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2 de julho de 2020

A variante à EN326 não tem mãe nem pai, nem é uma «obra-mãe»...

Na realidade, o primeiro troço da variante à EN326 não termina em plena localidade da Ribeira, mas sim na parte mais próxima da Ponte da Cela. Com mais precisão: termina entre a parte de baixo da Ribeira e a Ponte da Cela, que são localidades da freguesia de Tropêço, no concelho de Arouca. Será a partir desse sítio que tem de se construir, com muitíssima urgência, o terceiro troço até à Abelheira, em Escariz. 

Esta estrada já devia estar concluída, de uma só vez, há muitos anos e tem, como é óbvio, de ser uma estrada directa, funcional e eficaz de acesso a Arouca, no contexto da Área Metropolitana do Porto. É uma estrada de Arouca e dos Arouquenses. Não é uma obra que partiu de uma só pessoa em Arouca: não tem mãe nem pai, nem é uma «obra-mãe». É apenas uma estrada, ainda que seja uma estrada muitíssimo relevante para Arouca…

O viaduto de Rôssas é um atentado estético e ambiental imperdoável e irreversível 
Se partiu da acção do Executivo Municipal da altura, o Executivo Municipal é um órgão eleito pelos Arouquenses que representa a vontade colectiva e de cidadania dos Arouquenses e está apenas a cumprir o seu dever e a sua função. Mesmo assim, infelizmente, o Executivo Municipal da altura não o cumpriu como devia, foi irresponsável e ignorante, já que a obra, passadas décadas, ainda não está concluída, para não falar daquele viaduto monstruoso que esventrou o vale de Rôssas e que nunca, mas nunca, deveria ter sido construído. O viaduto de Rôssas é um atentado estético e ambiental imperdoável e irreversível e revela, de facto, infelizmente, a irresponsabilidade e a teimosia ignorante do Executivo Municipal da altura, num acto que foi contestado por milhares de Arouquenses

Ler, por favor:

14 de junho de 2020

O 'hall' de entrada de Arouca...

Tal como refere, com razão, no 'post' anterior, Paulo Teixeira, coordenador e colaborador deste blogue «Defesa de Arouca», o denominado «Fundo do Concelho de Arouca» é, como sempre foi, na realidade, o hall de entrada de Arouca. É um facto, é uma evidência, é uma verdade.
A expressão antiga «Fundo do Concelho» surgiu, em Arouca, no inconsciente colectivo, a partir das populações que residem na sede do concelho (na vila de Arouca) ou no núcleo territorial identitário do concelho, que é o território do vale do Arda e da sua influência. Surge, portanto, dessa percepção, no inconsciente colectivo arouquense, de quem reside na área mais central do concelho, em termos administrativos.
O território do concelho de Arouca localiza-se, quase na sua totalidade, na Bacia e na Região Hidrográfica do Douro. E pertence, com pleno direito, à Área Metropolitana do Porto, que é a porta de entrada estrutural, via terrestre, via aérea, via ferroviária, via marítima e via fluvial de acesso ao território do Arouca Geopark. A cidade do Porto sempre foi o principal espaço urbano de referência para Arouca e para os Arouquenses, em relação à qual mantêm uma forte ligação sócio-económica.

Daqui a uns tempos, a segunda fase da variante à EN326 estará concluída e ligará o nó de Pigeiros da A32 à localidade da Abelheira, em Escariz. E tornará esse hall de entrada de Arouca muito mais rápido e funcional. A partir dessa altura, como é óbvio, as várias instituições de Arouca terão que tornar muito mais visíveis, em termos de eficácia e racionalidade, os acessos e a mobilidade ao concelho de Arouca, numa altura em que a nova Ponte 516 Arouca já estará, provavelmente, a ter muito sucesso nacional e internacional, com a visita em massa de muitos forasteiros aos Passadiços do Paiva e à nova ponte pedonal. Será importante, portanto, publicitar e tornar bem visível esse trajecto mais directo e funcional a partir do hall de entrada de Arouca, quando for concluída a segunda fase da variante à EN326:
É a partir da parte mais a litoral da Área Metropolitana do Porto que, de certeza, acorrerão, ao concelho de Arouca, muitos, muitos e muitos visitantes, para ver a nova Ponte 516 Arouca, que, para além de se deslocarem por estrada, certamente também se deslocarão via aérea (Aeroporto Francisco Sá Carneiro e Aeródromo Municipal da Maia), via ferroviária (Estação Ferroviária de Porto-Campanhã), via marítima (Porto de Leixões e Marina 'Porto-Atlântico') ou via fluvial (Marina 'Douro-Marina' e Marina do Freixo).
Mapa: Área Metropolitana do Porto

9 de junho de 2020

Ainda não há dinheiro para a construção das 3ª e 4ª fases da variante à EN326 de Arouca, mas para… ... ...

Ainda não há dinheiro para a construção da 3ª fase (que ligará a Ponte da Cela a Escariz) e da 4ª fase (que ligará o nó de Pigeiros da A32 ao nó de Santa Maria da Feira da A1) da variante à EN326 de Arouca, em plena Área Metropolitana do Porto, mas houve mais dinheiro para doar (num acto dum governo supostamente de centro-esquerda...e será que é mesmo um governo de centro-esquerda?!!!) mais 850 milhões de euros ao Novo Banco. Banco que está sediado em Lisboa e que é uma expressão do tipo de capitalismo inútil e parasitário de Lisboa e arredores, que o opõe ao capitalismo produtor, laborioso e exportador da Região do Norte de Portugal. No Novo Banco, que surge desse capitalismo inútil de lobbys de Lisboa e arredores (já bem antigos e que sempre andaram à volta do Palácio de São Bento e do Terreiro do Paço), foram injectados, até ao momento, cerca de 7 mil milhões de euros provenientes dos impostos dos Portugueses!!!...Repito: 7 mil milhões de euros provenientes dos contribuintes!!!...
E a Área Metropolitana do Porto e a Região do Norte, onde Arouca se insere e pertence, estão também, no presente, a viver a ameaça da redução dos vôos da TAP a partir do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, que é o aeroporto mais moderno de Portugal, movimentando mais de 12 milhões de passageiros/ano, tendo um hinterland que representa mais de 5 milhões de cidadãos do Norte e Centro do país e boa parte da Galiza, mas que serve, sobretudo, a Região do Norte, que é a região mais populosa, a mais produtora e a mais exportadora de Portugal, etc.etc. O plano de retoma de rotas da TAP prevê o restabelecimento de 55 ligações internacionais em Lisboa, mas apenas quatro no Porto, constatando-se que os passageiros que já tinham viagem marcada estão a ser “transferidos” para Lisboa sem serem consultados!!!...A TAP, cujo capital é maioritariamente do Estado Português, ou seja, dos Portugueses, na prática está a funcionar como uma empresa local de Lisboa e arredores e para Lisboa e arredores e não como uma empresa-instituição nacional do Estado Português, penalizando, fortemente, a sua região mais populosa, mais produtora e mais exportadora, que é a Região do Norte.
Gravura: Transportes em Revista
São apenas dois elementos recentes do ultra-centralismo ultra-parasita de Lisboa e arredores, onde se injectam, descaradamente e de modo injusto, fundos e activos que são gerados e produzidos noutras regiões de Portugal, sobretudo provenientes da Região do Norte.
Mas para concluir um pequeno e muito urgente troço de estrada na Área Metropolitana do Porto (a 3ª e 4ª fases da variante à EN326 de Arouca) ainda não há dinheiro!!!!! Será que não há mesmo dinheiro?!!!!
E esta situação muitíssimo injusta e imoral do ultra-centralismo ultra-parasita de Lisboa e arredores não pode continuar mais assim. Não pode mesmo. A Regionalização de Portugal continental nas cinco regiões identificadas é mesmo uma das reformas estruturais mais urgentes que tem de ser concretizada com lucidez e eficácia, para bem de todo o Portugal e de todos os Portugueses. E este grande problema não se reporta apenas ao facto da existência muito duradoura do sórdido ultra-centralismo ultra-parasita de Lisboa e arredores, mas também ao facto da capital de Portugal não se encontrar no sítio certo e adequado, há séculos: a capital de Portugal devia localizar-se no núcleo identitário do território português, que é, como sempre foi, o Entre-Douro-e-Minho.

9 de fevereiro de 2020

Novo artigo da Wikipédia sobre a Variante à EN 326 / Via Estruturante

Há um novo artigo na Wikipédia sobre a Variante à EN 326 / Via Estruturante. Embora seja um artigo pequeno, está bem elaborado. Vale a pena conhecer e ler, aqui:

31 de março de 2019

#5 Os Arouquenses poderiam ter mais 1 SEMANA de vida útil por ano.


No decorrer dos desenvolvimentos sobre a construção de parte da estrada que nos poderia ligar a Santa Maria da Feira lembrei-me de fazer umas contas e perceber o impacto negativo que a falta desta faz na vida de um Arouquense que diariamente, para trabalhar, precisa de se deslocar até à cidade da Feira.

Consultando o Via Michelin existem 3 itinerários possíveis para tal deslocação (mapa da imagem). Segundo os habitualmente utilizados pelos Arouquenses esta viagem dura em média 50 minutos.

Portanto, para uma ida e volta diária são gastos 1h40min. Para um mês de 22 dias úteis são despendidas cerca de 36h. Num ano perdidas cerca de 403h.

O mais curioso nos itinerários apontados pelo Via Michelin é que o 3º é um percurso com sensivelmente 60Km, superior aos primeiros em 30Km. Contudo, apenas gasta mais 15 a 20min. Isto deve-se à qualidade das estradas desse 3º percurso.

Ou seja, nessa base, se dispuséssemos de uma estrada em condições normais para nos deslocarmos para a Feira poderíamos certamente ganhar facilmente 15mim em cada viagem.

Portanto, para uma ida e volta diária seriam gastos 1h10min. Para um mês de 22 dias úteis seriam despendidas cerca de 25h. Num ano perdidas sensivelmente 282h.

A comparação entre as 403h e as 282h correspondem a 5 dias, mais coisa menos coisa. Porem se passarmos cerca de 7 horas diárias a dormir e o dia ativo apresentar 17horas, este tempo sobrante corresponde a 7 dias.

Eram mais 7 DIAS por ano na vida de um Arouquense. Mais 1 SEMANA que poderiam passar com a família, que poderiam descansar, fazer o que bem entendessem mas que não os perdessem na estrada que temos.

Poderiam passar a dispor de mais 1SEMANA de vida útil por ano.

28 de março de 2019

Os 'Passes Sociais' são muito bons para Arouca e para os Arouquenses

A mobilidade intencional dos Arouquenses para o litoral não é um fenómeno que tem décadas, mas, sim, séculos. Nas últimas décadas, porém, essa mobilidade, para os concelhos mais industrializados e urbanizados do litoral, intensificou-se, diariamente, sendo ainda mais frequente nalguns períodos regulares dos fins-de-semana e nos inícios de semana, através de transporte próprio. Na área do denominado 'Grande Porto', bem como nalguns concelhos mais industrializados vizinhos de Arouca, moram milhares de Arouquenses e seus descendentes, que mantêm, em termos vitais, um vínculo a Arouca, que se localiza bem perto. É também comum muitos naturais e residentes de Arouca, durante a semana, por razões de trabalho ou de estudos, residirem no 'Grande Porto' ou residirem nos concelhos mais industrializados e urbanizados vizinhos de Arouca e passarem sempre os fins-de-semana em Arouca no seu domicílio natal de família.
Arouca e os Arouquenses pertencem, com todo o direito e propriedade, à Área Metropolitana do Porto. O Porto sempre foi o espaço urbano principal de referência dos Arouquenses e protagoniza o território onde Arouca se insere em termos identitários. O concelho de Arouca, em linha recta, situa-se a cerca de 19Km do oceano Atlântico e a cerca de 22Km da cidade do Porto. Com a variante concluída, da Vila de Arouca à cidade do Porto demorará, de autocarro, em média, cerca de 40 a 45 minutos.
Apesar dessa mobilidade ser real e verdadeira, Arouca ainda não tem acessos modernos e funcionais para o «seu espaço territorial de sempre», que é uma grande parte da Área Metropolitana do Porto. Se essa mobilidade de autocarro não é, em termos diários, no presente, intensa, deve-se, precisamente, ao facto de Arouca ainda não ter acessos modernos e funcionais e pelo facto dos Portugueses, ao contrário dos centro-europeus, serem, por paradoxo, hostis à utilização de transportes colectivos, o que é um indicador de arcaísmo, para além de considerarem, habitualmente, que a posse e a exibição de carro próprio é um indicador de 'status' social
Se, no presente, não se encontram muitas pessoas a deslocar-se de autocarro, entre Arouca e os seus concelhos vizinhos do litoral, isso deve-se, precisamente, repito, ao facto de grande parte das pessoas utilizarem o seu próprio meio transporte e evitarem um percurso que, de autocarro, na actualidade, infelizmente, é muito demorado, muito cansativo e muito sinuoso, apesar de ser, em termos reais, de curta distância. É por essa razão. Daí a grande urgência e a grande necessidade em se concluir a variante à EN 326, que vai tornar muito mais rápida e funcional essa antiga e forte mobilidade dos Arouquenses para os concelhos vizinhos e para o 'Grande Porto', possibilitando, desse modo, que as actuais empresas de autocarros façam o percurso de modo muitíssimo mais rápido e directo, bem como de modo mais cómodo.
Os 'passes sociais' são muito bons para Arouca e para os Arouquenses
A forte mobilidade dos Arouquenses para o litoral, que sempre foi um facto, é muito intensa no presente e será ainda muito mais intensa no futuro. Com a construção da variante e pelo facto das empresas de autocarros começarem a fazer o percurso por essa nova via dita estruturante e com o início dos 'passes sociais', como é óbvio a utilização dos autocarros vai aumentar, sobretudo pelos estudantes e pelas pessoas que trabalham e estudam nos concelhos mais industrializados e urbanizados vizinhos de Arouca e nos da área do 'Grande Porto'. Os 'passes sociais' são muito bons para Arouca e para os Arouquenses. Permitem, por um preço acessível, a mobilidade em toda a Área Metropolitana do Porto, em todos os tipos de transportes. E são um elemento importante que confirma o facto de Arouca pertencer, com todo o direito e com toda a propriedade, à Área Metropolitana do Porto.  
As várias instituições de Arouca e da Área Metropolitana do Porto devem promover, cada vez mais, de modo sistemático, a mobilidade dos seus naturais e dos seus residentes em toda a Área Metropolitana do Porto, para se intensificar o sentimento de pertença, de identidade e de coesão territorial, num espaço que é protagonizado pela cidade do Porto, que é a capital da Região Norte e uma reconhecida e premiada cidade avançada de Primeiro Mundo, que, repito, sempre foi o principal centro urbano de referência para os Arouquenses, com bens e serviços de qualidade e com instituições públicas e privadas de qualidade. Para as pessoas exógenas, o espaço da Área Metropolitana do Porto é a principal porta de entrada, via terrestre, via ferroviária, via aérea, via marítima e via fluvial de acesso ao concelho de Arouca. Tem que haver uma estruturação, cada vez mais consistente, dinâmica e funcional, dos vários tipos de transportes em todo o espaço da Área Metropolitana do Porto, em todos os seus concelhos. A expectativa da Área Metropolitana do Porto é que, partir de 1 de Maio, o passe único possa ser implementado em todos os concelhos da área metropolitana.
No futuro, com fundos disponíveis, o Metro do Porto poderia chegar a Arouca. Não é uma situação utópica, irrealista ou não concretizável. Se o Metro do Porto, hoje, chega até à Póvoa de Varzim, porque é que não poderia chegar até Arouca?!...Poderia, perfeitamente, chegar a Arouca. Uma linha que continuaria a de Vila Nova de Gaia, pelo «Fundo do Concelho», até à Vila de Arouca e, depois, noutro percurso, partiria da Vila de Arouca para Vale de Cambra, Oliveira de Azeméis, São João da Madeira, Santa Maria da Feira, Espinho e, de novo, Vila Nova de Gaia e Porto. A Área Metropolitana do Porto e os seus habitantes bem merecem, pois está-se, aqui, a descrever alguns dos municípios mais dinâmicos, em termos económicos, de todo o país e que mais contribuem para o Orçamento do Estado, inseridos na Região Norte, que é a região mais populosa de Portugal, a que mais contribui para o PIB e a que mais exporta, entre outros e variados bons e benévolos aspectos... Mas é necessário que se inverta, de vez, o ultra-centralismo e o ultra-parasitismo lisboeta do Orçamento do Estado, bem como o ultra-centralismo e o ultra-parasitismo lisboeta de captação dos fundos europeus e da sua aplicação ultra-centralista em Lisboa e arredores. Se o Metro de Lisboa se expande com pujança, porque é que o Metro do Porto não se há-de expandir também?!..O Metro do Porto em Arouca não é uma situação utópica, irrealista ou não concretizável...

9 de março de 2019

Notícias de última hora da imprensa arouquense: Concurso da Variante sem propostas válidas

Por favor, ler, aqui, a notícia «««.

Isto chegou mesmo ao limite dos limites do absurdo: a (não) conclusão da Variante à EN326!...Assim, "mais do que nunca, os Arouquenses e várias instituições fundamentais de Arouca, da Área Metropolitana do Porto e da Região Norte têm que congregar, de modo muitíssimo mais intenso e reivindicativo, os seus esforços e as suas vontades para que, finalmente, se conclua uma estrada a que os Arouquenses têm direito e que já, há muito tempo, deveria estar concluída."
E, como é óbvio, o Orçamento do Estado terá, certamente, uma pequeníssima percentagem de fundos para concluir, integralmente, esta estrada tão necessária para Arouca. Parece ser mesmo tudo uma questão de 'vontade política', de 'ideologias políticas' e de 'prioridades políticas'. A esse propósito, que se leiam as últimas notícias sobre essa problemática no Orçamento do Estado, aqui...

7 de janeiro de 2019

Chegou ao limite dos limites do absurdo: a (não) conclusão da Variante à EN326!...

  Na sequência daquilo que é descrito num texto anterior, publicado neste blogue, da autoria de Paulo Teixeira, aquilo que se pode constatar é que há uma grande irresponsabilidade e negligência, por parte de todos os responsáveis, sem excepção, neste impasse absurdo, que parece não ter fim, da não conclusão de um pequeno troço de uma estrada que, à escala nacional, é um minúsculo troço de estrada e corresponde, em termos de despesa económica, a uma 'migalha' no Orçamento do Estado e também a uma 'migalha' em qualquer fundo estrutural, com origem nacional e/ou origem europeia. Este impasse absurdo também surge do ultra-centralismo político e administrativo do Poder Central, localizado em Lisboa e arredores, que, por ser provinciano e não ter, como devia, verdadeiro sentido de Estado, conhece muito mal (ao contrário daquilo que deveria acontecer) a realidade concreta do país. E, infelizmente,  salvo uma ou outra excepção, as influências dos protagonistas sociais de Arouca, da Área Metropolitana do Porto e da Região Norte, junto ao Poder Central, estão, no presente, esmorecidas, o que contribui também para este adiamento absurdo. 
  Apesar de ser uma obra pequena, a conclusão da Variante à EN326 é MUITO URGENTE e MUITO NECESSÁRIA, para os Arouquenses, porque vai corresponder à modernização dos acessos da tendência secular (senão milenar) de mobilidade dos Arouquenses para o litoral, em particular para o Porto e para a área do denominado Grande Porto, que são um prolongamento do território de Arouca e vice-versa, área onde moram milhares de Arouquenses e seus descendentes, de modo enraízado e empático, com a estruturação moderna, em termos rodoviários, da parte sudeste da Área Metropolitana do Porto.
Variante à EN326
  A prioridade das prioridades é, assim, fazer a estruturação de acessos modernos e funcionais aos locais de «mobilidade natural» dos Arouquenses, que são o Porto e o Grande Porto. E não, como é óbvio, para outras partes do território de Portugal, onde o contacto dos Arouquenses sempre foi escasso ou fugaz, como a Região Centro, Aveiro ou localidades afins, em relação às quais Arouca e os Arouquenses não têm relações constantes de pertença, de interacção ou de empatia, para além de Arouca não se inserir na identidade territorial dessas localidades. Isto é referido porque os Portugueses não primam, muitas vezes, pelo ordenamento racional e lúcido, com cariz científico, a longo prazo, do território que habitam!  Os acessos modernos têm que se estruturar sempre de modo científico e racional e num contexto prospectivo de longo prazo e de muito longo prazo, a pensar nas futuras gerações sucessivas e no futuro sadio e ético do território, reforçando, cada vez mais, a sua identidade territorial endógena e autóctone. Esta estrada corresponde (apesar de já ter alguns erros gravíssimos e irreversíveis, como a construção daquele viaduto monstruoso e evitável na freguesia de Rôssas), precisamente, à modernização muito necessária e acertada dos acessos ao território de «mobilidade natural de sempre» dos Arouquenses: o Porto e o Grande Porto. A sua conclusão é uma prioridade de prioridades, urgentes e imprescindíveis.
  Para isso, mais do que nunca, os Arouquenses e várias instituições fundamentais de Arouca, da Área Metropolitana do Porto e da Região Norte têm que congregar, de modo muitíssimo mais intenso e reivindicativo, os seus esforços e as suas vontades para que, finalmente, se conclua uma estrada a que os Arouquenses têm direito e que já, há muito tempo, deveria estar concluída. Presumo, conhecendo bem eu Lisboa e arredores como conheço, que, se fosse em Oeiras ou em Cascais, uma estrada similar a esta, estaria concluída apenas em meses e não em largos anos, como está a acontecer, infelizmente, com esta de Arouca, que é um município da Área Metropolitana do Porto e da Região Norte, que é, como se sabe, a região mais populosa do país e o «motor económico» de Portugal, apesar do logro de uma parte das estatísticas oficiais indicar o contrário.
  E isso acontece devido ao facto dessas estatísticas oficiais serem apuradas a partir do «mecanismo ultra-centralista» do Poder Central e do modo ultra-centralista como funciona o Estado português há muito tempo, localizado em Lisboa e arredores, que ultra-parasita a Região Norte de Portugal. E esta situação injusta não pode continuar mais assim... 

2 de janeiro de 2019

Máquinas para a estrada - parte II


Em Outubro de 2018 foi mais uma vez mais anunciado um grande avanço na concretização da construção da variante à EN 326, ou melhor, uma parte dela, que compreende unicamente a ligação do Parque de Negócios de Escariz à A32. Seria lançado o concurso público internacional que segundo o anunciado pela mais alta figura do estado decorreria até ao final de Novembro de 2018.

Era só mais um anúncio mas queremos acreditar todos que seria e será desta. Estamos em Janeiro de 2019 e ainda não há qualquer novidade sobre o atrás anunciado e enunciado, o prazo de concretização e avaliação do mesmo. Acrescente-se que estamos ainda no início e o concurso já sofreu uma prorrogação de cerca de 600 dias para cerca de 900, ou seja: de mais ou menos dois anos passou para três.  Já tive a oportunidade de transmitir a quem de direito, em sede e local próprio, que acho que este é um assunto que pelo seu malogrado historial de flops e anúncios deveria ser tratado com o máximo cuidado quanto à sua comunicação.

Os Arouquenses não poderão nem deverão admitir que isto seja novamente um só anúncio. Os Arouquenses não poderão nem deverão admitir que se façam quaisquer jogos políticos de rectaguardas com este tema. Os Arouquenses não poderão nem deverão admitir mais atrasos. Os Arouquenses não poderão nem deverão admitir que a obra, ou melhor, o anúncio da obra se fique por aqui e não pela totalidade da Variante, da qual somos mais do que merecedores, por inúmeras razões que estão mais que identificadas e confirmadas por todos. 

Eu, como arouquense que sou, bem como todos os demais, deveremos e vamos estar atentos. Como já num passado relativamente longínquo tive a oportunidade de escrever: deixem-se de anúncios e de prazos, e vamos é “com mas máquinas para a estrada!“.

22 de setembro de 2018

Sobre a morosidade no conseguimento das vias de comunicação

A seguir à agenda político-partidária, as vias de comunicação e/ou acessibilidades são, muito provavelmente, o tema com mais títulos nos jornais da nossa terra. Não por serem muitas as reclamadas, mas pelos seus "inconseguimentos" e morosidades. Seja pelas primeiras duas estradas nacionais, então dignas dessa classificação, concluídas já em finais do século XIX, seja pela estrada de Alvarenga, pela ligação a São Pedro do Sul ou, mais recentemente, pela ainda "inconseguida" ligação à Feira, é raro o ano em que as estradas do concelho (atuais e desejadas) não tenham feito manchete na imprensa de Arouca, desde que ela surgiu.

Quando, em 1882, surge o primeiro jornal, havia muito pouco tempo que as ligações de Arouca a Oliveira de Azeméis, por um lado, e a Cabeçais, por outro, com modernas pontes de pedra sobre os rios e ribeiros, iniciadas nos anos sessenta dessa centúria, se tinham acabado de rasgar e calcetar, e substituir a antiquíssima Estrada Real.

Em 1893, o Visconde de Albergaria de Souto Redondo, então presidente da Câmara de Santa Maria da Feira, pugnando pelos interesses dos seus munícipes e dos povos de Arouca, seu torrão natal, reclamava ainda ao ministro das Obras Públicas a conclusão entre Cabeçais e Espinho, oferecendo-se mesmo para pagar as expropriações que impediam o avanço das obras.

Foi então assunto para mais de trinta anos. Tantos como os que havia de levar a estrada de Alvarenga e, depois, a ligação a São Pedro do Sul, já no século que se lhe seguiu. O que tudo parece, aos olhos d'hoje, perfeitamente compreensível, atendendo, nomeadamente, à maquinaria então existente. Porém, neste nosso tempo, o "inconseguimento" da ligação à Feira, conta já mais de vinte anos...