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23 de abril de 2021

Nunca, como hoje, foi tão necessário concretizar a Regionalização

Arouca é um município que não se desenvolve tão rapidamente devido, em grande parte, ao fenómeno do ultra-centralismo ultra-parasita do Poder Central de Lisboa e arredores. Por essa razão, para referir, de novo, o exemplo mais óbvio, a variante à EN326 demora tanto tempo a concluir, apesar de estar localizada em plena Área Metropolitana do Porto!...
Com o concretizar do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), já se começa a vislumbrar a rapace injusta, auto-referente e oportunista do ultra-centralismo ultra-parasita de Lisboa em relação ao resto do país, sobretudo em relação à Região Norte.
O antigo Secretário de Estado do Desenvolvimento Regional, Castro Almeida, afirma, com toda a razão, que é um erro centralizar em Lisboa a gestão do PRR, realçando que a gestão dos milhões da 'bazuca' parece servir para remediar as contas públicas. E ele tem toda a razão.
Apesar dos «artifícios retóricos» do actual ministro do Planeamento, Nelson de Souza, ao alegar que haverá descentralização no processo, vislumbra-se, na prática, que, de modo muito injusto e imoral, Lisboa e arredores irão receber grande parte dos novos fundos europeus. Ainda para mais porque, ao contrário das verbas do quadro Portugal 2020, estas novas verbas não precisam, obrigatoriamente, de ser canalizadas para outras regiões portuguesas. Assim, parece que, infelizmente, o actual Governo, que é ultra-centralista lisboeta, pretende canalizar grande parte das verbas para a Área Metropolitana de Lisboa.
E essa situação é imoral, revoltante, muita injusta e não pode continuar mais assim. Não pode mesmo mais continuar assim. Alguém tem de pôr cobro a isto. Alguém tem «de fazer alguma coisa, com muita urgência».
Estamos prestes a comemorar os 47 anos do 25 de Abril, que nos conduziu, felizmente, ao regime de Liberdade, que é a Democracia Parlamentar e Representativa com a Constituição da República Portuguesa de 1976, mas cuja configuração só se começou a efectivar com a extinção do Conselho da Revolução no ano de 1982.
A Constituição estipula a criação das regiões administrativas em Portugal Continental, que são cinco: já estão bem identificadas. Ninguém, no Estado português, tem poder sobre a Constituição da República Portuguesa. 
Nunca, como hoje, foi tão necessário concretizar a Regionalização. Para bem de Portugal e de todos os Portugueses. Para bem de Portugal como um todo.

Mais uma vez e agora com a gestão ultra-centralista do PRR, a Região Norte, que é «o motor económico de Portugal», será, provavelmente, a região portuguesa mais injustiçada.
Refiro, de novo, aos leitores deste blogue, que há um ensaio de muitíssima qualidade, da autoria de Henrique Raposo, publicado na revista Exame de Julho de 2016, que terá todo o interesse para os Arouquenses e para as instituições de Arouca, porque descreve bem, com rigor e lucidez, como a Região Norte (onde Arouca pertence e sempre pertenceu e onde Arouca, de modo identitário, se insere e sempre se inseriu) é, de facto, o «motor económico» de Portugal.
 
Fazer, por favor, o «download» do ensaio, em ficheiro pdf, aqui:

Repito: Apesar de ter algumas imprecisões, esse ensaio é dos melhores textos que se escreveram, nos últimos anos, sobre o assunto, onde se revela a idiossincrasia empreendedora e inovadora, de trabalho e de poupança, das gentes do Norte (em particular do Noroeste de Portugal) e como ela se mantém, de modo consolidado, com os seus fortes traços identitários milenares, no actual contexto de Modernidade avançada, em que Portugal está integrado no espaço político e económico da União Europeia. 
Mas esse esforço pessoal, familiar e colectivo das pessoas do Norte é, infelizmente, em grande parte, parasitado, de modo muitíssimo injusto, por Lisboa e arredores, devido ao modo ultra-centralista como funciona, há muito tempo, o Estado português. E esta situação muitíssimo injusta não pode mesmo continuar mais assim...
Tem, de facto, de haver uma inversão urgente desta situação muitíssimo prejudicial para a Região Norte (que é também a mais populosa do país, com cerca de 3 690 000 habitantes), visto que se constata que o ultra-centralismo e o ultra-parasitismo de Lisboa e arredores continuam vigorosos, agora com a gestão ultra-centralista do Plano de Recuperação e Resiliência.
Nunca, como hoje, foi tão necessário concretizar a Regionalização. E a Constituição da República Portuguesa assim o prevê e assim o exige.

18 de março de 2021

O Plano de Recuperação e Resiliência e a conclusão da 3.ª fase da Variante à EN326 de Arouca

Com o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), parece mesmo ser a GRANDE OPORTUNIDADE para, no futuro próximo, se concluir a terceira fase da variante à EN326 de Arouca, entre a localidade da Abelheira (Escariz) e a Ponte da Cela / Ribeira (Tropêço)...Portugal, nos próximos anos, vai receber mesmo muito dinheiro de fundos europeus...
Segundo informa a imprensa arouquense, relativamente à presente 2.ª fase"a empreitada de ligação do Parque de Negócios de Escariz à A32 prossegue a bom ritmo. Neste momento, decorrem obras de arte corrente, obras de arte especiais, obras de contenção, bem como trabalhos de drenagem, terraplanagens e levantamentos arqueológicos. Prevê-se que até final do mês de março, se construam os pilares dos diferentes viadutos", referindo que "o Executivo Municipal já sinalizou junto do Governo a imperiosa necessidade de este (o PRR) contemplar a 3.ª fase da variante".
Portanto, mais do que nunca e em ano de eleições autárquicas, as instituições de Arouca e os Arouquenses têm que se fazer ouvir e reivindicar aquilo a que, há muito tempo, têm, impreterivelmente, direito: a conclusão da Variante à EN326. Sobretudo essa 3.ª fase, o mais rápido possível, que é mesmo urgente e que vai tornar muito mais rápido e muito mais funcional a tradicional, enraízada, empática e muita antiga mobilidade dos Arouquenses para o território do Porto e do denominado Grande Porto, no actual contexto da Área Metropolitana do Porto.
obras na actual 2ªfase da Variante à EN326 de Arouca
foto: jornal Discurso Directo

E há muito boas notícias para a «nossa área metropolitana», com a expansão, nos próximos anos, das linhas do Metro do Porto e com a construção de uma nova ponte sobre o rio Douro para o Metro do Porto, com uma componente de ciclovia e com uma componente pedonal. 
Contudo, como descreveu o chefe de redacção do JN, "não se celebre, ainda, o fim do centralismo. Feitas as contas ao investimento nos transportes para as duas grandes áreas metropolitanas, Lisboa receberá quase o dobro (2300 milhões) do Porto (1350 milhões). Há coisas que nunca mudam. Nem a tiro de bazuca." Ou seja, este ano (mais uma vez num muitíssimo injusto acto do ultra-pernicioso ultra-centralismo ultra-parasita lisboeta do Orçamento do Estado e do Poder Central lisboeta), na área dos transportes, a Área Metropolitana de Lisboa recebe mais 950 milhões de euros do que a Área Metropolitana do Porto. 
Bastava a aplicação desse dinheiro adicional de 950 milhões de euros da Área Metropolitana de Lisboa em relação à Área Metropolitana do Porto para que o Metro do Porto chegasse até Arouca, numa linha que continuaria a de Vila Nova de Gaia, pelo «Fundo do Concelho», até à Vila de Arouca, traçada, de modo estratégico, no território, pelas localidades mais centrais desse percurso. E, depois, noutro percurso, com aplicação de mais fundos, partiria da Vila de Arouca para Vale de Cambra, Oliveira de Azeméis, São João da Madeira, Santa Maria da Feira, Espinho e, de novo, Vila Nova de Gaia e Porto. Ou vice-versa, na ordem cronológica da construção dessas duas linhas do Metro do Porto.
Repito o que escrevi neste blogue: a Área Metropolitana do Porto e os seus habitantes bem merecem que isso se concretize, pois está-se, aqui, a descrever alguns dos municípios mais industrializados e que mais produzem, sendo dos mais dinâmicos, em termos económicos, de todo o país e que mais contribuem para o Orçamento do Estado, inseridos na Região Norte, que é a região mais populosa de Portugal, a que mais produz, a mais industrializada, a que mais contribui para o PIB e a que mais exporta, entre outros e variados bons e benévolos aspectos... Portanto, é necessário que se inverta mesmo, de vez, o ultra-centralismo e o ultra-parasitismo lisboeta do Orçamento do Estado, bem como o ultra-centralismo e o ultra-parasitismo lisboeta de captação dos fundos europeus e da sua aplicação ultra-centralista em Lisboa e arredores. Se o Metro de Lisboa se expande com pujança, porque é que o Metro do Porto não se há-de expandir também?!...Visto que o Metro do Porto é mesmo muito necessário para os municípios industrializados das partes centro-sul e sul da Área Metropolitana do Porto.
O Metro do Porto em Arouca não é uma situação utópica, irrealista ou não concretizável...Se o Metro do Porto, hoje, chega até à Póvoa de Varzim, porque é que não poderia chegar até Arouca?!...Poderia, perfeitamente, chegar a Arouca. E bastavam apenas aqueles referidos 950 milhões de euros deste ano para isso se concretizar. O custo médio de construção do Metro do Porto é de 16 milhões de euros por Km. 950 milhões correspondem a cerca de 60Km.

16 de dezembro de 2020

Apesar do ultra-centralismo, Hospital de Santo António, no Porto, é o melhor hospital pelo sexto ano consecutivo

O Hospital de Santo António (que diz muito a Arouca e aos Arouquenses) foi distinguido, pelo sexto ano consecutivo, como o melhor hospital de Portugal, na área da excelência clínica, numa avaliação da consultora multinacional IASIST, segundo os critérios de classificação das unidades de saúde definidos pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS). No grupo E, dos maiores e mais complexos hospitais, o vencedor foi o Centro Hospitalar Universitário do Porto, EPE. Também outros hospitais da Região Norte (de Braga, de Barcelos e a Unidade Local de Saúde do Alto Minho) foram, noutros grupos, os vencedores.

Confirma-se, mais uma vez, aquilo que referiu o prestigiado investigador 'portuense e arouquense' Professor Doutor Manuel Sobrinho Simões, Catedrático Jubilado da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e director do IPATIMUP, de que, apesar de existir o ultra-centralismo ultra-parasita de Lisboa e arredores no campo da Saúde, os hospitais do Porto são os melhores hospitais de Portugal (tradição que já é muito antiga e enraízada e que tem a ver com a idiossincrasia identitária das gentes do Porto e do Norte),  estando, habitualmente, no topo do 'ranking' dos melhores hospitais portugueses, apesar de terem menos fundos e financiamento que os hospitais de Lisboa e arredores, devido a esse pernicioso e viciado ultra-centralismo ultra-parasita lisboeta, que tem de ser extinto, de vez, com muita urgência, com a concretização real do processo de Regionalização:


Certamente que estes resultados dessa avaliação são, mais uma vez, motivo de satistação para os habitantes e para os profissionais de Saúde da Área de Metropolitana do Porto e da Região Norte, relativamente aos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS), que, como é óbvio, deve ser, cada vez mais, reforçado e expandido, porque existem, na realidade e na verdade, muitos fundos para o SNS ser sempre sustentável e ser, progressivamente, aperfeiçoado. Esses fundos têm é que deixar, de vez, de ser, maioritariamente, canalizados e aplicados em Lisboa e arredores, tal como tem vindo, infelizmente, a acontecer, de modo muito injusto e imerecido...Assim, a concretização lúcida e racional do processo de Regionalização é uma das reformas estruturais mais urgentes e mais necessárias para bem de Portugal como um todo e para bem de todos os Portugueses, em todos os campos do seu sistema social...   

Hospital de Santo António - Porto
foto: JN

2 de outubro de 2020

Os Arouquenses e as instituições de Arouca deviam estar sempre atentos ao Orçamento Anual do Estado...

A 12 de Outubro, o Orçamento chegará à Assembleia da República. Os Arouquenses e as instituições de Arouca deviam estar sempre atentos ao Orçamento Anual do Estado...E, facilmente, chegavam à conclusão que era perfeitamente possível, no futuro imediato, haver, logo, fundos para construir a 3ª e a 4ª etapas da Variante à EN326 de Arouca...
Infelizmente, o Orçamento do Estado Português (que costuma ser ultra-centralista e de ter falhas de transparência) é elaborado, discutido e aprovado a cerca de 318 Km da Vila de Arouca, de um modo muito pouco ético e que não é próprio de países avançados de Primeiro Mundo, como descreve o Professor Paulo de Morais, presidente da 'Frente Cívica':
não há uma coerência, entre o que está no Orçamento e o discurso público. Porque, muitas vezes, fala-se num conjunto de números no discurso público, e depois, no Orçamento, os números que aparecem são outros. Aliás, é uma angústia que sempre tenho! O Orçamento aparece com um Relatório que tem trezentas e tal páginas -deve haver vinte ou trinta pessoas em Portugal que lê aquilo, e eu sou uma delas. O que é facto é que, entre aquilo que se discute, e que aquilo que, efetivamente, se resolve no Orçamento, não há coerência, porque quem domina a comunicação, na apresentação do Orçamento, é o ministro das Finanças. É normal que, quando o ministro apresenta o Orçamento, tente enfatizar o que é positivo e esconder o que é menos bom. Eu isso ainda percebo. O que não percebo é que temos um Orçamento de oitenta mil milhões e, normalmente, a discussão é sobre os pormenores e detalhes. Um Orçamento de oitenta mil milhões é discutido no Parlamento pelos vinte milhões, 10 milhões, ou seja, a discussão do Orçamento, no Parlamento, fala apenas de seis por cento do valor do Orçamento, e tem a ver mais com questões fiscais do que orçamentais, isto, quando, por exemplo, a discussão de um orçamento numa empresa é saber qual vai ser a receita e qual vai ser a despesa.
foto: Assembleia da República Portuguesa

Este tipo de situação habitual muito pouco ética no Orçamento, própria de países de Terceiro Mundo, associada ao ultra-centralismo do Orçamento, tem de acabar de vez. Impede, em grande parte, que um pequeno troço de estrada, em Arouca, em plena Área Metropolitana do Porto, ainda esteja por concluir há décadas, cuja despesa corresponde apenas «a uma migalha» do Orçamento. 
Mais do que nunca, o processo de Regionalização é uma das reformas mais urgentes a ser concretizadas para bem de todos os Portugueses e para bem de todo o Portugal. E é tão assim que, muito recentemente, o Conselho da Europa sugeriu relançar o processo de Regionalização, ao considerar que a Democracia regional, em Portugal, está incompleta, como constatam os relatores de avaliação da implementação da Carta Europeia de Autonomia Local. Se a eleição próxima do presidente das CCDR é um acontecimento positivo (desde que não continue a ser mais um delegado do habitual governo ultra-centralista de Lisboa e arredores), a Regionalização de Portugal e a consequente constituição dos governos regionais são imprescindíveis para o bom funcionamento institucional da própria União Europeia e para a aplicação justa, legal, racional e rigorosa dos fundos europeus.
No caso da Região Norte (da Euro-região 'Galiza-Norte de Portugal'), esse facto é ainda mais óbvio, porque a Galiza, por ter um governo regional eleito, tem mais representação e mais capacidade de reivindicação a nível europeu do que a Região Norte, porque essa participação, na Europa, faz-se em dois pólos: autarquias e regiões. Na União Europeia, no Comité da Regiões, a Galiza tem a defendê-la a Junta da Galiza, enquanto que quem defende os interesses da Região Norte de Portugal são os autarcas, que «estão esmagados» pelo ultra-centralismo ultra-parasita de Lisboa e arredores, com o seu já muito antigo governo ultra-centralista.
A Regionalização de Portugal é, portanto, muito urgente e impreterível para o próprio bom funcionamento das instituições europeias, numa altura em que vão ser aplicados, em Portugal, nos próximos anos, dezenas de mil milhões de euros de fundos europeus, mas que têm de ser, como é óbvio, aplicados com ética, legalidade, justiça, rigor e racionalidade, de Norte a Sul de Portugal continental, bem como nos Açores e na Madeira. E não apenas em Lisboa e arredores.

Sobre o assunto, ver, por favor, aqui:
Fundos Comunitários e a transparência na sua aplicação

Portugal ao ser um Estado centralista agrava a despesa pública

2 de agosto de 2020

45,1 mil milhões de euros da U.E. - nos próximos três anos, mais do que nunca, o Norte e os Nortenhos têm que se unir...

A partir de 2021, Portugal começará a receber, da União Europeia, em parte a fundo perdido, cerca de 45,1 mil milhões euros, com um prazo de três anos para o aplicar.

Mais do que nunca (para que o rapto do ultra-parasitismo de Lisboa e arredores não se repita, em relação à sua habitual captação ultra-centralista de fundos europeus) é necessário que as instituições da Região Norte e os cidadãos da Região Norte (onde Arouca se insere e se enquadra, desde que Portugal é Portugal) se unam, como nunca, na aplicação concreta, legítima, legal e merecida de uma grande parte da totalidade desses fundos no território da Região Norte e nos vários tipos de instituições nortenhas.

A Região Norte, que tem muita coerência identitária, é, em Portugal, a região mais populosa, a mais industrializada, a única que exporta mais do que importa, a mais laboriosa, a que mais produz e a que mais contribui para o PIB, entre outros muitos e variados aspectos positivos, etc. etc., mas, por paradoxo, continua, em termos estatísticos, ao contrário do que acontecia no passado, a ser a mais pobre de Portugal!!! Isto porque as estatísticas (que encobrem processos com frequência e revelam, sobretudo, quantidades, mas não revelam as qualidades e as idiossincrasias, que também são elementos de várias espécies de capital) encobrem os grandes problemas e as grandes injustiças que estão na origem desta situação nacional lamentável do Estado português: que é o modo ultra-centralista como funciona o Estado português há bastante tempo, a partir de Lisboa e arredores. E o ultra-centralismo ultra-parasita de Lisboa e arredores, para mal de todos os Portugueses, infelizmente, radicalizou-se nas últimas décadas. Isto aliado ao facto da maioritariamente sub-urbana Lisboa ser, como sempre foi, uma péssima capital  de Portugal.

A partir de 2021, Portugal vai receber, da U.E., 45,1 mil milhões de euros para aplicar durante 3 anos 

É tempo de acabar, de vez, com essa grande injustiça gritante. A Região Norte tem, por essa razão, direito a uma grande parte da totalidade desses fundos europeus, uma vez que é, na realidade, como sempre foi, «o verdadeiro motor económico de Portugal», para que, assim, melhor se efective a tradicional dinâmica endógena do Norte e dos Nortenhos. Para que seja gerada mais riqueza aqui no Norte, mas para ser aplicada aqui no Norte e não em Lisboa e arredores. Para isso, o processo de Regionalização de Portugal tem também de se concretizar, com muita urgência, nos próximos anos, para bem de todos os Portugueses, no contexto da União Europeia e das suas euro-regiões.

Portanto, repito, é necessário que as instituições da Região Norte e os cidadãos da Região Norte (onde Arouca se insere e se enquadra) se unam, mais do que nunca, nos próximos três anos da aplicação desses fundos, provenientes da União Europeia, a que, legitimamente, têm direito.

Ler, por favor, estes artigos: 1)  e  2) e  3)

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Pelos vistos, como revelam algumas notícias de ontem (4/8/2020), o actual Governo ultra-centralista (se se não fizer nada, com urgência, para contrariar esta situação muito preocupante) prepara-se para, mais uma vez, praticar o rapto ultra-centralista de fundos europeus, ao pretender canalizar esses fundos, maioritariamente, para Lisboa e arredores, num acto muitíssimo injusto e que parece ser ilegal!!!

É escandaloso!!! Ler, por favor, estes artigos, a esse propósito: A) e  B)

ESTA SITUAÇÃO MUITÍSSIMO INJUSTA NÃO PODE CONTINUAR MAIS ASSIM: A REGIONALIZAÇÃO DE PORTUGAL TEM QUE SER MESMO CONCRETIZADA, O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL, PARA BEM DE PORTUGAL COMO UM TODO E PARA BEM DE TODOS OS PORTUGUESES:

"Os problemas das regiões têm de ser tratados e resolvidos por quem nelas vive, precisamos de meios e decisores de proximidade, que respondam perante as pessoas, que sejam democraticamente eleitos através de sufrágio universal. Os custos da regionalização serão um investimento nas pessoas que nelas vivem. Os argumentos patéticos de que com a regionalização se estariam a criar novos lugares políticos e mais “tachos” é uma imbecilidade, pois esses lugares existem há muito numa administração concentrada e que não responde perante os cidadãos. Elegermos os decisores regionais (e sermos eleitos) é uma responsabilidade cívica e um direito democrático de todos."

9 de junho de 2020

Ainda não há dinheiro para a construção das 3ª e 4ª fases da variante à EN326 de Arouca, mas para… ... ...

Ainda não há dinheiro para a construção da 3ª fase (que ligará a Ponte da Cela a Escariz) e da 4ª fase (que ligará o nó de Pigeiros da A32 ao nó de Santa Maria da Feira da A1) da variante à EN326 de Arouca, em plena Área Metropolitana do Porto, mas houve mais dinheiro para doar (num acto dum governo supostamente de centro-esquerda...e será que é mesmo um governo de centro-esquerda?!!!) mais 850 milhões de euros ao Novo Banco. Banco que está sediado em Lisboa e que é uma expressão do tipo de capitalismo inútil e parasitário de Lisboa e arredores, que o opõe ao capitalismo produtor, laborioso e exportador da Região do Norte de Portugal. No Novo Banco, que surge desse capitalismo inútil de lobbys de Lisboa e arredores (já bem antigos e que sempre andaram à volta do Palácio de São Bento e do Terreiro do Paço), foram injectados, até ao momento, cerca de 7 mil milhões de euros provenientes dos impostos dos Portugueses!!!...Repito: 7 mil milhões de euros provenientes dos contribuintes!!!...
E a Área Metropolitana do Porto e a Região do Norte, onde Arouca se insere e pertence, estão também, no presente, a viver a ameaça da redução dos vôos da TAP a partir do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, que é o aeroporto mais moderno de Portugal, movimentando mais de 12 milhões de passageiros/ano, tendo um hinterland que representa mais de 5 milhões de cidadãos do Norte e Centro do país e boa parte da Galiza, mas que serve, sobretudo, a Região do Norte, que é a região mais populosa, a mais produtora e a mais exportadora de Portugal, etc.etc. O plano de retoma de rotas da TAP prevê o restabelecimento de 55 ligações internacionais em Lisboa, mas apenas quatro no Porto, constatando-se que os passageiros que já tinham viagem marcada estão a ser “transferidos” para Lisboa sem serem consultados!!!...A TAP, cujo capital é maioritariamente do Estado Português, ou seja, dos Portugueses, na prática está a funcionar como uma empresa local de Lisboa e arredores e para Lisboa e arredores e não como uma empresa-instituição nacional do Estado Português, penalizando, fortemente, a sua região mais populosa, mais produtora e mais exportadora, que é a Região do Norte.
Gravura: Transportes em Revista
São apenas dois elementos recentes do ultra-centralismo ultra-parasita de Lisboa e arredores, onde se injectam, descaradamente e de modo injusto, fundos e activos que são gerados e produzidos noutras regiões de Portugal, sobretudo provenientes da Região do Norte.
Mas para concluir um pequeno e muito urgente troço de estrada na Área Metropolitana do Porto (a 3ª e 4ª fases da variante à EN326 de Arouca) ainda não há dinheiro!!!!! Será que não há mesmo dinheiro?!!!!
E esta situação muitíssimo injusta e imoral do ultra-centralismo ultra-parasita de Lisboa e arredores não pode continuar mais assim. Não pode mesmo. A Regionalização de Portugal continental nas cinco regiões identificadas é mesmo uma das reformas estruturais mais urgentes que tem de ser concretizada com lucidez e eficácia, para bem de todo o Portugal e de todos os Portugueses. E este grande problema não se reporta apenas ao facto da existência muito duradoura do sórdido ultra-centralismo ultra-parasita de Lisboa e arredores, mas também ao facto da capital de Portugal não se encontrar no sítio certo e adequado, há séculos: a capital de Portugal devia localizar-se no núcleo identitário do território português, que é, como sempre foi, o Entre-Douro-e-Minho.

21 de fevereiro de 2020

A Regionalização é mesmo uma reforma estrutural MUITO URGENTE em Portugal: -a propósito de algumas afirmações irresponsáveis e irracionais do deputado André Ventura

Como já foi referido, várias vezes, neste blogue, a Regionalização de Portugal, nas cinco regiões identificadas, é uma das reformas estruturais mais urgentes que têm de se concretizar, para bem de todos os Portugueses e de todo o território português, para bem de todos os Nortenhos e de toda a Região Norte, para bem de todos os Arouquenses e de todo o território de Arouca.  Porque um dos GRANDES PROBLEMAS do funcionamento de Portugal surge, há bastante tempo, do ultra-centralismo ultra-parasita de Lisboa e arredores, aliado ao facto da actual suposta capital de Portugal não se localizar no núcleo identitário e idiossincrásico de Portugal e dos Portugueses, que é, como sempre foi, o território do Entre-Douro-e-Minho. Ou seja, a capital de Portugal não está localizada, há vários séculos, no sítio certo e adequado. A dita Descentralização anunciada não vai, de modo algum, resolver este GRANDE PROBLEMA. Só mesmo a Regionalização (prevista, outorgada e consagrada pela Constituição da República Portuguesa há cerca de 44 anos) o pode resolver. 
Contudo, infelizmente, em Portugal, há vozes muito irresponsáveis e muito ignorantes, relativamente a este assunto, como é a do deputado André Ventura com o seu partido Chega, que, num debate recente, disse, a certa altura, numa intervenção sobre a Regionalização, que "está-se nas tintas" para o que diga a Constituição sobre o tema"!...Teve, de imediato, como é óbvio, a contestação no Parlamento.
O ultra-centralista André Ventura (deputado com várias afirmações irresponsáveis, irrealistas e demagógicas) é, nesse aspecto, também um reflexo de um dos males que, infelizmente, se verificam, com frequência, em Portugal, nalguns cidadãos e nalgumas instituições, que é o de pensar que as leis do Estado não têm validade, bem como a recusa negligente e arrogante em cumprir as leis do Estado! É um indicador da anarquia irresponsável que, infelizmente, muito afasta Portugal dos países avançados da Europa central. Este André Ventura (que é um político com um percurso incoerente, com o Chega, que é um partido sem coerência ideológica, com elementos irresponsáveis, irracionais e absurdos) afirma que "está-se nas tintas para a Constituição Portuguesa"?! Como é que um deputado eleito pode afirmar isso, em pleno Parlamento, perante a lei fundamental que regula os direitos e deveres dos cidadãos e das instituições em Portugal?!...Irracionalidade. Absurdo. Irresponsabilidade. Atrevimento. Populismo perigoso, num partido com várias ideias perigosas e que esperemos que não aumente a sua representação no futuro, porque a própria Constituição da República Portuguesa, que é uma magna-carta do Estado português, proíbe, e bem, várias das ideias extremistas e irresponsáveis do partido de André Ventura, que pouco trará de bom e de benévolo para Portugal e para os Portugueses. 
Estado subordina-se à Constituição e funda-se na legalidade democrática. A Constituição deve ser sempre norteada pelo sistema axiológico axiomático absoluto dos valores morais noaítas da Torá Sagrada do Criador Absoluto, Infinito e Perfeito dos Céus e da Terra, Bendito Seja O Seu Nome Sagrado. As revisões da Constituição devem sempre ser para a Constituição estar em conformidade com esse sistema axiológico absoluto de origem divina e que se reporta e que se refere à estrutura ontológica e orgânica dos seres humanos. 
Gravura: blogue 'Regionalização'

28 de janeiro de 2020

Verba para passes na AM de Lisboa é superior em 80% à da AM do Porto (área metropolitana e NUTS III onde o concelho de Arouca pertence e se insere)!...

A verba deste ano (de modo análogo àquilo que aconteceu no ano passado) para passes na Área Metropolitana de Lisboa é superior em 80% à da Área Metropolitana do Porto (área metropolitana e NUTS III onde o concelho de Arouca pertence e se insere, sendo servido pelos autocarros da Transdev e da Auto Viação Feirense).
Esta GRANDE INJUSTIÇA do ultra-centralismo ultra-parasita de Lisboa e arredores (sobretudo em relação à Região Nortenão pode mesmo mais continuar. É UMA GRANDE INJUSTIÇAComo refere o editor-executivo do JN: "A Região Norte foi responsável pela diminuição, em quase 50%, do desemprego do país, desde o pico da crise, dando um contributo decisivo para alavancar a economia. Mas na hora de o Poder Central distribuir riqueza, outras latitudes são privilegiadas. E, assim, a regionalização começa, cada vez mais, a fazer sentido."
Para se resolver esta GRANDE INJUSTIÇA do ultra-centralismo ultra-parasita de Lisboa e arredores (onde se discute e onde se decide, todos os anos, o ultra-centralista Orçamento do Estado) tem de se concretizar, portanto, com muita urgência, o processo de Regionalização, prevista e consagrada, desde 1976 (era comum), pela Constituição da República Portuguesa, que é um dos processos mais urgentes e mais necessários a ser concretizados, de vez, em Portugal, para bem de todos os Portugueses e para bem das cinco regiões identificadas. Mas que está a ser, no presente, bastante dificultada pelos próprios actuais governantes eleitos de Portugal (do Poder Central) que, como é óbvio, não estão acima das leis e são eleitos pelos cidadãos de todas as localidades do País. As últimas sondagens realizadas são muito claras: a maioria dos Portugueses é a favor da Regionalização. A Regionalização é um processo (iniciado, portanto, há cerca de 44 anos atrás, com a Constituição da República Portuguesa) que tem mesmo de se concretizar com MUITÍSSIMA URGÊNCIA, de vez, para bem de todo o território português e para bem de todos os Portugueses. Tem de ser uma realidade concreta e funcional em Portugal.

15 de novembro de 2019

Na verdade, as pessoas vivem na Região Norte...

É mesmo de lamentar essa afirmação da ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública, porque, para além de não ser verdadeira, faz com se comece a deduzir que esse novo ministério do novo Governo talvez não sirva para nada, a não ser para aumentar os cargos burocráticos parasitários situados em Lisboa e arredores, contribuindo, ainda mais, para o ultra-centralismo dessa cidade sulista que é, como sempre foi, uma péssima capital para o País como um todo, localizada na zona saloia da Estremadura portuguesa, com o seu carácter sub-urbano. E periférica, quer no contexto ibérico, quer no contexto europeu, para não referir no contexto global.
E essa afirmação da ministra e o seu sentido e significado não são verdadeiros, porque, na realidade e na verdade, as pessoas vivem na Região Norte, seguindo o sentido e significado da expressão da ministra. Os números estatísticos não mentem. São claros, factuais e quantitativos. A região NUTS II mais populosa de Portugal é a Região Norte, que tem cerca 3 690 610 habitantes. A Área Metropolitana de Lisboa (NUTS II) tem cerca de 2 812 678 habitantes. Portanto, a Região Norte tem mais cerca de 877 922 habitantes que a Área Metropolitana de Lisboa (NUTS II).
A Região Norte, que tem cerca de 3 690 610 habitantes, é a região (NUTS II) mais populosa do Estado português.
Gravura: ContraMapa 

Assim, seguindo o sentido e o significado dessa asserção da ministra, o correcto seria afirmar-se que as pessoas vivem na Região Norte. E não em Lisboa. Tal como os Arouquenses, que são Nortenhos, vivem na Região Norte e são pessoas autóctones da Região Norte, que é mesmo a região mais populosa do País.
Uma das diferenças estruturais das pessoas que habitam a populosa Região Norte em relação às pessoas que habitam a Área Metropolitana de Lisboa - NUTS II (também populosa, mas menos populosa que a Região Norte - NUTS II) é que, em termos estruturais, as da Região Norte são originárias do próprio território nortenho, enquanto que grande parte das pessoas que habitam a Área Metropolitana de Lisboa não são de lá ou são filhos, netos ou bisnetos de pessoas que não são de lá. Grande parte delas foram forçadas, por razões sócio-económicas, a emigrar para lá. Facto que está na origem da falta de coesão identitária da Área Metropolitana de Lisboa, constituída, em grande parte, por gente desenraízada, proveniente dos mais variados lugares.
A Região Norte de Portugal, para além de ser a região mais populosa do País e com gente enraízada, autóctone, tem (considerada a nível macro, numa abordagem geral, abstraindo algumas nuances identitárias específicas) muita coesão identitária, devido, em termos estruturais, à influência da Bacia e da Região Hidrográfica do rio Douro, que configura, de modo nuclear, a Região Norte (e quase a totalidade do território de Arouca localiza-se na Bacia e na Região Hidrográfica do rio Douro, sendo um concelho endógeno e autóctone da Região Norte, do Entre-Douro-e-Minho, do Douro Litoral e da Área Metropolitana do Porto, mas que, por um grande erro crasso, foi integrado, de modo completamente arbitrário e sem sentido, no distrito de Aveiro, em 1835). Para além dessa influência física e natural, este fenómeno também se pode explicar em termos etnológicos, já que as civilizações milenares que formaram as gentes da Região Norte têm uma idiossincrasia distinta das que formaram as gentes do Sul e do Centro de Portugal, formadas, essencialmente, por civilizações exógenas, invasoras do território português e muito mais recentes. A Região Norte, para me repetir em relação a textos anteriores publicados neste blogue, tem muitíssimo mais que ver com a Galiza do que com o Sul e o Centro de Portugal, em todos os seus elementos identitários: físicos, naturais, humanos e sociais. A Região Norte de Portugal e a Galiza são uma verdadeira nação identitária, com muita coesão identitária, endógena e idiossincrásica. Constituem, por essa razão, uma das euro-regiões melhor definidas e melhor delimitadas.
Mas, retomando o assunto inicial, para ser mais preciso, na realidade, ao contrário do que quer fazer crer a ministra, as pessoas vivem em todas as cinco regiões do Portugal continental e nas duas regiões do Portugal insular. As pessoas não vivem apenas em Lisboa. Se a Área Metropolitana de Lisboa tem cerca de 2 812 678 habitantes, não considerando, agora, as regiões autónomas dos Açores e da Madeira, o restante território de Portugal Continental (Região Norte, Região Centro, Alentejo e Algarve) tem cerca de 7 228 292 habitantes. Tem muitíssimo mais população que a Área Metropolitana de Lisboa. Definitivamente, em Portugal, as pessoas não vivem, mesmo nada, apenas em Lisboa...
Para se resolver esse GRANDE PROBLEMA do ultra-centralismo de Lisboa e arredores (onde muitos e muitos Portugueses, infelizmente, continuam a ser forçados a residir ou a deslocar-se por razões sócio-económicas e que ultra-parasita, sobretudo, a Região Norte, numa atitude autista, auto-referente e, injustificadamente, petulante) é necessário concretizar, portanto, impreterivelmente, uma das reformas mais necessárias e mais urgentes, consagradas pela Constituição da República Portuguesa, que, pelos vistos, este novo Governo, por paradoxo e de modo muito irresponsável, parece estar a esquecer (!!!!), que é o processo de Regionalização do território do Portugal continental nas cinco regiões identitárias e administrativas, para bem de todo o Portugal e de todos os Portugueses. Não apenas o processo de Descentralização... 
E o actual Governo de Portugal, que foi eleito por Portugueses de todas as localidades de Portugal, é um Governo para todo o Portugal e para todos os Portugueses e não apenas para os que vivem em Lisboa e arredores.

21 de outubro de 2019

Centro de Produção da RTP Porto celebra 60 Anos

O Centro de Produção da RTP Porto celebra 60 anos. Sediado em Vila Nova de Gaia, é responsável por grande parte da produção de informação e de entretenimento para todos os serviços de programas de televisão e rádio do grupo RTP (RTP 1, 2 e 3, RTP África e Internacional e Antena 1, 2 e 3). No presente, é um dos maiores centros de produção de conteúdos do País.
Em declarações ao jornal Público, a sua directora, Isabel Correia, refere: «“Fazer 60 anos e lembrar o nosso passado é não só um acto de justiça, mas uma forma de mostrar a relevância estratégica de um centro de produção audiovisual descentralizado”, sendo um importante elo de ligação da Região Norte com o resto do País, já que produz “conteúdos que têm visibilidade nacional”. Dada a sua descentralização geográfica, esta produção “permite que projectos desta zona possam ser divulgados nos nossos programas a nível nacional”. A descentralização da RTP, considera Isabel Correia, é “uma conquista de todos e para todos”, e tem sido “uma luta diária, conseguida com uma equipa consistente à qual se exige muita resiliência e determinação”.»

Edifício Principal do Centro de Produção da RTP Porto no ano de 1959
Foto: jornal Público 

A RTP Porto diz muito a Arouca e aos Arouquenses, durante as décadas: foi nesse Centro de Produção da RTP Porto (sendo o Porto/Grande Porto o espaço urbano principal de referência para Arouca e para os Arouquenses...) que se difundiram muitas notícias sobre Arouca e sobre os Arouquenses, que muitas entrevistas a Arouquenses ilustres foram exibidas, que momentos históricos foram gravados, sendo de salientar, a título de exemplos relevantes, várias actuações do Conjunto Etnográfico de Moldes e a divulgação de pratos da gastronomia tradicional de Arouca e dos doces regionais e conventuais de Arouca, bem como reportagens sobre eventos arouquenses de muita relevância, como a Feira das Colheitas, etc.
A concretização, cada vez mais eficaz, da descentralização da RTP deve, como é óbvio, continuar a ser o percurso estrutural deste Centro de Produção nortenho com uma história considerável e bem definida, sendo, como é óbvio, desejável que, no futuro, haja uma difusão ainda melhor e mais abrangente de notícias, de entrevistas, de programas e de conteúdos de qualidade produzidos a partir do Centro de Produção da RTP Porto, localizado no território berço onde se encontra a idiossincrasia nuclear e identitária da nação de Portugal e dos Portugueses: o Entre-Douro-e-Minho e a Região Norte.

5 de outubro de 2019

OS ARGUMENTOS VERDADEIROS DE RUI RIO...

 Há uma passagem de uma entrevista, concedida, no ano de 2016, por Rui Rio à RTP, em que Rui Rio aborda, com muita lucidez e de modo verdadeiro, um dos GRANDES PROBLEMAS estruturais do Estado português: o ultra-centralismo ultra-parasita de Lisboa e arredores em relação ao resto do País. E este GRANDE PROBLEMA tem de ser resolvido, impreterivelmente, com muita urgência, para bem de todo o Portugal e para bem de todos os Portugueses, no período da nova legislatura que se vai iniciar. Rui Rio, com argumentos verdadeiros, dá o bom exemplo de um dos países mais avançados da União Europeia e do Mundo: a Alemanha.

 Vale a pena ver e ouvir os argumentos verdadeiros de Rui Rio, aqui:

 E este GRANDE PROBLEMA resolve-se com a concretização do processo de Regionalização de Portugal nas cinco regiões identificadas, que não são arbitrárias e que respeitam a identidade autóctone e endógena do território português (Arouca e os Arouquenses pertencem, de modo identitário, autóctone e endógeno, como sempre pertenceram, à Região Norte, desde o início da formação de Portugal). 
 Este GRANDE PROBLEMA não se resolve, como é óbvio, com a dita 'Descentralização' que foi anunciada pelo Governo cessante, que nada resolveu nem irá resolver, na prática. Só se resolve, sim, repito, com a Regionalização, prevista e outorgada pela Constituição da República Portuguesa. A Regionalização não vai aumentar, de modo algum, a despesa pública nem aumentar cargos burocráticos parasitários. A Regionalização vai, sim, diminuir a despesa pública e inverter os vícios de há séculos dos cargos burocráticos parasitários que se concentram e aumentam em Lisboa e arredores, etc...
 As Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira funcionam bem há muitíssimo tempo. Como é óbvio, as futuras Cinco Regiões de Portugal Continental, que são análogas às dos Açores e da Madeira, irão também funcionar bem e para bem de todos os Portugueses...

15 de agosto de 2019

De uma das entrevistas recentes ao Professor Doutor Manuel Sobrinho Simões...

O Professor Doutor Manuel Sobrinho Simões, Catedrático Jubilado da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e director do IPATIMUP, filho e neto de Arouquenses ilustres, é, indiscutivelmente, uma das actuais personalidades portuguesas de muita relevância que estão ligadas a Arouca. Tenho grande admiração pelo Professor Doutor Sobrinho Simões e tenho a honra de o conhecer pessoalmente.
São frequentes as entrevistas que este reconhecido investigador e cientista de prestígio internacional concede aos «mass media» nacionais. Entrevistas que são sempre interessantes e falam, quase sempre, de Arouca, localidade das suas origens familiares paternas e onde passa, com a família, algumas temporadas, durante o ano.
Numa das suas entrevistas mais recentes, concedida ao Jornal i, o Professor Doutor Sobrinho Simões aborda, na sua lucidez habitual, vários assuntos, focando, com conceitos sociológicos, aquilo que é um facto claro: a diferença da idiossincrasia cultural e identitária entre o Norte e o Sul, entre o Porto e Lisboa, descrevendo, de modo pertinente, o centralismo (melhor dito: o ultra-centralismo) de Lisboa no que se refere ao campo específico da Saúde, apesar dos hospitais do Porto estarem, habitualmente, no topo do 'ranking' dos melhores hospitais de todo o País e com menos fundos dos que os de Lisboa, devido a esse pernicioso ultra-centralismo lisboeta:

" O que o irrita mais nos lisboetas?
Não tenho uma irritação. Mas gosto muito de viver no Porto. Mas há os tiques da capital.

Por exemplo?
São mais fake.

Somos mais fake?
Claro, não se compara [risos]. Até na linguagem, nós usamos o calão. O Porto é muito inbred e Lisboa não é, é a primeira grande diferença. Aqui no Porto somos todos primos e cunhados uns dos outros. Em Lisboa a população é muito flutuante, foi muita gente para lá. E desenvolveram-se muito os serviços, que criaram uma classe média, que no Porto não há. No Porto havia profissões liberais, uma classe média alta talvez, e uma classe baixa, não havia a classe média. Em Lisboa à hora de almoço está tudo cheio de gente que trabalha nos serviços. Não se compara, aqui as pessoas almoçam sobretudo em casa.

Mas porque é que somos mais fake?

Há uma competição social muito maior, que depois se passou para a política e para os edis, ligados aos partidos e autarquias, que introduziram um elemento de made believe, que é mais evidente em sociedades mais competitivas.

O país continua demasiado centrado em Lisboa?

Isso é indiscutível. Veja-se o S. João e o Santa Maria. Eles gastam muito mais dinheiro do que nós e os resultados não são assim tão diferentes. Há menos oportunidades. "

Professor Doutor Manuel Sobrinho Simões, director do IPATIMUP
foto: Jornal i

E o ilustre Professor Doutor Sobrinho Simões, como é habitual nas entrevistas que concede, fala de Arouca como um território familiar de afecto que habita com frequência:

"(...) Na sexta-feira à hora de almoço fui uma conferência sobre melhoramento humano. Nem lá pude ficar porque fui para Arouca discutir na academia sénior, umas velhinhas amorosas, cantaram cantigas de Covelo de Paivô, terra do meu bisavô. Fui discutir os desafios do século XXI. Envelhecimento ativo, longevidade, solidão e insegurança. (...) Há um esgotamento óbvio do planeta. Fogos em Arouca, estou habituado. Fiquei mais espantado quando houve na Suécia. (...) no verão, vou para Arouca. A minha mulher é de Âncora, o meu pai era de Arouca. Em Arouca vou ao Parlamento, à Tasquinha ou à Varandinha. (...) nasci no dia 8 de setembro, dia das festas em Arouca. (...)"

1 de agosto de 2019

Uma certa saloiada de Lisboa e arredores:

-Em torno da presente polémica que envolve o secretário de Estado da Protecção Civil e respectivo adjunto, que são naturais de Arouca

Relativamente à presente polémica que envolve o secretário de Estado da Protecção Civil e respectivo adjunto, aquilo que, como é óbvio, deve acontecer é que sejam, de modo justo e legal, apuradas responsabilidades e que, nesse processo, tudo seja resolvido, em termos institucionais, de modo justo e legal, para bem do Estado português e de todos os Portugueses.
No entanto, não posso ficar indiferente a muitos comentários e textos de opinião pejorativos e discriminatórios que, no presente, se lêem e se vêem nos «mass media» e na internet relativamente ao facto das pessoas em questão serem de Arouca e ao facto do adjunto ter sido padeiro!...Sobretudo, comentários e textos de opinião provenientes de uma certa saloiada ignorante e petulante de Lisboa e arredores...Falam de Arouca como se Arouca fosse uma espécie de «município de Terceiro-Mundo» de gente rústica e troglodita, auto-interpretando-se como se estivessem numa capital avançada de um país avançado e central do continente europeu: Lisboa!!!!!!!
Conhecendo eu bem Lisboa e arredores como conheço (onde morei vários anos unicamente por razões de formação académica e de investigação científica, onde adquiri alguns graus académicos e onde fui investigador da UNL, entre os anos de 1998 e de 2004 (da era comum)), lamento bastante esses comentários que denotam o típico provincianismo e a  ignorância petulante de uma certa saloiada de Lisboa e arredores, que, infelizmente e focada em termos gerais, sempre foi uma má capital para o País como um todo e que é periférica, quer no contexto ibérico, quer no contexto europeu, com o seu perfil, estruturalmente, sub-urbano e alienante, com falta de qualidade urbana e falta de qualidade ética e cívica, que sobrevive, em grande parte, graças ao ultra-centralismo ultra-parasita que exerce sobre o resto do País, etc.
Em alguns departamentos das instituições universitárias públicas que frequentei em Lisboa (que são das principais, a nível nacional), assisti a várias atitudes e noções típicas desse provincianismo saloio e auto-referente de alguns lisboetas e 'lisboetados' que, apesar de terem erudição nalguns assuntos e matérias, revelam também a sua grande ignorância em relação a outros assuntos e matérias. Podem-se mesmo considerar uma espécie de «ignorantes com erudição». 
Uma delas não resisto em contar, porque provoca grandes gargalhadas, devido, precisamente, a essa grande ignorância petulante:
-num pleno e típico seminário de doutoramento, o principal catedrático de um departamento dizia, aos doutorandos, que, quando escolhessem o orientador, se fosse o Professor Doutor José Madureira Pinto eles sabiam bem quem era. Estava logo identificado pela sua qualidade e relevância na área das Ciências Sociais... Agora, se fosse, antes, «um ‘fulano de tal' de Oliveira de Azeméis» (foi essa mesma a expressão do professor, enunciada em tom pejorativo e discriminatório, quer em relação a Oliveira de Azeméis, quer em relação ao facto do suposto orientador ser de Oliveira de Azeméis), eles não saberiam quem era e não poderia ser, provavelmente, o orientador da Tese!...
Ou seja, ele referia-se a Oliveira de Azeméis de forma similar ao modo como os comentadores acima referidos, no presente, falam de Arouca, como se Oliveira de Azeméis fosse uma espécie de «município de Terceiro-Mundo» de gente rústica e troglodita!...Ou seja, ele opunha a qualidade académica e científica do Professor Doutor José Madureira Pinto (que, de facto, tem mesmo qualidade académica e científica) ao «‘fulano de tal’ de Oliveira de Azeméis», que seria, logo, a priori, visto como um orientador inadequado e, provavelmente, medíocre, o que certamente se deveria, em grande parte, na óptica deles, ao facto desse possível orientador ser de Oliveira de Azeméis!..
Mas (é mesmo uma situação irrisória...) mal ele sabia que o Professor Doutor José Madureira Pinto é natural de São João da Madeira, onde nasceu, residiu e trabalhou, concelho que é vizinho («paredes-meias») de Oliveira de Azeméis!...E que, precisamente, São João da Madeira pertenceu, durante séculos, ao concelho de Oliveira de Azeméis. Só no ano de 1926 (era comum) São João da Madeira se autonomizou do concelho de Oliveira de Azeméis. O nortenho e sanjoanense Professor Doutor José Madureira Pinto é, de facto, na realidade, um académico, economista e sociólogo de valor, catedrático jubilado da FEP-UP e primeiro doutorado em Sociologia por uma universidade portuguesa, cujo arguente principal da sua Tese foi o Professor Doutor Mário Murteira, meu estimado e saudoso Mestre.
É mesmo para dar grandes gargalhadas, perante essa situação!...E este exemplo muitíssimo simbólico, ainda para mais vindo de um catedrático de uma das principais universidades públicas sediadas em Lisboa, revela bem a grande ignorância petulante de uma certa saloiada de Lisboa e arredores relativamente ao resto do País, mesmo em relação a partes do País que são das mais industrializadas e centrais, como é o caso, precisamente, de Oliveira de Azeméis.
Como se sabe, o concelho nortenho de Oliveira de Azeméis é, tal como Arouca, um dos concelhos da Área Metropolitana do Porto e do distrito de Aveiro (onde estão sediadas, entre outras, duas das melhores e das principais instituições universitárias públicas do País: a Universidade do Porto e a Universidade de Aveiro) e tem a particularidade de ser dos mais industrializados e mais produtivos do País, concentrando, sobretudo, as suas actividades económicas nos sectores da metalurgia, da metalomecânica, do plástico e do calçado, que se localizam em várias zonas industriais, sendo de realçar as de Loureiro, de Nogueira do Cravo, de Pindelo, da Costa Má, de Cesar e de Fajões, etc.

Perante essas atitudes ignorantes e petulantes de uma certa saloiada de Lisboa e arredores, é mesmo oportuno citar e ouvir o refrão da letra de uma música célebre do grupo lisboeta ‘Ala dos Namorados’:

São os loucos de Lisboa
Que nos fazem duvidar
A Terra gira ao contrário
E os rios nascem no mar

O autor da letra é João Monge, que é um poeta de talento e de valor, sendo «uma espécie de Carlos Tê» de Lisboa e arredores. Considerando não apenas essa letra, mas, integralmente, a obra numerosa e de muita qualidade de João Monge, também se prova um facto, de modo simbólico: que, em Lisboa e arredores, há também pessoas de valor e com talento e não apenas uma certa saloiada ignorante e petulante. 
João Monge, o letrista habitual do grupo e um dos seus fundadores, tem mesmo talento e valor e, curiosamente, amanhã, pelas 21h30m, o grupo 'Ala dos Namorados' vai estar no centro da vila de Arouca, na Praça Brandão de Vasconcelos, em mais um concerto «Sons da Praça», acompanhado pela Banda Musical de Arouca. 

P.S. - Relativamente ao facto dessa certa saloiada ignorante e petulante de Lisboa e arredores ironizar com o facto do adjunto do secretário de Estado da Protecção Civil ter sido padeiro, estou a lembrar-me, no contexto desse tipo de problemática, que um dos matemáticos e académicos mais notáveis da História da Humanidade, que tenho a honra de conhecer e de ser muito amigo, o Professor Doutor Eliyahu Rips, catedrático da Universidade Hebraica de Jerusalém, quando, na década de 70 do século XX (era comum), emigrou da sua Letónia natal para Israel, trabalhou, durante uns tempos, numas bombas de gasolina, em Israel. E o facto de ter trabalhado numas bombas de gasolina (embora não por necessidade material, mas por querer colaborar na institucionalização do Estado de Israel) não impediu que fosse e que seja um dos matemáticos e académicos mais notáveis da História da Humanidade, com um prestígio científico e académico inigualável.

5 de junho de 2019

Como é óbvio, há, com certeza, fundos para concluir a Variante à EN326 até Santa Maria da Feira

Como é óbvio, há, com certeza, fundos para concluir a Variante à EN326 até Santa Maria da Feira. Isso só não é concretizado por causa, em boa parte, do ultra-centralismo e do ultra-parasitismo do Poder Central de Lisboa e arredores.
Como nos informa, numa notícia recente, o Porto Canal: 
" É um caso de extrema rapidez. Em menos de um mês e meio, o Governo aprovou a construção de um oleoduto para abastecer o Aeroporto Humberto Delgado, situado em Lisboa. O investimento ronda os 40 milhões de euros, verba que não estava no Plano Nacional de Investimentos. No Norte, a criação do IC-35, troço que irá ligar a cidade de Penafiel à ponte de Entre-os-Rios, bem como a requalificação da Estrada Nacional 14 estão 'na gaveta' há já vários anos. "
O mesmo se pode dizer relativamente à Variante à EN326 de Arouca que, já há mais de vinte anos, ainda está por concluir!... E este modo extremamente injusto e pouco ético como funciona o ultra-centralista Estado português, beneficiando e privilegiando, ao extremo dos extremos, de modo muitíssimo injusto, Lisboa e arredores e ultra-parasitando a Região Norte, há muito tempo, não pode continuar mais assim. O processo de Regionalização, consagrado e previsto na Constituição da República Portuguesa, é um processo muitíssimo urgente e muitíssimo necessário para bem do País como um todo e para bem de todos os Portugueses.

2 de abril de 2019

43,4% dos Portugueses votariam a favor da Regionalização - estudo da Empresa Eurosondagem para o Porto Canal

A Região Norte e a Euro-região Galiza-Norte de Portugal são as regiões onde o concelho de Arouca se insere e sempre se inseriu, desde que elas existem. O Porto é a cidade principal da Região Norte de Portugal, que é uma região com muita consistência identitária e muito influenciada quer pela margem norte quer pela margem sul da Região Hidrográfica do rio Douro, desde a Foz do Douro até à fronteira fluvial de Portugal com Espanha.
Surpreendentemente, de modo paradoxal, o actual presidente do PSD e líder da oposição, o portuense Rui Rio, que foi das vozes políticas e institucionais que, no passado, mais se insurgiu, de modo correcto e pertinente, contra o ultra-centralismo de Lisboa e arredores, aligeirou esse seu antigo discurso sobre o assunto, referindo que, nesta altura, não faz grande sentido falar sobre a Regionalização: "
Assinámos [o PSD] com o Governo, vai fazer um ano, um acordo que tem em vista a descentralização. Um dos pilares [da transferência de competências] do Estado para as câmaras está a ser executado. Mal, mas está".
Isto significa um grave retrocesso para Portugal e é muito surpreendente ouvir e ler estas palavras de Rui Rio, apesar dele reconhecer que o processo está mal!!! Esse referido 'processo de descentralização' é uma forma suave de manter o ultra-centralismo de Lisboa e arredores, que não vai resolver, em quase nada, aquele que é, seguramente, um dos GRANDES PROBLEMAS ESTRUTURAIS de Portugal, há muito, muito tempo: o ultra-centralismo de Lisboa e arredores, para onde, de modo forçado e contra a sua vontade, se deslocaram e deslocam e residem muitos Portugueses de todas as regiões. Inclusivé, agora, o próprio Rui Rio. Essa dita 'descentralização' suave e retórica parece mesmo ser mais um logro fabricado pelos ultra-centralistas de Lisboa e arredores, para manter esse ultra-centralismo.
Um estudo recente, realizado pela Empresa Eurosondagem para o Porto Canal, mostra que 43,4% dos Portugueses votariam a favor da Regionalização e reagem, fortemente, contra o centralismo. É muito significativo. O processo de Regionalização, previsto e consagrado na Constituição da República Portuguesa, é uma das reformas estruturais mais urgentes para bem do País como um todo. Não se deve apenas descentralizar suavemente, mas sim, antes de tudo, regionalizar e, depois, descentralizar, em termos reais, de modo dinâmico e constante. Os países mais avançados, ricos e desenvolvidos da União Europeia têm governos regionais. O centralismo é um indicador de 'terceiro-mundismo' e de atraso, enquanto que a regionalização e a concomitante descentralização real é um indicador de desenvolvimento e avanço. Em Portugal, a experiência das regiões autónomas dos Açores e da Madeira revela que as regiões funcionam relativamente bem.
Para além disso, um dos problemas estruturais do Estado português é o facto da sua actual capital e o seu Poder Central (em Lisboa e arredores, situada na Estremadura e na região saloia) estarem localizados num território onde não surgiu a nação de Portugal. A capital de Portugal, portanto, não se localiza, há vários séculos, no território certo e apropriado, visto que, na realidade, a nação de Portugal nasceu no Entre-Douro-e-Minho, de onde também se construiu, em termos estruturais, o antigo Império Português. A capital de um Estado deve ser sempre onde surgiu a sua idiossincrasia identitária: no seu 'core' identitário nacional. A capital de Portugal deveria ser no território do Entre-Douro-e-Minho: ou em Guimarães ou no Porto, que é o seu território berço e que é onde se encontra, desde que Portugal é Portugal, o seu 'core' identitário e idiossincrásico.
Como é óbvio, em boa parte, é devido a esse ultra-centralismo de Lisboa e arredores (onde o ultra-centralista Poder Central de Portugal se encontra com o habitual ultra-centralista Orçamento Anual do Estado, a cerca de 312 Km da vila de Arouca) que obras de pequena dimensão, como a variante à EN 326 de Arouca, demoram mais de vinte anos a construir, num concelho que se insere e se enquadra na região mais populosa de Portugal, sendo a que mais exporta e a que mais contribui para o PIB: a Região Norte.
Em boa parte, é devido a esse ultra-centralismo de Lisboa e arredores, onde o ultra-centralista Poder Central de Portugal se encontra, com o habitual ultra-centralista Orçamento Anual do Estado, que obras de pequena dimensão, como a variante à EN 326 de Arouca, demoram mais de vinte anos a construir...