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11 de dezembro de 2021

Arouca tem de estar, para sempre, na Área Metropolitana do Porto

A imprensa arouquense informa que a actual presidente da Câmara Municipal de Arouca, Margarida Belém, depois de um mandato como vice-presidente do Conselho Metropolitano do Porto (o órgão deliberativo da Área Metropolitana do Porto (AMP), que é, simultâneamente, área metropolitana e NUTS III), deixa de figurar na direcção, na sequência das eleições realizadas em Novembro, referindo que a autarca de Arouca não participou no momento da votação, «devido a um incidente na viatura que originou o atraso na chegada à reunião», conforme justificou em sessão de Câmara.
Esperemos, como é óbvio, que seja apenas um mero impasse institucional muito esporádico e que não se repita, porque, em termos estratégicos e de modo responsável, e já a pensar no muito longo prazo e nas futuras gerações sucessivas, para bem de todos os Arouquenses e para bem do território endógeno e sócio-económico de Arouca, as instituições de Arouca e os Arouquenses têm que, responsavelmente, se ligar, cada vez mais e de modo cada vez mais funcional, ao Porto e à Área Metropolitana do Porto e "esquecer", de vez, o distrito de Aveiro.
Visto que o município de Arouca, em todas as suas características e em quase todas as suas divisões administrativas, territoriais e identitárias, muito pouco ou quase nada tem que ver com Aveiro. Quase todas as divisões administrativas, territoriais e identitárias de Arouca emanaram e emanam do Porto e da Região Norte.
O município de Arouca, as instituições de Arouca e os Arouquenses devem sempre, como é óbvio, em termos muitíssimo prioritários, ligar-se às instituições do território da AMP e às instituições que emanam do Porto e do Norte.
Facto que a conclusão da segunda fase da variante, prevista para Novembro de 2022, vai mesmo tornar muito mais funcional.
A presença da autarca de Arouca como vice-presidente do Conselho Metropolitano do Porto, durante os últimos quatro anos, foi relevante e simbólica, até para as pessoas exógenas saberem mesmo bem onde Arouca pertence em termos endógenos, autóctones, identitários e sócio-económicos... 
Mas os mandatos têm um prazo e o outro vice-presidente do Conselho Metropolitano, que era o autarca de Santa Maria da Feira, também não está neste novo mandato. Manteve-se apenas o presidente: Eduardo Vítor Rodrigues, autarca de Vila Nova de Gaia, tendo, agora, como 'vices’, os autarcas de São João da Madeira e da Trofa.
A presidente da câmara de Arouca foi vice-presidente do Conselho Metropolitano da AMP, nos últimos quatro anos
foto: jornal Roda-Viva

Como já foi referido neste blogue: "O concelho de Arouca está muito bem enquadrado e inserido na nova NUTS III da Área Metropolitana do Porto (AMPorto). Muito bem mesmo. A cidade do Porto e espaço circundante (capital da Área Metropolitana do Porto (NUTS III) e da Região Norte de Portugal (NUTS II) ) sempre foram o espaço urbano principal de referência de Arouca e dos Arouquenses. É um facto óbvio, real e concreto, com validade ontológica. É um território onde moram milhares de Arouquenses e seus descendentes e sempre foi o local da sua «mobilidade espontânea e natural». Na parte noroeste, o concelho de Arouca dista, em linha recta, apenas cerca de 22Km da cidade do Porto. Com a conclusão da segunda fase da variante à EN326, a deslocação, da vila de Arouca ao centro da cidade do Porto, demorará cerca de 35 a 40 minutos, por essa nova estrada."
"Não se podem cometer mais erros históricos, irracionais e irresponsáveis, a partir das instituições, que podem ser irreversíveis e muitíssimo perniciosos, em relação ao presente e futuro rumo histórico de Arouca e dos Arouquenses. O "caminho" de Arouca e dos Arouquenses, em termos de enquadramento e de pertença territorial e institucional, é só um, à escala nacional: Porto, Área Metropolitana do Porto e Região Norte. E à escala europeia: Euro-região 'Galiza-Norte de Portugal'.
 Para bem de Arouca e dos Arouquenses. Para bem do seu enquadramento territorial, institucional e identitário."

Ler, por favor, esse texto, integralmente, onde o assunto é bem esclarecido, de modo responsável, aqui: 

16 de dezembro de 2020

Apesar do ultra-centralismo, Hospital de Santo António, no Porto, é o melhor hospital pelo sexto ano consecutivo

O Hospital de Santo António (que diz muito a Arouca e aos Arouquenses) foi distinguido, pelo sexto ano consecutivo, como o melhor hospital de Portugal, na área da excelência clínica, numa avaliação da consultora multinacional IASIST, segundo os critérios de classificação das unidades de saúde definidos pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS). No grupo E, dos maiores e mais complexos hospitais, o vencedor foi o Centro Hospitalar Universitário do Porto, EPE. Também outros hospitais da Região Norte (de Braga, de Barcelos e a Unidade Local de Saúde do Alto Minho) foram, noutros grupos, os vencedores.

Confirma-se, mais uma vez, aquilo que referiu o prestigiado investigador 'portuense e arouquense' Professor Doutor Manuel Sobrinho Simões, Catedrático Jubilado da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e director do IPATIMUP, de que, apesar de existir o ultra-centralismo ultra-parasita de Lisboa e arredores no campo da Saúde, os hospitais do Porto são os melhores hospitais de Portugal (tradição que já é muito antiga e enraízada e que tem a ver com a idiossincrasia identitária das gentes do Porto e do Norte),  estando, habitualmente, no topo do 'ranking' dos melhores hospitais portugueses, apesar de terem menos fundos e financiamento que os hospitais de Lisboa e arredores, devido a esse pernicioso e viciado ultra-centralismo ultra-parasita lisboeta, que tem de ser extinto, de vez, com muita urgência, com a concretização real do processo de Regionalização:


Certamente que estes resultados dessa avaliação são, mais uma vez, motivo de satistação para os habitantes e para os profissionais de Saúde da Área de Metropolitana do Porto e da Região Norte, relativamente aos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS), que, como é óbvio, deve ser, cada vez mais, reforçado e expandido, porque existem, na realidade e na verdade, muitos fundos para o SNS ser sempre sustentável e ser, progressivamente, aperfeiçoado. Esses fundos têm é que deixar, de vez, de ser, maioritariamente, canalizados e aplicados em Lisboa e arredores, tal como tem vindo, infelizmente, a acontecer, de modo muito injusto e imerecido...Assim, a concretização lúcida e racional do processo de Regionalização é uma das reformas estruturais mais urgentes e mais necessárias para bem de Portugal como um todo e para bem de todos os Portugueses, em todos os campos do seu sistema social...   

Hospital de Santo António - Porto
foto: JN

24 de novembro de 2020

Preocupo-me muito com Arouca e com os Arouquenses...

Em diálogo, por «e-mail», com dois dos colaboradores deste blogue «Defesa de Arouca», afirmei-lhes que me preocupo muito com a evolução de Arouca e dos Arouquenses...Quero que evoluam bem, no padrão ético e identitário são e correcto...É um sentimento espontâneo e congénito que, aliás, existe em qualquer arouquense (natural, residente ou espalhado pelo País ou pelo Mundo) que ame, verdadeiramente, Arouca e a sua identidade...Quando, neste blogue, expus, de modo muito insistente e muito repetido, a forte e muito consolidada ligação de Arouca ao Porto e à denominada área do 'Grande Porto' foi apenas para, em termos sociológicos, demonstrar factos sociais, óbvios e claros...Porque é importante que as pessoas exógenas ou que não conhecem Arouca saibam bem onde, de facto, Arouca, em termos ontológicos, se enquadra e sempre se enquadrou, em termos identitários e endógenos: no Entre-Douro-e-Minho e na Região do Norte, bem como na actual Euro-região Galiza-Norte de Portugal, no antigo distrito do Douro, no Douro Litoral, na Bacia e Região Hidrográfica do Douro e na actual Área Metropolitana do Porto. Que têm o Porto como capital, que sempre foi «a principal cidade central de referência para Arouca e para os Arouquenses»...
Porque é muitíssimo irritante ouvir-se, a todo o momento, nos «mass media», apelidar, de modo muitíssimo errado, os Arouquenses de «Aveirenses» ou «os de Aveiro». Visto que, comum com Aveiro, os Arouquenses têm apenas uma mera e absurda inserção burocrática, a partir de 1835, no distrito de Aveiro (que é apenas um (muitíssimo arbitrário e artificial, neste caso específico), entre outros, recortes administrativos e territoriais que existem no Estado português), numa altura em que os actuais distritos (que vão ser extintos, conforme aquilo que é previsto na Constituição da República Portuguesa) já pouco ou quase nada representam, como realçou, há uns tempos atrás, o presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira.
Preocupo-me muito com a evolução de Arouca e dos Arouquenses...Quero que evoluam bem, no padrão ético e identitário são e correcto. E, assim, agora, aproveito para dedicar, a Arouca e a todos os Arouquenses, esta belíssima 'Tirana' do Conjunto Etnográfico de Moldes (cantada, de modo genuíno, pelo 'velho Samba' e pelo sr. António do Pelote, do lugar de Fuste - Moldes) que, em termos simbólicos, é uma expressão desse pulsar vital da nossa verdadeira identidade e que, por isso, é uma 'moda' e uma dança comum a todo o território nortenho do Douro Litoral, bem como comum ao território nortenho do Entre-Douro-e-Minho, que é o «território berço» da Nação de Portugal... 

25 de setembro de 2020

O primeiro estádio do Futebol Clube de Arouca foi inaugurado há 49 anos atrás...

O primeiro estádio do Futebol Clube de Arouca, localizado na zona das Costeiras, nas imediações da vila de Arouca e perto de Moldes, foi inaugurado a 26 de Setembro de 1971 (da era comum), com o Futebol Clube do Porto. Faz, nesta altura, 49 anos. O presidente do Futebol Clube do Porto era o banqueiro, empresário e mecenas arouquense Afonso Pinto de Magalhães, presidente honorário do Futebol Clube de Arouca, que também "deu o nome" ao campo de futebol.

Como a Wikipédia descreve, de modo factual e objectivo: "A história do Futebol Clube de Arouca está muito ligada ao Futebol Clube do Porto, tendo sido a filial n.º 40 do Futebol Clube do Porto, o que é também um reflexo e um indicador da forte ligação sócio-económica, que sempre existiu, dos arouquenses com o espaço urbano do Porto, para além da proximidade territorial, visto que a fronteira de São Miguel do Mato (Arouca) com Gondomar dista cerca de 20 km da cidade do Porto." 

E estes são e serão os meus dois clubes, para sempre. Que isso fique bem claro e seja conhecido. Só na idade adulta, de modo consciente, é que decidi mesmo ter um clube. Gosto de futebol. E, mais do que nunca e por variadíssimas e ínumeras razões, sou e serei sempre adepto do Futebol Clube do Porto e do Futebol Clube de Arouca. E, no futuro, também pretendo ser sócio destes dois clubes do coração. Que são os clubes dos lugares que mais amo no Mundo: Arouca e o Porto, que são e serão os meus lugares endógenos e naturais de sempre e para sempre, com A Protecção Divina de HaShem, Bendito Seja O Seu Nome Sagrado. No caso específico do Futebol Clube do Porto, é um dos grandes clubes (a nível europeu e a nível mundial) do qual já sou um adepto convicto há cerca de 12 anos, sediado naquela que é, indiscutivelmente, a melhor cidade de Portugal: o Porto, que é, para além da minha querida Arouca natal, a cidade que mais amo no Mundo, a par de Jerusalém - Israel. Para além disso, o azul (que é a cor estrutural do F.C. do Porto e que também está presente na identidade do F.C. de Arouca) sempre foi a minha cor preferida.

Neste pequeno vídeo (cuja versão completa pertence à família 'Pinto de Magalhães'), muito carismático e com forte identidade histórica, pode-se ver a inauguração do primeiro estádio do Futebol Clube de Arouca, ao jogar com o Futebol Clube do Porto, do qual é a filial nº40. Neste pequeno vídeo, uma forte componente identitária de nós, Arouquenses, está bem viva e é, portanto, muito actual:


E é de tal modo assim que, passado 35 anos, em 2006 (da era comum), o novo e actual estádio do Futebol Clube de Arouca, agora localizado na vila de Arouca, também foi inaugurado com a realização de um jogo com o Futebol Clube do Porto. 
De facto, o núcleo identitário de Arouca permanece, ao longo dos tempos, conscientemente ou de modo mais espontâneo...Mas permanece. E ainda bem que permanece. A forte identidade própria é e será, como sempre foi, um dos elementos mais valiosos de Arouca e dos Arouquenses.

8 de setembro de 2020

A Euro-região de Arouca: 'Galiza-Norte de Portugal'

A Euro-região de Arouca é 'Galiza-Norte de Portugal'. E ainda bem que o é. E só podia mesmo sê-lo. Arouca insere-se e enquadra-se, em termos identitários, autóctones e endógenos, na Euro-região 'Galiza-Norte de Portugal', à qual pertence com todo o acerto, que são, na verdade e na realidade, uma nação una e identitária. Os Galegos falam Português e os Nortenhos falam Português, com as devidas cambiantes entre o Português do Norte de Portugal e o Português da Galiza, em termos fonéticos, sintácticos, semânticos, morfológicos, etc. A Língua Portuguesa (que deriva do Galego-Português arcaico, que, por sua vez, deriva da fusão dinâmica e evolutiva do Hebraico edénico e antigo e do Hebraico com o Latim) nasceu neste nosso território endógeno do noroeste da Ibéria, sendo, no presente, uma língua global: o Português é a quarta língua mais falada no Mundo.

Mas a coesão dessa origem identitária, mesmo antes do Português existir, é das mais antigas, senão a mais antiga, da História da Humanidade (não exagero) e tem de ser melhor dinamizada e consolidada, no concerto dinâmico das euro-regiões, à escala continental e à escala planetária. No actual contexto da União Europeia, entre o Norte de Portugal e a Galiza, já não existem fronteiras físicas, mas as fronteiras físicas que existiram no passado, na realidade, eram apenas muito arbitrárias e muito artificiais, porque, entre o Norte de Portugal e a Galiza, o território sempre foi contínuo e coeso em termos endógenos e autóctones: porque são, repito, talvez o mais antigo ou um dos mais antigos territórios identitários da História da Humanidade.
Este território identitário, localizado no muito antigo e milenar Noroeste da Península Ibérica, no presente tem uma superfície total de 51 mil Km2 (Galiza 29.575 e Norte de Portugal 21.284) e tem cerca de 6,4 milhões de habitantes (Galiza 2.796.089 e Norte de Portugal 3.745.439), com uma densidade populacional de 125,8 hab/Km2. O Norte de Portugal tem muito, muito mais que ver com a Galiza do que com o Centro e o Sul de Portugal. E a Galiza tem muito, muito mais que ver com o Norte de Portugal do que com Castela e Leão ou do que com todas as outras comunidades autónomas de Espanha.
As declarações do actual Presidente da Câmara do Porto, numa entrevista concedida ao jornal Voz de Galicia, de que "se sente melhor em Sanxenxo do que no Algarve" e que "El AVE de Oporto es Vigo, y a la vez el aeropuerto de Vigo tiene que ser Oporto", são muitíssimo verdadeiras e fazem todo o sentido e simbolizam e sintetizam, de modo lúcido e subtil, todos esses factos acima descritos. Rui Moreira é, com toda a certeza, um dos líderes que melhor personifica a identidade do Porto e da Região Norte de Portugal. Esperemos que ele e o seu movimento se candidatem a mais um mandato às eleições autárquicas do Porto, que vencerão, de certeza, com A Protecção Divina de HaShem, Bendito Seja O Seu Nome Sagrado, com uma maioria absoluta, clara, inequívoca e consolidada. Isso seria bom para todos os habitantes do Porto e de toda a Região Norte de Portugal. E, terminado esse terceiro mandato, Rui Moreira seria o melhor substituto de Jorge Nuno Pinto da Costa, no cargo da presidência do Futebol Clube do Porto, que é outra personalidade carismática de relevo e outra voz identitária do Porto e do Norte que, como se sabe, entrou, no F.C. do Porto, pela mão do presidente do clube da altura: o arouquense Afonso Pinto de Magalhães, fundador da Sonae, amigo de António de Almeida Brandão, meu saudoso avô. Foi Afonso Pinto de Magalhães quem, estruturalmente, financiou o lançamento e a IIª Série do jornal «Defesa de Arouca» e quem convidou meu avô para ser seu director, que, por sua vez, foi a personalidade real e pragmática que configurou a idiossincrasia identitária deste jornal, no contexto de Arouca, do Porto e da Região Norte: semanário bastante prestigiado, tal como sempre foi reconhecido ao longo das décadas, a partir do qual se alicerça este blogue «Defesa de Arouca».      

14 de junho de 2020

O 'hall' de entrada de Arouca...

Tal como refere, com razão, no 'post' anterior, Paulo Teixeira, coordenador e colaborador deste blogue «Defesa de Arouca», o denominado «Fundo do Concelho de Arouca» é, como sempre foi, na realidade, o hall de entrada de Arouca. É um facto, é uma evidência, é uma verdade.
A expressão antiga «Fundo do Concelho» surgiu, em Arouca, no inconsciente colectivo, a partir das populações que residem na sede do concelho (na vila de Arouca) ou no núcleo territorial identitário do concelho, que é o território do vale do Arda e da sua influência. Surge, portanto, dessa percepção, no inconsciente colectivo arouquense, de quem reside na área mais central do concelho, em termos administrativos.
O território do concelho de Arouca localiza-se, quase na sua totalidade, na Bacia e na Região Hidrográfica do Douro. E pertence, com pleno direito, à Área Metropolitana do Porto, que é a porta de entrada estrutural, via terrestre, via aérea, via ferroviária, via marítima e via fluvial de acesso ao território do Arouca Geopark. A cidade do Porto sempre foi o principal espaço urbano de referência para Arouca e para os Arouquenses, em relação à qual mantêm uma forte ligação sócio-económica.

Daqui a uns tempos, a segunda fase da variante à EN326 estará concluída e ligará o nó de Pigeiros da A32 à localidade da Abelheira, em Escariz. E tornará esse hall de entrada de Arouca muito mais rápido e funcional. A partir dessa altura, como é óbvio, as várias instituições de Arouca terão que tornar muito mais visíveis, em termos de eficácia e racionalidade, os acessos e a mobilidade ao concelho de Arouca, numa altura em que a nova Ponte 516 Arouca já estará, provavelmente, a ter muito sucesso nacional e internacional, com a visita em massa de muitos forasteiros aos Passadiços do Paiva e à nova ponte pedonal. Será importante, portanto, publicitar e tornar bem visível esse trajecto mais directo e funcional a partir do hall de entrada de Arouca, quando for concluída a segunda fase da variante à EN326:
É a partir da parte mais a litoral da Área Metropolitana do Porto que, de certeza, acorrerão, ao concelho de Arouca, muitos, muitos e muitos visitantes, para ver a nova Ponte 516 Arouca, que, para além de se deslocarem por estrada, certamente também se deslocarão via aérea (Aeroporto Francisco Sá Carneiro e Aeródromo Municipal da Maia), via ferroviária (Estação Ferroviária de Porto-Campanhã), via marítima (Porto de Leixões e Marina 'Porto-Atlântico') ou via fluvial (Marina 'Douro-Marina' e Marina do Freixo).
Mapa: Área Metropolitana do Porto

9 de fevereiro de 2020

Novo artigo da Wikipédia sobre a Variante à EN 326 / Via Estruturante

Há um novo artigo na Wikipédia sobre a Variante à EN 326 / Via Estruturante. Embora seja um artigo pequeno, está bem elaborado. Vale a pena conhecer e ler, aqui:

4 de dezembro de 2019

Francisco Sá Carneiro faleceu há 39 anos atrás...

Ontem, ao início da noite, de regresso à minha casa do Porto («a minha cidade de sempre e para sempre» e que é uma continuidade de Arouca e vice-versa, que são e serão «o meu território endógeno e vital de sempre e para sempre»), proveniente de um debate muito oportuno e justo (um debate de Liberdade...) sobre a Descentralização e sobre a Regionalização, que aconteceu no Rivoli, entre o Dr. Rui Moreira e o Dr. Fernando Medina, passei pela Rua da Picaria, onde nasceu e onde viveu o Dr. Francisco Sá Carneiro. A Rua da Picaria localiza-se perto da célebre Padaria Ribeiro, que foi fundada por Arouquenses e é propriedade de Arouquenses...Antes desse debate, lanchei, precisamente, na Padaria Ribeiro.
Foto: Partido Social Democrata

Ao passar pela Rua da Picaria, lembrei-me de Francisco Sá Carneiro e do quanto ele representa para mim e para uma grande parte dos Portugueses, na precisa altura do aniversário do seu falecimento físico, que ocorreu há 39 anos atrás. Eu sempre vivi em Liberdade e em Democracia e escolhi e escolho a Liberdade e a Democracia, não entendendo, porém, a Democracia como um regime político definitivo, vendo-a sempre como sendo susceptível de ser aperfeiçoada, de modo permanente, evitando sempre uma possível deriva perniciosa para regimes totalitários e evitando sempre uma possível deriva perniciosa para a ausência de valores morais no próprio regime livre e democrático. Os valores morais absolutos e axiomáticos são, como sempre foram, os valores morais noahides da Torá. O regime político definitivo será, com toda a certeza, a Monarquia Davídica Messiânica, na Era Messiânica, com os valores sagrados e justos da Torá, que ocorrerá, no futuro, a partir de Jerusalém, para toda a Humanidade.
Foi em Arouca (quando constatei o oportunismo político de alguma gente da Esquerda radical que, de modo hipócrita e imerecido, ocupou cargos políticos em Arouca, em pleno regime democrático…) que me apercebi da importância simbólica e da acção política moderada e responsável de Francisco Sá Carneiro, contextualizados pelo território identitário mais vasto do Porto e da Região Norte de Portugal, que é um território de Liberdade.
Francisco Sá Carneiro representa uma mudança serena e responsável do regime corporativo, ditatorial, totalitário e retrógrado do Estado Novo para a Democracia Parlamentar e Representativa, que evitaria a insanidade totalitária, o oportunismo político hipócrita e ignóbil, a desordem e a ineficácia da Revolução marxista, despoletada, sobretudo, a partir do Sul do País. Francisco Sá Carneiro começou a alicerçar um rumo coerente do Estado português livre e moderno a caminho da Europa, estável, democrático e institucionalizado, para se realizar, em Portugal, aquilo que de melhor tinha e tem a Europa livre e civilizada. Francisco Sá Carneiro representa, em Portugal, o início da construção do «Welfare State» e da «Welfare Society», num regime efectivo e real de Liberdade e sempre guiado pelos valores bíblicos, com a acção política e a prática concreta das reformas, para melhorar a sociedade portuguesa e resolver os seus problemas sociais, de modo eficaz e com justiça social. Francisco Sá Carneiro queria, como órgãos de soberania, o Governo e o Parlamento e não o Conselho da Revolução e a Assembleia do Movimento das Forças Armadas. Francisco Sá Carneiro simboliza e representa o combate contra uma nova e perniciosa ditadura que iria, ainda mais, atrasar Portugal, num período que foi, infelizmente, insane e muito contraproducente para Portugal e para os Portugueses e que nos afastou, infelizmente, ainda mais, do que de melhor têm os países centrais e modernos da Europa.
O «Príncipe Sereníssimo», que muito dialogava, na sua cidade do Porto, em termos políticos, com o Dr. Miguel Veiga e com o Dr. Mário Montalvão Machado, faleceu, em termos físicos, há 39 anos atrás e representa e simboliza a Democracia e a Liberdade: essa Liberdade que o Porto e o Norte possuem de modo congénito e que afirmam e concretizam, de modo permanente, num movimento belo, são e granítico de integridade.

Há que recuperar e pôr em prática o «ideário social-democrata» de Francisco Sá Carneiro (expressão que ele tanto gostava de referir ao Dr. Mário Montalvão Machado), construindo melhor e de modo mais eficaz, em Portugal, o «Welfare State» e a «Welfare Society», sempre guiados pelos valores bíblicos. Esperemos que seja aquilo que Rui Rio queira pôr em prática, já que Rui Rio evoca, com frequência, a social-democracia e Francisco Sá Carneiro... Reforçar, por exemplo, muitíssimo mais e cada vez melhor, o Serviço Nacional de Saúde (SNS)...Porque, infelizmente, o partido que Francisco Sá Carneiro ajudou a fundar afastou-se, várias vezes, ao longo das décadas, do «seu ideário social-democrata», ao pôr em prática políticas irresponsáveis, destruidoras e anti-patrióticas, das quais são tristes exemplos a votação, em 1979, com o CDS, contra a criação do SNS, bem como a intenção de desenvolver um sistema privado de Saúde paralelo ao SNS auferindo de fundos do próprio sistema público para esse fim e, mais recentemente, o lamentável corte (quando governou com o CDS-PP) de 15% do orçamento da Saúde, bem como o voto contra a nova Lei de Bases da Saúde, promulgada pelo Presidente da República!...Essas políticas irresponsáveis, anti-patrióticas e destruidoras não são, de facto, justas nem social-democratas, num país onde existem cerca de dois milhões e meio de pessoas pobres, com classes médias frágeis, nem correspondem à prática concreta do «verdadeiro ideário social-democrata de Francisco Sá Carneiro».

21 de outubro de 2019

Centro de Produção da RTP Porto celebra 60 Anos

O Centro de Produção da RTP Porto celebra 60 anos. Sediado em Vila Nova de Gaia, é responsável por grande parte da produção de informação e de entretenimento para todos os serviços de programas de televisão e rádio do grupo RTP (RTP 1, 2 e 3, RTP África e Internacional e Antena 1, 2 e 3). No presente, é um dos maiores centros de produção de conteúdos do País.
Em declarações ao jornal Público, a sua directora, Isabel Correia, refere: «“Fazer 60 anos e lembrar o nosso passado é não só um acto de justiça, mas uma forma de mostrar a relevância estratégica de um centro de produção audiovisual descentralizado”, sendo um importante elo de ligação da Região Norte com o resto do País, já que produz “conteúdos que têm visibilidade nacional”. Dada a sua descentralização geográfica, esta produção “permite que projectos desta zona possam ser divulgados nos nossos programas a nível nacional”. A descentralização da RTP, considera Isabel Correia, é “uma conquista de todos e para todos”, e tem sido “uma luta diária, conseguida com uma equipa consistente à qual se exige muita resiliência e determinação”.»

Edifício Principal do Centro de Produção da RTP Porto no ano de 1959
Foto: jornal Público 

A RTP Porto diz muito a Arouca e aos Arouquenses, durante as décadas: foi nesse Centro de Produção da RTP Porto (sendo o Porto/Grande Porto o espaço urbano principal de referência para Arouca e para os Arouquenses...) que se difundiram muitas notícias sobre Arouca e sobre os Arouquenses, que muitas entrevistas a Arouquenses ilustres foram exibidas, que momentos históricos foram gravados, sendo de salientar, a título de exemplos relevantes, várias actuações do Conjunto Etnográfico de Moldes e a divulgação de pratos da gastronomia tradicional de Arouca e dos doces regionais e conventuais de Arouca, bem como reportagens sobre eventos arouquenses de muita relevância, como a Feira das Colheitas, etc.
A concretização, cada vez mais eficaz, da descentralização da RTP deve, como é óbvio, continuar a ser o percurso estrutural deste Centro de Produção nortenho com uma história considerável e bem definida, sendo, como é óbvio, desejável que, no futuro, haja uma difusão ainda melhor e mais abrangente de notícias, de entrevistas, de programas e de conteúdos de qualidade produzidos a partir do Centro de Produção da RTP Porto, localizado no território berço onde se encontra a idiossincrasia nuclear e identitária da nação de Portugal e dos Portugueses: o Entre-Douro-e-Minho e a Região Norte.

16 de agosto de 2019

Não fazem ideia de quanto eu amo a cidade do Porto!...

Para além da minha querida Arouca natal, não fazem ideia de quanto eu amo a cidade do Porto!...A cidade do Porto: «a minha cidade de sempre e para sempre»...O Porto «sempre foi Arouca e Arouca sempre foi o Porto»...A minha querida Foz, a Foz do Douro (que hoje, mais uma vez, percorri...), tem um ambiente de boas energias cósmicas e é lá, entre o Douro e o Atlântico, que também habita a mulher que é a mais gira e a mais bela fusão feminina do Porto com Trás-os-Montes...
O rio Arda nasce na vila de Arouca e, em Rôssas, passa no sopé da colina de Telarda, ao direccionar-se para o rio Douro, onde desagua, a cerca de 22 Km do Porto... E o rio Douro desagua no oceano Atlântico, na minha querida Foz, a Foz do Douro...«Na minha cidade de sempre e para sempre»: o Porto, que «sempre foi Arouca e Arouca sempre foi o Porto». Arouca é uma continuidade do Porto e o Porto é uma continuidade de Arouca.
Arouca e o Porto, o Porto e Arouca, que tanto amo, são «as minhas localidades endógenas e de naturalidade, de sempre e para sempre». Arouca e o Porto e o Porto e Arouca são e serão, com a Ajuda e a Protecção Divinas de HaShem, as minhas localidades de residência para sempre, com o vínculo vitalício axiológico à Torá Hebraica de HaShem e a Israel, onde se vai edificar, na Era Messiânica, o Terceiro Templo, para, a partir de Jerusalém, surgir o Governo Messiânico, para uma nova era futura de paz, de ética noahide-chassid-observante, de bem-estar e de prosperidade incomensuráveis, para todos os seres humanos, no planeta Terra.
A escatologia humana é a escatologia judaica ortodoxa e haredi «Shomer Torá uMitzvot» direcionada para a Era Messiânica, que ocorrerá no futuro, a partir de Jerusalém, em Israel, liderada pelo Moshiach ben David. Não outra.
Foto: European Best Destinations

A escatologia humana é a escatologia judaica ortodoxa e haredi «Shomer Torá uMitzvot» direcionada para a Era Messiânica, que ocorrerá no futuro, a partir de Jerusalém, em Israel, liderada pelo «Moshiach ben David». Não outra.
Conferência de muita qualidade do rabi ortodoxo Mendel Kessin.

15 de agosto de 2019

De uma das entrevistas recentes ao Professor Doutor Manuel Sobrinho Simões...

O Professor Doutor Manuel Sobrinho Simões, Catedrático Jubilado da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e director do IPATIMUP, filho e neto de Arouquenses ilustres, é, indiscutivelmente, uma das actuais personalidades portuguesas de muita relevância que estão ligadas a Arouca. Tenho grande admiração pelo Professor Doutor Sobrinho Simões e tenho a honra de o conhecer pessoalmente.
São frequentes as entrevistas que este reconhecido investigador e cientista de prestígio internacional concede aos «mass media» nacionais. Entrevistas que são sempre interessantes e falam, quase sempre, de Arouca, localidade das suas origens familiares paternas e onde passa, com a família, algumas temporadas, durante o ano.
Numa das suas entrevistas mais recentes, concedida ao Jornal i, o Professor Doutor Sobrinho Simões aborda, na sua lucidez habitual, vários assuntos, focando, com conceitos sociológicos, aquilo que é um facto claro: a diferença da idiossincrasia cultural e identitária entre o Norte e o Sul, entre o Porto e Lisboa, descrevendo, de modo pertinente, o centralismo (melhor dito: o ultra-centralismo) de Lisboa no que se refere ao campo específico da Saúde, apesar dos hospitais do Porto estarem, habitualmente, no topo do 'ranking' dos melhores hospitais de todo o País e com menos fundos dos que os de Lisboa, devido a esse pernicioso ultra-centralismo lisboeta:

" O que o irrita mais nos lisboetas?
Não tenho uma irritação. Mas gosto muito de viver no Porto. Mas há os tiques da capital.

Por exemplo?
São mais fake.

Somos mais fake?
Claro, não se compara [risos]. Até na linguagem, nós usamos o calão. O Porto é muito inbred e Lisboa não é, é a primeira grande diferença. Aqui no Porto somos todos primos e cunhados uns dos outros. Em Lisboa a população é muito flutuante, foi muita gente para lá. E desenvolveram-se muito os serviços, que criaram uma classe média, que no Porto não há. No Porto havia profissões liberais, uma classe média alta talvez, e uma classe baixa, não havia a classe média. Em Lisboa à hora de almoço está tudo cheio de gente que trabalha nos serviços. Não se compara, aqui as pessoas almoçam sobretudo em casa.

Mas porque é que somos mais fake?

Há uma competição social muito maior, que depois se passou para a política e para os edis, ligados aos partidos e autarquias, que introduziram um elemento de made believe, que é mais evidente em sociedades mais competitivas.

O país continua demasiado centrado em Lisboa?

Isso é indiscutível. Veja-se o S. João e o Santa Maria. Eles gastam muito mais dinheiro do que nós e os resultados não são assim tão diferentes. Há menos oportunidades. "

Professor Doutor Manuel Sobrinho Simões, director do IPATIMUP
foto: Jornal i

E o ilustre Professor Doutor Sobrinho Simões, como é habitual nas entrevistas que concede, fala de Arouca como um território familiar de afecto que habita com frequência:

"(...) Na sexta-feira à hora de almoço fui uma conferência sobre melhoramento humano. Nem lá pude ficar porque fui para Arouca discutir na academia sénior, umas velhinhas amorosas, cantaram cantigas de Covelo de Paivô, terra do meu bisavô. Fui discutir os desafios do século XXI. Envelhecimento ativo, longevidade, solidão e insegurança. (...) Há um esgotamento óbvio do planeta. Fogos em Arouca, estou habituado. Fiquei mais espantado quando houve na Suécia. (...) no verão, vou para Arouca. A minha mulher é de Âncora, o meu pai era de Arouca. Em Arouca vou ao Parlamento, à Tasquinha ou à Varandinha. (...) nasci no dia 8 de setembro, dia das festas em Arouca. (...)"

24 de julho de 2019

Arouca e o Porto/Grande Porto

Na sequência daquilo que é abordado no meu texto anterior e peço desculpa, aos leitores deste blogue, por estar a insistir bastante neste assunto e a ser muito repetitivo: o da forte ligação sócio-económica de Arouca e dos Arouquenses ao Porto/Grande Porto...
Os Arouquenses, repito, estão, EM QUASE TUDO, ligados ao Porto/Grande Porto, mas não estão, EM QUASE NADA, ligados a Aveiro. É um facto. É uma verdade. É uma realidade. E não é só pelo facto de Arouca estar perto do Porto/Grande Porto que o concelho de Arouca não deveria estar integrado no distrito de Aveiro...Antes disso e como factor de muitíssima importância estrutural, estruturante e nuclear, repito, é pelo facto dos elementos identitários, autóctones e endógenos (físicos, naturais, humanos e sociais) de Arouca se enquadrarem nos elementos identitários, autóctones e endógenos (físicos, naturais, humanos e sociais) e nas divisões territoriais protagonizadas pela cidade do Porto...
Arouca, repito, muito pouco ou quase nada tem que ver com Aveiro. Por essa razão, Arouca pertence à Região Norte, enquanto Aveiro pertence à Região Centro. Por essa razão, Arouca pertence à Área Metropolitana do Porto, enquanto que Aveiro pertence à Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro. Por essa razão, Arouca, em termos estruturais, localiza-se na Bacia e na Região Hidrográfica do Douro, enquanto que Aveiro localiza-se na Bacia e na Região Hidrográfica do Vouga. Por essa razão, Arouca pertenceu ao Douro Litoral, enquanto que Aveiro pertenceu à Beira Litoral. Por essa razão, no contexto das primeiras divisões territoriais da nação portuguesa, Arouca pertenceu ao Entre-Douro-e-Minho, enquanto que Aveiro pertenceu à Beira.
Mapa: Câmara Municipal de Arouca 
A esse propósito, convém recordar, de novo, um facto histórico, que é muito simbólico e muito significativo, que o colaborador deste blogue António Brandão de Pinho nos informa, ao referir que já, em 1860, era "apresentado um projecto de lei com vista a serem anexados ao distrito administrativo do Porto, os concelhos de Cinfães, Paiva e Arouca, então pertencentes aos distritos de Viseu e Aveiro." Repito, portanto: a constatação da grave lacuna estrutural de Arouca pertencer ao distrito de Aveiro é já, portanto, antiga e surgiu em 1860, apenas 25 anos depois de Arouca ter sido integrada no distrito de Aveiro e dos distritos terem sido criados. Já nessa altura, havia, portanto, a clara consciência que Arouca estava muito mal integrada no distrito de Aveiro, como, de facto, está muito mal integrada.

Só que, actualmente, nas redes sociais, em vários 'sites' institucionais, nos «mass media» e em vários dispositivos tecnológicos de identificação territorial, esse facto, essa realidade, essa verdade não são referidos, enfatizando-se, de modo arbitrário e artificial, uma ligação fantasiosa e irreal de Arouca a Aveiro. Costuma aparecer a seguinte menção: «Arouca, Aveiro»!...Costumam também apelidar, de modo muitíssimo errado, os Arouquenses de 'Aveirenses'!...Isso não corresponde, portanto, a qualquer realidade factual e ontológica. Deveria, como é óbvio, aparecer, antes, «Arouca, Área Metropolitana do Porto, Região Norte». E os Arouquenses deveriam, como é óbvio, serem apelidados de 'Arouquenses' ou de 'Nortenhos'. Isto porque Arouca tem apenas uma ligação meramente burocrática com Aveiro. O concelho de Arouca, repito, foi integrado, de modo completamente arbitrário e sem sentido, no distrito de Aveiro, em 1835, à semelhança daquilo que aconteceu com alguns dos seus congéneres da Área Metropolitana do Porto, todos eles pertencentes à Região Norte: Espinho, Santa Maria da Feira, São João da Madeira, Vale de Cambra e Oliveira de Azeméis.

Assim e desculpem a minha insistência e o facto de estar a ser muito repetitivo: os Arouquenses, os órgãos autárquicos de Arouca e os vários tipos de instituições de Arouca devem mobilizar, de modo permanente, um esforço pessoal e colectivo, consertado e unânime, para que Arouca, cada vez melhor, se integre, de modo dinâmico, participativo e consistente, nas divisões territoriais que, na realidade, protagonizam, no presente, a inserção institucional e o enquadramento identitário do concelho de Arouca: -a Área Metropolitana do Porto (NUTS III e área metropolitana) e a Região Norte (NUTS II e região), protagonizadas pela cidade do Porto. E, de modo concomitante, "esquecer", de vez, Aveiro, com o qual Arouca e os Arouquenses muito pouco ou quase nada têm que ver.  
     
Aquilo que está em causa é o bom rumo histórico e identitário de Arouca no futuro imediato, no futuro a médio-prazo, no futuro a longo-prazo e no futuro a muito longo-prazo, para bem de Arouca e para bem dos Arouquenses e dos seus descendentes...

22 de julho de 2019

O território de Arouca localiza-se na Bacia e na Região Hidrográfica do Douro

Quase a totalidade do território do concelho de Arouca localiza-se na Bacia e na Região Hidrográfica do Douro. Os rios principais, em Arouca, que são afluentes do rio Douro e que fazem parte dessa bacia hidrográfica (desaguando, portanto, todos, no rio Douro) são o rio Arda; o rio Sardoura; o rio Inha e o rio Paiva. Esses rios (que formam alguns dos vales fertéis típicos do Douro Litoral) têm, por sua vez, alguns afluentes bastante relevantes no território de Arouca, como o rio Urtigosa, o rio Paivó ou o rio Ardena, para referir três exemplos principais. 

Gravura: Centro de Ensino Guroo
O facto de Arouca se localizar, em termos estruturais, na Bacia e na Região Hidrográfica do Douro é um factor fundamental para a correcta inserção identitária de Arouca: desde o início da formação de Portugal, na região do Entre-Douro-e-Minho e na Região Norte, bem como, durante o século XX da era comum, na província do Douro Litoral, que é a divisão territorial onde Arouca melhor se insere e onde melhor se enquadra em termos identitários, autóctones e endógenos. O Entre-Douro-e-Minho, a Região Norte e o Douro Litoral têm, como cidade principal e como cidade central, a cidade do Porto, que sempre foi (com o seu espaço circundante denominado 'Grande Porto') o espaço urbano principal de referência para Arouca e para os Arouquenses, facto que se acentuou e se vai acentuar ainda muito mais no futuro, com a evolução e a consolidação institucional da Área Metropolitana do Porto, onde o concelho de Arouca está muitíssimo bem inserido e onde está muitíssimo bem enquadrado, em termos identitários e sócio-económicos.
É entre a Praia do Cabedelo do Douro de Vila Nova de Gaia e a belíssima Foz do Douro da cidade do Porto que, no Oceano Atlântico, desagua o rio Douro, que é um dos rios mais belos do planeta Terra.

Foto: Arouca Geopark

1 de julho de 2019

Faleceu o realizador norte-americano Richard Shaw, fundador da PINLIGHT

Faleceu, inesperadamente, há 12 dias atrás, vítima de ataque cardíaco, o realizador e produtor norte-americano Richard Shaw, fundador e proprietário da companhia cinematográfica PINLIGHT, sediada no centro de Hollywood e em Porter Ranch, em Los Angeles, na Califórnia, nos Estados Unidos da América.
Richard Dexter Shaw (natural de Long Beach e residente em Porter Ranch, em Los Angeles) deixa viúva Mary Margaret Shaw e deixa um filho (Dan), uma filha (Laura) e netos (Damon e Chloe).

O realizador e produtor Richard Shaw (1953-2019), fundador e proprietário da PINLIGHT

Faleceu um realizador e um produtor notável e um verdadeiro especialista em cinema do «mundo cinematográfico» e dos «mass-media» norte-americanos, que trabalhou, durante décadas, com alguns dos seus principais protagonistas, desde ao facto de ter sido um dos produtores e premiado editor do laureado filme Beat the Drum, passando pelo facto de ter ganho um 'Southeast Emmy', até ao facto de ter feito a 'masterização' do filme de Leonardo DiCaprio The 11th Hour, tendo trabalhado para a CNN, CBN News, WB, Cox Interactive, Billy Graham, Gold Mountain Entertainment, Johnson & Johnson, Joe Jackson, Rickie Lee Jones, New West Records ou para a Spiral of Life, etc...etc...etc...
Faleceu um estimado e grande amigo meu, com quem colaborei desde os anos de 2006/2007. E faleceu, sobretudo, uma pessoa muito ética e benévola e um homem com uma fé bíblica sincera, muito ligado a Israel, com uma personalidade de valor e com uma modéstia espontânea. Falei-lhe bastante de Arouca, do Porto e do Norte de Portugal, nas muitas horas de contacto e de diálogo que mantivemos. E, em Arouca, na actualidade, o cinema é também um elemento já bem presente no concelho, visto que se realiza, todos os anos, o Festival Internacional de Cinema de Arouca, organizado pelo Cine Clube de Arouca, já na sua 17ª edição...

Conheci o realizador Richard Shaw a partir da equipa de prestigiados académicos e de investigadores dos Códigos da Torá, à qual estou associado e muito envolvido desde os anos de 2004/2005, protagonizada pelo Professor Doutor Eliyahu Rips (HUJI - Israel) e pelo Professor Doutor Robert Haralick (CUNY - EUA). A partir dos anos de 2006/2007, o nosso diálogo foi constante e permanente, tendo tido o privilégio de colaborar em cinco episódios da premiada série da PINLIGHT, The Watchers (apresentada e também produzida pelo conhecido autor, investigador e conferencista norte-americano L.A. Marzulli) que foi e é um grande sucesso de vendas, tive uma participação sociológica muito mais intensa nas duas partes do filme Torah Codes: End to Darkness, tendo também colaborado na curta-metragem que Richard Shaw realizou sobre a Faixa de Gaza, em Israel. O meu nome aparece referenciado nos créditos e nos agradecimentos desses filmes.
Devido a essa minha ligação à PINLIGHT, fiz a mediação, em Julho de 2017, da vinda de L.A. Marzulli, com a sua esposa Peggy Marzulli, a Portugal, para a realização e para a produção de dois filmes de qualidade sobre as Aparições de Fátima (Fatima: Miracle of the Sun or a Harbinger of Deception? e Fatima 2: Strange Phenomena), em que também colaborei, pondo-o em contacto e ligando-o a alguns dos principais especialistas portugueses no fenómeno de Fátima, bem como apresentei a conferência que L.A. Marzulli, nessa altura, realizou na Universidade Fernando Pessoa, no Porto, organizada pela Exopolitcs Portugal (Dr. Francisco Mourão Corrêa) e pelo CTEC-UFP (Professor Doutor Joaquim Fernandes), fazendo a descrição biográfica de L.A. Marzulli ao público, no contexto da PINLIGHT.
Tinha planeado, com Richard Shaw, a exibição do filme dele sobre os
Códigos da Torá, na cidade do Porto, acompanhado por uma conferência feita pelos principais e eminentes especialistas dessa descoberta científica impressionante e de uma importância incomensurável!... Infelizmente, para minha grande tristeza, com o meu estimado e saudoso amigo Richard, esse evento já não se poderá concretizar com a sua presença física...Mas irá, provavelmente, concretizar-se, no futuro, com a Proteção Divina de HaShem, Bendito Seja O Seu Nome Sagrado, numa altura em que a 'alma' (a «neshamá») do Richard vai estar presente, no Porto, em espírito e verdade...


2) Biografia do realizador Richard Shaw

3) L.A. Marzulli sobre Richard Shaw (1953-2019)

4) Texto biográfico de L.A. Marzulli sobre Richard Shaw

15 de junho de 2019

As danças tradicionais de Arouca - Douro Litoral


As milenares danças tradicionais de Arouca (as genuínas, "as verdadeiras") são muito belas. Inserem-se, em termos identitários, na província tradicional do Douro Litoral, que tem, como cidade principal e como cidade central, a cidade do Porto e que é uma espécie de 'suavização identitária' do Minho. O Douro Litoral e o Minho formam o Entre-Douro-e-Minho, que é o território onde nasceu e de onde se formou, em termos estruturais, Portugal e o antigo Império Português e onde se encontra o 'core' identitário de Portugal e dos Portugueses. 
O Conjunto Etnográfico de Moldes de Danças e Corais Arouquenses é, indiscutivelmente, o melhor, o mais genuíno e o mais fidedigno representante das belas e milenares danças tradicionais de Arouca, que são um elemento autóctone de Arouca muito antigo que devia ser melhor dinamizado e promovido, no contexto dinâmico de vários tipos de eventos do 'Arouca Geopark', apurando e praticando, cada vez melhor, a sua autenticidade endógena e autóctone.
Numa altura em que se está prestes a comemorar o 75º aniversário da Feira das Colheitas (fundada por António de Almeida Brandão, bem como organizada e promovida, durante bastantes anos, pela sua iniciativa estrutural, tendo sido quem lhe configurou a sua identidade de grande evento concelhio com impacto nacional), convém, portanto, recordar que foi, nesse evento maior de Arouca e dos Arouquenses, que, no ano de 1944 da era comum, há 75 anos atrás, surgiram os primeiros grupos organizados de danças tradicionais de Arouca. Uma das formas adequadas das instituições de Arouca e dos Arouquenses comemorarem esta tão importante efeméride que se aproxima, será, portanto, revitalizar esse sentido originário e puro, autóctone e endógeno, das milenares e belas danças tradicionais de Arouca, divulgando-as e promovendo-as melhor. Para isso, as «verdadeiras e genuínas danças tradicionais de Arouca» deveriam ter um apoio mais consistente e regular das instituições, ligadas à cultura, do município de Arouca, da Área Metropolitana do Porto e da Região Norte, bem como das instituições, ligadas à cultura, do Governo central de Portugal.

3 de junho de 2019

Faleceu a escritora Agustina Bessa-Luís

Faleceu, hoje, aos 96 anos, uma grande escritora universal de Língua Portuguesa e uma grande escritora do Douro, do Porto e da Região Norte de Portugal: Agustina Bessa-Luís. Nunca fiquei indiferente ao seu estilo lúcido de prosa agradável e escorreita, que tão bem descreveu a idiossincrasia do Douro, do Porto e do Norte, de modo universal. Nunca fiquei indiferente àquele romance que, a partir da descrição «dos mistérios do Porto», biografou Uriel da Costa e as densas genealogias nobres dos cripto-judeus sefarditas ocidentais e «cristãos-novos», fazendo ver, com verdade, que se trata, precisamente, de uma cultura endógena do Douro, do Porto e do Norte.
Penso, por essa razão, que as obras completas de Agustina deviam ter sido publicadas pela Porto Editora e não pela sulista Fundação Calouste Gulbenkian, tal como as suas obras originais não deveriam ter sido publicadas, no passado, pela sulista Guimarães Editora.
A Porto Editora, uma chancela endógena do Douro, do Porto e do Norte, seria a editora certa para publicar as obras desta autora universal d'A Sibila, cuja 'alma' («neshamá»), hoje, a partir da cidade do Porto, está a ser acolhida pelo Criador dos Céus e da Terra, Bendito Seja O Seu Nome Sagrado.
Agustina Bessa-Luís (1922-2019)
Fotografia: JN


29 de maio de 2019

E, mais uma vez, se comprova que Arouca não deveria estar integrada no distrito de Aveiro...

As regiões gastronómicas identitárias de Portugal são as das tradicionais províncias de Portugal. Arouca pertence à região gastronómica do Entre-Douro-e-Minho e à região gastronómica do Douro Litoral. E pertence, em termos mais latos e gerais, à região gastronómica do Norte de Portugal.
No concurso 7 Maravilhas Doces de Portugal®, Arouca vai concorrer com os doces 'barrigas de freira' e 'boroa de abóbora', num concurso em que, ao todo, são 140 doces, 7 por distrito e região autónoma. Os doces arouquenses concorrem pelo distrito de Aveiro.
Este concurso tem essa gravíssima lacuna dos doces serem apresentados por distrito, visto que os distritos de Portugal não constituem regiões gastronómicas identitárias. A gastronomia tradicional e endógena de Portugal formou-se vários séculos antes dos distritos serem constituídos no ano de 1835, sendo os distritos portugueses as divisões mais absurdas, mais caóticas e mais arbitrárias do Estado português e que contribuem, em muito, para a alienação e para a anarquia territorial de Portugal. É o que acontece em Arouca: os Arouquenses não estão, EM QUASE NADA, ligados a Aveiro, mas estão, EM QUASE TUDO, ligados ao Porto, que se localiza, em linha recta, a cerca de 22 Km das fronteiras noroeste do concelho de Arouca.
E, mais uma vez, se constata uma grave lacuna estrutural que tem de ser resolvida, em Arouca. O Executivo da Câmara Municipal de Arouca, bem como os demais órgãos autárquicos, os Arouquenses e as várias instituições de Arouca têm de se empenhar em que Arouca passe, em termos administrativos, definitivamente, para o distrito do Porto, se os distritos se mantiverem, à semelhança daquilo que também deve acontecer com Santa Maria da Feira, São João da Madeira e Espinho. Mas também Vale de Cambra, Oliveira de Azeméis e Castelo de Paiva.
Bem como têm que se empenhar em que os vários tipos de instituições de Arouca, quer sejam do Estado quer sejam privadas, sempre se insiram, em termos institucionais e legais, nas divisões e nas instituições mais vastas protaganizadas pelo Porto e pelo Norte de Portugal.

Como nos informa, em termos históricos, o colaborador deste blogue António Brandão de Pinho, já, em 1860, era "apresentado um projecto de lei com vista a serem anexados ao distrito administrativo do Porto, os concelhos de Cinfães, Paiva e Arouca, então pertencentes aos distritos de Viseu e Aveiro." A constatação dessa grave lacuna estrutural é já, portanto, antiga e surgiu em 1860, apenas 25 anos depois de Arouca ter sido integrada no distrito de Aveiro e dos distritos terem sido criados. Já nessa altura, havia, portanto, a clara consciência que Arouca estava muito mal integrada no distrito de Aveiro. E de facto, na verdade, na realidade Arouca está mesmo muito mal integrada no distrito de Aveiro.

É mesmo muito necessário que Arouca, se os distritos se mantiverem, passe, com muita urgência, para o distrito do Porto, definitivamente. Para bem de Arouca e para bem dos Arouquenses. Muito tempo antes de ter sido integrada, de modo arbitrário, no ano de 1835, no distrito de Aveiro, Arouca já pertencia, desde o início da nacionalidade de Portugal, durante cerca de 7 séculos, em termos autóctones e endógenos, ao Entre-Douro-e-Minho e à Região Norte, que têm, como cidade central e principal, a cidade do Porto, que sempre foi o espaço urbano principal de referência para os Arouquenses. A ligação dos Arouquenses com o Porto, para além de ser uma ligação identitária, é também uma ligação de empatia, de afinidade e de pertença. No Porto/Grande Porto, moram milhares de Arouquenses e de descendentes de Arouquenses.