRRESPONSABILIDADE alguns académicos portugueses e alguns partidos políticos portugueses defenderem que Portugal deveria sair do Euro (moeda). Isso seria um GRANDE ERRO, como meu estimado Mestre, o saudoso Professor Doutor Mário Murteira, me referia muitas vezes. Aquilo que tem de acontecer é que, no espaço do Euro (moeda) (que se deve expandir a todos os países da União Europeia), haja uma melhor e mais justa convergência das economias nacionais, com a concomitante repartição mais justa e equitativa dos fundos europeus, fortalecendo e não desmantelando um dos melhores elementos que a Europa criou: o ‘Welfare State’ e a ‘Welfare Society' – o Estado Social Europeu, adaptado ao actual contexto em que a mundialização e a globalização é um facto científico e uma realidade quotidiana.
É, pois, muito importante que os Arouquenses, os Nortenhos e os Portugueses exerçam a cidadania e o direito do voto. A abstenção é que é um fenómeno que não é nada desejável para Portugal e para os Portugueses, que sempre foram Europeus. Como sempre serão Europeus.

Perguntas Frequentes (eleição Parlamento Europeu)

23 de abril de 2019

A Festa da Liberdade

Em Arouca, em termos institucionais, houve uma transição mais ou menos serena do regime do Estado Novo (que foi uma ditadura corporativa branda, se a compararmos com as outras principais ditaduras europeias da altura, essas sim muito ferozes e sanguinárias) para a Democracia Parlamentar e Representativa. No entanto, em Arouca, tal como aconteceu por toda a Região Norte, houve uma forte e pertinente reacção contra a tentativa, no período pós-25 de Abril de 1974, de se estabelecer, em Portugal, outra ditadura, mas de carácter marxista, colectivista e totalitária, que iria atrasar, ainda mais, o País, num Estado que, infelizmente, ao longo dos séculos, só teve, praticamente, regimes políticos ditatoriais, repressivos e autoritários, alguns deles aliados à organização que está, claramente, na origem do atraso estrutural de Portugal em relação aos países mais desenvolvidos da Europa, gerada e suportada a partir do Sul e do Centro do País: essa organização (que se estendeu a todo o antigo Império Português) foi a Inquisição Portuguesa/Tribunal do Santo Ofício, que foi uma instituição malévola, irracional e insane que, durante cerca de 300 anos, controlou, torturou, perseguiu, exterminou e assassinou, de modo tenebroso, muitos dos bons e benévolos elementos da configuração societal de Modernidade. É mesmo um facto irrefutável: foi a acção malévola, feroz e criminosa da Inquisição Portuguesa/Tribunal do Santo Ofício, da Igreja Católica Romana, que estagnou Portugal e o antigo Império Português.
Em termos institucionais, em Portugal, a Democracia Parlamentar e Representativa só se iniciou, verdadeiramente, com a extinção do Conselho da Revolução no ano de 1982 e não a 25 de Abril de 1974. E o 25 de Abril de 1974, occorrido na Primavera de há 45 anos atrás, terá sido, na realidade, uma 'Revolução' ou um ‘Golpe de Estado’?!...De qualquer modo, conduziu-nos, felizmente, à Democracia Parlamentar e Representativa, que é um regime bom e benéfico de Liberdade, com eleições livres: de Liberdade política e partidária, de Liberdade económica, laboral e sindical, de Liberdade epistémica, científica e técnica, de Liberdade estética e artística, de Liberdade de imprensa e de informação, de Liberdade de aprendizagem e de ensino ou de Liberdade religiosa, que deve ser sempre acompanhada com a estruturação concomitante de um 'Estado-Providência' forte, dinâmico e eficaz, que nunca falhe em tempos de crise económica, na linha do ‘Welfare State’ e da ‘Welfare Society’ de tradição europeia, de comprovado sucesso. E o Capitalismo e a Economia de Mercado são benéficos para os países e para os seus cidadãos, desde que haja sempre liberdade política e sindical responsável e com sentido responsável de Estado.
Foto/cartaz: Câmara Municipal de Arouca

Liberdade, como é óbvio, nunca significou nem significa desordem, indisciplina, caos, anarquia, libertinagem, ausência de valores e ausência de rumo. Pressupõe deveres e responsabilidades, num exercício de cidadania permanente, porque os cidadãos têm direitos, mas têm que cumprir, escrupulosamente, de modo ético, os seus deveres, para, assim, a Democracia Parlamentar e Representativa amadurecer, ser mais funcional e se aperfeiçoar, porque Portugal, por paradoxo, ainda mantém elementos estruturais medievos e obsoletos (como a Concordata com o Vaticano, renovada, por paradoxo, em 2004, em plena Democracia Parlamentar e Representativa, num acto que é contra aquilo que é garantido e estipulado pela Constituição da República Portuguesa) que têm de ser extintos com responsabilidade institucional.
A influência da Europa livre e civilizada, racional, ordenada e pragmática, nas últimas décadas, foi muito positiva para Portugal, considerada em termos gerais. A União Europeia deve tornar-se, cada vez mais, una e coesa e Portugal, país que sempre se localizou no continente europeu, deve integrar-se, cada vez melhor, na União Europeia, herdando aquilo que os países centrais da Europa têm de melhor. No passado, foram os valores bíblicos protestantes (que nada têm que ver com a cosmovisão medieva e latinista do Catolicismo Romano) que robusteceram os povos dos países do centro e do norte da Europa, porque o sistema axiológico bíblico protestante é aquele que está mais próximo do sistema axiológico absoluto, sagrado, bom e benévolo do sentido originário do Criacionismo Hebraico: a Torá Hebraica, que é o sistema axiológico (perfeito e absoluto) do Próprio Criador dos Céus e da Terra, Bendito Seja O Seu Nome Sagrado.
Contudo, Portugal, a Europa e o Mundo, infelizmente, no presente, andam, em parte, desnorteados, devido à ausência de referências morais e com práticas que não são correctas nem éticas. Perante essa constatação, é necessário que, com urgência, num movimento sólido e de impacto global, os vários Estados, nos seus sistemas de ensino e de educação, ensinem, promovam e divulguem os valores morais noahides do sentido originário do Criacionismo Hebraico, que foram revelados na Torá, pelo Próprio Criador dos Céus e da Terra, Bendito Seja O Seu Nome Sagrado, por intermédio do Povo Judeu, aos seres humanos, num movimento que se iniciou num êxodo de Liberdade, no Médio-Oriente, na Primavera de há 3331 anos atrás e que deu origem à verdadeira Festa da Liberdade, que se está a comemorar durante esta semana: a Pessach. São esses valores axiomáticos universais (que são libertadores e redentores, absolutos, sagrados, bons e benévolos e que se reportam à estrutura ontológica e orgânica de qualquer ser humano) que, na escatologia humana direccionada para a Era Messiânica, destruirão, de vez, as malévolas e insanes trevas medievais e efectivarão mesmo o aperfeiçoamento moral, científico e técnico do Mundo e contribuirão, de modo real, para a paz, para a harmonia e para a rectidão prática e ética entre todos os seres humanos das várias idiossincrasias culturais do planeta Terra.
Qualquer pensamento, noção, acto ou prática que colida com os valores universais das 7 Leis Noahides é um grave retrocesso civilizacional.