Mostrar mensagens com a etiqueta Região Norte. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Região Norte. Mostrar todas as mensagens

16 de dezembro de 2020

Apesar do ultra-centralismo, Hospital de Santo António, no Porto, é o melhor hospital pelo sexto ano consecutivo

O Hospital de Santo António (que diz muito a Arouca e aos Arouquenses) foi distinguido, pelo sexto ano consecutivo, como o melhor hospital de Portugal, na área da excelência clínica, numa avaliação da consultora multinacional IASIST, segundo os critérios de classificação das unidades de saúde definidos pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS). No grupo E, dos maiores e mais complexos hospitais, o vencedor foi o Centro Hospitalar Universitário do Porto, EPE. Também outros hospitais da Região Norte (de Braga, de Barcelos e a Unidade Local de Saúde do Alto Minho) foram, noutros grupos, os vencedores.

Confirma-se, mais uma vez, aquilo que referiu o prestigiado investigador 'portuense e arouquense' Professor Doutor Manuel Sobrinho Simões, Catedrático Jubilado da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e director do IPATIMUP, de que, apesar de existir o ultra-centralismo ultra-parasita de Lisboa e arredores no campo da Saúde, os hospitais do Porto são os melhores hospitais de Portugal (tradição que já é muito antiga e enraízada e que tem a ver com a idiossincrasia identitária das gentes do Porto e do Norte),  estando, habitualmente, no topo do 'ranking' dos melhores hospitais portugueses, apesar de terem menos fundos e financiamento que os hospitais de Lisboa e arredores, devido a esse pernicioso e viciado ultra-centralismo ultra-parasita lisboeta, que tem de ser extinto, de vez, com muita urgência, com a concretização real do processo de Regionalização:


Certamente que estes resultados dessa avaliação são, mais uma vez, motivo de satistação para os habitantes e para os profissionais de Saúde da Área de Metropolitana do Porto e da Região Norte, relativamente aos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS), que, como é óbvio, deve ser, cada vez mais, reforçado e expandido, porque existem, na realidade e na verdade, muitos fundos para o SNS ser sempre sustentável e ser, progressivamente, aperfeiçoado. Esses fundos têm é que deixar, de vez, de ser, maioritariamente, canalizados e aplicados em Lisboa e arredores, tal como tem vindo, infelizmente, a acontecer, de modo muito injusto e imerecido...Assim, a concretização lúcida e racional do processo de Regionalização é uma das reformas estruturais mais urgentes e mais necessárias para bem de Portugal como um todo e para bem de todos os Portugueses, em todos os campos do seu sistema social...   

Hospital de Santo António - Porto
foto: JN

2 de outubro de 2020

Os Arouquenses e as instituições de Arouca deviam estar sempre atentos ao Orçamento Anual do Estado...

A 12 de Outubro, o Orçamento chegará à Assembleia da República. Os Arouquenses e as instituições de Arouca deviam estar sempre atentos ao Orçamento Anual do Estado...E, facilmente, chegavam à conclusão que era perfeitamente possível, no futuro imediato, haver, logo, fundos para construir a 3ª e a 4ª etapas da Variante à EN326 de Arouca...
Infelizmente, o Orçamento do Estado Português (que costuma ser ultra-centralista e de ter falhas de transparência) é elaborado, discutido e aprovado a cerca de 318 Km da Vila de Arouca, de um modo muito pouco ético e que não é próprio de países avançados de Primeiro Mundo, como descreve o Professor Paulo de Morais, presidente da 'Frente Cívica':
não há uma coerência, entre o que está no Orçamento e o discurso público. Porque, muitas vezes, fala-se num conjunto de números no discurso público, e depois, no Orçamento, os números que aparecem são outros. Aliás, é uma angústia que sempre tenho! O Orçamento aparece com um Relatório que tem trezentas e tal páginas -deve haver vinte ou trinta pessoas em Portugal que lê aquilo, e eu sou uma delas. O que é facto é que, entre aquilo que se discute, e que aquilo que, efetivamente, se resolve no Orçamento, não há coerência, porque quem domina a comunicação, na apresentação do Orçamento, é o ministro das Finanças. É normal que, quando o ministro apresenta o Orçamento, tente enfatizar o que é positivo e esconder o que é menos bom. Eu isso ainda percebo. O que não percebo é que temos um Orçamento de oitenta mil milhões e, normalmente, a discussão é sobre os pormenores e detalhes. Um Orçamento de oitenta mil milhões é discutido no Parlamento pelos vinte milhões, 10 milhões, ou seja, a discussão do Orçamento, no Parlamento, fala apenas de seis por cento do valor do Orçamento, e tem a ver mais com questões fiscais do que orçamentais, isto, quando, por exemplo, a discussão de um orçamento numa empresa é saber qual vai ser a receita e qual vai ser a despesa.
foto: Assembleia da República Portuguesa

Este tipo de situação habitual muito pouco ética no Orçamento, própria de países de Terceiro Mundo, associada ao ultra-centralismo do Orçamento, tem de acabar de vez. Impede, em grande parte, que um pequeno troço de estrada, em Arouca, em plena Área Metropolitana do Porto, ainda esteja por concluir há décadas, cuja despesa corresponde apenas «a uma migalha» do Orçamento. 
Mais do que nunca, o processo de Regionalização é uma das reformas mais urgentes a ser concretizadas para bem de todos os Portugueses e para bem de todo o Portugal. E é tão assim que, muito recentemente, o Conselho da Europa sugeriu relançar o processo de Regionalização, ao considerar que a Democracia regional, em Portugal, está incompleta, como constatam os relatores de avaliação da implementação da Carta Europeia de Autonomia Local. Se a eleição próxima do presidente das CCDR é um acontecimento positivo (desde que não continue a ser mais um delegado do habitual governo ultra-centralista de Lisboa e arredores), a Regionalização de Portugal e a consequente constituição dos governos regionais são imprescindíveis para o bom funcionamento institucional da própria União Europeia e para a aplicação justa, legal, racional e rigorosa dos fundos europeus.
No caso da Região Norte (da Euro-região 'Galiza-Norte de Portugal'), esse facto é ainda mais óbvio, porque a Galiza, por ter um governo regional eleito, tem mais representação e mais capacidade de reivindicação a nível europeu do que a Região Norte, porque essa participação, na Europa, faz-se em dois pólos: autarquias e regiões. Na União Europeia, no Comité da Regiões, a Galiza tem a defendê-la a Junta da Galiza, enquanto que quem defende os interesses da Região Norte de Portugal são os autarcas, que «estão esmagados» pelo ultra-centralismo ultra-parasita de Lisboa e arredores, com o seu já muito antigo governo ultra-centralista.
A Regionalização de Portugal é, portanto, muito urgente e impreterível para o próprio bom funcionamento das instituições europeias, numa altura em que vão ser aplicados, em Portugal, nos próximos anos, dezenas de mil milhões de euros de fundos europeus, mas que têm de ser, como é óbvio, aplicados com ética, legalidade, justiça, rigor e racionalidade, de Norte a Sul de Portugal continental, bem como nos Açores e na Madeira. E não apenas em Lisboa e arredores.

Sobre o assunto, ver, por favor, aqui:
Fundos Comunitários e a transparência na sua aplicação

Portugal ao ser um Estado centralista agrava a despesa pública

28 de janeiro de 2020

Verba para passes na AM de Lisboa é superior em 80% à da AM do Porto (área metropolitana e NUTS III onde o concelho de Arouca pertence e se insere)!...

A verba deste ano (de modo análogo àquilo que aconteceu no ano passado) para passes na Área Metropolitana de Lisboa é superior em 80% à da Área Metropolitana do Porto (área metropolitana e NUTS III onde o concelho de Arouca pertence e se insere, sendo servido pelos autocarros da Transdev e da Auto Viação Feirense).
Esta GRANDE INJUSTIÇA do ultra-centralismo ultra-parasita de Lisboa e arredores (sobretudo em relação à Região Nortenão pode mesmo mais continuar. É UMA GRANDE INJUSTIÇAComo refere o editor-executivo do JN: "A Região Norte foi responsável pela diminuição, em quase 50%, do desemprego do país, desde o pico da crise, dando um contributo decisivo para alavancar a economia. Mas na hora de o Poder Central distribuir riqueza, outras latitudes são privilegiadas. E, assim, a regionalização começa, cada vez mais, a fazer sentido."
Para se resolver esta GRANDE INJUSTIÇA do ultra-centralismo ultra-parasita de Lisboa e arredores (onde se discute e onde se decide, todos os anos, o ultra-centralista Orçamento do Estado) tem de se concretizar, portanto, com muita urgência, o processo de Regionalização, prevista e consagrada, desde 1976 (era comum), pela Constituição da República Portuguesa, que é um dos processos mais urgentes e mais necessários a ser concretizados, de vez, em Portugal, para bem de todos os Portugueses e para bem das cinco regiões identificadas. Mas que está a ser, no presente, bastante dificultada pelos próprios actuais governantes eleitos de Portugal (do Poder Central) que, como é óbvio, não estão acima das leis e são eleitos pelos cidadãos de todas as localidades do País. As últimas sondagens realizadas são muito claras: a maioria dos Portugueses é a favor da Regionalização. A Regionalização é um processo (iniciado, portanto, há cerca de 44 anos atrás, com a Constituição da República Portuguesa) que tem mesmo de se concretizar com MUITÍSSIMA URGÊNCIA, de vez, para bem de todo o território português e para bem de todos os Portugueses. Tem de ser uma realidade concreta e funcional em Portugal.

4 de dezembro de 2019

Francisco Sá Carneiro faleceu há 39 anos atrás...

Ontem, ao início da noite, de regresso à minha casa do Porto («a minha cidade de sempre e para sempre» e que é uma continuidade de Arouca e vice-versa, que são e serão «o meu território endógeno e vital de sempre e para sempre»), proveniente de um debate muito oportuno e justo (um debate de Liberdade...) sobre a Descentralização e sobre a Regionalização, que aconteceu no Rivoli, entre o Dr. Rui Moreira e o Dr. Fernando Medina, passei pela Rua da Picaria, onde nasceu e onde viveu o Dr. Francisco Sá Carneiro. A Rua da Picaria localiza-se perto da célebre Padaria Ribeiro, que foi fundada por Arouquenses e é propriedade de Arouquenses...Antes desse debate, lanchei, precisamente, na Padaria Ribeiro.
Foto: Partido Social Democrata

Ao passar pela Rua da Picaria, lembrei-me de Francisco Sá Carneiro e do quanto ele representa para mim e para uma grande parte dos Portugueses, na precisa altura do aniversário do seu falecimento físico, que ocorreu há 39 anos atrás. Eu sempre vivi em Liberdade e em Democracia e escolhi e escolho a Liberdade e a Democracia, não entendendo, porém, a Democracia como um regime político definitivo, vendo-a sempre como sendo susceptível de ser aperfeiçoada, de modo permanente, evitando sempre uma possível deriva perniciosa para regimes totalitários e evitando sempre uma possível deriva perniciosa para a ausência de valores morais no próprio regime livre e democrático. Os valores morais absolutos e axiomáticos são, como sempre foram, os valores morais noahides da Torá. O regime político definitivo será, com toda a certeza, a Monarquia Davídica Messiânica, na Era Messiânica, com os valores sagrados e justos da Torá, que ocorrerá, no futuro, a partir de Jerusalém, para toda a Humanidade.
Foi em Arouca (quando constatei o oportunismo político de alguma gente da Esquerda radical que, de modo hipócrita e imerecido, ocupou cargos políticos em Arouca, em pleno regime democrático…) que me apercebi da importância simbólica e da acção política moderada e responsável de Francisco Sá Carneiro, contextualizados pelo território identitário mais vasto do Porto e da Região Norte de Portugal, que é um território de Liberdade.
Francisco Sá Carneiro representa uma mudança serena e responsável do regime corporativo, ditatorial, totalitário e retrógrado do Estado Novo para a Democracia Parlamentar e Representativa, que evitaria a insanidade totalitária, o oportunismo político hipócrita e ignóbil, a desordem e a ineficácia da Revolução marxista, despoletada, sobretudo, a partir do Sul do País. Francisco Sá Carneiro começou a alicerçar um rumo coerente do Estado português livre e moderno a caminho da Europa, estável, democrático e institucionalizado, para se realizar, em Portugal, aquilo que de melhor tinha e tem a Europa livre e civilizada. Francisco Sá Carneiro representa, em Portugal, o início da construção do «Welfare State» e da «Welfare Society», num regime efectivo e real de Liberdade e sempre guiado pelos valores bíblicos, com a acção política e a prática concreta das reformas, para melhorar a sociedade portuguesa e resolver os seus problemas sociais, de modo eficaz e com justiça social. Francisco Sá Carneiro queria, como órgãos de soberania, o Governo e o Parlamento e não o Conselho da Revolução e a Assembleia do Movimento das Forças Armadas. Francisco Sá Carneiro simboliza e representa o combate contra uma nova e perniciosa ditadura que iria, ainda mais, atrasar Portugal, num período que foi, infelizmente, insane e muito contraproducente para Portugal e para os Portugueses e que nos afastou, infelizmente, ainda mais, do que de melhor têm os países centrais e modernos da Europa.
O «Príncipe Sereníssimo», que muito dialogava, na sua cidade do Porto, em termos políticos, com o Dr. Miguel Veiga e com o Dr. Mário Montalvão Machado, faleceu, em termos físicos, há 39 anos atrás e representa e simboliza a Democracia e a Liberdade: essa Liberdade que o Porto e o Norte possuem de modo congénito e que afirmam e concretizam, de modo permanente, num movimento belo, são e granítico de integridade.

Há que recuperar e pôr em prática o «ideário social-democrata» de Francisco Sá Carneiro (expressão que ele tanto gostava de referir ao Dr. Mário Montalvão Machado), construindo melhor e de modo mais eficaz, em Portugal, o «Welfare State» e a «Welfare Society», sempre guiados pelos valores bíblicos. Esperemos que seja aquilo que Rui Rio queira pôr em prática, já que Rui Rio evoca, com frequência, a social-democracia e Francisco Sá Carneiro... Reforçar, por exemplo, muitíssimo mais e cada vez melhor, o Serviço Nacional de Saúde (SNS)...Porque, infelizmente, o partido que Francisco Sá Carneiro ajudou a fundar afastou-se, várias vezes, ao longo das décadas, do «seu ideário social-democrata», ao pôr em prática políticas irresponsáveis, destruidoras e anti-patrióticas, das quais são tristes exemplos a votação, em 1979, com o CDS, contra a criação do SNS, bem como a intenção de desenvolver um sistema privado de Saúde paralelo ao SNS auferindo de fundos do próprio sistema público para esse fim e, mais recentemente, o lamentável corte (quando governou com o CDS-PP) de 15% do orçamento da Saúde, bem como o voto contra a nova Lei de Bases da Saúde, promulgada pelo Presidente da República!...Essas políticas irresponsáveis, anti-patrióticas e destruidoras não são, de facto, justas nem social-democratas, num país onde existem cerca de dois milhões e meio de pessoas pobres, com classes médias frágeis, nem correspondem à prática concreta do «verdadeiro ideário social-democrata de Francisco Sá Carneiro».

15 de novembro de 2019

Na verdade, as pessoas vivem na Região Norte...

É mesmo de lamentar essa afirmação da ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública, porque, para além de não ser verdadeira, faz com se comece a deduzir que esse novo ministério do novo Governo talvez não sirva para nada, a não ser para aumentar os cargos burocráticos parasitários situados em Lisboa e arredores, contribuindo, ainda mais, para o ultra-centralismo dessa cidade sulista que é, como sempre foi, uma péssima capital para o País como um todo, localizada na zona saloia da Estremadura portuguesa, com o seu carácter sub-urbano. E periférica, quer no contexto ibérico, quer no contexto europeu, para não referir no contexto global.
E essa afirmação da ministra e o seu sentido e significado não são verdadeiros, porque, na realidade e na verdade, as pessoas vivem na Região Norte, seguindo o sentido e significado da expressão da ministra. Os números estatísticos não mentem. São claros, factuais e quantitativos. A região NUTS II mais populosa de Portugal é a Região Norte, que tem cerca 3 690 610 habitantes. A Área Metropolitana de Lisboa (NUTS II) tem cerca de 2 812 678 habitantes. Portanto, a Região Norte tem mais cerca de 877 922 habitantes que a Área Metropolitana de Lisboa (NUTS II).
A Região Norte, que tem cerca de 3 690 610 habitantes, é a região (NUTS II) mais populosa do Estado português.
Gravura: ContraMapa 

Assim, seguindo o sentido e o significado dessa asserção da ministra, o correcto seria afirmar-se que as pessoas vivem na Região Norte. E não em Lisboa. Tal como os Arouquenses, que são Nortenhos, vivem na Região Norte e são pessoas autóctones da Região Norte, que é mesmo a região mais populosa do País.
Uma das diferenças estruturais das pessoas que habitam a populosa Região Norte em relação às pessoas que habitam a Área Metropolitana de Lisboa - NUTS II (também populosa, mas menos populosa que a Região Norte - NUTS II) é que, em termos estruturais, as da Região Norte são originárias do próprio território nortenho, enquanto que grande parte das pessoas que habitam a Área Metropolitana de Lisboa não são de lá ou são filhos, netos ou bisnetos de pessoas que não são de lá. Grande parte delas foram forçadas, por razões sócio-económicas, a emigrar para lá. Facto que está na origem da falta de coesão identitária da Área Metropolitana de Lisboa, constituída, em grande parte, por gente desenraízada, proveniente dos mais variados lugares.
A Região Norte de Portugal, para além de ser a região mais populosa do País e com gente enraízada, autóctone, tem (considerada a nível macro, numa abordagem geral, abstraindo algumas nuances identitárias específicas) muita coesão identitária, devido, em termos estruturais, à influência da Bacia e da Região Hidrográfica do rio Douro, que configura, de modo nuclear, a Região Norte (e quase a totalidade do território de Arouca localiza-se na Bacia e na Região Hidrográfica do rio Douro, sendo um concelho endógeno e autóctone da Região Norte, do Entre-Douro-e-Minho, do Douro Litoral e da Área Metropolitana do Porto, mas que, por um grande erro crasso, foi integrado, de modo completamente arbitrário e sem sentido, no distrito de Aveiro, em 1835). Para além dessa influência física e natural, este fenómeno também se pode explicar em termos etnológicos, já que as civilizações milenares que formaram as gentes da Região Norte têm uma idiossincrasia distinta das que formaram as gentes do Sul e do Centro de Portugal, formadas, essencialmente, por civilizações exógenas, invasoras do território português e muito mais recentes. A Região Norte, para me repetir em relação a textos anteriores publicados neste blogue, tem muitíssimo mais que ver com a Galiza do que com o Sul e o Centro de Portugal, em todos os seus elementos identitários: físicos, naturais, humanos e sociais. A Região Norte de Portugal e a Galiza são uma verdadeira nação identitária, com muita coesão identitária, endógena e idiossincrásica. Constituem, por essa razão, uma das euro-regiões melhor definidas e melhor delimitadas.
Mas, retomando o assunto inicial, para ser mais preciso, na realidade, ao contrário do que quer fazer crer a ministra, as pessoas vivem em todas as cinco regiões do Portugal continental e nas duas regiões do Portugal insular. As pessoas não vivem apenas em Lisboa. Se a Área Metropolitana de Lisboa tem cerca de 2 812 678 habitantes, não considerando, agora, as regiões autónomas dos Açores e da Madeira, o restante território de Portugal Continental (Região Norte, Região Centro, Alentejo e Algarve) tem cerca de 7 228 292 habitantes. Tem muitíssimo mais população que a Área Metropolitana de Lisboa. Definitivamente, em Portugal, as pessoas não vivem, mesmo nada, apenas em Lisboa...
Para se resolver esse GRANDE PROBLEMA do ultra-centralismo de Lisboa e arredores (onde muitos e muitos Portugueses, infelizmente, continuam a ser forçados a residir ou a deslocar-se por razões sócio-económicas e que ultra-parasita, sobretudo, a Região Norte, numa atitude autista, auto-referente e, injustificadamente, petulante) é necessário concretizar, portanto, impreterivelmente, uma das reformas mais necessárias e mais urgentes, consagradas pela Constituição da República Portuguesa, que, pelos vistos, este novo Governo, por paradoxo e de modo muito irresponsável, parece estar a esquecer (!!!!), que é o processo de Regionalização do território do Portugal continental nas cinco regiões identitárias e administrativas, para bem de todo o Portugal e de todos os Portugueses. Não apenas o processo de Descentralização... 
E o actual Governo de Portugal, que foi eleito por Portugueses de todas as localidades de Portugal, é um Governo para todo o Portugal e para todos os Portugueses e não apenas para os que vivem em Lisboa e arredores.

21 de outubro de 2019

Centro de Produção da RTP Porto celebra 60 Anos

O Centro de Produção da RTP Porto celebra 60 anos. Sediado em Vila Nova de Gaia, é responsável por grande parte da produção de informação e de entretenimento para todos os serviços de programas de televisão e rádio do grupo RTP (RTP 1, 2 e 3, RTP África e Internacional e Antena 1, 2 e 3). No presente, é um dos maiores centros de produção de conteúdos do País.
Em declarações ao jornal Público, a sua directora, Isabel Correia, refere: «“Fazer 60 anos e lembrar o nosso passado é não só um acto de justiça, mas uma forma de mostrar a relevância estratégica de um centro de produção audiovisual descentralizado”, sendo um importante elo de ligação da Região Norte com o resto do País, já que produz “conteúdos que têm visibilidade nacional”. Dada a sua descentralização geográfica, esta produção “permite que projectos desta zona possam ser divulgados nos nossos programas a nível nacional”. A descentralização da RTP, considera Isabel Correia, é “uma conquista de todos e para todos”, e tem sido “uma luta diária, conseguida com uma equipa consistente à qual se exige muita resiliência e determinação”.»

Edifício Principal do Centro de Produção da RTP Porto no ano de 1959
Foto: jornal Público 

A RTP Porto diz muito a Arouca e aos Arouquenses, durante as décadas: foi nesse Centro de Produção da RTP Porto (sendo o Porto/Grande Porto o espaço urbano principal de referência para Arouca e para os Arouquenses...) que se difundiram muitas notícias sobre Arouca e sobre os Arouquenses, que muitas entrevistas a Arouquenses ilustres foram exibidas, que momentos históricos foram gravados, sendo de salientar, a título de exemplos relevantes, várias actuações do Conjunto Etnográfico de Moldes e a divulgação de pratos da gastronomia tradicional de Arouca e dos doces regionais e conventuais de Arouca, bem como reportagens sobre eventos arouquenses de muita relevância, como a Feira das Colheitas, etc.
A concretização, cada vez mais eficaz, da descentralização da RTP deve, como é óbvio, continuar a ser o percurso estrutural deste Centro de Produção nortenho com uma história considerável e bem definida, sendo, como é óbvio, desejável que, no futuro, haja uma difusão ainda melhor e mais abrangente de notícias, de entrevistas, de programas e de conteúdos de qualidade produzidos a partir do Centro de Produção da RTP Porto, localizado no território berço onde se encontra a idiossincrasia nuclear e identitária da nação de Portugal e dos Portugueses: o Entre-Douro-e-Minho e a Região Norte.

24 de julho de 2019

Arouca e o Porto/Grande Porto

Na sequência daquilo que é abordado no meu texto anterior e peço desculpa, aos leitores deste blogue, por estar a insistir bastante neste assunto e a ser muito repetitivo: o da forte ligação sócio-económica de Arouca e dos Arouquenses ao Porto/Grande Porto...
Os Arouquenses, repito, estão, EM QUASE TUDO, ligados ao Porto/Grande Porto, mas não estão, EM QUASE NADA, ligados a Aveiro. É um facto. É uma verdade. É uma realidade. E não é só pelo facto de Arouca estar perto do Porto/Grande Porto que o concelho de Arouca não deveria estar integrado no distrito de Aveiro...Antes disso e como factor de muitíssima importância estrutural, estruturante e nuclear, repito, é pelo facto dos elementos identitários, autóctones e endógenos (físicos, naturais, humanos e sociais) de Arouca se enquadrarem nos elementos identitários, autóctones e endógenos (físicos, naturais, humanos e sociais) e nas divisões territoriais protagonizadas pela cidade do Porto...
Arouca, repito, muito pouco ou quase nada tem que ver com Aveiro. Por essa razão, Arouca pertence à Região Norte, enquanto Aveiro pertence à Região Centro. Por essa razão, Arouca pertence à Área Metropolitana do Porto, enquanto que Aveiro pertence à Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro. Por essa razão, Arouca, em termos estruturais, localiza-se na Bacia e na Região Hidrográfica do Douro, enquanto que Aveiro localiza-se na Bacia e na Região Hidrográfica do Vouga. Por essa razão, Arouca pertenceu ao Douro Litoral, enquanto que Aveiro pertenceu à Beira Litoral. Por essa razão, no contexto das primeiras divisões territoriais da nação portuguesa, Arouca pertenceu ao Entre-Douro-e-Minho, enquanto que Aveiro pertenceu à Beira.
Mapa: Câmara Municipal de Arouca 
A esse propósito, convém recordar, de novo, um facto histórico, que é muito simbólico e muito significativo, que o colaborador deste blogue António Brandão de Pinho nos informa, ao referir que já, em 1860, era "apresentado um projecto de lei com vista a serem anexados ao distrito administrativo do Porto, os concelhos de Cinfães, Paiva e Arouca, então pertencentes aos distritos de Viseu e Aveiro." Repito, portanto: a constatação da grave lacuna estrutural de Arouca pertencer ao distrito de Aveiro é já, portanto, antiga e surgiu em 1860, apenas 25 anos depois de Arouca ter sido integrada no distrito de Aveiro e dos distritos terem sido criados. Já nessa altura, havia, portanto, a clara consciência que Arouca estava muito mal integrada no distrito de Aveiro, como, de facto, está muito mal integrada.

Só que, actualmente, nas redes sociais, em vários 'sites' institucionais, nos «mass media» e em vários dispositivos tecnológicos de identificação territorial, esse facto, essa realidade, essa verdade não são referidos, enfatizando-se, de modo arbitrário e artificial, uma ligação fantasiosa e irreal de Arouca a Aveiro. Costuma aparecer a seguinte menção: «Arouca, Aveiro»!...Costumam também apelidar, de modo muitíssimo errado, os Arouquenses de 'Aveirenses'!...Isso não corresponde, portanto, a qualquer realidade factual e ontológica. Deveria, como é óbvio, aparecer, antes, «Arouca, Área Metropolitana do Porto, Região Norte». E os Arouquenses deveriam, como é óbvio, serem apelidados de 'Arouquenses' ou de 'Nortenhos'. Isto porque Arouca tem apenas uma ligação meramente burocrática com Aveiro. O concelho de Arouca, repito, foi integrado, de modo completamente arbitrário e sem sentido, no distrito de Aveiro, em 1835, à semelhança daquilo que aconteceu com alguns dos seus congéneres da Área Metropolitana do Porto, todos eles pertencentes à Região Norte: Espinho, Santa Maria da Feira, São João da Madeira, Vale de Cambra e Oliveira de Azeméis.

Assim e desculpem a minha insistência e o facto de estar a ser muito repetitivo: os Arouquenses, os órgãos autárquicos de Arouca e os vários tipos de instituições de Arouca devem mobilizar, de modo permanente, um esforço pessoal e colectivo, consertado e unânime, para que Arouca, cada vez melhor, se integre, de modo dinâmico, participativo e consistente, nas divisões territoriais que, na realidade, protagonizam, no presente, a inserção institucional e o enquadramento identitário do concelho de Arouca: -a Área Metropolitana do Porto (NUTS III e área metropolitana) e a Região Norte (NUTS II e região), protagonizadas pela cidade do Porto. E, de modo concomitante, "esquecer", de vez, Aveiro, com o qual Arouca e os Arouquenses muito pouco ou quase nada têm que ver.  
     
Aquilo que está em causa é o bom rumo histórico e identitário de Arouca no futuro imediato, no futuro a médio-prazo, no futuro a longo-prazo e no futuro a muito longo-prazo, para bem de Arouca e para bem dos Arouquenses e dos seus descendentes...

22 de julho de 2019

O território de Arouca localiza-se na Bacia e na Região Hidrográfica do Douro

Quase a totalidade do território do concelho de Arouca localiza-se na Bacia e na Região Hidrográfica do Douro. Os rios principais, em Arouca, que são afluentes do rio Douro e que fazem parte dessa bacia hidrográfica (desaguando, portanto, todos, no rio Douro) são o rio Arda; o rio Sardoura; o rio Inha e o rio Paiva. Esses rios (que formam alguns dos vales fertéis típicos do Douro Litoral) têm, por sua vez, alguns afluentes bastante relevantes no território de Arouca, como o rio Urtigosa, o rio Paivó ou o rio Ardena, para referir três exemplos principais. 

Gravura: Centro de Ensino Guroo
O facto de Arouca se localizar, em termos estruturais, na Bacia e na Região Hidrográfica do Douro é um factor fundamental para a correcta inserção identitária de Arouca: desde o início da formação de Portugal, na região do Entre-Douro-e-Minho e na Região Norte, bem como, durante o século XX da era comum, na província do Douro Litoral, que é a divisão territorial onde Arouca melhor se insere e onde melhor se enquadra em termos identitários, autóctones e endógenos. O Entre-Douro-e-Minho, a Região Norte e o Douro Litoral têm, como cidade principal e como cidade central, a cidade do Porto, que sempre foi (com o seu espaço circundante denominado 'Grande Porto') o espaço urbano principal de referência para Arouca e para os Arouquenses, facto que se acentuou e se vai acentuar ainda muito mais no futuro, com a evolução e a consolidação institucional da Área Metropolitana do Porto, onde o concelho de Arouca está muitíssimo bem inserido e onde está muitíssimo bem enquadrado, em termos identitários e sócio-económicos.
É entre a Praia do Cabedelo do Douro de Vila Nova de Gaia e a belíssima Foz do Douro da cidade do Porto que, no Oceano Atlântico, desagua o rio Douro, que é um dos rios mais belos do planeta Terra.

Foto: Arouca Geopark

15 de junho de 2019

As danças tradicionais de Arouca - Douro Litoral


As milenares danças tradicionais de Arouca (as genuínas, "as verdadeiras") são muito belas. Inserem-se, em termos identitários, na província tradicional do Douro Litoral, que tem, como cidade principal e como cidade central, a cidade do Porto e que é uma espécie de 'suavização identitária' do Minho. O Douro Litoral e o Minho formam o Entre-Douro-e-Minho, que é o território onde nasceu e de onde se formou, em termos estruturais, Portugal e o antigo Império Português e onde se encontra o 'core' identitário de Portugal e dos Portugueses. 
O Conjunto Etnográfico de Moldes de Danças e Corais Arouquenses é, indiscutivelmente, o melhor, o mais genuíno e o mais fidedigno representante das belas e milenares danças tradicionais de Arouca, que são um elemento autóctone de Arouca muito antigo que devia ser melhor dinamizado e promovido, no contexto dinâmico de vários tipos de eventos do 'Arouca Geopark', apurando e praticando, cada vez melhor, a sua autenticidade endógena e autóctone.
Numa altura em que se está prestes a comemorar o 75º aniversário da Feira das Colheitas (fundada por António de Almeida Brandão, bem como organizada e promovida, durante bastantes anos, pela sua iniciativa estrutural, tendo sido quem lhe configurou a sua identidade de grande evento concelhio com impacto nacional), convém, portanto, recordar que foi, nesse evento maior de Arouca e dos Arouquenses, que, no ano de 1944 da era comum, há 75 anos atrás, surgiram os primeiros grupos organizados de danças tradicionais de Arouca. Uma das formas adequadas das instituições de Arouca e dos Arouquenses comemorarem esta tão importante efeméride que se aproxima, será, portanto, revitalizar esse sentido originário e puro, autóctone e endógeno, das milenares e belas danças tradicionais de Arouca, divulgando-as e promovendo-as melhor. Para isso, as «verdadeiras e genuínas danças tradicionais de Arouca» deveriam ter um apoio mais consistente e regular das instituições, ligadas à cultura, do município de Arouca, da Área Metropolitana do Porto e da Região Norte, bem como das instituições, ligadas à cultura, do Governo central de Portugal.

26 de maio de 2019

A União Europeia deve ser uma união de 'euro-regiões' identitárias

É importante que, nas eleições de hoje, para o Parlamento Europeu, a abstenção diminua, em Arouca, na Região Norte e em Portugal.
Os Arouquenses, os Nortenhos e os Portugueses devem interessar-se por aquilo que os países centrais da Europa têm de melhor, sendo esse melhor apurado a partir dos valores morais noahides (que são absolutos e perfeitos) do sentido originário do Criacionismo Hebraico. A influência daquilo que de melhor, de bom e de benévolo têm os países centrais da Europa livre, com a sua típica racionalidade prospectiva e ordenada, é benéfica para Portugal e para os Portugueses.
A Europa, no presente, tem cerca de 50 países. A União Europeia tem 28 Estados-membros. A União Europeia deve alargar-se a mais países do continente europeu e fortificar a sua coesão, porque o planeta Terra, no presente, em que o fenómeno da globalização é um facto científico, funciona em grandes blocos económicos. Se a União Europeia não se alargar e se não se mantiver coesa, será, definitivamente, arrasada por grande potências económicas como a China e países afins.
Numa mega-escala, a Europa, que herdou, em termos estruturais, a influência da dita ‘tradição judaico-cristã’ e a influência das culturas clássicas grega e latina, tem muita coesão identitária, no concerto global e planetário das mega-regiões culturais idiossincrásicas. Mas o caminho da União Europeia não deve ser, de modo algum, uma união dos seus actuais Estados. A União Europeia deve antes ser uma união das suas euro-regiões identitárias. E porquê?...Porque a maioria dos presentes Estados institucionais da União Europeia não tem coesão identitária a nível do seu espaço interno. A Espanha é um dos melhores e mais óbvios exemplos desse facto, porque é um Estado com várias nações. E, no caso de Portugal, a Região Norte de Portugal (que, infelizmente, está esmagada pelo ultra-centralismo e pelo ultra-parasitismo de Lisboa e arredores, há vários séculos), tem muito, muito, muito mais que ver com a Galiza do que com a Região Centro e do que com a Região Sul de Portugal.
Assim, a União Europeia deve expandir-se e fortificar-se, mas deve organizar-se em euro-regiões identitárias e não nos actuais Estados. Essas euro-regiões devem ter um governo e um parlamento, com um orçamento anual para essa euro-região, cujos fundos são obtidos a partir da riqueza que é gerada a partir e no próprio território dessa euro-região identitária, aos quais se adicionam os fundos estruturais da União Europeia.
O apuramento de uma identidade faz-se a partir dos elementos físicos, naturais, humanos e sociais, endógenos e autóctones, do território dessa euro-região. Os Arouquenses e os Nortenhos estão integrados, e bem integrados, na Euro-região Galiza-Norte de Portugal. O caminho correcto da União Europeia (que deve tornar-se cada vez mais coesa) é, portanto, para me repetir, o da união das euro-regiões identitárias e não o da união dos actuais Estados, porque a maioria deles, em termos do seu espaço interno, na realidade, não tem coesão identitária. Aquilo que acontece é que, na maioria dos tradicionais Estados da União Europeia, há oposições e conflitos regionais idiossincrásicos. As euro-regiões são uma forma correcta de resolver esse problema.
E, infelizmente, em Portugal e na Europa, no presente, constata-se um outro grande problema estrutural, que é a gravíssima e muito preocupante crise de valores. E a forma de o resolver é ensinar e promover, de modo sistemático e consistente, os valores morais noahides na Europa (despidos de qualquer interpretação da perniciosa Teologia Greco-Latina, bem como dos constructos filosóficos, artificiais e arbitrários, derivados dela), para serem praticados, a cada milésimo de segundo, pelos Europeus. 
A escatologia humana é a escatologia judaica «Shomer Torá uMitzvot» direcionada para a Era Messiânica, que ocorrerá no futuro, a partir de Jerusalém, na Terra de Israel, liderada pelo Moshiach Ben David. Não outra. No presente, temos incontáveis provas científicas que dão validade ontológica ao sentido originário e puro do Criacionismo Hebraico. A Torá Hebraica é para os Judeus (613 Mitzvot) e para os Não-Judeus (7 Leis de Noé). Na Europa (dada a muitíssimo grave e muitíssimo preocupante crise de valores que se verifica na actualidade), uma das medidas mais urgentes que devem ser postas em prática, por parte de todos os seus Estados, é o ensino, a divulgação e a promoção, às várias gerações, nos seus sistemas de educação e de ensino, dos valores morais noahides da Torá Hebraica, que é o sistema axiológico absoluto, perfeito, sagrado, bom e benévolo do Próprio Criador dos Céus e da Terra, Bendito Seja O Seu Nome Sagrado. Sistema axiológico que se reporta à própria estrutura ontológica e orgânica de qualquer ser humano e que qualquer ser humano sadio reconhece, de imediato, como bom, benévolo, justo e adequado. Todos os seres humanos e todas as nações do planeta Terra devem ser «Noahides-Observantes», reportando-se, a cada milésimo de segundo, à Terra sagrada de Israel e aos Judeus religiosos «Shomer Torá uMitzvot».
Sobre as 7 Leis de Noé - valores morais noahides

17 de abril de 2019

A importância dos símbolos e dos logotipos para a identificação territorial de Arouca

É, sobretudo, para os visitantes, para os turistas, bem como para as pessoas que residem fora de Arouca e que não conhecem bem Arouca, que a utilização de símbolos e de logotipos identitários, no território e a partir do território de Arouca, é fundamental para a consciência clara e factual da localização do município tipicamente nortenho de Arouca, bem como para a consciência clara e factual do enquadramento identitário de Arouca no actual espaço da Área Metropolitana do Porto, onde o Porto, a «capital da Região Norte», é a sua cidade central e principal, localizada, via rodoviária, a cerca de 35Km do concelho de Arouca e, em linha recta, a cerca de 22Km, em relação à qual Arouca e os Arouquenses sempre mantiveram uma forte ligação umbilical e um forte sentimento empático de pertença.
logotipo: CCDRN
logotipo: AMPorto
Nesse sentido, o Executivo da Câmara Municipal de Arouca deveria colocar, na berma das estradas, no sítio de todas as fronteiras de entrada no concelho de Arouca, novas placas de grande dimensão de «Boas Vindas ao Município de Arouca», bem visíveis e bem elaboradas em termos estéticos, em material muito durável e reflector, em que constasse, de modo principal, a menção ao Município de Arouca, à Área Metropolitana do Porto e à Região Norte, com os seus respectivos símbolos e logotipos. A menção ao distrito de Aveiro também deveria constar, mas sem logotipo e em letras mais pequenas e numa posição secundária, já que, como se sabe, Aveiro, que é uma cidade da Região Centro e da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro e com a qual Arouca tem uma interacção meramente burocrática, não se enquadra nem se insere no território identitário tipicamente nortenho de Arouca, localizado em plena bacia e região hidrográfica do rio Douro. As bandeiras de Portugal e da União Europeia também poderiam constar, por razões óbvias.
Todas as instituições de Arouca e todos os Arouquenses devem empenhar-se (para a localização de Arouca ser muito melhor identificada pelas pessoas exógenas) em relacionar, sempre, Arouca, automaticamente, à cidade do Porto, uma vez que o Porto/Grande Porto (cidade bastante conhecida num contexto global) sempre foi o espaço urbano principal de referência para os Arouquenses e é no território da Área Metropolitana do Porto que se encontram os acessos directos ao concelho de Arouca, via rodoviária, via ferroviária, via aérea, via marítima e via fluvial, estruturados pela auto-estrada A32 e pela variante à EN326.
Como o concelho de Arouca começou a ter visibilidade a nível europeu e a nível internacional, sobretudo devido ao sucesso dos Passadiços do Paiva, é fundamental sempre referir, para o território ser muito melhor identificado a nível europeu e a nível internacional, que Arouca fica perto do Porto (porque fica mesmo perto do Porto...), como já se pode constatar com estes dois bons exemplos:
(1)
(2)

12 de abril de 2019

Consolidar, cada vez mais, a Euro-região 'Galiza-Norte de Portugal'...

Com o aproximar das eleições europeias, não se deve esquecer que a União Europeia é constituída, e bem, por euro-regiões, que têm de ser reforçadas, cada vez mais. As 'euro-regiões' têm maior coesão identitária que muitos dos Estados institucionais da União Europeia, dos quais um dos exemplos mais óbvios é o de Espanha, que é um Estado com várias nações e macro-idiossincrasias. 
E embora alguns afirmem que Portugal é um país uno e coeso (isso é, claramente, em parte, um artifício retórico e um logro dos ultra-centralistas com os seus interesses oportunistas...), na realidade, na verdade, a Região Norte tem muito, muito, muito mais que ver com a Galiza do que com as outras regiões de Portugal. Entre a Região Norte de Portugal e a Galiza, existe um território identitário contínuo e uma idiossincrasia cultural contínua, com milénios, que devem, cada vez mais, serem reforçados pelos Nortenhos e pelos Galegos. A Região Norte de Portugal com a Galiza é uma verdadeira e real nação identitária, com uma idiossincrasia cultural própria, com validade ontológica, quer no contexto ibérico, quer no contexto europeu.
O processo de Regionalização de Portugal, com as cinco regiões, é um processo de desenvolvimento, bom e benévolo, que tem de, impreterivelmente, avançar com muita urgência, sendo desejado pela maioria dos Portugueses e porque é mesmo muito necessário, para inverter, de vez, a presente situação muitíssimo injusta e perniciosa (sobretudo, muitíssimo injusta e perniciosa para a Região Norte e para os Nortenhos) que é descrita neste texto - o ultra-centralismo e o ultra-parasitismo de Lisboa e arredores, situada na zona saloia da Estremadura:


E, repete-se, porque estamos e estaremos na União Europeia, a Região Norte e a Galiza devem consolidar, cada vez mais, associadas, essa sua forte identidade milenar, que é mesmo una.
E Arouca e os Arouquenses, que são cidadãos portugueses e cidadãos europeus, pertencem à Euro-região 'Galiza-Norte de Portugal'.

2 de abril de 2019

43,4% dos Portugueses votariam a favor da Regionalização - estudo da Empresa Eurosondagem para o Porto Canal

A Região Norte e a Euro-região Galiza-Norte de Portugal são as regiões onde o concelho de Arouca se insere e sempre se inseriu, desde que elas existem. O Porto é a cidade principal da Região Norte de Portugal, que é uma região com muita consistência identitária e muito influenciada quer pela margem norte quer pela margem sul da Região Hidrográfica do rio Douro, desde a Foz do Douro até à fronteira fluvial de Portugal com Espanha.
Surpreendentemente, de modo paradoxal, o actual presidente do PSD e líder da oposição, o portuense Rui Rio, que foi das vozes políticas e institucionais que, no passado, mais se insurgiu, de modo correcto e pertinente, contra o ultra-centralismo de Lisboa e arredores, aligeirou esse seu antigo discurso sobre o assunto, referindo que, nesta altura, não faz grande sentido falar sobre a Regionalização: "
Assinámos [o PSD] com o Governo, vai fazer um ano, um acordo que tem em vista a descentralização. Um dos pilares [da transferência de competências] do Estado para as câmaras está a ser executado. Mal, mas está".
Isto significa um grave retrocesso para Portugal e é muito surpreendente ouvir e ler estas palavras de Rui Rio, apesar dele reconhecer que o processo está mal!!! Esse referido 'processo de descentralização' é uma forma suave de manter o ultra-centralismo de Lisboa e arredores, que não vai resolver, em quase nada, aquele que é, seguramente, um dos GRANDES PROBLEMAS ESTRUTURAIS de Portugal, há muito, muito tempo: o ultra-centralismo de Lisboa e arredores, para onde, de modo forçado e contra a sua vontade, se deslocaram e deslocam e residem muitos Portugueses de todas as regiões. Inclusivé, agora, o próprio Rui Rio. Essa dita 'descentralização' suave e retórica parece mesmo ser mais um logro fabricado pelos ultra-centralistas de Lisboa e arredores, para manter esse ultra-centralismo.
Um estudo recente, realizado pela Empresa Eurosondagem para o Porto Canal, mostra que 43,4% dos Portugueses votariam a favor da Regionalização e reagem, fortemente, contra o centralismo. É muito significativo. O processo de Regionalização, previsto e consagrado na Constituição da República Portuguesa, é uma das reformas estruturais mais urgentes para bem do País como um todo. Não se deve apenas descentralizar suavemente, mas sim, antes de tudo, regionalizar e, depois, descentralizar, em termos reais, de modo dinâmico e constante. Os países mais avançados, ricos e desenvolvidos da União Europeia têm governos regionais. O centralismo é um indicador de 'terceiro-mundismo' e de atraso, enquanto que a regionalização e a concomitante descentralização real é um indicador de desenvolvimento e avanço. Em Portugal, a experiência das regiões autónomas dos Açores e da Madeira revela que as regiões funcionam relativamente bem.
Para além disso, um dos problemas estruturais do Estado português é o facto da sua actual capital e o seu Poder Central (em Lisboa e arredores, situada na Estremadura e na região saloia) estarem localizados num território onde não surgiu a nação de Portugal. A capital de Portugal, portanto, não se localiza, há vários séculos, no território certo e apropriado, visto que, na realidade, a nação de Portugal nasceu no Entre-Douro-e-Minho, de onde também se construiu, em termos estruturais, o antigo Império Português. A capital de um Estado deve ser sempre onde surgiu a sua idiossincrasia identitária: no seu 'core' identitário nacional. A capital de Portugal deveria ser no território do Entre-Douro-e-Minho: ou em Guimarães ou no Porto, que é o seu território berço e que é onde se encontra, desde que Portugal é Portugal, o seu 'core' identitário e idiossincrásico.
Como é óbvio, em boa parte, é devido a esse ultra-centralismo de Lisboa e arredores (onde o ultra-centralista Poder Central de Portugal se encontra com o habitual ultra-centralista Orçamento Anual do Estado, a cerca de 312 Km da vila de Arouca) que obras de pequena dimensão, como a variante à EN 326 de Arouca, demoram mais de vinte anos a construir, num concelho que se insere e se enquadra na região mais populosa de Portugal, sendo a que mais exporta e a que mais contribui para o PIB: a Região Norte.
Em boa parte, é devido a esse ultra-centralismo de Lisboa e arredores, onde o ultra-centralista Poder Central de Portugal se encontra, com o habitual ultra-centralista Orçamento Anual do Estado, que obras de pequena dimensão, como a variante à EN 326 de Arouca, demoram mais de vinte anos a construir...

18 de março de 2019

A Região Norte, onde Arouca pertence e sempre pertenceu, é a mais populosa do Estado português

A região (NUTS II) mais populosa do Estado português (onde Arouca se insere e sempre se inseriu e onde Arouca se enquadra e sempre se enquadrou em termos identitários) é a Região Norte, que tem cerca de 3 690 610 habitantes (Censos de 2011: INE). A Região Norte tem, portanto, mais 877 922 habitantes que a Área Metropolitana de Lisboa (NUTS II), que tem cerca de 2 812 678 habitantes (INE, 2015).
Apesar de terem sido criadas, originalmente, para funções estatísticas, as NUTS tornaram-se, na actualidade, divisões territoriais identitárias e são mesmo as divisões territoriais identitárias mais precisas do território português, ao contrário do que acontece com os distritos portugueses, criados em 1835, que são, infelizmente, divisões territoriais muito arbitrárias e anárquicas.
Ao considerarmos a população das regiões propostas, no processo de Regionalização, conclui-se, facilmente, que, caso se sub-dividisse a Região Norte (que tem forte coesão identitária), o processo de Regionalização seria, logo, desde o seu início, um grande fracasso, porque a região mais populosa seria Lisboa e Vale do Tejo e isso faria com que o ultra-centralismo e o ultra-parasitismo de Lisboa e arredores se reforçasse ainda mais, com a fragmentação da Região Norte, que perderia coesão, pujança e dinamismo.
Euro-região da Galiza-Norte de Portugal
E alguns ultra-centralistas parecem estar bem atentos, porque sabem que a Região Norte é a mais populosa e o «verdadeiro motor económico» de Portugal. Talvez para contrariar, de modo artificial, arbitrário e impositivo, esse facto e, aí com toda a certeza, para reforçar, ainda mais, o ultra-centralismo de Lisboa e arredores, foi, há uns tempos atrás, apresentada uma nova área completamente arbitrária e artificial, sem nexo identitário, denominada ‘Arco Metropolitano de Lisboa’, que esperemos que, de modo algum, não seja concretizada, em termos concretos, para bem de todo o país, até porque, salvo erro, não emana de directrizes institucionais do Estado português ou da União Europeia. Sobre essa muito estranha e muito bizarra nova mega-região apresentada com o nome de ‘Arco Metropolitano de Lisboa’, de dimensão descabidamente megalómana, existem dois textos pertinentes, num blogue da internet, sobre o assunto, onde se pode ler o seguinte:

"  É muito positivo ver as várias entidades da Região Norte a unirem-se a favor de uma posição que o Dr. Rui Moreira desencadeou, e muito bem, com firmeza, contra a TAP. Mas as entidades do Norte também têm que se insurgir contra este estudo da Gulbenkian, que é o de criar o Arco Metropolitano de Lisboa. ESTA CRIAÇÃO ARTIFICIAL DO 'ARCO METROPOLITANO DE LISBOA' É MESMO PERVERSA. É BASEADA NA MENTIRA E NA FALSIDADE. Tem em vista criar, artificialmente, uma região com mais população que a Região Norte. Já que a Estremadura é distinta do Alentejo e do Algarve. Têm em vista, AINDA MAIS, centralizar fundos, instituições e serviços em Lisboa, parasitando o Norte exportador e produtivo, que é a Região mais populosa. As entidades da Região Norte devem falar, por favor, deste estudo perverso, combatendo-o. E, pasme-se, com o aval de dois portuenses, Artur Santos Silva e Fernando Medina, e de uma geógrafa da Universidade do Porto. Causa mal estar ver dois portuenses, Fernando Medina e Artur Santos Silva, mais um geógrafa da Universidade do Porto, por detrás do estudo do Arco Metropolitano de Lisboa. As várias entidades da Região do Norte têm que se insurgir com isto. A solução é reforçar, cada vez mais, a Euro-Região, Norte de Portugal e Galiza, e combater este território arbitrário e baseado na mentira que querem criar, para centralizar, MUITO MAIS, TUDO, em Lisboa, que é uma péssima capital.
Dados concretos: A Região Norte tem cerca de 35 % da população nacional - perto de 3,7 milhões de habitantes. A ela se deve 40 % das exportações, a criação de riqueza de 30 % do PIB e onde se concentram o maior número de empresas. O que o Arco MLisboa vai fazer, se for concretizado, é canalizar, ainda mais, o esforço da «formiga nortenha» para as aparências oportunistas da «cigarra lisboeta», que se vai gabar, com esses novos territórios do Alentejo e da Estremadura, de ter mais população e capacidade exportadora, e, assim, centralizar, ainda mais, TUDO em Lisboa, sugando mais fundos criados noutras regiões e mais fundos europeus, para além dos já conhecidos «spillovers». Portanto: a consolidação da Euro-Região 'Galiza-Norte de Portugal' é a melhor solução para a Região Norte e não esta.  "

E relativamente ao que está descrito nesses dois textos, sabe-se que Portugal está e estará inserido na União Europeia, que é dividida em euro-regiões. A Região Norte está muito bem enquadrada e inserida na Euro-região da Galiza-Norte de Portugal, que tem cerca de 6 400 000 de habitantes. De facto, na realidade, na verdade, a Região Norte de Portugal tem muito, muito, muito mais que ver com a Galiza (são regiões irmãs, desde sempre) do que com o Centro e o Sul de Portugal. Portanto, para além de ser mesmo necessário, com urgência, concretizar o processo de Regionalização do país, tal como referiu, na semana passada, na cidade do Porto, o presidente da Assembleia da República, considerando "que esta reforma é essencial não apenas para um desenvolvimento mais coeso de todo o país, mas também para a sobrevivência da própria democracia representativa", é também necessário reforçar, cada vez mais, a Euro-região da Galiza-Norte de Portugal, no contexto da União Europeia. E Arouca, para além de pertencer à Região Norte, também pertence à Euro-região da Galiza-Norte de Portugal, no contexto da União Europeia.

Ver, pf, os dois textos completos, aqui, ampliando, pf, os seus carateres minúsculos:
1)