Mostrar mensagens com a etiqueta Região Norte de Portugal. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Região Norte de Portugal. Mostrar todas as mensagens

11 de dezembro de 2021

Arouca tem de estar, para sempre, na Área Metropolitana do Porto

A imprensa arouquense informa que a actual presidente da Câmara Municipal de Arouca, Margarida Belém, depois de um mandato como vice-presidente do Conselho Metropolitano do Porto (o órgão deliberativo da Área Metropolitana do Porto (AMP), que é, simultâneamente, área metropolitana e NUTS III), deixa de figurar na direcção, na sequência das eleições realizadas em Novembro, referindo que a autarca de Arouca não participou no momento da votação, «devido a um incidente na viatura que originou o atraso na chegada à reunião», conforme justificou em sessão de Câmara.
Esperemos, como é óbvio, que seja apenas um mero impasse institucional muito esporádico e que não se repita, porque, em termos estratégicos e de modo responsável, e já a pensar no muito longo prazo e nas futuras gerações sucessivas, para bem de todos os Arouquenses e para bem do território endógeno e sócio-económico de Arouca, as instituições de Arouca e os Arouquenses têm que, responsavelmente, se ligar, cada vez mais e de modo cada vez mais funcional, ao Porto e à Área Metropolitana do Porto e "esquecer", de vez, o distrito de Aveiro.
Visto que o município de Arouca, em todas as suas características e em quase todas as suas divisões administrativas, territoriais e identitárias, muito pouco ou quase nada tem que ver com Aveiro. Quase todas as divisões administrativas, territoriais e identitárias de Arouca emanaram e emanam do Porto e da Região Norte.
O município de Arouca, as instituições de Arouca e os Arouquenses devem sempre, como é óbvio, em termos muitíssimo prioritários, ligar-se às instituições do território da AMP e às instituições que emanam do Porto e do Norte.
Facto que a conclusão da segunda fase da variante, prevista para Novembro de 2022, vai mesmo tornar muito mais funcional.
A presença da autarca de Arouca como vice-presidente do Conselho Metropolitano do Porto, durante os últimos quatro anos, foi relevante e simbólica, até para as pessoas exógenas saberem mesmo bem onde Arouca pertence em termos endógenos, autóctones, identitários e sócio-económicos... 
Mas os mandatos têm um prazo e o outro vice-presidente do Conselho Metropolitano, que era o autarca de Santa Maria da Feira, também não está neste novo mandato. Manteve-se apenas o presidente: Eduardo Vítor Rodrigues, autarca de Vila Nova de Gaia, tendo, agora, como 'vices’, os autarcas de São João da Madeira e da Trofa.
A presidente da câmara de Arouca foi vice-presidente do Conselho Metropolitano da AMP, nos últimos quatro anos
foto: jornal Roda-Viva

Como já foi referido neste blogue: "O concelho de Arouca está muito bem enquadrado e inserido na nova NUTS III da Área Metropolitana do Porto (AMPorto). Muito bem mesmo. A cidade do Porto e espaço circundante (capital da Área Metropolitana do Porto (NUTS III) e da Região Norte de Portugal (NUTS II) ) sempre foram o espaço urbano principal de referência de Arouca e dos Arouquenses. É um facto óbvio, real e concreto, com validade ontológica. É um território onde moram milhares de Arouquenses e seus descendentes e sempre foi o local da sua «mobilidade espontânea e natural». Na parte noroeste, o concelho de Arouca dista, em linha recta, apenas cerca de 22Km da cidade do Porto. Com a conclusão da segunda fase da variante à EN326, a deslocação, da vila de Arouca ao centro da cidade do Porto, demorará cerca de 35 a 40 minutos, por essa nova estrada."
"Não se podem cometer mais erros históricos, irracionais e irresponsáveis, a partir das instituições, que podem ser irreversíveis e muitíssimo perniciosos, em relação ao presente e futuro rumo histórico de Arouca e dos Arouquenses. O "caminho" de Arouca e dos Arouquenses, em termos de enquadramento e de pertença territorial e institucional, é só um, à escala nacional: Porto, Área Metropolitana do Porto e Região Norte. E à escala europeia: Euro-região 'Galiza-Norte de Portugal'.
 Para bem de Arouca e dos Arouquenses. Para bem do seu enquadramento territorial, institucional e identitário."

Ler, por favor, esse texto, integralmente, onde o assunto é bem esclarecido, de modo responsável, aqui: 

13 de maio de 2021

A Ponte 516 Arouca será um grande sucesso internacional: -é preciso localizar bem Arouca, no contexto global

Estou a dirigir-me aos Arouquenses e às instituições de Arouca...
Como é óbvio, a nova Ponte 516 Arouca será, com toda a certeza, um grande sucesso, não apenas a nível nacional, mas a nível internacional. Pela sua singularidade, desperta, facilmente, interesse e curiosidade a pessoas de todas as idades, para além de ser também uma obra de engenharia com beleza estética, de onde se pode disfrutar de uma panorâmica impressionante e vertiginosa. Logo nos primeiros dias em que foi anunciada a sua inauguração, muitos «mass media» de várias partes do Mundo informavam o assunto com agrado e interesse. E Arouca e os Arouquenses bem o merecem.
Contudo, há um elemento, em todo este «fenómeno da Ponte 516 Arouca», que não é adequado e pode ser contraproducente para a funcionalidade do acesso directo à nova ponte, no contexto global: -trata-se da menção, que aparece, com frequência excessiva, nos «mass media» e na internet, de ligar a ponte, para além de Arouca, unicamente ao distrito de Aveiro.
Essa ocorrência, que a Câmara Municipal de Arouca e o Arouca Geopark deveriam, impreterivelmente, corrigir, ao descreverem, antes, nos «mass media» e na internet, a ligação da nova ponte ao Porto e à Região Norte, com os acessos a partir do contexto da Área Metropolitana do Porto. E não do distrito de Aveiro. Porque os acessos directos e funcionais, nos vários tipos de transportes, a Arouca, são mesmo feitos a partir da «nossa área metropolitana».
Ao aparecer excessivamente a menção ao distrito de Aveiro (e, como se sabe, os Arouquenses estão pouquíssimo ligados a Aveiro), os visitantes e as pessoas exógenas que não conhecem bem Arouca ficam, erroneamente, a pensar que Arouca e os Arouquenses (que são pessoas autóctones da Região Norte de Portugal) têm uma ligação forte a Aveiro (que é uma cidade da Região Centro de Portugal), quando, na realidade, não têm, como nunca tiveram. Arouca foi, erroneamente, integrada no distrito de Aveiro no ano de 1835.
Arouca não tem acessos directos e funcionais com Aveiro nem tem que os ter urgentemente, até porque os seus acessos directos com o Porto (que sempre foi «a cidade principal dos Arouquenses») são muitíssimo mais prioritários e, infelizmente, por paradoxo, como se sabe, ainda não estão concluídos, com «a já velha e bafienta história da variante à EN326»...
Mas, para além de tudo o mais, entre outros factos, o rio Paiva é, oficialmente, um rio metropolitano do Porto e um dos afluentes estruturantes do rio Douro. A Ponte 516 Arouca localiza-se em plena Bacia e Região Hidrográfica do Douro. A Associação Geoparque Arouca pertence à Associação de Turismo do Porto e Norte de Portugal - Porto Convention & Visitors Bureau. O concelho tipicamente nortenho de Arouca é gerido pela CCDR-Norte. etc. etc.
Então porquê esta insistência despropositada de mencionarem, quase sempre, unicamente o distrito de Aveiro, numa altura em que os distritos pouco representam e, neste caso específico, para os Arouquenses, Aveiro pouco ou quase nada lhes diz?!...
Como é óbvio, na cerimónia de inauguração desta nova ponte pedonal, presidida pela Ministra da Coesão Territorial, a nível das instituições macro que, realmente, dizem respeito a Arouca e que representam mesmo Arouca, estiveram presentes os presidentes da CCDR-Norte e do 'Turismo do Porto e Norte de Portugal'. O Conselho Metropolitano do Porto foi representado pela sua vice-presidente, que é a presidente da câmara municipal de Arouca. Não estava lá ninguém a representar o quase extinto distrito de Aveiro, porque não tinha mesmo nada que lá estar, porque quase nada iria representar de Arouca.
foto: jornal Roda-Viva

Há um artigo de qualidade, publicado neste blogue, da autoria do colaborador Carlos S. Sousa, 'A estrada para o Porto', que descreve, de modo vivido e genuíno, durante o século XX, essa forte ligação empática e enraízada dos Arouquenses ao Porto e território circundante. Nesse contexto vivencial e noutra geração de Arouquenses mais antiga, estou a lembrar-me da descrição de meu avô, António de Almeida Brandão, no seu livro de Memórias, ao referir que, por razões sócio-económicas, eram muitos os Arouquenses que se deslocavam a pé, todos os dias, de Arouca ao Porto, por Fiães, pelo atalho da Devesa da Lebre...Era frequente também deslocarem-se em carros-de-bois...E foi para o Porto que se criaram, a partir de Arouca, os primeiros transportes regulares...etc. etc.

Portanto, que as instituições de Arouca coloquem, de vez, nos «mass media» e na internet, a ligação da nova ponte ao Porto e à Região Norte de Portugal, bem como os verdadeiros acessos directos e identitários ao território de Arouca: que são feitos no actual contexto da Área Metropolitana do Porto. E não do distrito de Aveiro. Ou será que têm de ser mesmo os estrangeiros a lembrar esse facto, como a CNN, para, a nível global, os visitantes localizarem bem Arouca, em termos territoriais e identitários?!:
Não será a partir de Aveiro, mas sim a partir da parte litoral da Área Metropolitana do Porto (onde se localizam os principais locais físicos e identitários dos vários tipos de transportes estruturais de acesso a Arouca) que vão acorrer, ao concelho de Arouca, muitos, muitos e muitos visitantes das mais variadas partes do Mundo, para ver a nova Ponte 516 Arouca, que, para além de se deslocarem por estrada, antes também se deslocarão via aérea (Aeroporto Francisco Sá Carneiro e Aeródromo Municipal da Maia), via ferroviária (Estação Ferroviária de Porto-Campanhã), via marítima (Porto de Leixões e Marina 'Porto-Atlântico') ou via fluvial (Marina 'Douro-Marina' e Marina do Freixo).

5 de fevereiro de 2021

Sobre a origem 'cripto-judaica' e 'cristã-nova' das famílias brasonadas de Arouca

No passado mês de Dezembro da era comum, recebi, na minha caixa de e-mail's, uma mensagem de um leitor brasileiro deste blogue «Defesa de Arouca», descendente de famílias arouquenses, que me fez uma série de questões sobre as famílias de origem «cripto-judaica» e «cristã-nova» de Arouca, ou seja, sobre a Cultura Judaica e o Povo Judeu 'Shomer Torá uMitzvot', do qual eu descendo, ao qual pertenço e ao qual estou muito ligado, de modo directo, faz, agora, precisamente, 17 anos. No presente e em termos vitalícios, como «Noaíta-Chassid / Chassid Umot ha-Olam»...
Esse leitor perguntou:
" Li os seus posts no Defesa de Arouca sobre elementos cripto-judaicos em Arouca e gostei muito por ter muito interesse no tema. Reparei também que você menciona que encontrou as suas próprias origens cristã-novas em Arouca, por acaso você teria informações também sobre outras famílias com a mesma origem no concelho?
Meu avô paterno nasceu no Burgo e por parte do meu bisavô sou descendente de Nunes Ferreira de Urrô/Santa Eulália/Burgo e Duarte da Rocha também do Burgo, e por parte da minha bisavó dos Gomes de Sousa Monteiro de Figueiredo (Burgo) que foram senhores das Casas da Moita, Aldeia, Devesa, Fonte, Figueiredo, Cabo, etc e também dos Almeida Magalhães da Casa de Sela (Sela, Urrô) e Quinta de Souto de Rei (Souto de Rei, Várzea), que pelo brasão entregue ao meu ancestral Cap. Domingos de Almeida Magalhães (da Sela) seriam também descendentes dos senhores das Casas da Trofa e do Côvo.
Ficaria muito contente caso você tenha alguma informação em relação à essas famílias, especialmente em relação às origens cristã-novos que creio serem bem prováveis."
Respondi-lhe do seguinte modo:
" Boa tarde. Sim. Cada vez mais se confirma a origem cripto-judaica e cristã-nova das Casas brasonadas do Norte de Portugal e da Galiza.
O cripto-judaísmo e os cristãos-novos são um fenómeno sobretudo do Norte de Portugal e não do Sul ou de Lisboa, tal como pude constatar em vários estudos académicos que realizei com outros colegas sociólogos...Um dos quais sobre a minha família cripto-judaica materna: os «do Valle Quaresma», senhores da Casa de Paços - Moldes - Arouca. As famílias brasonadas de Arouca terão, em grande parte, essa origem cripto-judaica e cristã-nova. "

Igreja da Misericórdia de Vila Real de Trás-os-Montes, que era uma antiga sinagoga sefardita ocidental
Foto: Visitar Portugal

Como referi neste blogue, uma parte da família do poeta Fernando Pessoa, da Casa e Quinta do Castelo, de Fermêdo - Arouca, era de origem «cripto-judaica» e «cristã-nova», como o próprio poeta Fernando Pessoa descreve na sua célebre nota biográfica, ao referir a sua origem familiar num «misto de fidalgos e judeus»...E grande parte das igrejas e congregações das Misericórdias do Norte de Portugal eram antigas sinagogas, que eram propriedade dessas famílias brasonadas do Noroeste Peninsular. Um desses melhores exemplos é a igreja da Misericórdia de Vila Real de Trás-os-Montes, localidade de onde era originário o Dr. Ângelo Miranda, que é o célebre médico transmontano que, durante o século XX da era comum, se tornou arouquense e que era descendente de Judeus religiosos praticantes, de uma família brasonada. 
Repito e sublinho bem: a cultura «Cripto-Judaica» milenar é uma componente muito relevante no Noroeste da Península Ibérica, que está no inconsciente colectivo das populações nortenhas e galegas, mesmo que, na actualidade, muitos não estejam conscientes dessa herança milenar e estruturante, mas que permanece, como herança, de modo espontâneo, na idiossincrasia cultural das populações do noroeste ibérico, em muitos e variados aspectos, tal como ocorre em Arouca. Ainda está por realizar um estudo minucioso e isento, com grande rigor científico, sobre as congregações, irmandades, igrejas e capelas da Misericórdia do Noroeste da Península Ibérica, bem como sobre as congregações, irmandades, igrejas e capelas do Espírito Santo (o Ruach Ha-Kodesh hebraico), visto que grande partes delas eram antigas congregações e sinagogas sefarditas ocidentais, que foram preservadas pelos «cristãos-novos», durante séculos.

2 de agosto de 2020

45,1 mil milhões de euros da U.E. - nos próximos três anos, mais do que nunca, o Norte e os Nortenhos têm que se unir...

A partir de 2021, Portugal começará a receber, da União Europeia, em parte a fundo perdido, cerca de 45,1 mil milhões euros, com um prazo de três anos para o aplicar.

Mais do que nunca (para que o rapto do ultra-parasitismo de Lisboa e arredores não se repita, em relação à sua habitual captação ultra-centralista de fundos europeus) é necessário que as instituições da Região Norte e os cidadãos da Região Norte (onde Arouca se insere e se enquadra, desde que Portugal é Portugal) se unam, como nunca, na aplicação concreta, legítima, legal e merecida de uma grande parte da totalidade desses fundos no território da Região Norte e nos vários tipos de instituições nortenhas.

A Região Norte, que tem muita coerência identitária, é, em Portugal, a região mais populosa, a mais industrializada, a única que exporta mais do que importa, a mais laboriosa, a que mais produz e a que mais contribui para o PIB, entre outros muitos e variados aspectos positivos, etc. etc., mas, por paradoxo, continua, em termos estatísticos, ao contrário do que acontecia no passado, a ser a mais pobre de Portugal!!! Isto porque as estatísticas (que encobrem processos com frequência e revelam, sobretudo, quantidades, mas não revelam as qualidades e as idiossincrasias, que também são elementos de várias espécies de capital) encobrem os grandes problemas e as grandes injustiças que estão na origem desta situação nacional lamentável do Estado português: que é o modo ultra-centralista como funciona o Estado português há bastante tempo, a partir de Lisboa e arredores. E o ultra-centralismo ultra-parasita de Lisboa e arredores, para mal de todos os Portugueses, infelizmente, radicalizou-se nas últimas décadas. Isto aliado ao facto da maioritariamente sub-urbana Lisboa ser, como sempre foi, uma péssima capital  de Portugal.

A partir de 2021, Portugal vai receber, da U.E., 45,1 mil milhões de euros para aplicar durante 3 anos 

É tempo de acabar, de vez, com essa grande injustiça gritante. A Região Norte tem, por essa razão, direito a uma grande parte da totalidade desses fundos europeus, uma vez que é, na realidade, como sempre foi, «o verdadeiro motor económico de Portugal», para que, assim, melhor se efective a tradicional dinâmica endógena do Norte e dos Nortenhos. Para que seja gerada mais riqueza aqui no Norte, mas para ser aplicada aqui no Norte e não em Lisboa e arredores. Para isso, o processo de Regionalização de Portugal tem também de se concretizar, com muita urgência, nos próximos anos, para bem de todos os Portugueses, no contexto da União Europeia e das suas euro-regiões.

Portanto, repito, é necessário que as instituições da Região Norte e os cidadãos da Região Norte (onde Arouca se insere e se enquadra) se unam, mais do que nunca, nos próximos três anos da aplicação desses fundos, provenientes da União Europeia, a que, legitimamente, têm direito.

Ler, por favor, estes artigos: 1)  e  2) e  3)

*******

Pelos vistos, como revelam algumas notícias de ontem (4/8/2020), o actual Governo ultra-centralista (se se não fizer nada, com urgência, para contrariar esta situação muito preocupante) prepara-se para, mais uma vez, praticar o rapto ultra-centralista de fundos europeus, ao pretender canalizar esses fundos, maioritariamente, para Lisboa e arredores, num acto muitíssimo injusto e que parece ser ilegal!!!

É escandaloso!!! Ler, por favor, estes artigos, a esse propósito: A) e  B)

ESTA SITUAÇÃO MUITÍSSIMO INJUSTA NÃO PODE CONTINUAR MAIS ASSIM: A REGIONALIZAÇÃO DE PORTUGAL TEM QUE SER MESMO CONCRETIZADA, O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL, PARA BEM DE PORTUGAL COMO UM TODO E PARA BEM DE TODOS OS PORTUGUESES:

"Os problemas das regiões têm de ser tratados e resolvidos por quem nelas vive, precisamos de meios e decisores de proximidade, que respondam perante as pessoas, que sejam democraticamente eleitos através de sufrágio universal. Os custos da regionalização serão um investimento nas pessoas que nelas vivem. Os argumentos patéticos de que com a regionalização se estariam a criar novos lugares políticos e mais “tachos” é uma imbecilidade, pois esses lugares existem há muito numa administração concentrada e que não responde perante os cidadãos. Elegermos os decisores regionais (e sermos eleitos) é uma responsabilidade cívica e um direito democrático de todos."

21 de fevereiro de 2020

A Regionalização é mesmo uma reforma estrutural MUITO URGENTE em Portugal: -a propósito de algumas afirmações irresponsáveis e irracionais do deputado André Ventura

Como já foi referido, várias vezes, neste blogue, a Regionalização de Portugal, nas cinco regiões identificadas, é uma das reformas estruturais mais urgentes que têm de se concretizar, para bem de todos os Portugueses e de todo o território português, para bem de todos os Nortenhos e de toda a Região Norte, para bem de todos os Arouquenses e de todo o território de Arouca.  Porque um dos GRANDES PROBLEMAS do funcionamento de Portugal surge, há bastante tempo, do ultra-centralismo ultra-parasita de Lisboa e arredores, aliado ao facto da actual suposta capital de Portugal não se localizar no núcleo identitário e idiossincrásico de Portugal e dos Portugueses, que é, como sempre foi, o território do Entre-Douro-e-Minho. Ou seja, a capital de Portugal não está localizada, há vários séculos, no sítio certo e adequado. A dita Descentralização anunciada não vai, de modo algum, resolver este GRANDE PROBLEMA. Só mesmo a Regionalização (prevista, outorgada e consagrada pela Constituição da República Portuguesa há cerca de 44 anos) o pode resolver. 
Contudo, infelizmente, em Portugal, há vozes muito irresponsáveis e muito ignorantes, relativamente a este assunto, como é a do deputado André Ventura com o seu partido Chega, que, num debate recente, disse, a certa altura, numa intervenção sobre a Regionalização, que "está-se nas tintas" para o que diga a Constituição sobre o tema"!...Teve, de imediato, como é óbvio, a contestação no Parlamento.
O ultra-centralista André Ventura (deputado com várias afirmações irresponsáveis, irrealistas e demagógicas) é, nesse aspecto, também um reflexo de um dos males que, infelizmente, se verificam, com frequência, em Portugal, nalguns cidadãos e nalgumas instituições, que é o de pensar que as leis do Estado não têm validade, bem como a recusa negligente e arrogante em cumprir as leis do Estado! É um indicador da anarquia irresponsável que, infelizmente, muito afasta Portugal dos países avançados da Europa central. Este André Ventura (que é um político com um percurso incoerente, com o Chega, que é um partido sem coerência ideológica, com elementos irresponsáveis, irracionais e absurdos) afirma que "está-se nas tintas para a Constituição Portuguesa"?! Como é que um deputado eleito pode afirmar isso, em pleno Parlamento, perante a lei fundamental que regula os direitos e deveres dos cidadãos e das instituições em Portugal?!...Irracionalidade. Absurdo. Irresponsabilidade. Atrevimento. Populismo perigoso, num partido com várias ideias perigosas e que esperemos que não aumente a sua representação no futuro, porque a própria Constituição da República Portuguesa, que é uma magna-carta do Estado português, proíbe, e bem, várias das ideias extremistas e irresponsáveis do partido de André Ventura, que pouco trará de bom e de benévolo para Portugal e para os Portugueses. 
Estado subordina-se à Constituição e funda-se na legalidade democrática. A Constituição deve ser sempre norteada pelo sistema axiológico axiomático absoluto dos valores morais noaítas da Torá Sagrada do Criador Absoluto, Infinito e Perfeito dos Céus e da Terra, Bendito Seja O Seu Nome Sagrado. As revisões da Constituição devem sempre ser para a Constituição estar em conformidade com esse sistema axiológico absoluto de origem divina e que se reporta e que se refere à estrutura ontológica e orgânica dos seres humanos. 
Gravura: blogue 'Regionalização'

23 de novembro de 2019

Mais elementos 'cripto-judaicos' e 'cristãos-novos' em Arouca

Os textos semanais do colaborador deste blogue António Brandão de Pinho são muito úteis para conhecer muitos elementos de Arouca e dos Arouquenses. O penúltimo texto que foi publicado refere que, em “1681.XI.11, Dom Luiz da Silva, bispo de Lamego, acaba com o costume do Imperador que tinha lugar na procissão da festa do Espírito Santo, realizada no Burgo de Vila Meã, e em cuja procissão os habitantes deitavam ao lume tripas cheias de substâncias aromáticas e cuja combustão transmitia ao ambiente um cheiro agradável”.
Pelourinho do antigo concelho do Burgo de Vila Meã
(foto: Visitar Portugal)
A Festa do Espírito Santo e o costume do Imperador (que é a versão portuguesa cripto-judaica da Festa de Shavuot, muito presente no noroeste português, mas também nos Açores e no Brasil, que foram colonizados, estruturalmente, por pessoas do noroeste português) são um dos elementos cripto-judaicos mais relevantes que encontramos em várias partes do território de Portugal continental e, portanto, também existia em Arouca, no Burgo, que foi concelho entre os anos de 1363 e de 1817 (era comum). 
É um elemento muito antigo que foi reapropriado e, depois, infelizmente, num acto malévolo, proibido e extinto pela Igreja Católica Romana, em várias localidades de Portugal. Refere-se ao Ruach Ha-Kodesh hebraico.
O Imperador, nessa festividade cripto-judaica, corresponde ao símbolo do Moshiach Ben David, ao Rei-Messias e à linhagem nobre messiânica, que vai inaugurar a Era Messiânica, no futuro, com a construção do Terceiro Templo, no Monte do Templo, na cidade de Jerusalém, na Terra de Israel, num Governo Monárquico Messiânico para os Judeus (613 Mitzvot) e para toda a Humanidade (7 Leis de Noé), numa nova era de prosperidade e de bem-estar nunca vista, depois de várias transformações físicas que vão ocorrer no ambiente cósmico da Terra. A Humanidade está numa escatologia e essa escatologia é Judaica Ortodoxa «Shomer Torá uMitzvot». Não outra.


Assim, em Arouca e no inconsciente colectivo arouquense, para além da procissão dos fogaréus, na altura da Primavera, que liga a capela do Espírito Santo, localizada na zona do Calvário, à igreja da Misericórdia, localizada no centro da vila de Arouca (que é uma antiga comemoração cripto-judaica da Pessach, com roupagens católico-romanas), temos a informação histórica da existência, no Burgo (nessa altura, vila do Burgo de Vila Meã), desta festa cripto-judaica e do costume do Imperador, em que a coroa (um símbolo de nobreza) era um dos objectos e símbolos principais desse evento. Muitas das congregações, das irmandades e das capelas ou das igrejas da Misericórdia e do Espírito Santo (muito presentes no noroeste ibérico, território endógeno dos Judeus Sefarditas Ocidentais, Sefarad Tahor, que eram e são a nobreza do noroeste ibérico) eram antigas sinagogas e foram, durante séculos, instituições cripto-judaicas, com uma roupagem católico-romana, cristãs-novas, mas com o antigo e eterno significado judaico dos valores eternos da Torá Sagrada do Criador Absoluto dos Céus e da Terra, Bendito Seja O Seu Nome Sagrado. Muitos familiares meus, ao longo dos séculos, presidiram e pertenceram à Misericórdia de Arouca. Tenho origens familiares 'cripto-judaicas' e 'cristãs-novas' muito antigas e consistentes, facto que é corroborado por todos os meus sobrenomes familiares, ao longo dos séculos.
Na segunda fotografia, o rebbe Menachem Mendel Schneerson, de abençoada memória, com a coroa da Torá. O Rebbe é o líder judaico ortodoxo mais importante da contemporaneidade, da linhagem davídica, sendo descendente de milenares famílias judaicas portuguesas que emigraram para o Leste europeu. 

31 de outubro de 2019

Consultas de Medicina Dentária no Centro de Saúde de Arouca e SNS

Em Portugal, o Centro de Saúde de Arouca é uma das unidades pioneiras de consultas de Medicina Dentária no Serviço Nacional de Saúde (SNS), que começaram, em Arouca, a 14 de Agosto de 2017 e integram o projeto-piloto nacional «Médicos Dentistas nos Cuidados de Saúde Primários», devido ao acordo de parceria formalizado entre a Câmara Municipal de Arouca e a Administração Regional de Saúde do Norte.
Esta iniciativa, ainda que esteja numa fase inicial, é muito benéfica e muito positiva, bem como um reflexo local daquilo que tem de, impreterivelmente, se concretizar, pelo Governo da República Portuguesa, para bem de todos os Portugueses, em todos os municípios de Portugal: que é a criação, em todos os centros de saúde, de consultas públicas de Medicina Dentária, totalmente gratuitas ou tendencialmente gratuitas, como parte integrante de qualquer centro de saúde, em qualquer concelho do País. 
Gabinete de Medicina Dentária do Centro de Saúde de Arouca
foto: Jornal «Roda-Viva»
Isto porque, ao longo das décadas, as consultas públicas de Medicina Dentária, apesar de serem muitíssimo necessárias, não existiam! Havia apenas, nalguns Hospitais públicos, um serviço insignificante de Estomatologia! E as consultas públicas de Medicina Dentária não existiam, sobretudo devido aos interesses calculistas de lucro económico de grande parte dos dentistas e devido aos seus interesses corporativos, o que, na prática, vedava e continua a vedar o acesso de milhões de cidadãos de Portugal a consultas de Medicina Dentária.
O Estado português tem, no presente, infelizmente, cerca de dois milhões e meio de pessoas pobres, com classes médias frágeis. São milhões de pessoas que não conseguem ter acesso a consultas de Medicina Dentária. Em face dessa situação, os vários tipos de tratamento dos dentes (dos mais elementares aos mais avançados, dos menos dispendiosos aos mais dispendiosos), bem como a prevenção do aparecimento dos vários tipos de doenças dentárias, são muito necessários, no SNS, nos centros de saúde de todos os municípios, já que se refere a um cuidado elementar que tem de se concretizar para bem de todos os cidadãos de Portugal. Não se trata aqui de qualquer posição ideológica ou política, mas sim a evocação e a concretização de valores morais e de políticas governamentais de Estado responsáveis e com sentido de Estado, para bem de todos os cidadãos de Portugal, com justiça e com justiça social.
E isso será sustentável, perguntarão?...Claro que é, perfeitamente, sustentável. O SNS pode ser sempre sustentável e pode ser, totalmente, gratuito, para os seus utentes. Tem que haver, urgentemente, medidas eficazes, por parte do Governo da República Portuguesa, para que, por exemplo, se acabe com a economia paralela, com a fuga aos impostos e com a fraude fiscal, já que se constata, para além da economia paralela e da fuga aos impostos, que uma parte muito considerável do valor do PIB português (milhões, milhões e milhões de euros...) é colocada em offshores, o que priva Portugal de ter muitas receitas e fundos que seriam destinados ao financiamento dos serviços públicos, como o SNS.
No SNS, deve criar-se uma estrutura profissional pública de carreira do médico-dentista, similar à dos médicos, com progressão na carreira e com ordenados, direitos sociais e reformas similares à dos médicos, no contexto do Ministério da Saúde.
 
A Medicina Dentária privada, como é óbvio, continuará a existir, mas, neste novo contexto, todos os serviços e equipamentos que existam na Medicina Dentária privada devem também, de modo concomitante, existir sempre no SNS, nos centros de saúde de todos os municípios, de acesso universal.
A Medicina e a Saúde não podem ser um negócio, nem as pessoas que não têm recursos económicos (numa Democracia moderna de um Estado moderno, integrado na avançada União Europeia) podem continuar a estar privadas de consultas de Medicina Dentária, que é, em qualquer país avançado, um serviço básico e elementar. Lucrar à custa do sofrimento e das doenças dos outros (sobretudo de pessoas pobres e desfavorecidas) é imoral e sórdido. Ainda para mais em Portugal, onde existem, repetimos, cerca de dois milhões e meio de pessoas pobres, com classes médias frágeis. As pessoas nunca podem deixar de ser cuidadas e tratadas por falta de recursos económicos, como é óbvio.

Evoco os valores absolutos e eternos do Criador Infinito e Absoluto dos Céus e da Terra, que, na Sua Torá Sagrada, em hebraico, refere, de modo muito claro, em várias passagens, que os seres humanos foram formados (o seu corpo, através da configuração das 'sefirot') e criados (a sua ‘neshamá’ (alma) ) à imagem do Próprio Criador dos Céus e da Terra. Qualquer ser vivo adámico, qualquer ser humano, formado e criado à imagem de um Ser Supremo Absoluto, tem essa dignidade congénita que actualiza, na sua estrutura ontológica e orgânica, com a prática concreta, em qualquer circunstância, do sistema axiológico e moral absolutos do Criador dos Céus e da Terra, que é a Torá Sagrada.
Para além dos preceitos absolutos noahides «Não assassinar» e «Promover e Praticar a Justiça», a Torá Sagrada do Criador Absoluto dos Céus e da Terra também refere, como uma das suas ordens principais e absolutas, o seguinte preceito: «Não roubar». Caso não haja o roubo que, infelizmente, se verifica, na actualidade, em Portugal, com a economia paralela, com a fuga aos impostos e com a fraude fiscal, o Serviço Nacional de Saúde é sempre, perfeitamente, sustentável. E tem mesmo de o ser sempre, para bem de Portugal e de todos os seus cidadãos.


P.S. - No presente, em Portugal, o salário mínimo é de cerca de 600 euros. No presente, em Portugal, um implante de um único dente custa, em média, cerca de 900 euros a 1100 euros...No presente, em Portugal, repetimos de novo, existem cerca de dois milhões e meio de pessoas pobres, com classes médias frágeis...

5 de outubro de 2019

OS ARGUMENTOS VERDADEIROS DE RUI RIO...

 Há uma passagem de uma entrevista, concedida, no ano de 2016, por Rui Rio à RTP, em que Rui Rio aborda, com muita lucidez e de modo verdadeiro, um dos GRANDES PROBLEMAS estruturais do Estado português: o ultra-centralismo ultra-parasita de Lisboa e arredores em relação ao resto do País. E este GRANDE PROBLEMA tem de ser resolvido, impreterivelmente, com muita urgência, para bem de todo o Portugal e para bem de todos os Portugueses, no período da nova legislatura que se vai iniciar. Rui Rio, com argumentos verdadeiros, dá o bom exemplo de um dos países mais avançados da União Europeia e do Mundo: a Alemanha.

 Vale a pena ver e ouvir os argumentos verdadeiros de Rui Rio, aqui:

 E este GRANDE PROBLEMA resolve-se com a concretização do processo de Regionalização de Portugal nas cinco regiões identificadas, que não são arbitrárias e que respeitam a identidade autóctone e endógena do território português (Arouca e os Arouquenses pertencem, de modo identitário, autóctone e endógeno, como sempre pertenceram, à Região Norte, desde o início da formação de Portugal). 
 Este GRANDE PROBLEMA não se resolve, como é óbvio, com a dita 'Descentralização' que foi anunciada pelo Governo cessante, que nada resolveu nem irá resolver, na prática. Só se resolve, sim, repito, com a Regionalização, prevista e outorgada pela Constituição da República Portuguesa. A Regionalização não vai aumentar, de modo algum, a despesa pública nem aumentar cargos burocráticos parasitários. A Regionalização vai, sim, diminuir a despesa pública e inverter os vícios de há séculos dos cargos burocráticos parasitários que se concentram e aumentam em Lisboa e arredores, etc...
 As Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira funcionam bem há muitíssimo tempo. Como é óbvio, as futuras Cinco Regiões de Portugal Continental, que são análogas às dos Açores e da Madeira, irão também funcionar bem e para bem de todos os Portugueses...

8 de junho de 2019

Conhecer, Ensinar, Divulgar, Promover e Praticar as 7 Leis Universais

Estamos na véspera da comemoração da Festa de Shavuot, que é a comemoração da revelação e da entrega da Torá, há 3331 anos atrás, no Monte Sinai originário, na Terra de Israel. É a Torá do Criador dos Céus e da Terra, Bendito Seja O Seu Nome Sagrado, para ser praticada, a cada milésimo de segundo e em qualquer circunstância, pelos Judeus (613 Mitzvot) e pelos Não-Judeus (7 Leis Noahides). E o facto da Torá (que é o sistema axiológico do Próprio Criador dos Céus e da Terra) ser tanto para os Judeus como para os Não-Judeus está bem expresso nos 10 Ditos/Declarações Principais (que a perniciosa Teologia Greco-Latina interpretou, de modo errado, dando-lhe o nome impreciso de 10 Mandamentos) que são constituídos por 620 letras hebraicas exactas, que significam que 613 Mitzvot são para os Judeus («Shomer Torá uMitzvot») e 7 Leis Noahides são para os Não-Judeus (que devem e têm de ser «Noahides-Observantes»). 613+7=620.   
A insigne cultura «Cripto-Judaica» e «Cristã-Nova» milenar é uma componente muito relevante no Noroeste da Península Ibérica (tal como ocorre em Arouca), que está no inconsciente colectivo das populações nortenhas e galegas, mesmo que, na actualidade, não estejam conscientes dessa herança milenar e estruturante, mas que permanece, como herança, de modo espontâneo, na idiossincrasia cultural das populações do noroeste ibérico, em muitos e variados aspectos, tal como ocorre em Arouca. Ainda está por realizar um estudo minucioso e isento, com grande rigor científico, sobre as congregações, irmandades, igrejas e capelas da Misericórdia do Noroeste da Península Ibérica, bem como sobre as congregações, irmandades, igrejas e capelas do Espírito Santo, visto que grande partes delas eram antigas congregações e sinagogas sefarditas ocidentais, que foram preservadas pelos «cristãos-novos», durante séculos e séculos.
A Torá não é um sistema axiológico entre outros sistemas axiológicos. Não é um sistema axiológico artificial e circunstancial, criado por uma mente finita humana, mas sim um sistema axiológico absoluto (de índole moral, epistémico, científico, técnico, jurídico e político, etc.), sagrado e perfeito do Próprio Criador Uno, Absoluto e Infinito dos Céus e da Terra e que se reporta à própria estrutura ontológica e orgânica de qualquer ser humano e que qualquer ser humano sadio reconhece, de imediato, como benévolo, bom, perfeito, justo e adequado. A Torá é o «blueprint» da criação e da formação de todos os fenómenos dos Céus e da Terra.
Tal como pôde constatar um dos académicos portugueses mais notáveis do século XX da era comum, o nortenho e portuense Professor Doutor Delfim Santos (na linha dos estudos clássicos de Max Weber, Werner Sombart ou Ernst Troeltsch), os países mais robustos e desenvolvidos, com carácter racional, sistemático e ordenado, de aperfeiçoamento moral, científico e técnico do cosmos, são os países onde a cultura bíblica protestante se desenvolveu e se difundiu, que são os países do Centro e do Norte da Europa e os países que derivam deles, onde a população foi, massivamente, instruída e alfabetizada pelos valores bíblicos. A cultura bíblica protestante é aquela que está mais próxima da Cultura Judaica «Shomer Torá uMitzvot», que está nos extremos-antípodas do Catolicismo Romano e da sua cosmovisão medieva e escolástica, tosca, irracional e latinista-romanista-caciquista. Catolicismo Romano que perseguiu, ferozmente e de modo facínora, os bons e benévolos elementos da configuração societal de Modernidade que a Cultura Judaica «Shomer Torá uMitzvot», com a sua prática sagrada, benévola e quotidiana, gera e torna consistente, em qualquer época e em qualquer lugar, aperfeiçoando e melhorando o Mundo. A escatologia humana (direcionada para a Era Messiânica, que ocorrerá, no futuro, em Jerusalém, com a construção do Terceiro Templo)  é a escatologia judaica «Shomer Torá uMitzvot». Não outra.
Nesse aspecto (...mais um aspecto, entre muitos outros...), o Estado português tem um gravíssimo atraso estrutural de séculos e séculos e uma das medidas que o Governo português deve pôr em prática será o ensino obrigatório, nos vários sistemas de ensino e de educação, das 7 Leis Universais / 7 Leis Noahides, enquadradas no sentido puro e originário do Criacionismo Hebraico «Shomer Torá uMitzvot» e nos seus textos essenciais, que a ciência mais avançada confirma, de modo consistente. Seria uma forma de verdadeiro avanço civilizacional e uma das formas verdadeiras de educar, verdadeiramente, os Portugueses, para serem mesmo «Noahides-Observantes» e melhorarem e aperfeiçoarem, a cada milésimo de segundo e em qualquer circunstância, o Mundo envolvente, a partir dos axiomas absolutos e perfeitos do sistema axiológico absoluto e perfeito do Próprio Criador dos Céus e da Terra, Bendito Seja O Seu Nome Sagrado.

5 de junho de 2019

Como é óbvio, há, com certeza, fundos para concluir a Variante à EN326 até Santa Maria da Feira

Como é óbvio, há, com certeza, fundos para concluir a Variante à EN326 até Santa Maria da Feira. Isso só não é concretizado por causa, em boa parte, do ultra-centralismo e do ultra-parasitismo do Poder Central de Lisboa e arredores.
Como nos informa, numa notícia recente, o Porto Canal: 
" É um caso de extrema rapidez. Em menos de um mês e meio, o Governo aprovou a construção de um oleoduto para abastecer o Aeroporto Humberto Delgado, situado em Lisboa. O investimento ronda os 40 milhões de euros, verba que não estava no Plano Nacional de Investimentos. No Norte, a criação do IC-35, troço que irá ligar a cidade de Penafiel à ponte de Entre-os-Rios, bem como a requalificação da Estrada Nacional 14 estão 'na gaveta' há já vários anos. "
O mesmo se pode dizer relativamente à Variante à EN326 de Arouca que, já há mais de vinte anos, ainda está por concluir!... E este modo extremamente injusto e pouco ético como funciona o ultra-centralista Estado português, beneficiando e privilegiando, ao extremo dos extremos, de modo muitíssimo injusto, Lisboa e arredores e ultra-parasitando a Região Norte, há muito tempo, não pode continuar mais assim. O processo de Regionalização, consagrado e previsto na Constituição da República Portuguesa, é um processo muitíssimo urgente e muitíssimo necessário para bem do País como um todo e para bem de todos os Portugueses.

3 de junho de 2019

Faleceu a escritora Agustina Bessa-Luís

Faleceu, hoje, aos 96 anos, uma grande escritora universal de Língua Portuguesa e uma grande escritora do Douro, do Porto e da Região Norte de Portugal: Agustina Bessa-Luís. Nunca fiquei indiferente ao seu estilo lúcido de prosa agradável e escorreita, que tão bem descreveu a idiossincrasia do Douro, do Porto e do Norte, de modo universal. Nunca fiquei indiferente àquele romance que, a partir da descrição «dos mistérios do Porto», biografou Uriel da Costa e as densas genealogias nobres dos cripto-judeus sefarditas ocidentais e «cristãos-novos», fazendo ver, com verdade, que se trata, precisamente, de uma cultura endógena do Douro, do Porto e do Norte.
Penso, por essa razão, que as obras completas de Agustina deviam ter sido publicadas pela Porto Editora e não pela sulista Fundação Calouste Gulbenkian, tal como as suas obras originais não deveriam ter sido publicadas, no passado, pela sulista Guimarães Editora.
A Porto Editora, uma chancela endógena do Douro, do Porto e do Norte, seria a editora certa para publicar as obras desta autora universal d'A Sibila, cuja 'alma' («neshamá»), hoje, a partir da cidade do Porto, está a ser acolhida pelo Criador dos Céus e da Terra, Bendito Seja O Seu Nome Sagrado.
Agustina Bessa-Luís (1922-2019)
Fotografia: JN


17 de maio de 2019

Ainda a propósito dos elementos 'cripto-judaicos' e 'cristãos-novos' em Arouca

Num dos meus textos anteriores, referi aquilo que é um facto: a presença de muitos elementos da cultura «cripto-judaica» e «cristã-nova» em Arouca. Para dar alguns exemplos imediatos: o primeiro rabi das Américas, Isaac Aboab da Fonseca, nasceu em Castro Daire no ano de 1605 da era comum, onde viveu um período considerável da sua vida, muito perto de Arouca...Uma parte da família do poeta Fernando Pessoa, da Quinta do Castelo, de Fermêdo - Arouca, era de origem «cripto-judaica» e «cristã-nova», como o próprio poeta Fernando Pessoa descreve na sua célebre nota biográfica, ao referir a sua origem familiar num «misto de fidalgos e judeus»...
Ontem, continuando esse diálogo com essa familiar próxima, falávamos, também, do facto de grande parte toponímia do território de Arouca ser em Hebraico perfeito, como «Alhabaite» (originalmente, era com 'b' e não com 'v' e os Arouquenses, à semelhança de quase a totalidade dos Nortenhos, pronunciam o nome com 'b' e não com 'v'), em que «Baite» significa, em Hebraico perfeito, «casa» e «Alha», que se pronuncia de modo rápido em Português, é um decalque fonético aportuguesado de «Aliá», que significa subida, colina, monte, altura e nobre, insigne. «Aliá», que significa ‘subida’, é também o modo religioso como se designa quando os Judeus (Povo ao qual pertenço e do qual descendo) retornam para a Terra de Israel, onde se estabelecem.
Casa da Alhabaite, no lugar da Alhabaite, em Arouca
Fonte: olhares.sapo.fotografia on-line


Como se sabe, a localidade da «Casa da Alhabaite» encontra-se numa subida e localiza-se num pequeno monte, numa colina, na zona de transição entre o Burgo e a vila de Arouca, no lugar da Alhabaite. O Hebraico, que conheço relativamente bem, é uma língua absoluta e divina, com uma racionalidade absoluta, quântica, dinâmica e impressionante!!!!!!! Não tem a finitude limitada das línguas europeias, nem a oposição entre as ‘palavras’ e as ‘coisas’: «Debarim» é um termo hebraico que, na Língua Hebraica, designa, simultaneamente, as «palavras» e as «coisas». No Hebraico, um fonema gera uma infinidade de conceitos, que se interrelacionam de modo dinâmico e que incorporam a realidade, os factos, as coisas. «Alhabaite» deriva do Hebraico e significa casa da colina, da subida, do monte, mas também, simultaneamente e de modo dinâmico, casa nobre, casa insigne. Ou seja, o conceito padronizado incorpora uma série de conceitos que descrevem a integridade do fenómeno: o facto da casa ser nobre e ser de família nobre e o facto da casa se encontrar próxima de uma colina e numa subida.
A insigne nobreza portuguesa das famílias troncais do Noroeste Peninsular tem origem na cultura judaica sefardita antiga milenar, que é a cultura dos valores vitais, benévolos, absolutos e sagrados do Próprio Criador dos Céus e da Terra e que é uma cultura endógena do Noroeste Peninsular, que foi perseguida pela malvadez insane e arbitrária da Inquisição/Tribunal do Santo Ofício, gerada e suportada pelo Sul e pelo Centro do País, romanista-latinista, das tumbas e das trevas medievais malévolas e insanes. O Catolicismo Romano/Igreja Católica Romana nada, mas nada e em nada, tem que ver com o sentido originário da Torá Hebraica e com o Judaísmo Ortodoxo e Haredi «Shomer Torá uMitzvot». O Catolicismo Romano/Igreja Católica Romana está nos extremos-antípodas do Judaísmo Ortodoxo e Haredi «Shomer Torá uMitzvot».
Grande parte das congregações das Misericórdias do Norte de Portugal eram antigas sinagogas, que eram propriedade dessas famílias brasonadas do Noroeste Peninsular. Um desses melhores exemplos é a capela da Misericórdia de Vila Real, localidade de onde era originário o Dr. Ângelo Miranda, que é o célebre médico transmontano que, durante o século XX da era comum, se tornou arouquense e que era descendente de Judeus religiosos praticantes, de uma família brasonada. E é com muita comoção que, no caso específico de Arouca, ao ter folheado e estudado, durante anos e anos, os estudos historiográficos do Dr. Simões Júnior, avô do Professor Doutor Manuel Sobrinho Simões (que tem também origem familiar, pelo lado materno, em Judeus religiosos praticantes da Beira Baixa), verifico, com muita comoção repito, que, ao longo dos séculos, muitos familiares meus dinamizaram e presidiram à congregação da Misericórdia de Arouca desde o seu início e a comoção é ainda maior quando verifico que transporto e incorporo os sobrenomes desses meus familiares ancestrais, alguns dos quais emigraram para as Américas, à procura de Liberdade. E esses sobrenomes dos meus ancestrais derivam, quase na sua totalidade, de partículas fonéticas do Hebraico antigo e do Hebraico: a língua sagrada do Próprio Criador dos Céus e da Terra, Bendito Seja O Seu Nome Sagrado.
Aos ‘Sefarad Tahor’ (os Judeus Sefarditas Ocidentais, originários do Noroeste da Península Ibérica, aos quais pertenço e dos quais descendo), em Nova Iorque, onde se fundou a primeira congregação judaica ortodoxa dos EUA, atribuíram-lhe um epíteto bem português, a corroborar essa sua origem nobre e insigne no Noroeste de Portugal: «The Grandees».

6 de maio de 2019

Elementos 'cripto-judaicos' e 'cristãos-novos' em Arouca

Há uns dias atrás, em diálogo com uma familiar próxima, abordámos vários elementos da cultura ‘cripto-judaica’ e ‘cristã-nova’ que se encontram em Arouca. Habitualmente, grande parte das pessoas não se dá conta da presença desses elementos, que se perpetuaram, durante séculos e séculos, no inconsciente colectivo arouquense e no território arouquense, mas que são elementos relevantes em Arouca, à semelhança daquilo que acontece por todo o Norte de Portugal e pela Galiza. Constata-se que os Judeus Sefarditas Ocidentais (distintos dos Judeus Sefarditas comuns) que emigraram para as várias partes do Mundo, sobretudo devido ao estabelecimento da Inquisição em Portugal (estabelecida a partir do Sul e do Centro do País), eram provenientes do Noroeste da Península Ibérica e tinham e têm os sobrenomes típicos das famílias brasonadas do Norte de Portugal e da Galiza. A Cultura Sefardita Ocidental (dos 'Sefarad Tahor') é uma cultura endógena milenar do Noroeste da Península Ibérica.
Capela da Misericórdia - Arouca
Fonte: SCM Arouca
Um dos elementos claros de herança dessa cultura ‘cripto-judaica’ e ‘cristã-nova’ é a congregação da Misericórdia de Arouca (à qual, desde a sua génese, pertenceram muitos familiares meus, ao longo dos séculos), que, à semelhança do que acontece em muitos locais do Norte de Portugal, é uma típica antiga instituição de origem ‘cripto-judaica’ e ‘cristã-nova’, constatando-se que muitas das congregações da Misericórdia (que tinham e têm uma função de assistência social e de políticas sociais, que é um acto típico da prática religiosa do Judaísmo) eram antigas sinagogas, propriedade dessas famílias brasonadas judaicas ou 'cripto-judaicas'. A ‘procissão dos fogaréus’ que ocorre, em Arouca, na altura da Primavera, que liga a capela do Espírito Santo (situada para os lados do Calvário e de Crasto) à capela da Misericórdia na vila de Arouca, é um típico antigo culto ‘cripto-judaico’, que tem, em termos estruturais, elementos católico-romanos exteriores, mas, na realidade, é um ritual muito antigo, que comemora a Festa judaica de Pessach. Ou seja, a roupagem é católico-romana, mas trata-se da apropriação, pela Igreja Católica Romana, de um antigo culto 'cripto-judaico' muito antigo. Outro elemento presente desse 'cripto-judaísmo' em Arouca, que ficou como prática no inconsciente colectivo, é o facto de, ainda hoje, nessa altura da Primavera, as famílias limparem as casas de modo mais intenso e completo, sendo um claro ritual de origem 'cripto-judaica' muito antigo, próprio da altura da Pessach.
São apenas alguns elementos em Arouca, entre muitos outros que existem, provenientes dessa grande cultura milenar e desse povo notável, nobre e insigne ao qual eu pertenço e do qual eu descendo: o Povo Judeu. Na contemporaneidade, existem muitas provas factuais e irrefutáveis da validade científica do sentido originário do Criacionismo Hebraico. Algumas delas impressionantes!!!!!! O Judaísmo Ortodoxo e Haredi «Shomer Torá uMitzvot» é uma prática do presente e do futuro, a escatologia humana direccionada para a Era Messiânica (que vai ocorrer no futuro, liderada pelo Moshiach Ben David, a partir de Jerusalém, com a construção do Terceiro Templo) é a escatologia judaica, cujo sistema axiológico sagrado, a Torá (que é o sistema axiológico perfeito do Próprio Criador dos Céus e da Terra, Bendito Seja O Seu Nome Sagrado) é também para todos os ‘não-judeus’, para todos os seres humanos, para todas as nações, com a prática das 7 Leis de Noé : os valores morais noahides.
A esse propósito, no próximo mês de Junho, em Jerusalém – Terra de Israel, vai ocorrer a Quarta Conferência Anual Noahide (para a qual fui convidado pelo rabi haredi Moshe Perets), que é uma iniciativa muitíssimo importante, porque, de facto, é muito necessário e muito urgente que todos os Estados, perante a gravíssima e preocupante crise de valores que se verifica na actualidade em Portugal, na Europa e no Mundo, ensinem, de modo consistente, às várias gerações, nos sistemas de ensino e de educação, os valores morais noahides, que são absolutos, perfeitos, sagrados, bons e benévolos e que se reportam à estrutura ontológica e orgânica de qualquer ser humano.

5 de março de 2019

Clarificação adicional a propósito das cinco regiões...

Em relação ao meu último texto, cumpre-me esclarecer o seguinte: como é óbvio, dentro dessas cinco regiões, há sub-divisões identitárias. No entanto, consideradas, em termos gerais, a nível macro, no contexto do território nacional, essas cinco regiões constituem, cada uma, uma unidade identitária real, com validade ontológica e com coesão identitária, autóctone e endógena. Seria contraproducente, no processo de Regionalização, sub-dividir essas cinco regiões.
Entre o Entre-Douro-e-Minho e Trás-os-Montes e Alto Douro, há algumas nuances e diferenças idiossincrásicas, mas estão mais próximos entre si do que da identidade idiossincrásica da Região Centro ou das outras regiões. A Região Norte de Portugal tem uma forte influência da Região Hidrográfica do rio Douro, quer da sua margem norte, quer da sua margem sul, desde a Foz do Douro até à fronteira fluvial do rio Douro, entre Portugal e Espanha. A Região Norte tem muita coesão identitária, se considerada numa escala macro, no contexto do território português. É uma região bem distinta da Região Centro e das outras regiões, etc.

Não seria nada bom, para Portugal, fazer mais divisões, no processo de Regionalização, porque, por exemplo, caso sub-dividissem a Região Norte, isso faria com que Lisboa e Vale do Tejo passasse a ser a região mais populosa e radicalizaria o ultra-centralismo de Lisboa e arredores, etc. Desse modo, a Regionalização seria, logo, um fracasso, desde o seu início. 
Essas cinco regiões são mesmo o caminho certo para a Regionalização, que é um processo inevitável e consagrado em termos constitucionais. É um processo que é bom para todo o país. A Regionalização é muito urgente e muito necessária, para acabar, de vez, com o secular ultra-centralismo e ultra-parasitismo de Lisboa e arredores, sobretudo em relação à Região Norte. Esse ultra-centralismo e ultra-parasitismo de Lisboa é um dos GRANDES PROBLEMAS de Portugal que tem de ser resolvido, de vez.
A região em que Lisboa é a cidade central não se deveria chamar 'Lisboa e Vale do Tejo' (porque é uma designação que privilegia, logo, Lisboa, apresentando-a, de imediato, com protagonismo), mas, antes, região da Estremadura (que, no passado, incorporava também o Ribatejo), nomeando-se, assim, como região da Estremadura, de um modo similar ao modo como são nomeadas as outras quatro regiões identitárias, ao herdarem também uma designação histórica. 
Para além disso, outro dos problemas do Estado português, há muito tempo, é o facto da sua suposta capital não ser onde essa nação surgiu. E a nação de Portugal surgiu, como se sabe, no Entre-Douro-e-Minho. A capital de um país deve ser uma expressão viva e dinâmica do que de melhor e de benévolo tem o 'core' identitário onde nasceu essa nação e de onde se formou esse Estado. Muitos países, ao longo dos séculos, mudaram a sua capital, quando a capital funcionava mal. A actual capital de Portugal, Lisboa, funciona muito mal (com o seu ultra-pernicioso ultra-centralismo ultra-parasita) para o país como um todo e está localizada num antigo território berbere-mouro, conquistado, no passado, pelos nobres portugueses do Entre-Douro-e-Minho, fundadores de Portugal e do antigo Império Português. 
A capital de Portugal deveria ser ou em Guimarães ou no Porto. 

E Arouca pertence, como sempre pertenceu, ao Entre-Douro-e-Minho e à Região Norte, que é onde Arouca se enquadra e se insere, em termos identitários, autóctones e endógenos.

4 de março de 2019

Regionalização: o caminho certo é o das cinco regiões...

O presidente da câmara municipal do Porto referiu, recentemente, mais uma vez, a premência em se efectivar o processo de Regionalização. E tem toda a razão. É mesmo uma das reformas estruturais mais necessárias e urgentes, em Portugal, para bem de todos os Portugueses. Informou também que, no presente, é pacífica a opção "natural" pelo mapa das cinco regiões de Portugal continental. O que é uma boa notícia também. Porque o mapa das cinco regiões (dos que foram apresentados e propostos) é o único que respeita os elementos autóctones e endógenos do território português. Essas cinco regiões são a Região Norte (capital: Porto), a Região Centro (capital: Coimbra), Lisboa e Vale do Tejo (capital: Lisboa), Alentejo (capital: Évora) e Algarve (capital: Faro). 
O mapa das cinco regiões de Portugal, dos mapas foram apresentados e propostos, 
é a melhor divisão territorial para a Regionalização
Nesse mapa das cinco regiões (sobre o qual, felizmente, no presente, existe unanimidade, entre várias forças políticas e instituições, na sua aprovação e concretização), o concelho de Arouca está muito bem enquadrado e inserido na Região Norte, que é a região onde Arouca se enquadra de modo endógeno e autóctone e onde Arouca se insere e onde Arouca sempre pertenceu desde o nascimento de Portugal como nação.  Os Arouquenses, repito, são, como sempre foram, desde que Portugal é Portugal, nortenhos. Os Arouquenses sempre foram, 'até à medula', pessoas autóctones da Região Norte de Portugal e Arouca localiza-se em pleno e típico território nortenho.
No entanto, a confirmar, mais uma vez, os erros estruturais e anárquicos, que podem ser irreversíveis e muito perniciosos, na divisão e na organização do território português, o mapa das oito regiões, proposto em 1998, era muito mau, em particular a região da suposta Beira Litoral, onde Arouca ficaria inserida. Essa região da suposta Beira Litoral era absurda, sem sentido. Isso seria muito mau para Arouca e para os Arouquenses. Seria um erro crasso e, provavelmente, irreversível. Ainda bem que essa divisão territorial foi rejeitada. 
Tal como é muito má, uma outra divisão possível que é proposta, que é o mapa das sete regiões, em que Arouca ficaria também numa suposta outra região da Beira Litoral, que é uma região, completamente, arbitrária e artificial, sem nexo, absurda mesmo, que não respeita os elementos endógenos e autóctones do território.
Os Arouquenses e as instituições de Arouca têm que estar atentos a este tipo de situações, de anarquia e de irresponsabilidade, porque podem ser irreversíveis e serem perniciosos para o rumo futuro de Arouca e dos Arouquenses... 
O território de Arouca, localizado em plena Bacia Hidrográfica do rio Douro, é um território típico da Região do Entre-Douro-e-Minho e da Região Norte e a província do Douro Litoral é a divisão identitária mais precisa para o território de Arouca. Todas essas divisões têm, como capital e como cidade principal e central, a cidade do Porto/Grande Porto, que sempre foi o espaço urbano principal de referência para os Arouquenses, facto que se acentuou, ainda mais, nas últimas décadas e, no futuro, vai-se acentuar ainda muito mais.
O concelho de Arouca está muito mal inserido, desde 1835, no distrito de Aveiro, bem como estava muito mal inserido na NUTS III do Entre-Douro-e-Vouga, que, felizmente, foi extinta e foi substituída, correctamente, pela NUTS III da Área Metropolitana do Porto.
No caso da NUTS III do Entre-Douro-e-Vouga, o concelho de Arouca estava lá mal inserido, tal como os seus congéneres, porque é um erro grave apartar os concelhos localizados no extremo norte do distrito de Aveiro dos concelhos do denominado Grande Porto, porque, entre si, são um território identitário contínuo. A NUTS III do Entre-Douro-e-Vouga foi uma construção territorial arbitrária, ao ponto de ter sido mesmo extinta, tendo os seus municípios constituintes (Arouca, Santa Maria da Feira, São João da Madeira, Vale de Cambra e Oliveira de Azeméis) sido muito bem inseridos na nova NUTS III da Área Metropolitana do Porto, visto que o Porto/Grande Porto SEMPRE FOI o espaço urbano principal de referência para esses cinco municípios nortenhos, que pouco ou mesmo nada têm que ver com Aveiro.
Se os distritos se mantiverem, aquilo que, como é óbvio, tem de acontecer é Arouca passar, inevitavelmente, para o distrito protagonizado pela cidade do Porto. 
Uma das piores divisões territoriais administrativas de Portugal são os actuais distritos, por serem bastante arbitrários e sem nexo, porque as suas divisões não respeitam os elementos identitários, autóctones e endógenos do território português. No entanto, o actual mapa das comunidades intermunicipais e das áreas metropolitanas (NUTS III) tem rigor identitário, sendo das melhores divisões actuais de Portugal. Se os distritos se mantiverem, aquilo que deve acontecer, para bem de Portugal e dos Portugueses, será os distritos passarem para as divisões actuais das CIM'S e das áreas metropolitanas (NUTS III e distritos funcionariam na mesma área territorial), sendo nomeados pela sua cidade principal e central.
Para bem de Arouca e dos Arouquenses. Para bem de Portugal e dos Portugueses. Para bem do seu enquadramento territorial, institucional e identitário.