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9 de março de 2020

5ª Conferência Internacional Noaíta - Academia Noaíta de Jerusalém - Israel

Como já foi referido, várias vezes, neste blogue, Arouca (no contexto mais amplo do Noroeste Peninsular), possui muitos elementos de origem cripto-judaica e cristã-nova que configuraram o inconsciente colectivo arouquense e a identidade de Arouca, ao longo dos séculos. 
A Torá Sagrada do Criador dos Céus e da Terra, Bendito Seja O Seu Nome Sagrado, é um sistema axiológico absoluto para os Judeus (613 Mitzvot) e para os Não-Judeus (7 Leis Noaítas). Esse sistema axiológico absoluto (sistema de índole moral e ético, mas também de índole epistémico, científico, técnico, estético, jurídico e político, etc.) reporta-se e refere-se à estrutura ontológica e orgânica de qualquer ser humano e qualquer ser humano sadio reconhece esse sistema axiológico como bom, benévolo e justo. E não poderia ser de outro modo, uma vez que esse sistema axiológico é absoluto, tendo origem no Criador Perfeito e Infinito dos Céus e da Terra, que é Absoluto e Absolutamente Verdadeiro, Bendito Seja O Seu Nome Sagrado. 
Nos Céus e na Terra, só existe uma única autoridade infalível, que é a única entidade perfeita e absoluta: o Próprio Criador Uno e Absoluto dos Céus e da Terra, com a Sua Torá Sagrada, escrita em Hebraico, com o sentido originário do Criacionismo Hebraico e que se refere ao facto da combinação infinita das letras da Torá Escrita ser o blueprint de todos os fenómenos que existem nos Céus e na Terra, sendo um padrão prático absoluto para guiar os seres humanos no planeta Terra. Nesse sentido, qualquer pensamento, noção, acto ou prática que colida com os valores universais e absolutos das 7 Leis Noaítas é um grave retrocesso pessoal e um grave retrocesso civilizacional, no contexto teleológico da escatologia humana direccionada para a Era Messiânica, que ocorrerá, no futuro, a partir de Jerusalém - Terra de Israel, liderada pelo Moshiach Ben David e pela linhagem davídica, com a construção do Terceiro Templo, no Monte do Templo, em Jerusalém. A Humanidade está numa escatologia e essa escatologia é Judaica Ortodoxa «Shomer Torá uMitzvot». Não outra.
Este ano, mais uma vez, fui convidado, pelo rabi haredi Moshe Perets, para participar na Conferência Internacional Noaíta, em Jerusalém - Israel: um evento de muita qualidade, organizado e promovido pela Academia Noaíta de Jerusalém, que divulga e promove as 7 Leis Noaítas a todas as nações. Sou um rigoroso 'Noaíta-Observante-Chassid' (“Chassid Umot Ha’Olam”). Tenho origens familiares cripto-judaicas e cristãs-novas muito consistentes ao longo dos séculos e estou muitíssimo ligado, de modo directo, ao Povo Judeu haredi e ortodoxo Shomer Torá uMitzvot, há cerca de 16 anos, mas o meu interesse e a minha participação, em estudos académicos, sobre a Cultura Judaica Shomer Torá uMitzvot, é regular, há quase 25 anos.
As 7 Leis Noaítas (que só começaram a ser mais e melhor divulgadas no presente) vão ser, no futuro, na Era Messiânica, o sistema axiológico axiomático absoluto que guiará todos os seres humanos do planeta Terra, nos 7 continentes, com A Protecção Divina do Criador Absoluto dos Céus e da Terra, Bendito Seja O Seu Nome Sagrado, Bendito Seja Ele.



8 de junho de 2019

Conhecer, Ensinar, Divulgar, Promover e Praticar as 7 Leis Universais

Estamos na véspera da comemoração da Festa de Shavuot, que é a comemoração da revelação e da entrega da Torá, há 3331 anos atrás, no Monte Sinai originário, na Terra de Israel. É a Torá do Criador dos Céus e da Terra, Bendito Seja O Seu Nome Sagrado, para ser praticada, a cada milésimo de segundo e em qualquer circunstância, pelos Judeus (613 Mitzvot) e pelos Não-Judeus (7 Leis Noahides). E o facto da Torá (que é o sistema axiológico do Próprio Criador dos Céus e da Terra) ser tanto para os Judeus como para os Não-Judeus está bem expresso nos 10 Ditos/Declarações Principais (que a perniciosa Teologia Greco-Latina interpretou, de modo errado, dando-lhe o nome impreciso de 10 Mandamentos) que são constituídos por 620 letras hebraicas exactas, que significam que 613 Mitzvot são para os Judeus («Shomer Torá uMitzvot») e 7 Leis Noahides são para os Não-Judeus (que devem e têm de ser «Noahides-Observantes»). 613+7=620.   
A insigne cultura «Cripto-Judaica» e «Cristã-Nova» milenar é uma componente muito relevante no Noroeste da Península Ibérica (tal como ocorre em Arouca), que está no inconsciente colectivo das populações nortenhas e galegas, mesmo que, na actualidade, não estejam conscientes dessa herança milenar e estruturante, mas que permanece, como herança, de modo espontâneo, na idiossincrasia cultural das populações do noroeste ibérico, em muitos e variados aspectos, tal como ocorre em Arouca. Ainda está por realizar um estudo minucioso e isento, com grande rigor científico, sobre as congregações, irmandades, igrejas e capelas da Misericórdia do Noroeste da Península Ibérica, bem como sobre as congregações, irmandades, igrejas e capelas do Espírito Santo, visto que grande partes delas eram antigas congregações e sinagogas sefarditas ocidentais, que foram preservadas pelos «cristãos-novos», durante séculos e séculos.
A Torá não é um sistema axiológico entre outros sistemas axiológicos. Não é um sistema axiológico artificial e circunstancial, criado por uma mente finita humana, mas sim um sistema axiológico absoluto (de índole moral, epistémico, científico, técnico, jurídico e político, etc.), sagrado e perfeito do Próprio Criador Uno, Absoluto e Infinito dos Céus e da Terra e que se reporta à própria estrutura ontológica e orgânica de qualquer ser humano e que qualquer ser humano sadio reconhece, de imediato, como benévolo, bom, perfeito, justo e adequado. A Torá é o «blueprint» da criação e da formação de todos os fenómenos dos Céus e da Terra.
Tal como pôde constatar um dos académicos portugueses mais notáveis do século XX da era comum, o nortenho e portuense Professor Doutor Delfim Santos (na linha dos estudos clássicos de Max Weber, Werner Sombart ou Ernst Troeltsch), os países mais robustos e desenvolvidos, com carácter racional, sistemático e ordenado, de aperfeiçoamento moral, científico e técnico do cosmos, são os países onde a cultura bíblica protestante se desenvolveu e se difundiu, que são os países do Centro e do Norte da Europa e os países que derivam deles, onde a população foi, massivamente, instruída e alfabetizada pelos valores bíblicos. A cultura bíblica protestante é aquela que está mais próxima da Cultura Judaica «Shomer Torá uMitzvot», que está nos extremos-antípodas do Catolicismo Romano e da sua cosmovisão medieva e escolástica, tosca, irracional e latinista-romanista-caciquista. Catolicismo Romano que perseguiu, ferozmente e de modo facínora, os bons e benévolos elementos da configuração societal de Modernidade que a Cultura Judaica «Shomer Torá uMitzvot», com a sua prática sagrada, benévola e quotidiana, gera e torna consistente, em qualquer época e em qualquer lugar, aperfeiçoando e melhorando o Mundo. A escatologia humana (direcionada para a Era Messiânica, que ocorrerá, no futuro, em Jerusalém, com a construção do Terceiro Templo)  é a escatologia judaica «Shomer Torá uMitzvot». Não outra.
Nesse aspecto (...mais um aspecto, entre muitos outros...), o Estado português tem um gravíssimo atraso estrutural de séculos e séculos e uma das medidas que o Governo português deve pôr em prática será o ensino obrigatório, nos vários sistemas de ensino e de educação, das 7 Leis Universais / 7 Leis Noahides, enquadradas no sentido puro e originário do Criacionismo Hebraico «Shomer Torá uMitzvot» e nos seus textos essenciais, que a ciência mais avançada confirma, de modo consistente. Seria uma forma de verdadeiro avanço civilizacional e uma das formas verdadeiras de educar, verdadeiramente, os Portugueses, para serem mesmo «Noahides-Observantes» e melhorarem e aperfeiçoarem, a cada milésimo de segundo e em qualquer circunstância, o Mundo envolvente, a partir dos axiomas absolutos e perfeitos do sistema axiológico absoluto e perfeito do Próprio Criador dos Céus e da Terra, Bendito Seja O Seu Nome Sagrado.