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11 de dezembro de 2021

Arouca tem de estar, para sempre, na Área Metropolitana do Porto

A imprensa arouquense informa que a actual presidente da Câmara Municipal de Arouca, Margarida Belém, depois de um mandato como vice-presidente do Conselho Metropolitano do Porto (o órgão deliberativo da Área Metropolitana do Porto (AMP), que é, simultâneamente, área metropolitana e NUTS III), deixa de figurar na direcção, na sequência das eleições realizadas em Novembro, referindo que a autarca de Arouca não participou no momento da votação, «devido a um incidente na viatura que originou o atraso na chegada à reunião», conforme justificou em sessão de Câmara.
Esperemos, como é óbvio, que seja apenas um mero impasse institucional muito esporádico e que não se repita, porque, em termos estratégicos e de modo responsável, e já a pensar no muito longo prazo e nas futuras gerações sucessivas, para bem de todos os Arouquenses e para bem do território endógeno e sócio-económico de Arouca, as instituições de Arouca e os Arouquenses têm que, responsavelmente, se ligar, cada vez mais e de modo cada vez mais funcional, ao Porto e à Área Metropolitana do Porto e "esquecer", de vez, o distrito de Aveiro.
Visto que o município de Arouca, em todas as suas características e em quase todas as suas divisões administrativas, territoriais e identitárias, muito pouco ou quase nada tem que ver com Aveiro. Quase todas as divisões administrativas, territoriais e identitárias de Arouca emanaram e emanam do Porto e da Região Norte.
O município de Arouca, as instituições de Arouca e os Arouquenses devem sempre, como é óbvio, em termos muitíssimo prioritários, ligar-se às instituições do território da AMP e às instituições que emanam do Porto e do Norte.
Facto que a conclusão da segunda fase da variante, prevista para Novembro de 2022, vai mesmo tornar muito mais funcional.
A presença da autarca de Arouca como vice-presidente do Conselho Metropolitano do Porto, durante os últimos quatro anos, foi relevante e simbólica, até para as pessoas exógenas saberem mesmo bem onde Arouca pertence em termos endógenos, autóctones, identitários e sócio-económicos... 
Mas os mandatos têm um prazo e o outro vice-presidente do Conselho Metropolitano, que era o autarca de Santa Maria da Feira, também não está neste novo mandato. Manteve-se apenas o presidente: Eduardo Vítor Rodrigues, autarca de Vila Nova de Gaia, tendo, agora, como 'vices’, os autarcas de São João da Madeira e da Trofa.
A presidente da câmara de Arouca foi vice-presidente do Conselho Metropolitano da AMP, nos últimos quatro anos
foto: jornal Roda-Viva

Como já foi referido neste blogue: "O concelho de Arouca está muito bem enquadrado e inserido na nova NUTS III da Área Metropolitana do Porto (AMPorto). Muito bem mesmo. A cidade do Porto e espaço circundante (capital da Área Metropolitana do Porto (NUTS III) e da Região Norte de Portugal (NUTS II) ) sempre foram o espaço urbano principal de referência de Arouca e dos Arouquenses. É um facto óbvio, real e concreto, com validade ontológica. É um território onde moram milhares de Arouquenses e seus descendentes e sempre foi o local da sua «mobilidade espontânea e natural». Na parte noroeste, o concelho de Arouca dista, em linha recta, apenas cerca de 22Km da cidade do Porto. Com a conclusão da segunda fase da variante à EN326, a deslocação, da vila de Arouca ao centro da cidade do Porto, demorará cerca de 35 a 40 minutos, por essa nova estrada."
"Não se podem cometer mais erros históricos, irracionais e irresponsáveis, a partir das instituições, que podem ser irreversíveis e muitíssimo perniciosos, em relação ao presente e futuro rumo histórico de Arouca e dos Arouquenses. O "caminho" de Arouca e dos Arouquenses, em termos de enquadramento e de pertença territorial e institucional, é só um, à escala nacional: Porto, Área Metropolitana do Porto e Região Norte. E à escala europeia: Euro-região 'Galiza-Norte de Portugal'.
 Para bem de Arouca e dos Arouquenses. Para bem do seu enquadramento territorial, institucional e identitário."

Ler, por favor, esse texto, integralmente, onde o assunto é bem esclarecido, de modo responsável, aqui: 

11 de novembro de 2021

Prevê-se que a 2ª fase da variante à EN326 esteja concluída em Novembro de 2022

As 'Infraestruturas de Portugal' informam que " Está em curso a empreitada na EN326 – Santa Maria da Feira (A32/IC2)/Escariz, levada a cabo pelo consórcio Ferrovial/ACA Grupo, que estabelecerá a ligação entre a A32/IC2, inserida na Concessão Douro Litoral, no atual Nó de Pigeiros, e o troço já construído da EN326 entre Mansores e Arouca. Esta obra, com uma extensão aproximada de 7 km, permitirá uma ligação mais direta, rápida e segura de Arouca à A32, melhorando a mobilidade das populações residentes naquela região. Em termos de interligação com a rede rodoviária existente, foram previstas duas importantes ligações: - Ligação à rotunda do Nó com a A32 (Nó de Pigeiros), no início do traçado; - Rotunda de Escariz, que permite o acesso à Zona Empresarial de Escariz. A empreitada engloba a construção de cinco obras de arte especiais – quatro Viadutos e uma Ponte. O investimento é de 31,5 milhões de euros. Prevê-se que os trabalhos estejam finalizados em Novembro de 2022. "

Fotos: Infraestruturas de Portugal

13 de maio de 2021

A Ponte 516 Arouca será um grande sucesso internacional: -é preciso localizar bem Arouca, no contexto global

Estou a dirigir-me aos Arouquenses e às instituições de Arouca...
Como é óbvio, a nova Ponte 516 Arouca será, com toda a certeza, um grande sucesso, não apenas a nível nacional, mas a nível internacional. Pela sua singularidade, desperta, facilmente, interesse e curiosidade a pessoas de todas as idades, para além de ser também uma obra de engenharia com beleza estética, de onde se pode disfrutar de uma panorâmica impressionante e vertiginosa. Logo nos primeiros dias em que foi anunciada a sua inauguração, muitos «mass media» de várias partes do Mundo informavam o assunto com agrado e interesse. E Arouca e os Arouquenses bem o merecem.
Contudo, há um elemento, em todo este «fenómeno da Ponte 516 Arouca», que não é adequado e pode ser contraproducente para a funcionalidade do acesso directo à nova ponte, no contexto global: -trata-se da menção, que aparece, com frequência excessiva, nos «mass media» e na internet, de ligar a ponte, para além de Arouca, unicamente ao distrito de Aveiro.
Essa ocorrência, que a Câmara Municipal de Arouca e o Arouca Geopark deveriam, impreterivelmente, corrigir, ao descreverem, antes, nos «mass media» e na internet, a ligação da nova ponte ao Porto e à Região Norte, com os acessos a partir do contexto da Área Metropolitana do Porto. E não do distrito de Aveiro. Porque os acessos directos e funcionais, nos vários tipos de transportes, a Arouca, são mesmo feitos a partir da «nossa área metropolitana».
Ao aparecer excessivamente a menção ao distrito de Aveiro (e, como se sabe, os Arouquenses estão pouquíssimo ligados a Aveiro), os visitantes e as pessoas exógenas que não conhecem bem Arouca ficam, erroneamente, a pensar que Arouca e os Arouquenses (que são pessoas autóctones da Região Norte de Portugal) têm uma ligação forte a Aveiro (que é uma cidade da Região Centro de Portugal), quando, na realidade, não têm, como nunca tiveram. Arouca foi, erroneamente, integrada no distrito de Aveiro no ano de 1835.
Arouca não tem acessos directos e funcionais com Aveiro nem tem que os ter urgentemente, até porque os seus acessos directos com o Porto (que sempre foi «a cidade principal dos Arouquenses») são muitíssimo mais prioritários e, infelizmente, por paradoxo, como se sabe, ainda não estão concluídos, com «a já velha e bafienta história da variante à EN326»...
Mas, para além de tudo o mais, entre outros factos, o rio Paiva é, oficialmente, um rio metropolitano do Porto e um dos afluentes estruturantes do rio Douro. A Ponte 516 Arouca localiza-se em plena Bacia e Região Hidrográfica do Douro. A Associação Geoparque Arouca pertence à Associação de Turismo do Porto e Norte de Portugal - Porto Convention & Visitors Bureau. O concelho tipicamente nortenho de Arouca é gerido pela CCDR-Norte. etc. etc.
Então porquê esta insistência despropositada de mencionarem, quase sempre, unicamente o distrito de Aveiro, numa altura em que os distritos pouco representam e, neste caso específico, para os Arouquenses, Aveiro pouco ou quase nada lhes diz?!...
Como é óbvio, na cerimónia de inauguração desta nova ponte pedonal, presidida pela Ministra da Coesão Territorial, a nível das instituições macro que, realmente, dizem respeito a Arouca e que representam mesmo Arouca, estiveram presentes os presidentes da CCDR-Norte e do 'Turismo do Porto e Norte de Portugal'. O Conselho Metropolitano do Porto foi representado pela sua vice-presidente, que é a presidente da câmara municipal de Arouca. Não estava lá ninguém a representar o quase extinto distrito de Aveiro, porque não tinha mesmo nada que lá estar, porque quase nada iria representar de Arouca.
foto: jornal Roda-Viva

Há um artigo de qualidade, publicado neste blogue, da autoria do colaborador Carlos S. Sousa, 'A estrada para o Porto', que descreve, de modo vivido e genuíno, durante o século XX, essa forte ligação empática e enraízada dos Arouquenses ao Porto e território circundante. Nesse contexto vivencial e noutra geração de Arouquenses mais antiga, estou a lembrar-me da descrição de meu avô, António de Almeida Brandão, no seu livro de Memórias, ao referir que, por razões sócio-económicas, eram muitos os Arouquenses que se deslocavam a pé, todos os dias, de Arouca ao Porto, por Fiães, pelo atalho da Devesa da Lebre...Era frequente também deslocarem-se em carros-de-bois...E foi para o Porto que se criaram, a partir de Arouca, os primeiros transportes regulares...etc. etc.

Portanto, que as instituições de Arouca coloquem, de vez, nos «mass media» e na internet, a ligação da nova ponte ao Porto e à Região Norte de Portugal, bem como os verdadeiros acessos directos e identitários ao território de Arouca: que são feitos no actual contexto da Área Metropolitana do Porto. E não do distrito de Aveiro. Ou será que têm de ser mesmo os estrangeiros a lembrar esse facto, como a CNN, para, a nível global, os visitantes localizarem bem Arouca, em termos territoriais e identitários?!:
Não será a partir de Aveiro, mas sim a partir da parte litoral da Área Metropolitana do Porto (onde se localizam os principais locais físicos e identitários dos vários tipos de transportes estruturais de acesso a Arouca) que vão acorrer, ao concelho de Arouca, muitos, muitos e muitos visitantes das mais variadas partes do Mundo, para ver a nova Ponte 516 Arouca, que, para além de se deslocarem por estrada, antes também se deslocarão via aérea (Aeroporto Francisco Sá Carneiro e Aeródromo Municipal da Maia), via ferroviária (Estação Ferroviária de Porto-Campanhã), via marítima (Porto de Leixões e Marina 'Porto-Atlântico') ou via fluvial (Marina 'Douro-Marina' e Marina do Freixo).

23 de abril de 2021

Nunca, como hoje, foi tão necessário concretizar a Regionalização

Arouca é um município que não se desenvolve tão rapidamente devido, em grande parte, ao fenómeno do ultra-centralismo ultra-parasita do Poder Central de Lisboa e arredores. Por essa razão, para referir, de novo, o exemplo mais óbvio, a variante à EN326 demora tanto tempo a concluir, apesar de estar localizada em plena Área Metropolitana do Porto!...
Com o concretizar do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), já se começa a vislumbrar a rapace injusta, auto-referente e oportunista do ultra-centralismo ultra-parasita de Lisboa em relação ao resto do país, sobretudo em relação à Região Norte.
O antigo Secretário de Estado do Desenvolvimento Regional, Castro Almeida, afirma, com toda a razão, que é um erro centralizar em Lisboa a gestão do PRR, realçando que a gestão dos milhões da 'bazuca' parece servir para remediar as contas públicas. E ele tem toda a razão.
Apesar dos «artifícios retóricos» do actual ministro do Planeamento, Nelson de Souza, ao alegar que haverá descentralização no processo, vislumbra-se, na prática, que, de modo muito injusto e imoral, Lisboa e arredores irão receber grande parte dos novos fundos europeus. Ainda para mais porque, ao contrário das verbas do quadro Portugal 2020, estas novas verbas não precisam, obrigatoriamente, de ser canalizadas para outras regiões portuguesas. Assim, parece que, infelizmente, o actual Governo, que é ultra-centralista lisboeta, pretende canalizar grande parte das verbas para a Área Metropolitana de Lisboa.
E essa situação é imoral, revoltante, muita injusta e não pode continuar mais assim. Não pode mesmo mais continuar assim. Alguém tem de pôr cobro a isto. Alguém tem «de fazer alguma coisa, com muita urgência».
Estamos prestes a comemorar os 47 anos do 25 de Abril, que nos conduziu, felizmente, ao regime de Liberdade, que é a Democracia Parlamentar e Representativa com a Constituição da República Portuguesa de 1976, mas cuja configuração só se começou a efectivar com a extinção do Conselho da Revolução no ano de 1982.
A Constituição estipula a criação das regiões administrativas em Portugal Continental, que são cinco: já estão bem identificadas. Ninguém, no Estado português, tem poder sobre a Constituição da República Portuguesa. 
Nunca, como hoje, foi tão necessário concretizar a Regionalização. Para bem de Portugal e de todos os Portugueses. Para bem de Portugal como um todo.

Mais uma vez e agora com a gestão ultra-centralista do PRR, a Região Norte, que é «o motor económico de Portugal», será, provavelmente, a região portuguesa mais injustiçada.
Refiro, de novo, aos leitores deste blogue, que há um ensaio de muitíssima qualidade, da autoria de Henrique Raposo, publicado na revista Exame de Julho de 2016, que terá todo o interesse para os Arouquenses e para as instituições de Arouca, porque descreve bem, com rigor e lucidez, como a Região Norte (onde Arouca pertence e sempre pertenceu e onde Arouca, de modo identitário, se insere e sempre se inseriu) é, de facto, o «motor económico» de Portugal.
 
Fazer, por favor, o «download» do ensaio, em ficheiro pdf, aqui:

Repito: Apesar de ter algumas imprecisões, esse ensaio é dos melhores textos que se escreveram, nos últimos anos, sobre o assunto, onde se revela a idiossincrasia empreendedora e inovadora, de trabalho e de poupança, das gentes do Norte (em particular do Noroeste de Portugal) e como ela se mantém, de modo consolidado, com os seus fortes traços identitários milenares, no actual contexto de Modernidade avançada, em que Portugal está integrado no espaço político e económico da União Europeia. 
Mas esse esforço pessoal, familiar e colectivo das pessoas do Norte é, infelizmente, em grande parte, parasitado, de modo muitíssimo injusto, por Lisboa e arredores, devido ao modo ultra-centralista como funciona, há muito tempo, o Estado português. E esta situação muitíssimo injusta não pode mesmo continuar mais assim...
Tem, de facto, de haver uma inversão urgente desta situação muitíssimo prejudicial para a Região Norte (que é também a mais populosa do país, com cerca de 3 690 000 habitantes), visto que se constata que o ultra-centralismo e o ultra-parasitismo de Lisboa e arredores continuam vigorosos, agora com a gestão ultra-centralista do Plano de Recuperação e Resiliência.
Nunca, como hoje, foi tão necessário concretizar a Regionalização. E a Constituição da República Portuguesa assim o prevê e assim o exige.

18 de março de 2021

O Plano de Recuperação e Resiliência e a conclusão da 3.ª fase da Variante à EN326 de Arouca

Com o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), parece mesmo ser a GRANDE OPORTUNIDADE para, no futuro próximo, se concluir a terceira fase da variante à EN326 de Arouca, entre a localidade da Abelheira (Escariz) e a Ponte da Cela / Ribeira (Tropêço)...Portugal, nos próximos anos, vai receber mesmo muito dinheiro de fundos europeus...
Segundo informa a imprensa arouquense, relativamente à presente 2.ª fase"a empreitada de ligação do Parque de Negócios de Escariz à A32 prossegue a bom ritmo. Neste momento, decorrem obras de arte corrente, obras de arte especiais, obras de contenção, bem como trabalhos de drenagem, terraplanagens e levantamentos arqueológicos. Prevê-se que até final do mês de março, se construam os pilares dos diferentes viadutos", referindo que "o Executivo Municipal já sinalizou junto do Governo a imperiosa necessidade de este (o PRR) contemplar a 3.ª fase da variante".
Portanto, mais do que nunca e em ano de eleições autárquicas, as instituições de Arouca e os Arouquenses têm que se fazer ouvir e reivindicar aquilo a que, há muito tempo, têm, impreterivelmente, direito: a conclusão da Variante à EN326. Sobretudo essa 3.ª fase, o mais rápido possível, que é mesmo urgente e que vai tornar muito mais rápido e muito mais funcional a tradicional, enraízada, empática e muita antiga mobilidade dos Arouquenses para o território do Porto e do denominado Grande Porto, no actual contexto da Área Metropolitana do Porto.
obras na actual 2ªfase da Variante à EN326 de Arouca
foto: jornal Discurso Directo

E há muito boas notícias para a «nossa área metropolitana», com a expansão, nos próximos anos, das linhas do Metro do Porto e com a construção de uma nova ponte sobre o rio Douro para o Metro do Porto, com uma componente de ciclovia e com uma componente pedonal. 
Contudo, como descreveu o chefe de redacção do JN, "não se celebre, ainda, o fim do centralismo. Feitas as contas ao investimento nos transportes para as duas grandes áreas metropolitanas, Lisboa receberá quase o dobro (2300 milhões) do Porto (1350 milhões). Há coisas que nunca mudam. Nem a tiro de bazuca." Ou seja, este ano (mais uma vez num muitíssimo injusto acto do ultra-pernicioso ultra-centralismo ultra-parasita lisboeta do Orçamento do Estado e do Poder Central lisboeta), na área dos transportes, a Área Metropolitana de Lisboa recebe mais 950 milhões de euros do que a Área Metropolitana do Porto. 
Bastava a aplicação desse dinheiro adicional de 950 milhões de euros da Área Metropolitana de Lisboa em relação à Área Metropolitana do Porto para que o Metro do Porto chegasse até Arouca, numa linha que continuaria a de Vila Nova de Gaia, pelo «Fundo do Concelho», até à Vila de Arouca, traçada, de modo estratégico, no território, pelas localidades mais centrais desse percurso. E, depois, noutro percurso, com aplicação de mais fundos, partiria da Vila de Arouca para Vale de Cambra, Oliveira de Azeméis, São João da Madeira, Santa Maria da Feira, Espinho e, de novo, Vila Nova de Gaia e Porto. Ou vice-versa, na ordem cronológica da construção dessas duas linhas do Metro do Porto.
Repito o que escrevi neste blogue: a Área Metropolitana do Porto e os seus habitantes bem merecem que isso se concretize, pois está-se, aqui, a descrever alguns dos municípios mais industrializados e que mais produzem, sendo dos mais dinâmicos, em termos económicos, de todo o país e que mais contribuem para o Orçamento do Estado, inseridos na Região Norte, que é a região mais populosa de Portugal, a que mais produz, a mais industrializada, a que mais contribui para o PIB e a que mais exporta, entre outros e variados bons e benévolos aspectos... Portanto, é necessário que se inverta mesmo, de vez, o ultra-centralismo e o ultra-parasitismo lisboeta do Orçamento do Estado, bem como o ultra-centralismo e o ultra-parasitismo lisboeta de captação dos fundos europeus e da sua aplicação ultra-centralista em Lisboa e arredores. Se o Metro de Lisboa se expande com pujança, porque é que o Metro do Porto não se há-de expandir também?!...Visto que o Metro do Porto é mesmo muito necessário para os municípios industrializados das partes centro-sul e sul da Área Metropolitana do Porto.
O Metro do Porto em Arouca não é uma situação utópica, irrealista ou não concretizável...Se o Metro do Porto, hoje, chega até à Póvoa de Varzim, porque é que não poderia chegar até Arouca?!...Poderia, perfeitamente, chegar a Arouca. E bastavam apenas aqueles referidos 950 milhões de euros deste ano para isso se concretizar. O custo médio de construção do Metro do Porto é de 16 milhões de euros por Km. 950 milhões correspondem a cerca de 60Km.

23 de fevereiro de 2021

No território de Arouca, não se devem enfatizar as montanhas em detrimento dos vales...

Na sequência de ter visto um vídeo da Câmara Municipal que promove Arouca, senti, por uma questão de rigor científico e factual, que seria necessário referir que, no território de Arouca, nunca se devem enfatizar as montanhas em detrimento dos vales, porque isso não corresponderia à realidade do território arouquense.
Repito o óbvio, que é imediatamente observável e constatável: A Vila de Arouca, que tem cerca de 5 200 habitantes, sede de um concelho da Área Metropolitana do Porto e da Região Norte com cerca de 22 360 habitantes, localiza-se num vale de grande dimensão e não na Serra da Freita. A Vila de Arouca localiza-se no Vale do rio Arda, na Bacia e na Região Hidrográfica do rio Douro. As zonas de vale e de meia-encosta do concelho de Arouca são as mais populosas e não as zonas de serra, que são muito pouco populosas. Nesse sentido, a componente humana do concelho de Arouca que mais contribui para a definição identitária do concelho de Arouca como um todo, em termos estruturais, é, como sempre foi, forjada a partir da identidade das populações das zonas de vale e de meia-encosta do concelho e não das zonas de serra, que são exíguas em habitantes. A Vila de Arouca e o Vale do rio Arda, que se distende, depois, no espaço administrativo de várias freguesias arouquenses, para oeste e que se liga, em Rôssas, ao Vale do rio Urtigosa, são o território mais populoso que mais contribui, em termos de componente humana, para a definição identitária do concelho de Arouca como um todo.
gravura: Arouca Geopark

O território do município de Arouca apresenta as características típicas do Douro Litoral, em plena bacia hidrográfica do rio Douro, que tem, como capital, a cidade do Porto: é um tipo de território constituído por vales, planaltos e meias-encostas férteis, com uma parte montanhosa considerável, onde a agricultura e a silvicultura têm uma expressão significativa e complementar na economia local, que é parcialmente industrializada e terciarizada e em forte conexão sócio-económica com os concelhos vizinhos, mais industrializados, localizados a oeste e a noroeste. Território que tem, portanto, abundância de cursos de água que nascem nos cumes das montanhas e formam os vales típicos do Douro Litoral, como o vale do rio Arda, onde se localiza a sede do concelho, que se distende do sopé do monte cónico da Senhora da Mó até ao lugar da Pedra Má, na freguesia de Rossas, onde, por sua vez, se localiza um vale fértil, irrigado pelo rio Arda e pelo Rio Urtigosa. O vale de Moldes (Arouca) ou os planaltos de Alvarenga, de Chave (Arouca) e de Mansores também são exemplos desse território autóctone, típico da região do Douro Litoral. "

16 de dezembro de 2020

Apesar do ultra-centralismo, Hospital de Santo António, no Porto, é o melhor hospital pelo sexto ano consecutivo

O Hospital de Santo António (que diz muito a Arouca e aos Arouquenses) foi distinguido, pelo sexto ano consecutivo, como o melhor hospital de Portugal, na área da excelência clínica, numa avaliação da consultora multinacional IASIST, segundo os critérios de classificação das unidades de saúde definidos pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS). No grupo E, dos maiores e mais complexos hospitais, o vencedor foi o Centro Hospitalar Universitário do Porto, EPE. Também outros hospitais da Região Norte (de Braga, de Barcelos e a Unidade Local de Saúde do Alto Minho) foram, noutros grupos, os vencedores.

Confirma-se, mais uma vez, aquilo que referiu o prestigiado investigador 'portuense e arouquense' Professor Doutor Manuel Sobrinho Simões, Catedrático Jubilado da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e director do IPATIMUP, de que, apesar de existir o ultra-centralismo ultra-parasita de Lisboa e arredores no campo da Saúde, os hospitais do Porto são os melhores hospitais de Portugal (tradição que já é muito antiga e enraízada e que tem a ver com a idiossincrasia identitária das gentes do Porto e do Norte),  estando, habitualmente, no topo do 'ranking' dos melhores hospitais portugueses, apesar de terem menos fundos e financiamento que os hospitais de Lisboa e arredores, devido a esse pernicioso e viciado ultra-centralismo ultra-parasita lisboeta, que tem de ser extinto, de vez, com muita urgência, com a concretização real do processo de Regionalização:


Certamente que estes resultados dessa avaliação são, mais uma vez, motivo de satistação para os habitantes e para os profissionais de Saúde da Área de Metropolitana do Porto e da Região Norte, relativamente aos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS), que, como é óbvio, deve ser, cada vez mais, reforçado e expandido, porque existem, na realidade e na verdade, muitos fundos para o SNS ser sempre sustentável e ser, progressivamente, aperfeiçoado. Esses fundos têm é que deixar, de vez, de ser, maioritariamente, canalizados e aplicados em Lisboa e arredores, tal como tem vindo, infelizmente, a acontecer, de modo muito injusto e imerecido...Assim, a concretização lúcida e racional do processo de Regionalização é uma das reformas estruturais mais urgentes e mais necessárias para bem de Portugal como um todo e para bem de todos os Portugueses, em todos os campos do seu sistema social...   

Hospital de Santo António - Porto
foto: JN

24 de novembro de 2020

Preocupo-me muito com Arouca e com os Arouquenses...

Em diálogo, por «e-mail», com dois dos colaboradores deste blogue «Defesa de Arouca», afirmei-lhes que me preocupo muito com a evolução de Arouca e dos Arouquenses...Quero que evoluam bem, no padrão ético e identitário são e correcto...É um sentimento espontâneo e congénito que, aliás, existe em qualquer arouquense (natural, residente ou espalhado pelo País ou pelo Mundo) que ame, verdadeiramente, Arouca e a sua identidade...Quando, neste blogue, expus, de modo muito insistente e muito repetido, a forte e muito consolidada ligação de Arouca ao Porto e à denominada área do 'Grande Porto' foi apenas para, em termos sociológicos, demonstrar factos sociais, óbvios e claros...Porque é importante que as pessoas exógenas ou que não conhecem Arouca saibam bem onde, de facto, Arouca, em termos ontológicos, se enquadra e sempre se enquadrou, em termos identitários e endógenos: no Entre-Douro-e-Minho e na Região do Norte, bem como na actual Euro-região Galiza-Norte de Portugal, no antigo distrito do Douro, no Douro Litoral, na Bacia e Região Hidrográfica do Douro e na actual Área Metropolitana do Porto. Que têm o Porto como capital, que sempre foi «a principal cidade central de referência para Arouca e para os Arouquenses»...
Porque é muitíssimo irritante ouvir-se, a todo o momento, nos «mass media», apelidar, de modo muitíssimo errado, os Arouquenses de «Aveirenses» ou «os de Aveiro». Visto que, comum com Aveiro, os Arouquenses têm apenas uma mera e absurda inserção burocrática, a partir de 1835, no distrito de Aveiro (que é apenas um (muitíssimo arbitrário e artificial, neste caso específico), entre outros, recortes administrativos e territoriais que existem no Estado português), numa altura em que os actuais distritos (que vão ser extintos, conforme aquilo que é previsto na Constituição da República Portuguesa) já pouco ou quase nada representam, como realçou, há uns tempos atrás, o presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira.
Preocupo-me muito com a evolução de Arouca e dos Arouquenses...Quero que evoluam bem, no padrão ético e identitário são e correcto. E, assim, agora, aproveito para dedicar, a Arouca e a todos os Arouquenses, esta belíssima 'Tirana' do Conjunto Etnográfico de Moldes (cantada, de modo genuíno, pelo 'velho Samba' e pelo sr. António do Pelote, do lugar de Fuste - Moldes) que, em termos simbólicos, é uma expressão desse pulsar vital da nossa verdadeira identidade e que, por isso, é uma 'moda' e uma dança comum a todo o território nortenho do Douro Litoral, bem como comum ao território nortenho do Entre-Douro-e-Minho, que é o «território berço» da Nação de Portugal... 

2 de julho de 2020

A variante à EN326 não tem mãe nem pai, nem é uma «obra-mãe»...

Na realidade, o primeiro troço da variante à EN326 não termina em plena localidade da Ribeira, mas sim na parte mais próxima da Ponte da Cela. Com mais precisão: termina entre a parte de baixo da Ribeira e a Ponte da Cela, que são localidades da freguesia de Tropêço, no concelho de Arouca. Será a partir desse sítio que tem de se construir, com muitíssima urgência, o terceiro troço até à Abelheira, em Escariz. 

Esta estrada já devia estar concluída, de uma só vez, há muitos anos e tem, como é óbvio, de ser uma estrada directa, funcional e eficaz de acesso a Arouca, no contexto da Área Metropolitana do Porto. É uma estrada de Arouca e dos Arouquenses. Não é uma obra que partiu de uma só pessoa em Arouca: não tem mãe nem pai, nem é uma «obra-mãe». É apenas uma estrada, ainda que seja uma estrada muitíssimo relevante para Arouca…

O viaduto de Rôssas é um atentado estético e ambiental imperdoável e irreversível 
Se partiu da acção do Executivo Municipal da altura, o Executivo Municipal é um órgão eleito pelos Arouquenses que representa a vontade colectiva e de cidadania dos Arouquenses e está apenas a cumprir o seu dever e a sua função. Mesmo assim, infelizmente, o Executivo Municipal da altura não o cumpriu como devia, foi irresponsável e ignorante, já que a obra, passadas décadas, ainda não está concluída, para não falar daquele viaduto monstruoso que esventrou o vale de Rôssas e que nunca, mas nunca, deveria ter sido construído. O viaduto de Rôssas é um atentado estético e ambiental imperdoável e irreversível e revela, de facto, infelizmente, a irresponsabilidade e a teimosia ignorante do Executivo Municipal da altura, num acto que foi contestado por milhares de Arouquenses

Ler, por favor:

14 de junho de 2020

O 'hall' de entrada de Arouca...

Tal como refere, com razão, no 'post' anterior, Paulo Teixeira, coordenador e colaborador deste blogue «Defesa de Arouca», o denominado «Fundo do Concelho de Arouca» é, como sempre foi, na realidade, o hall de entrada de Arouca. É um facto, é uma evidência, é uma verdade.
A expressão antiga «Fundo do Concelho» surgiu, em Arouca, no inconsciente colectivo, a partir das populações que residem na sede do concelho (na vila de Arouca) ou no núcleo territorial identitário do concelho, que é o território do vale do Arda e da sua influência. Surge, portanto, dessa percepção, no inconsciente colectivo arouquense, de quem reside na área mais central do concelho, em termos administrativos.
O território do concelho de Arouca localiza-se, quase na sua totalidade, na Bacia e na Região Hidrográfica do Douro. E pertence, com pleno direito, à Área Metropolitana do Porto, que é a porta de entrada estrutural, via terrestre, via aérea, via ferroviária, via marítima e via fluvial de acesso ao território do Arouca Geopark. A cidade do Porto sempre foi o principal espaço urbano de referência para Arouca e para os Arouquenses, em relação à qual mantêm uma forte ligação sócio-económica.

Daqui a uns tempos, a segunda fase da variante à EN326 estará concluída e ligará o nó de Pigeiros da A32 à localidade da Abelheira, em Escariz. E tornará esse hall de entrada de Arouca muito mais rápido e funcional. A partir dessa altura, como é óbvio, as várias instituições de Arouca terão que tornar muito mais visíveis, em termos de eficácia e racionalidade, os acessos e a mobilidade ao concelho de Arouca, numa altura em que a nova Ponte 516 Arouca já estará, provavelmente, a ter muito sucesso nacional e internacional, com a visita em massa de muitos forasteiros aos Passadiços do Paiva e à nova ponte pedonal. Será importante, portanto, publicitar e tornar bem visível esse trajecto mais directo e funcional a partir do hall de entrada de Arouca, quando for concluída a segunda fase da variante à EN326:
É a partir da parte mais a litoral da Área Metropolitana do Porto que, de certeza, acorrerão, ao concelho de Arouca, muitos, muitos e muitos visitantes, para ver a nova Ponte 516 Arouca, que, para além de se deslocarem por estrada, certamente também se deslocarão via aérea (Aeroporto Francisco Sá Carneiro e Aeródromo Municipal da Maia), via ferroviária (Estação Ferroviária de Porto-Campanhã), via marítima (Porto de Leixões e Marina 'Porto-Atlântico') ou via fluvial (Marina 'Douro-Marina' e Marina do Freixo).
Mapa: Área Metropolitana do Porto

9 de junho de 2020

Ainda não há dinheiro para a construção das 3ª e 4ª fases da variante à EN326 de Arouca, mas para… ... ...

Ainda não há dinheiro para a construção da 3ª fase (que ligará a Ponte da Cela a Escariz) e da 4ª fase (que ligará o nó de Pigeiros da A32 ao nó de Santa Maria da Feira da A1) da variante à EN326 de Arouca, em plena Área Metropolitana do Porto, mas houve mais dinheiro para doar (num acto dum governo supostamente de centro-esquerda...e será que é mesmo um governo de centro-esquerda?!!!) mais 850 milhões de euros ao Novo Banco. Banco que está sediado em Lisboa e que é uma expressão do tipo de capitalismo inútil e parasitário de Lisboa e arredores, que o opõe ao capitalismo produtor, laborioso e exportador da Região do Norte de Portugal. No Novo Banco, que surge desse capitalismo inútil de lobbys de Lisboa e arredores (já bem antigos e que sempre andaram à volta do Palácio de São Bento e do Terreiro do Paço), foram injectados, até ao momento, cerca de 7 mil milhões de euros provenientes dos impostos dos Portugueses!!!...Repito: 7 mil milhões de euros provenientes dos contribuintes!!!...
E a Área Metropolitana do Porto e a Região do Norte, onde Arouca se insere e pertence, estão também, no presente, a viver a ameaça da redução dos vôos da TAP a partir do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, que é o aeroporto mais moderno de Portugal, movimentando mais de 12 milhões de passageiros/ano, tendo um hinterland que representa mais de 5 milhões de cidadãos do Norte e Centro do país e boa parte da Galiza, mas que serve, sobretudo, a Região do Norte, que é a região mais populosa, a mais produtora e a mais exportadora de Portugal, etc.etc. O plano de retoma de rotas da TAP prevê o restabelecimento de 55 ligações internacionais em Lisboa, mas apenas quatro no Porto, constatando-se que os passageiros que já tinham viagem marcada estão a ser “transferidos” para Lisboa sem serem consultados!!!...A TAP, cujo capital é maioritariamente do Estado Português, ou seja, dos Portugueses, na prática está a funcionar como uma empresa local de Lisboa e arredores e para Lisboa e arredores e não como uma empresa-instituição nacional do Estado Português, penalizando, fortemente, a sua região mais populosa, mais produtora e mais exportadora, que é a Região do Norte.
Gravura: Transportes em Revista
São apenas dois elementos recentes do ultra-centralismo ultra-parasita de Lisboa e arredores, onde se injectam, descaradamente e de modo injusto, fundos e activos que são gerados e produzidos noutras regiões de Portugal, sobretudo provenientes da Região do Norte.
Mas para concluir um pequeno e muito urgente troço de estrada na Área Metropolitana do Porto (a 3ª e 4ª fases da variante à EN326 de Arouca) ainda não há dinheiro!!!!! Será que não há mesmo dinheiro?!!!!
E esta situação muitíssimo injusta e imoral do ultra-centralismo ultra-parasita de Lisboa e arredores não pode continuar mais assim. Não pode mesmo. A Regionalização de Portugal continental nas cinco regiões identificadas é mesmo uma das reformas estruturais mais urgentes que tem de ser concretizada com lucidez e eficácia, para bem de todo o Portugal e de todos os Portugueses. E este grande problema não se reporta apenas ao facto da existência muito duradoura do sórdido ultra-centralismo ultra-parasita de Lisboa e arredores, mas também ao facto da capital de Portugal não se encontrar no sítio certo e adequado, há séculos: a capital de Portugal devia localizar-se no núcleo identitário do território português, que é, como sempre foi, o Entre-Douro-e-Minho.

9 de fevereiro de 2020

Novo artigo da Wikipédia sobre a Variante à EN 326 / Via Estruturante

Há um novo artigo na Wikipédia sobre a Variante à EN 326 / Via Estruturante. Embora seja um artigo pequeno, está bem elaborado. Vale a pena conhecer e ler, aqui:

28 de janeiro de 2020

Verba para passes na AM de Lisboa é superior em 80% à da AM do Porto (área metropolitana e NUTS III onde o concelho de Arouca pertence e se insere)!...

A verba deste ano (de modo análogo àquilo que aconteceu no ano passado) para passes na Área Metropolitana de Lisboa é superior em 80% à da Área Metropolitana do Porto (área metropolitana e NUTS III onde o concelho de Arouca pertence e se insere, sendo servido pelos autocarros da Transdev e da Auto Viação Feirense).
Esta GRANDE INJUSTIÇA do ultra-centralismo ultra-parasita de Lisboa e arredores (sobretudo em relação à Região Nortenão pode mesmo mais continuar. É UMA GRANDE INJUSTIÇAComo refere o editor-executivo do JN: "A Região Norte foi responsável pela diminuição, em quase 50%, do desemprego do país, desde o pico da crise, dando um contributo decisivo para alavancar a economia. Mas na hora de o Poder Central distribuir riqueza, outras latitudes são privilegiadas. E, assim, a regionalização começa, cada vez mais, a fazer sentido."
Para se resolver esta GRANDE INJUSTIÇA do ultra-centralismo ultra-parasita de Lisboa e arredores (onde se discute e onde se decide, todos os anos, o ultra-centralista Orçamento do Estado) tem de se concretizar, portanto, com muita urgência, o processo de Regionalização, prevista e consagrada, desde 1976 (era comum), pela Constituição da República Portuguesa, que é um dos processos mais urgentes e mais necessários a ser concretizados, de vez, em Portugal, para bem de todos os Portugueses e para bem das cinco regiões identificadas. Mas que está a ser, no presente, bastante dificultada pelos próprios actuais governantes eleitos de Portugal (do Poder Central) que, como é óbvio, não estão acima das leis e são eleitos pelos cidadãos de todas as localidades do País. As últimas sondagens realizadas são muito claras: a maioria dos Portugueses é a favor da Regionalização. A Regionalização é um processo (iniciado, portanto, há cerca de 44 anos atrás, com a Constituição da República Portuguesa) que tem mesmo de se concretizar com MUITÍSSIMA URGÊNCIA, de vez, para bem de todo o território português e para bem de todos os Portugueses. Tem de ser uma realidade concreta e funcional em Portugal.

1 de agosto de 2019

Uma certa saloiada de Lisboa e arredores:

-Em torno da presente polémica que envolve o secretário de Estado da Protecção Civil e respectivo adjunto, que são naturais de Arouca

Relativamente à presente polémica que envolve o secretário de Estado da Protecção Civil e respectivo adjunto, aquilo que, como é óbvio, deve acontecer é que sejam, de modo justo e legal, apuradas responsabilidades e que, nesse processo, tudo seja resolvido, em termos institucionais, de modo justo e legal, para bem do Estado português e de todos os Portugueses.
No entanto, não posso ficar indiferente a muitos comentários e textos de opinião pejorativos e discriminatórios que, no presente, se lêem e se vêem nos «mass media» e na internet relativamente ao facto das pessoas em questão serem de Arouca e ao facto do adjunto ter sido padeiro!...Sobretudo, comentários e textos de opinião provenientes de uma certa saloiada ignorante e petulante de Lisboa e arredores...Falam de Arouca como se Arouca fosse uma espécie de «município de Terceiro-Mundo» de gente rústica e troglodita, auto-interpretando-se como se estivessem numa capital avançada de um país avançado e central do continente europeu: Lisboa!!!!!!!
Conhecendo eu bem Lisboa e arredores como conheço (onde morei vários anos unicamente por razões de formação académica e de investigação científica, onde adquiri alguns graus académicos e onde fui investigador da UNL, entre os anos de 1998 e de 2004 (da era comum)), lamento bastante esses comentários que denotam o típico provincianismo e a  ignorância petulante de uma certa saloiada de Lisboa e arredores, que, infelizmente e focada em termos gerais, sempre foi uma má capital para o País como um todo e que é periférica, quer no contexto ibérico, quer no contexto europeu, com o seu perfil, estruturalmente, sub-urbano e alienante, com falta de qualidade urbana e falta de qualidade ética e cívica, que sobrevive, em grande parte, graças ao ultra-centralismo ultra-parasita que exerce sobre o resto do País, etc.
Em alguns departamentos das instituições universitárias públicas que frequentei em Lisboa (que são das principais, a nível nacional), assisti a várias atitudes e noções típicas desse provincianismo saloio e auto-referente de alguns lisboetas e 'lisboetados' que, apesar de terem erudição nalguns assuntos e matérias, revelam também a sua grande ignorância em relação a outros assuntos e matérias. Podem-se mesmo considerar uma espécie de «ignorantes com erudição». 
Uma delas não resisto em contar, porque provoca grandes gargalhadas, devido, precisamente, a essa grande ignorância petulante:
-num pleno e típico seminário de doutoramento, o principal catedrático de um departamento dizia, aos doutorandos, que, quando escolhessem o orientador, se fosse o Professor Doutor José Madureira Pinto eles sabiam bem quem era. Estava logo identificado pela sua qualidade e relevância na área das Ciências Sociais... Agora, se fosse, antes, «um ‘fulano de tal' de Oliveira de Azeméis» (foi essa mesma a expressão do professor, enunciada em tom pejorativo e discriminatório, quer em relação a Oliveira de Azeméis, quer em relação ao facto do suposto orientador ser de Oliveira de Azeméis), eles não saberiam quem era e não poderia ser, provavelmente, o orientador da Tese!...
Ou seja, ele referia-se a Oliveira de Azeméis de forma similar ao modo como os comentadores acima referidos, no presente, falam de Arouca, como se Oliveira de Azeméis fosse uma espécie de «município de Terceiro-Mundo» de gente rústica e troglodita!...Ou seja, ele opunha a qualidade académica e científica do Professor Doutor José Madureira Pinto (que, de facto, tem mesmo qualidade académica e científica) ao «‘fulano de tal’ de Oliveira de Azeméis», que seria, logo, a priori, visto como um orientador inadequado e, provavelmente, medíocre, o que certamente se deveria, em grande parte, na óptica deles, ao facto desse possível orientador ser de Oliveira de Azeméis!..
Mas (é mesmo uma situação irrisória...) mal ele sabia que o Professor Doutor José Madureira Pinto é natural de São João da Madeira, onde nasceu, residiu e trabalhou, concelho que é vizinho («paredes-meias») de Oliveira de Azeméis!...E que, precisamente, São João da Madeira pertenceu, durante séculos, ao concelho de Oliveira de Azeméis. Só no ano de 1926 (era comum) São João da Madeira se autonomizou do concelho de Oliveira de Azeméis. O nortenho e sanjoanense Professor Doutor José Madureira Pinto é, de facto, na realidade, um académico, economista e sociólogo de valor, catedrático jubilado da FEP-UP e primeiro doutorado em Sociologia por uma universidade portuguesa, cujo arguente principal da sua Tese foi o Professor Doutor Mário Murteira, meu estimado e saudoso Mestre.
É mesmo para dar grandes gargalhadas, perante essa situação!...E este exemplo muitíssimo simbólico, ainda para mais vindo de um catedrático de uma das principais universidades públicas sediadas em Lisboa, revela bem a grande ignorância petulante de uma certa saloiada de Lisboa e arredores relativamente ao resto do País, mesmo em relação a partes do País que são das mais industrializadas e centrais, como é o caso, precisamente, de Oliveira de Azeméis.
Como se sabe, o concelho nortenho de Oliveira de Azeméis é, tal como Arouca, um dos concelhos da Área Metropolitana do Porto e do distrito de Aveiro (onde estão sediadas, entre outras, duas das melhores e das principais instituições universitárias públicas do País: a Universidade do Porto e a Universidade de Aveiro) e tem a particularidade de ser dos mais industrializados e mais produtivos do País, concentrando, sobretudo, as suas actividades económicas nos sectores da metalurgia, da metalomecânica, do plástico e do calçado, que se localizam em várias zonas industriais, sendo de realçar as de Loureiro, de Nogueira do Cravo, de Pindelo, da Costa Má, de Cesar e de Fajões, etc.

Perante essas atitudes ignorantes e petulantes de uma certa saloiada de Lisboa e arredores, é mesmo oportuno citar e ouvir o refrão da letra de uma música célebre do grupo lisboeta ‘Ala dos Namorados’:

São os loucos de Lisboa
Que nos fazem duvidar
A Terra gira ao contrário
E os rios nascem no mar

O autor da letra é João Monge, que é um poeta de talento e de valor, sendo «uma espécie de Carlos Tê» de Lisboa e arredores. Considerando não apenas essa letra, mas, integralmente, a obra numerosa e de muita qualidade de João Monge, também se prova um facto, de modo simbólico: que, em Lisboa e arredores, há também pessoas de valor e com talento e não apenas uma certa saloiada ignorante e petulante. 
João Monge, o letrista habitual do grupo e um dos seus fundadores, tem mesmo talento e valor e, curiosamente, amanhã, pelas 21h30m, o grupo 'Ala dos Namorados' vai estar no centro da vila de Arouca, na Praça Brandão de Vasconcelos, em mais um concerto «Sons da Praça», acompanhado pela Banda Musical de Arouca. 

P.S. - Relativamente ao facto dessa certa saloiada ignorante e petulante de Lisboa e arredores ironizar com o facto do adjunto do secretário de Estado da Protecção Civil ter sido padeiro, estou a lembrar-me, no contexto desse tipo de problemática, que um dos matemáticos e académicos mais notáveis da História da Humanidade, que tenho a honra de conhecer e de ser muito amigo, o Professor Doutor Eliyahu Rips, catedrático da Universidade Hebraica de Jerusalém, quando, na década de 70 do século XX (era comum), emigrou da sua Letónia natal para Israel, trabalhou, durante uns tempos, numas bombas de gasolina, em Israel. E o facto de ter trabalhado numas bombas de gasolina (embora não por necessidade material, mas por querer colaborar na institucionalização do Estado de Israel) não impediu que fosse e que seja um dos matemáticos e académicos mais notáveis da História da Humanidade, com um prestígio científico e académico inigualável.

24 de julho de 2019

Arouca e o Porto/Grande Porto

Na sequência daquilo que é abordado no meu texto anterior e peço desculpa, aos leitores deste blogue, por estar a insistir bastante neste assunto e a ser muito repetitivo: o da forte ligação sócio-económica de Arouca e dos Arouquenses ao Porto/Grande Porto...
Os Arouquenses, repito, estão, EM QUASE TUDO, ligados ao Porto/Grande Porto, mas não estão, EM QUASE NADA, ligados a Aveiro. É um facto. É uma verdade. É uma realidade. E não é só pelo facto de Arouca estar perto do Porto/Grande Porto que o concelho de Arouca não deveria estar integrado no distrito de Aveiro...Antes disso e como factor de muitíssima importância estrutural, estruturante e nuclear, repito, é pelo facto dos elementos identitários, autóctones e endógenos (físicos, naturais, humanos e sociais) de Arouca se enquadrarem nos elementos identitários, autóctones e endógenos (físicos, naturais, humanos e sociais) e nas divisões territoriais protagonizadas pela cidade do Porto...
Arouca, repito, muito pouco ou quase nada tem que ver com Aveiro. Por essa razão, Arouca pertence à Região Norte, enquanto Aveiro pertence à Região Centro. Por essa razão, Arouca pertence à Área Metropolitana do Porto, enquanto que Aveiro pertence à Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro. Por essa razão, Arouca, em termos estruturais, localiza-se na Bacia e na Região Hidrográfica do Douro, enquanto que Aveiro localiza-se na Bacia e na Região Hidrográfica do Vouga. Por essa razão, Arouca pertenceu ao Douro Litoral, enquanto que Aveiro pertenceu à Beira Litoral. Por essa razão, no contexto das primeiras divisões territoriais da nação portuguesa, Arouca pertenceu ao Entre-Douro-e-Minho, enquanto que Aveiro pertenceu à Beira.
Mapa: Câmara Municipal de Arouca 
A esse propósito, convém recordar, de novo, um facto histórico, que é muito simbólico e muito significativo, que o colaborador deste blogue António Brandão de Pinho nos informa, ao referir que já, em 1860, era "apresentado um projecto de lei com vista a serem anexados ao distrito administrativo do Porto, os concelhos de Cinfães, Paiva e Arouca, então pertencentes aos distritos de Viseu e Aveiro." Repito, portanto: a constatação da grave lacuna estrutural de Arouca pertencer ao distrito de Aveiro é já, portanto, antiga e surgiu em 1860, apenas 25 anos depois de Arouca ter sido integrada no distrito de Aveiro e dos distritos terem sido criados. Já nessa altura, havia, portanto, a clara consciência que Arouca estava muito mal integrada no distrito de Aveiro, como, de facto, está muito mal integrada.

Só que, actualmente, nas redes sociais, em vários 'sites' institucionais, nos «mass media» e em vários dispositivos tecnológicos de identificação territorial, esse facto, essa realidade, essa verdade não são referidos, enfatizando-se, de modo arbitrário e artificial, uma ligação fantasiosa e irreal de Arouca a Aveiro. Costuma aparecer a seguinte menção: «Arouca, Aveiro»!...Costumam também apelidar, de modo muitíssimo errado, os Arouquenses de 'Aveirenses'!...Isso não corresponde, portanto, a qualquer realidade factual e ontológica. Deveria, como é óbvio, aparecer, antes, «Arouca, Área Metropolitana do Porto, Região Norte». E os Arouquenses deveriam, como é óbvio, serem apelidados de 'Arouquenses' ou de 'Nortenhos'. Isto porque Arouca tem apenas uma ligação meramente burocrática com Aveiro. O concelho de Arouca, repito, foi integrado, de modo completamente arbitrário e sem sentido, no distrito de Aveiro, em 1835, à semelhança daquilo que aconteceu com alguns dos seus congéneres da Área Metropolitana do Porto, todos eles pertencentes à Região Norte: Espinho, Santa Maria da Feira, São João da Madeira, Vale de Cambra e Oliveira de Azeméis.

Assim e desculpem a minha insistência e o facto de estar a ser muito repetitivo: os Arouquenses, os órgãos autárquicos de Arouca e os vários tipos de instituições de Arouca devem mobilizar, de modo permanente, um esforço pessoal e colectivo, consertado e unânime, para que Arouca, cada vez melhor, se integre, de modo dinâmico, participativo e consistente, nas divisões territoriais que, na realidade, protagonizam, no presente, a inserção institucional e o enquadramento identitário do concelho de Arouca: -a Área Metropolitana do Porto (NUTS III e área metropolitana) e a Região Norte (NUTS II e região), protagonizadas pela cidade do Porto. E, de modo concomitante, "esquecer", de vez, Aveiro, com o qual Arouca e os Arouquenses muito pouco ou quase nada têm que ver.  
     
Aquilo que está em causa é o bom rumo histórico e identitário de Arouca no futuro imediato, no futuro a médio-prazo, no futuro a longo-prazo e no futuro a muito longo-prazo, para bem de Arouca e para bem dos Arouquenses e dos seus descendentes...

16 de julho de 2019

O “velhote” que foi do Porto a Alvarenga para tomar café.



Não vai assim tanto tempo que um indivíduo residente no Porto, em idade de reforma, cujos dias, com certeza, são passados entre os bancos do jardim, a jogar uma “suecada” com os amigos e a casa onde sempre viveu, talvez pela monotonia desses momentos repetidos, decidiu que naquele dia tudo seria diferente.

A vontade de sair e explorar o mundo que o seu porta-moedas, pequeno, gasto e leve o encorajou, levou-o ao Campo 24 de Agosto e, assim, de peito cheio, corajoso e de um só fôlego, perguntar pelo preço do bilhete para Alvarenga.

A tal impetuosidade, respondeu o administrativo, com alguma intromissão, tentando perceber o motivo da viagem e o tempo da estadia.

E para que interessava saber isso? Que raio?!? O homem só queria aproveitar a vida e fazer aquilo que durante décadas o trabalho e as responsabilidades familiares não permitiram. Viajar! Vamos lá, que a carteira é pequena, gasta e leve e quem tem pouco dinheiro não se pode meter a pensar muito!

Não escondendo a sua surpresa, o administrativo, responsavelmente, alertou o senhor que o autocarro que ia até Alvarenga era o mesmo que regressava ao Porto. Acautelou o homem que o tempo de paragem naquela freguesia de Arouca era apenas o necessário ao descanso do motorista e, que por isso, o tempo despendido para lá do vale do Paiva não daria para muito mais que um café!

Ideal! O preço justificava o passeio. O porta-moedas ainda ficava com alguns trocos.

Assim veio o “velhote” conhecer a terra dos bifes, e lá teve o que contar aos seus amigos da “suecada”, que todos os dias gastam os bancos no jardim de sempre.

Serve esta história, contada por quem trabalha na Transdev, para reforçar a ideia que tenho relativamente ao PART (Programa de Apoio à Redução Tarifária) e que já defendi em artigo escrito neste blogue, em 27 de Março do presente ano.

É, de facto, uma medida que contribuirá para o uso crescente dos transportes públicos e uma maior mobilidade, em particular por parte das classes mais desfavorecidas, que infelizmente são sempre as mais afetadas pelas variações económicas do país. Para além das naturais vantagens financeiras, acrescem as ambientais, pela diminuição do uso de transporte particular.

A comprovar esta tendência do uso cada vez maior dos transportes públicos, promovido pelo PART, referiu-me o funcionário daquela empresa que os primeiros horários de autocarros a sair de Arouca, e que estavam sempre vazios e, por esse motivo, corriam o risco de acabar, agora estão quase cheios.

Ainda bem!

28 de junho de 2019

A reabilitação dos rios de Arouca

Este 'Manual de Boas Práticas de Reabilitação de Rios', do concelho vizinho de Santa Maria da Feira (Área Metropolitana do Porto), tem informações que podem ser muito úteis para a reabilitação dos rios, ribeiros, riachos e cursos de água de Arouca, bem como da zona ripícola dos Passadiços do Paiva e da nova ponte '516 Arouca', no contexto do 'Arouca Geopark'.
' Ever Min HaChaiאֵבָר מִן הֶחָי ' - É uma expressão noahide, em hebraico, que simboliza e significa que os seres humanos devem cuidar, preservar e tratar bem os elementos físicos e naturais do planeta Terra que foram criados e formados, sendo uma das 7 leis universais noahides que O Criador Uno, Absoluto e Infinito dos Céus e da Terra, Bendito Seja O Seu Nome Sagrado, exige, a todos os seres humanos, que cumpram, impreterivelmente, em qualquer época e em qualquer lugar.
A reabilitação integral dos rios de Arouca é uma das tarefas que deve mobilizar, fortemente, as instituições de Arouca e os Arouquenses, no contexto do 'Arouca Geopark', para bem de Arouca e dos Arouquenses, sendo um forte indicador de avanço ético e civilizacional e também um modo correcto de valorizar o território arouquense.    


9 de junho de 2019

NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA: Passadiços do Paiva conquistam 'WTA' pela quarta vez

Informa a actual imprensa arouquense que os "Passadiços do Paiva acabam de ser distinguidos, pelo 4.º ano consecutivo, como «Melhor Projecto de Desenvolvimento Turístico da Europa» nos 'World Travel Awards'. Conquistam também o prémio de «Melhor Atracção de Turismo de Aventura da Europa»".
Se os Passadiços do Paiva são um grande sucesso, como é óbvio a nova ponte pedonal suspensa «516 Arouca», sobre o rio Paiva, terá mais sucesso ainda. 

Parabéns a Arouca e parabéns aos Arouquenses.

Foto: jornal «Roda-Viva»

ENTREVISTA NO PORTO CANAL

17 de abril de 2019

A importância dos símbolos e dos logotipos para a identificação territorial de Arouca

É, sobretudo, para os visitantes, para os turistas, bem como para as pessoas que residem fora de Arouca e que não conhecem bem Arouca, que a utilização de símbolos e de logotipos identitários, no território e a partir do território de Arouca, é fundamental para a consciência clara e factual da localização do município tipicamente nortenho de Arouca, bem como para a consciência clara e factual do enquadramento identitário de Arouca no actual espaço da Área Metropolitana do Porto, onde o Porto, a «capital da Região Norte», é a sua cidade central e principal, localizada, via rodoviária, a cerca de 35Km do concelho de Arouca e, em linha recta, a cerca de 22Km, em relação à qual Arouca e os Arouquenses sempre mantiveram uma forte ligação umbilical e um forte sentimento empático de pertença.
logotipo: CCDRN
logotipo: AMPorto
Nesse sentido, o Executivo da Câmara Municipal de Arouca deveria colocar, na berma das estradas, no sítio de todas as fronteiras de entrada no concelho de Arouca, novas placas de grande dimensão de «Boas Vindas ao Município de Arouca», bem visíveis e bem elaboradas em termos estéticos, em material muito durável e reflector, em que constasse, de modo principal, a menção ao Município de Arouca, à Área Metropolitana do Porto e à Região Norte, com os seus respectivos símbolos e logotipos. A menção ao distrito de Aveiro também deveria constar, mas sem logotipo e em letras mais pequenas e numa posição secundária, já que, como se sabe, Aveiro, que é uma cidade da Região Centro e da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro e com a qual Arouca tem uma interacção meramente burocrática, não se enquadra nem se insere no território identitário tipicamente nortenho de Arouca, localizado em plena bacia e região hidrográfica do rio Douro. As bandeiras de Portugal e da União Europeia também poderiam constar, por razões óbvias.
Todas as instituições de Arouca e todos os Arouquenses devem empenhar-se (para a localização de Arouca ser muito melhor identificada pelas pessoas exógenas) em relacionar, sempre, Arouca, automaticamente, à cidade do Porto, uma vez que o Porto/Grande Porto (cidade bastante conhecida num contexto global) sempre foi o espaço urbano principal de referência para os Arouquenses e é no território da Área Metropolitana do Porto que se encontram os acessos directos ao concelho de Arouca, via rodoviária, via ferroviária, via aérea, via marítima e via fluvial, estruturados pela auto-estrada A32 e pela variante à EN326.
Como o concelho de Arouca começou a ter visibilidade a nível europeu e a nível internacional, sobretudo devido ao sucesso dos Passadiços do Paiva, é fundamental sempre referir, para o território ser muito melhor identificado a nível europeu e a nível internacional, que Arouca fica perto do Porto (porque fica mesmo perto do Porto...), como já se pode constatar com estes dois bons exemplos:
(1)
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