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5 de dezembro de 2020

A nutricionista Ana Bravo visitou os Passadiços do Paiva, em Arouca

No passado mês de Novembro, a nutricionista Ana Bravo visitou os Passadiços do Paiva e publicitou esse facto no Instagram, com três 'posts', três fotografias e quatro vídeos...
Aprecio muitíssimo a defesa e a promoção que esta célebre nutricionista portuense e transmontana faz da Dieta Mediterrânica (onde se insere a gastronomia de Arouca): tipo de dieta que é, cada vez mais, reconhecida pela sua excelência frugal e pelos seus benefícios para a saúde humana...

E a nutricionista Ana Bravo, sem hesitações, constata: " A descrição dos PASSADIÇOS DO PAIVA é simples: são lindos! 🧡🧡Conhecem? "
Como sigo o Instagram da Ana, de imediato fiz-lhe o seguinte comentário, que ela agradeceu: " Está no meu concelho natal: Arouca. Tantas vezes que percorri o rio Paiva! É lindo! Penso que também deve visitar a vila de Arouca, que é linda! Os restaurantes e a gastronomia são excelentes. 👏"
Foi, sobretudo, no tempo da infância e da adolescência que percorri, muitas vezes, o rio Paiva, na altura em que acompanhava, frequentemente, alguns familiares meus, na pesca desportiva de truta fário no rio Ardena, afluente do rio Paiva, perto de Espiunca. Desde Rôssas ao rio Ardena, quando passávamos por Canelas durante a viagem, os meus familiares, no automóvel, referiam-me sempre que a mãe de meu avô, senhor António de Almeida Brandão, minha bisavó, Maria Soares de Figueiredo (que foi morar para a Casa de Telarda, em Rôssas, por se ter casado com o meu bisavô da Casa de Telarda) era da Família Soares de Figueiredo, da Quinta do Toural - Canelas. Como se sabe, os 'de Almeida Brandão' (da Casa de Telarda - Rôssas) e os 'Soares de Figueiredo' (da Quinta do Toural - Canelas), meus familiares directos pela linha paterna, são, como bem descreve este blogue, duas das famílias tradicionais mais emblemáticas de Arouca.    


A presença da nutricionista Ana Bravo em Arouca, nos Passadiços do Paiva, devido à sua defesa e promoção da Dieta Mediterrânica, é muito simbólica, sobretudo no sentido em que nos remete para a ideia que se deve, cada vez mais, reforçar e associar a gastronomia e a doçaria de Arouca aos Passadiços do Paiva e à Ponte 516 Arouca.
Porque as pessoas que nos visitam, nesse local identitário maravilhoso de Arouca, também ficam a conhecer, simultaneamente, dois dos elementos identitários melhores e mais valiosos de Arouca e dos Arouquenses, que são a sua gastronomia e a sua doçaria.      

9 de junho de 2019

NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA: Passadiços do Paiva conquistam 'WTA' pela quarta vez

Informa a actual imprensa arouquense que os "Passadiços do Paiva acabam de ser distinguidos, pelo 4.º ano consecutivo, como «Melhor Projecto de Desenvolvimento Turístico da Europa» nos 'World Travel Awards'. Conquistam também o prémio de «Melhor Atracção de Turismo de Aventura da Europa»".
Se os Passadiços do Paiva são um grande sucesso, como é óbvio a nova ponte pedonal suspensa «516 Arouca», sobre o rio Paiva, terá mais sucesso ainda. 

Parabéns a Arouca e parabéns aos Arouquenses.

Foto: jornal «Roda-Viva»

ENTREVISTA NO PORTO CANAL

14 de abril de 2019

Reverberações dos passadiços

   A mais de 300 km’s dos Passadiços do Paiva, disse-me hoje a Celeste que foi fazer os passadiços há cerca de um mês.
   A Ângela, que também cá estava em casa, disse que há já bastante tempo tem previsto ir conhecer os passadiços. Só ainda não foi porque o grupo com que faz destas aventuras tem mais de 30 pessoas e tem sido difícil conseguirem disponibilidade de todos. Mas é para ser, é uma questão de tempo.
   A Sónia disse-me na segunda-feira que pensa ir percorrer os passadiços nas férias da Páscoa. Dei-lhe algumas dicas, alertei-a de que há outras coisas além dos passadiços. 
   No dia antes, faz hoje uma semana, a Gilda esteve cá em casa com a família. Tinham ido no dia anterior caminhar nos passadiços. Foram de Cascais aos passadiços numa excursão: cerca de 150 pessoas em três autocarros, cinco horas de viagem para cada lado, com paragens apenas em estações de serviço de autoestrada. Foi sair, chegar, andar, almoçar no final da caminhada e regressar. Rendidos ao conceito. Muitos espanhóis por lá, testemunharam eles, a dizer “muy bonito”, “encantada” e afins.
   A Maria da Luz também por lá (aos passadiços) deve ter ido ou irá em breve com um grupo. Pediu-me dicas e emprestei-lhe alguns livros, guias e folhetos, para que prepare a viagem.
   Mas que fenómeno é este que, qual Meca do turismo-pedestrianismo, leva tanta gente de tão longe a fazer horas de viagem para conhecê-lo? E onde ficam situados esses fenomenais passadiços?

23 de fevereiro de 2019

Sobre a nova ponte pedonal suspensa sobre o rio Paiva, em Arouca...

  Como é óbvio, a nova ponte pedonal suspensa sobre o rio Paiva, pela sua novidade e pela sua singularidade, vai ter muito sucesso. Se os Passadiços do Paiva tiveram sucesso, com esta nova ponte de 516 metros de comprimento, suspensa a 175 metros de altura do rio Paiva (rio da Área Metropolitana do Porto e um dos afluentes principais do rio Douro, em plena Bacia Hidrográfica do Douro), esse sucesso vai-se reforçar, muito mais.
 
 A nova ponte pedonal suspensa sobre o rio Paiva, em Arouca

  Contudo, permitam-me a boa sugestão, as instituições que gerem os Passadiços do Paiva e esta nova ponte pedonal suspensa deverão efectivar várias acções concretas, para valorizar, ainda mais, toda essa área, como o restabelecimento consistente das espécies piscícolas e ripícolas, a despoluição completa das águas do rio Paiva, em colaboração com outros concelhos por onde passa o rio Paiva (com uma análise periódica mais rigorosa das suas águas), a reposição da flora das zonas ardidas, com a plantação de espécies vegetais autóctones próprias desse território, hostilizando, ao extremo, sem hesitar, a introdução de espécies exóticas, como a plantação de eucaliptos e espécies perniciosas afins, etc.
  Em suma: criar uma zona ripícola de muita qualidade endógena e autóctone. 
 São essas algumas das acções concretas que deverão realizar, para a valorização identitária de uma área de Arouca que já é um exemplo de sucesso e reconhecimento. Penso que é uma boa sugestão de alguém que é arouquense e que gosta muito de Arouca, bem como de um cientista social e de um cidadão que defende esse tipo de dinamização económica dos recursos endógenos do território.  

11 de dezembro de 2018

Melhor Atração de Turismo Aventura do Mundo!!!

Ainda a comemorar a entrega do prémio de melhor atração de Turismo Aventura do Mundo ao Município de Arouca com o projeto “Passadiços do Paiva”, que considero relevante para a continuidade da estratégia política deste e do anterior executivo, focado essencialmente no Turismo e no desenvolvimento do setor terciário, não consigo evitar que dúvidas ou incertezas assombrem este orgulho que sinto enquanto arouquense. Dúvidas essas que se me colocam acerca da preservação ambiental, designadamente do ecossistema, flora e fauna existentes no rio Paiva e que pelo número reduzido de espécimes são consideradas raras ou em risco de extinção, privilegiando de normativas europeias de proteção. Refiro, a título de exemplo, as lontras, as toupeiras-de-água, as borboletas, algumas aves, peixes e a vegetação ripícola, onde se salientam bosques com amieiros, freixos e carvalhos alvarinho. Apesar de menos referenciada pelo reduzido número de avistamentos, é também de salientar a presença da águia de asa redonda que imponente voa e plana no rio Paiva, de montante a jusante, e vice-versa, presença que estará na origem do nome da Cascata das Aguieiras, por ser conhecida como local onde as águias nidificavam. Será pacífica a coexistência entre este projeto de grande afluência de turistas e a preservação destes ecossistemas???


Sem querer tirar o mérito aos Passadiços do Paiva que têm como objetivo tornar acessível à população as margens do Rio Paiva, para fruição da beleza paisagística e para educação e sensibilização ambiental, passados 3 anos, penso ser altura de passar do “Verbo” à “Ação” e implementar mais medidas que protejam de facto este património natural de valor incalculável: limitar mais o número de visitantes por dia; criar alternativas à circulação automóvel poluente utilizando veículos elétricos para transbordo entre pontos de acesso; melhorar a planificação e gestão dos resíduos; garantir que os esgotos provenientes das populações e lugares ribeirinhos sejam alvo de tratamento em ETARs, eliminando as tradicionais fossas ou o esvaziamento através de cisternas; melhorar a segurança rodoviária em estradas perigosas pela sinuosidade que apresentam; aumentar e enquadrar paisagisticamente o número de parques de estacionamento que, na minha opinião, deveriam ser pagos; melhorar estruturas de acolhimento - maior número de WC e já agora substituir os WC em contentores na praia fluvial do Vau; realizar obras nos esquipamentos das praias fluviais do Areinho e Paradinha e dotá-los de painéis solares capazes de forma a evitar o recurso a geradores; procurar garantir a colocação de rails de proteção na estrada que serve o lugar da Paradinha, à semelhança dos rails colocados para acesso ao lugar de Meitriz, etc.

Estas são apenas algumas das muitas intervenções que serão necessárias realizar a médio prazo, para que o nosso património natural seja “preservado” e sofra o menor impacto possível e para que as expectativas colocadas nos Passadiços do Paiva e, para o ano, na maior ponte pedonal suspensa do mundo, não sejam defraudadas, sob pena dos holofotes dos media se virarem contra nós.

Os prémios acarretam responsabilidade e compromisso e, havendo clareza de visão, discernimento e juízo crítico, não é necessário ser adivinho para antever onde serão aplicados os orçamentos municipais dos próximos anos. Enquanto arouquense, espero que o dinheiro público investido seja utilizado de forma criteriosa, equilibrada e que vise o desenvolvimento de uma solução sustentável.

Sem querer alongar este meu artigo que já vai extenso, acrescento que é premente angariar financiamento comunitário quer para a ponte pedonal suspensa, quer para a ligação desta junto à Cascata das Aguieiras à aldeia de Alvarenga, atravessando os lugares da Chieira em direção à Ribeira, Miudal ou Santo António.

Também esta ligação deverá ser planificada em respeito pelas características rurais, preservando-se caminhos, regos de água, muros, fontes e fontanários que tão bem caracteriza Alvarenga e que é um elemento cultural diferenciador a respeitar.

Enquanto alvarenguense, espero igualmente que as tão almejadas obras na Quinta da Picota sejam uma realidade a curto prazo e não se tornem promessas vãs nem ideias que não saem do papel, hasteadas como bandeiras de campanha eleitoral, como a malograda 2.ª fase da Variante de Arouca, a “marinar” há mais de 12 anos.

A par com os investimentos no Turismo em Alvarenga, sugiro que se diversifique ainda a oferta com a criação de um percurso pedestre de índole cultural e histórico, aproveitando a ligação da ponte pedonal suspensa à aldeia de Alvarenga, iniciando na Chieira, atravessando a Vila, o Passal, o Paço, Quintela, Ribeira, Trancoso, Casais, Picota e terminando em Miudal ou em Santo António. Neste percurso cultural e histórico, poder-se-ia (re)visitar a história de Arouca/Alvarenga (e à sua semelhança a história nacional), abarcando pelo menos onze séculos de história (X-XXI), abordando temas como as antigas “vila” romanas, a Reconquista Cristã, a proeminência da família de Egas Moniz – o Aio, preceptor de Afonso Henriques, a atribuição das cartas de foral manuelinas, que fez de Alvarenga concelho, o que se manteve até ao séc. XIX, as Ordenanças de Alvarenga, as invasões francesas, a exploração mineira de volfrâmio tendo no lugar da Chieira ocorrido a 1.ª concessão mineira em 1911, a separadora do volfrâmio da Espinheira sita no lugar da Vila, onde hoje está instalado o Hotel Quinta da Vila, o Motim de 1942 e o contrabando de minério por altura da II Guerra Mundial, a emigração para o Brasil, com especial atenção para a figura de Adriano Telles, fundador do café A Brasileira, o poder e a influência de famílias de Alvarenga junto do governo central, designadamente dos Galvão, dos Telles e dos Noronhas, a construção do rego do Boi, que atravessa desde a Serra todo o vale de Alvarenga, desaguando na Cascata das Aguieiras, etc.

Para terminar (mesmo!) há que festejar e ter orgulho em Arouca e nos Passadiços do Paiva – e futura ponte pedonal suspensa – acreditar na boa gestão local e acompanhar, sempre atentos, o desenvolvimento das políticas locais, numa atitude de cidadania participativa, consciente e responsável porque, como vemos, há muito trabalho a fazer e um mar de oportunidades a rentabilizar!

6 de dezembro de 2018

Melhor Destino de Aventura do Mundo

O rio e salto Petrohue na Patagónia Chilena são só um entre milhares de exemplos potencializados através de desportos  como rafting ou simples observação da natureza. Exemplar estrutura de apoio; acesso pago; comunidade local integrada nas valências e sustentabilidade  do projecto.


Os passadiços do Paiva ganharam mais um prémio, desta vez o prémio de melhor atração turística de aventura do mundo; importa também referir que no mesmo evento Portugal foi congratulado como melhor destino turístico do mundo.

Muito já se escreveu sobre a vitória de Portugal e a de Arouca mais particularmente da sua atração turística de aventura “Passadiços do Paiva”. Mas se Arouca tem dentro dos seus limites geográficos a melhor atração  de aventura do mundo qual será o país que terá ganho o troféu de melhor país como destino de aventura do mundo: Chile.

Faço referência a isto  pois penso que nós, portugueses e particularmente os arouquenses, poderemos aprender muito com o que de melhor se faz neste país da América do Sul. Maximizam ao máximo todas as suas potencialidades endógenas como montanhas, rios e toda uma outra imensidão de recursos naturais  mas não permitindo que a vertente turística exagerada desvirtue a sua génese. Inserem as comunidades locais nos projectos turísticos responsabilizando-as pelo cuidado e salvaguarda dos mesmos mas fazendo com que estes sirvam de suporte à sustentabilidade das mesmas comunidades. Criam estruturas íntegradas de suporte que enquadradas e introduzidas ao turista são geradoras de receitas. Falo de um simples percurso pedestre, ou uma simples cascata até ao mais majestoso deserto. Criam uma diferenciação entre locais e turistas de forma a beneficiar os primeiros.

Por exemplo um parque como o das pedras parideiras, a frecha da Mizarela, os percursos de BTT, o acesso ao complexo mineiro de Rio Frades seriam, se porventura no Chile, estruturas todas elas potencializadas, de acesso controlado e pago por turistas. Um hipotético parque natural e florestal (e Arouca continua a ser maioritariamente florestal) com árvores autóctones, percursos de BTT e pedestres demarcados, estruturas de apoio e vigulância de acesso controlado seria um exemplo desta potencialização que descrevo.

Não refiro uma exploração e inflação dos preços a reboque da galinha dos ovos d’ouro turística que têm sido os passadiços. Escrevo num caminho sustentado, diversificado e acima de tudo integrador de toda a região. A sabedoria popular costuma dizer que a roda está inventada só necessitamos de a fazer rodar. Turisticamente falando estamos no bom caminho mas podemos sempre fazer melhor ou neste caso como os melhores.

2 de dezembro de 2018

Os passadiços e os seus parentes


   Mais dois prémios para o projeto dos Passadiços que, sendo do Paiva por causa do rio, são de Arouca porque são em Arouca. Este percurso marginal ao rio Paiva construído em tábuas de madeira é um sucesso do qual, como arouquenses, só nos podemos orgulhar. Temos um dos entabuados mais famosos e percorridos do mundo.
   Tanta fama fez-me lembrar outros percursos, os tradicionais percursos pedestres, dos quais em Arouca creio haver 14 de pequena rota e um de grande rota. Percorri a maioria, alguns por várias ocasiões. Prefiro-os aos passadiços. Pela sua maior discrição e naturalidade. Porque são endógenos. Porque percorrendo-os se vivem Arouca e as suas matizes, andando por caminhos, carreiros, estradões, pontões e escadas, atravessando aldeias, serras, vales, encostas, montes, bosques, campos, socalcos e ribeiros.
  Até ao ano passado, não havia um único destes percursos nas freguesias mais ocidentais do concelho. Como mansorense, fiquei feliz ao ver inaugurado em abril passado um destes percursos (o PR 11 – Trilho das Levadas) na minha freguesia natal. Até porque tive uma pequena ligação ao projeto.
   A Câmara Municipal de Arouca investiu a certa altura nestes percursos e, creio que por 2008, registou a marca “Arouca, capital do Pedestrianismo”, mas dá impressão que não se tem feito tanto uso desta marca quanto se poderia. Exceto, obviamente, se considerarmos que “Arouca = Passadiços do Paiva”.
  Não é segredo nenhum que o valor intrínseco de um projeto turístico não basta para que ganhe prémios. É preciso muito marketing, muito lobby, muito “soft power” para se levar o turista a julgar que descobriu aquilo que queríamos que descobrisse. Pois bem, agora que temos em Arouca um percurso “vip” e milionário, mais do que consolidado, porque não instrumentalizar a sua fama e a sua riqueza em favor dos seus parentes pobres, os tradicionais percursos pedestres? Fica a ideia.

14 de outubro de 2018

Passadiços

A Pensar Alto...

Há dias e a aproveitar os últimos raios de verão aproveitei e dei um salto aos novos passadiços de Aveiro, Vouga. Dei por mim a experimentar novos caminhos, novas sensações, e numa oportunidade tão diversa, aproveitei, sentei me num dos muitos bancos que por lá nos esperam e escrevi mentalmente este pequeno texto. O tema escolhido já agora foi passadiços. Artur Neves, engenheiro e Presidente da Câmara de Arouca na altura, concretizou o projeto dos passadiços do Paiva e transformou completamente a nossa terra com todo o desenvolvimento que se seguiu e continua diariamente a surpreender nos com as quantidades de turistas que falam várias línguas, mas que se entendem por percorrerem os mesmos caminhos e se espantam com aquelas belezas e sons que muitos só conheciam de livros e imagens antigas. Foi sem duvida um projeto oportuno, num tempo próprio e que serve de exemplo a muitas autarquias do Norte ao Sul para aumentar a riqueza, fixar as populações, e lutar de igual para igual com investimentos muito superiores. Já percorri muitos, mas nenhum é tão bonito como o nosso, em nenhum vi e senti como o selvagem se deixa contemplar, e o rio, os pássaros, as plantas, os animais, fazem os impossíveis para aparecerem sempre belos, exóticos e diferentes. Até as cores querem participar e se num dia tudo é branco névoa, no outro podem ser só tons de vermelho e o anoitecer pode ou não ter tons de cinzento. Quem se cruza com as visitas vê- lhes isso nos olhares cúmplices, surpresos e encantados. E a nossa economia agradece. Foi sem dúvida um grande projeto, uma grande ideia, um grande exemplo. Por isso quando comecei de novo a calcorrear aqueles pisos á beira da ria em Aveiro lembrei me que foi em Arouca que tudo começou, e que desde o dia que numa encosta escondida ao longo de um pequeno rio ali para os lados de Arouca se começaram a cruzar milhares de pessoas com o pretexto que ainda era possível ver um pedaço de natureza, as ideias de o mostrar espalharam se pelo País e no final fomos todos beneficiados. Não me canso de dizer, grande projeto.