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5 de fevereiro de 2021

Sobre a origem 'cripto-judaica' e 'cristã-nova' das famílias brasonadas de Arouca

No passado mês de Dezembro da era comum, recebi, na minha caixa de e-mail's, uma mensagem de um leitor brasileiro deste blogue «Defesa de Arouca», descendente de famílias arouquenses, que me fez uma série de questões sobre as famílias de origem «cripto-judaica» e «cristã-nova» de Arouca, ou seja, sobre a Cultura Judaica e o Povo Judeu 'Shomer Torá uMitzvot', do qual eu descendo, ao qual pertenço e ao qual estou muito ligado, de modo directo, faz, agora, precisamente, 17 anos. No presente e em termos vitalícios, como «Noaíta-Chassid / Chassid Umot ha-Olam»...
Esse leitor perguntou:
" Li os seus posts no Defesa de Arouca sobre elementos cripto-judaicos em Arouca e gostei muito por ter muito interesse no tema. Reparei também que você menciona que encontrou as suas próprias origens cristã-novas em Arouca, por acaso você teria informações também sobre outras famílias com a mesma origem no concelho?
Meu avô paterno nasceu no Burgo e por parte do meu bisavô sou descendente de Nunes Ferreira de Urrô/Santa Eulália/Burgo e Duarte da Rocha também do Burgo, e por parte da minha bisavó dos Gomes de Sousa Monteiro de Figueiredo (Burgo) que foram senhores das Casas da Moita, Aldeia, Devesa, Fonte, Figueiredo, Cabo, etc e também dos Almeida Magalhães da Casa de Sela (Sela, Urrô) e Quinta de Souto de Rei (Souto de Rei, Várzea), que pelo brasão entregue ao meu ancestral Cap. Domingos de Almeida Magalhães (da Sela) seriam também descendentes dos senhores das Casas da Trofa e do Côvo.
Ficaria muito contente caso você tenha alguma informação em relação à essas famílias, especialmente em relação às origens cristã-novos que creio serem bem prováveis."
Respondi-lhe do seguinte modo:
" Boa tarde. Sim. Cada vez mais se confirma a origem cripto-judaica e cristã-nova das Casas brasonadas do Norte de Portugal e da Galiza.
O cripto-judaísmo e os cristãos-novos são um fenómeno sobretudo do Norte de Portugal e não do Sul ou de Lisboa, tal como pude constatar em vários estudos académicos que realizei com outros colegas sociólogos...Um dos quais sobre a minha família cripto-judaica materna: os «do Valle Quaresma», senhores da Casa de Paços - Moldes - Arouca. As famílias brasonadas de Arouca terão, em grande parte, essa origem cripto-judaica e cristã-nova. "

Igreja da Misericórdia de Vila Real de Trás-os-Montes, que era uma antiga sinagoga sefardita ocidental
Foto: Visitar Portugal

Como referi neste blogue, uma parte da família do poeta Fernando Pessoa, da Casa e Quinta do Castelo, de Fermêdo - Arouca, era de origem «cripto-judaica» e «cristã-nova», como o próprio poeta Fernando Pessoa descreve na sua célebre nota biográfica, ao referir a sua origem familiar num «misto de fidalgos e judeus»...E grande parte das igrejas e congregações das Misericórdias do Norte de Portugal eram antigas sinagogas, que eram propriedade dessas famílias brasonadas do Noroeste Peninsular. Um desses melhores exemplos é a igreja da Misericórdia de Vila Real de Trás-os-Montes, localidade de onde era originário o Dr. Ângelo Miranda, que é o célebre médico transmontano que, durante o século XX da era comum, se tornou arouquense e que era descendente de Judeus religiosos praticantes, de uma família brasonada. 
Repito e sublinho bem: a cultura «Cripto-Judaica» milenar é uma componente muito relevante no Noroeste da Península Ibérica, que está no inconsciente colectivo das populações nortenhas e galegas, mesmo que, na actualidade, muitos não estejam conscientes dessa herança milenar e estruturante, mas que permanece, como herança, de modo espontâneo, na idiossincrasia cultural das populações do noroeste ibérico, em muitos e variados aspectos, tal como ocorre em Arouca. Ainda está por realizar um estudo minucioso e isento, com grande rigor científico, sobre as congregações, irmandades, igrejas e capelas da Misericórdia do Noroeste da Península Ibérica, bem como sobre as congregações, irmandades, igrejas e capelas do Espírito Santo (o Ruach Ha-Kodesh hebraico), visto que grande partes delas eram antigas congregações e sinagogas sefarditas ocidentais, que foram preservadas pelos «cristãos-novos», durante séculos.

24 de novembro de 2020

Preocupo-me muito com Arouca e com os Arouquenses...

Em diálogo, por «e-mail», com dois dos colaboradores deste blogue «Defesa de Arouca», afirmei-lhes que me preocupo muito com a evolução de Arouca e dos Arouquenses...Quero que evoluam bem, no padrão ético e identitário são e correcto...É um sentimento espontâneo e congénito que, aliás, existe em qualquer arouquense (natural, residente ou espalhado pelo País ou pelo Mundo) que ame, verdadeiramente, Arouca e a sua identidade...Quando, neste blogue, expus, de modo muito insistente e muito repetido, a forte e muito consolidada ligação de Arouca ao Porto e à denominada área do 'Grande Porto' foi apenas para, em termos sociológicos, demonstrar factos sociais, óbvios e claros...Porque é importante que as pessoas exógenas ou que não conhecem Arouca saibam bem onde, de facto, Arouca, em termos ontológicos, se enquadra e sempre se enquadrou, em termos identitários e endógenos: no Entre-Douro-e-Minho e na Região do Norte, bem como na actual Euro-região Galiza-Norte de Portugal, no antigo distrito do Douro, no Douro Litoral, na Bacia e Região Hidrográfica do Douro e na actual Área Metropolitana do Porto. Que têm o Porto como capital, que sempre foi «a principal cidade central de referência para Arouca e para os Arouquenses»...
Porque é muitíssimo irritante ouvir-se, a todo o momento, nos «mass media», apelidar, de modo muitíssimo errado, os Arouquenses de «Aveirenses» ou «os de Aveiro». Visto que, comum com Aveiro, os Arouquenses têm apenas uma mera e absurda inserção burocrática, a partir de 1835, no distrito de Aveiro (que é apenas um (muitíssimo arbitrário e artificial, neste caso específico), entre outros, recortes administrativos e territoriais que existem no Estado português), numa altura em que os actuais distritos (que vão ser extintos, conforme aquilo que é previsto na Constituição da República Portuguesa) já pouco ou quase nada representam, como realçou, há uns tempos atrás, o presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira.
Preocupo-me muito com a evolução de Arouca e dos Arouquenses...Quero que evoluam bem, no padrão ético e identitário são e correcto. E, assim, agora, aproveito para dedicar, a Arouca e a todos os Arouquenses, esta belíssima 'Tirana' do Conjunto Etnográfico de Moldes (cantada, de modo genuíno, pelo 'velho Samba' e pelo sr. António do Pelote, do lugar de Fuste - Moldes) que, em termos simbólicos, é uma expressão desse pulsar vital da nossa verdadeira identidade e que, por isso, é uma 'moda' e uma dança comum a todo o território nortenho do Douro Litoral, bem como comum ao território nortenho do Entre-Douro-e-Minho, que é o «território berço» da Nação de Portugal... 

2 de outubro de 2020

Os Arouquenses e as instituições de Arouca deviam estar sempre atentos ao Orçamento Anual do Estado...

A 12 de Outubro, o Orçamento chegará à Assembleia da República. Os Arouquenses e as instituições de Arouca deviam estar sempre atentos ao Orçamento Anual do Estado...E, facilmente, chegavam à conclusão que era perfeitamente possível, no futuro imediato, haver, logo, fundos para construir a 3ª e a 4ª etapas da Variante à EN326 de Arouca...
Infelizmente, o Orçamento do Estado Português (que costuma ser ultra-centralista e de ter falhas de transparência) é elaborado, discutido e aprovado a cerca de 318 Km da Vila de Arouca, de um modo muito pouco ético e que não é próprio de países avançados de Primeiro Mundo, como descreve o Professor Paulo de Morais, presidente da 'Frente Cívica':
não há uma coerência, entre o que está no Orçamento e o discurso público. Porque, muitas vezes, fala-se num conjunto de números no discurso público, e depois, no Orçamento, os números que aparecem são outros. Aliás, é uma angústia que sempre tenho! O Orçamento aparece com um Relatório que tem trezentas e tal páginas -deve haver vinte ou trinta pessoas em Portugal que lê aquilo, e eu sou uma delas. O que é facto é que, entre aquilo que se discute, e que aquilo que, efetivamente, se resolve no Orçamento, não há coerência, porque quem domina a comunicação, na apresentação do Orçamento, é o ministro das Finanças. É normal que, quando o ministro apresenta o Orçamento, tente enfatizar o que é positivo e esconder o que é menos bom. Eu isso ainda percebo. O que não percebo é que temos um Orçamento de oitenta mil milhões e, normalmente, a discussão é sobre os pormenores e detalhes. Um Orçamento de oitenta mil milhões é discutido no Parlamento pelos vinte milhões, 10 milhões, ou seja, a discussão do Orçamento, no Parlamento, fala apenas de seis por cento do valor do Orçamento, e tem a ver mais com questões fiscais do que orçamentais, isto, quando, por exemplo, a discussão de um orçamento numa empresa é saber qual vai ser a receita e qual vai ser a despesa.
foto: Assembleia da República Portuguesa

Este tipo de situação habitual muito pouco ética no Orçamento, própria de países de Terceiro Mundo, associada ao ultra-centralismo do Orçamento, tem de acabar de vez. Impede, em grande parte, que um pequeno troço de estrada, em Arouca, em plena Área Metropolitana do Porto, ainda esteja por concluir há décadas, cuja despesa corresponde apenas «a uma migalha» do Orçamento. 
Mais do que nunca, o processo de Regionalização é uma das reformas mais urgentes a ser concretizadas para bem de todos os Portugueses e para bem de todo o Portugal. E é tão assim que, muito recentemente, o Conselho da Europa sugeriu relançar o processo de Regionalização, ao considerar que a Democracia regional, em Portugal, está incompleta, como constatam os relatores de avaliação da implementação da Carta Europeia de Autonomia Local. Se a eleição próxima do presidente das CCDR é um acontecimento positivo (desde que não continue a ser mais um delegado do habitual governo ultra-centralista de Lisboa e arredores), a Regionalização de Portugal e a consequente constituição dos governos regionais são imprescindíveis para o bom funcionamento institucional da própria União Europeia e para a aplicação justa, legal, racional e rigorosa dos fundos europeus.
No caso da Região Norte (da Euro-região 'Galiza-Norte de Portugal'), esse facto é ainda mais óbvio, porque a Galiza, por ter um governo regional eleito, tem mais representação e mais capacidade de reivindicação a nível europeu do que a Região Norte, porque essa participação, na Europa, faz-se em dois pólos: autarquias e regiões. Na União Europeia, no Comité da Regiões, a Galiza tem a defendê-la a Junta da Galiza, enquanto que quem defende os interesses da Região Norte de Portugal são os autarcas, que «estão esmagados» pelo ultra-centralismo ultra-parasita de Lisboa e arredores, com o seu já muito antigo governo ultra-centralista.
A Regionalização de Portugal é, portanto, muito urgente e impreterível para o próprio bom funcionamento das instituições europeias, numa altura em que vão ser aplicados, em Portugal, nos próximos anos, dezenas de mil milhões de euros de fundos europeus, mas que têm de ser, como é óbvio, aplicados com ética, legalidade, justiça, rigor e racionalidade, de Norte a Sul de Portugal continental, bem como nos Açores e na Madeira. E não apenas em Lisboa e arredores.

Sobre o assunto, ver, por favor, aqui:
Fundos Comunitários e a transparência na sua aplicação

Portugal ao ser um Estado centralista agrava a despesa pública

8 de setembro de 2020

A Euro-região de Arouca: 'Galiza-Norte de Portugal'

A Euro-região de Arouca é 'Galiza-Norte de Portugal'. E ainda bem que o é. E só podia mesmo sê-lo. Arouca insere-se e enquadra-se, em termos identitários, autóctones e endógenos, na Euro-região 'Galiza-Norte de Portugal', à qual pertence com todo o acerto, que são, na verdade e na realidade, uma nação una e identitária. Os Galegos falam Português e os Nortenhos falam Português, com as devidas cambiantes entre o Português do Norte de Portugal e o Português da Galiza, em termos fonéticos, sintácticos, semânticos, morfológicos, etc. A Língua Portuguesa (que deriva do Galego-Português arcaico, que, por sua vez, deriva da fusão dinâmica e evolutiva do Hebraico edénico e antigo e do Hebraico com o Latim) nasceu neste nosso território endógeno do noroeste da Ibéria, sendo, no presente, uma língua global: o Português é a quarta língua mais falada no Mundo.

Mas a coesão dessa origem identitária, mesmo antes do Português existir, é das mais antigas, senão a mais antiga, da História da Humanidade (não exagero) e tem de ser melhor dinamizada e consolidada, no concerto dinâmico das euro-regiões, à escala continental e à escala planetária. No actual contexto da União Europeia, entre o Norte de Portugal e a Galiza, já não existem fronteiras físicas, mas as fronteiras físicas que existiram no passado, na realidade, eram apenas muito arbitrárias e muito artificiais, porque, entre o Norte de Portugal e a Galiza, o território sempre foi contínuo e coeso em termos endógenos e autóctones: porque são, repito, talvez o mais antigo ou um dos mais antigos territórios identitários da História da Humanidade.
Este território identitário, localizado no muito antigo e milenar Noroeste da Península Ibérica, no presente tem uma superfície total de 51 mil Km2 (Galiza 29.575 e Norte de Portugal 21.284) e tem cerca de 6,4 milhões de habitantes (Galiza 2.796.089 e Norte de Portugal 3.745.439), com uma densidade populacional de 125,8 hab/Km2. O Norte de Portugal tem muito, muito mais que ver com a Galiza do que com o Centro e o Sul de Portugal. E a Galiza tem muito, muito mais que ver com o Norte de Portugal do que com Castela e Leão ou do que com todas as outras comunidades autónomas de Espanha.
As declarações do actual Presidente da Câmara do Porto, numa entrevista concedida ao jornal Voz de Galicia, de que "se sente melhor em Sanxenxo do que no Algarve" e que "El AVE de Oporto es Vigo, y a la vez el aeropuerto de Vigo tiene que ser Oporto", são muitíssimo verdadeiras e fazem todo o sentido e simbolizam e sintetizam, de modo lúcido e subtil, todos esses factos acima descritos. Rui Moreira é, com toda a certeza, um dos líderes que melhor personifica a identidade do Porto e da Região Norte de Portugal. Esperemos que ele e o seu movimento se candidatem a mais um mandato às eleições autárquicas do Porto, que vencerão, de certeza, com A Protecção Divina de HaShem, Bendito Seja O Seu Nome Sagrado, com uma maioria absoluta, clara, inequívoca e consolidada. Isso seria bom para todos os habitantes do Porto e de toda a Região Norte de Portugal. E, terminado esse terceiro mandato, Rui Moreira seria o melhor substituto de Jorge Nuno Pinto da Costa, no cargo da presidência do Futebol Clube do Porto, que é outra personalidade carismática de relevo e outra voz identitária do Porto e do Norte que, como se sabe, entrou, no F.C. do Porto, pela mão do presidente do clube da altura: o arouquense Afonso Pinto de Magalhães, fundador da Sonae, amigo de António de Almeida Brandão, meu saudoso avô. Foi Afonso Pinto de Magalhães quem, estruturalmente, financiou o lançamento e a IIª Série do jornal «Defesa de Arouca» e quem convidou meu avô para ser seu director, que, por sua vez, foi a personalidade real e pragmática que configurou a idiossincrasia identitária deste jornal, no contexto de Arouca, do Porto e da Região Norte: semanário bastante prestigiado, tal como sempre foi reconhecido ao longo das décadas, a partir do qual se alicerça este blogue «Defesa de Arouca».      

26 de maio de 2019

A União Europeia deve ser uma união de 'euro-regiões' identitárias

É importante que, nas eleições de hoje, para o Parlamento Europeu, a abstenção diminua, em Arouca, na Região Norte e em Portugal.
Os Arouquenses, os Nortenhos e os Portugueses devem interessar-se por aquilo que os países centrais da Europa têm de melhor, sendo esse melhor apurado a partir dos valores morais noahides (que são absolutos e perfeitos) do sentido originário do Criacionismo Hebraico. A influência daquilo que de melhor, de bom e de benévolo têm os países centrais da Europa livre, com a sua típica racionalidade prospectiva e ordenada, é benéfica para Portugal e para os Portugueses.
A Europa, no presente, tem cerca de 50 países. A União Europeia tem 28 Estados-membros. A União Europeia deve alargar-se a mais países do continente europeu e fortificar a sua coesão, porque o planeta Terra, no presente, em que o fenómeno da globalização é um facto científico, funciona em grandes blocos económicos. Se a União Europeia não se alargar e se não se mantiver coesa, será, definitivamente, arrasada por grande potências económicas como a China e países afins.
Numa mega-escala, a Europa, que herdou, em termos estruturais, a influência da dita ‘tradição judaico-cristã’ e a influência das culturas clássicas grega e latina, tem muita coesão identitária, no concerto global e planetário das mega-regiões culturais idiossincrásicas. Mas o caminho da União Europeia não deve ser, de modo algum, uma união dos seus actuais Estados. A União Europeia deve antes ser uma união das suas euro-regiões identitárias. E porquê?...Porque a maioria dos presentes Estados institucionais da União Europeia não tem coesão identitária a nível do seu espaço interno. A Espanha é um dos melhores e mais óbvios exemplos desse facto, porque é um Estado com várias nações. E, no caso de Portugal, a Região Norte de Portugal (que, infelizmente, está esmagada pelo ultra-centralismo e pelo ultra-parasitismo de Lisboa e arredores, há vários séculos), tem muito, muito, muito mais que ver com a Galiza do que com a Região Centro e do que com a Região Sul de Portugal.
Assim, a União Europeia deve expandir-se e fortificar-se, mas deve organizar-se em euro-regiões identitárias e não nos actuais Estados. Essas euro-regiões devem ter um governo e um parlamento, com um orçamento anual para essa euro-região, cujos fundos são obtidos a partir da riqueza que é gerada a partir e no próprio território dessa euro-região identitária, aos quais se adicionam os fundos estruturais da União Europeia.
O apuramento de uma identidade faz-se a partir dos elementos físicos, naturais, humanos e sociais, endógenos e autóctones, do território dessa euro-região. Os Arouquenses e os Nortenhos estão integrados, e bem integrados, na Euro-região Galiza-Norte de Portugal. O caminho correcto da União Europeia (que deve tornar-se cada vez mais coesa) é, portanto, para me repetir, o da união das euro-regiões identitárias e não o da união dos actuais Estados, porque a maioria deles, em termos do seu espaço interno, na realidade, não tem coesão identitária. Aquilo que acontece é que, na maioria dos tradicionais Estados da União Europeia, há oposições e conflitos regionais idiossincrásicos. As euro-regiões são uma forma correcta de resolver esse problema.
E, infelizmente, em Portugal e na Europa, no presente, constata-se um outro grande problema estrutural, que é a gravíssima e muito preocupante crise de valores. E a forma de o resolver é ensinar e promover, de modo sistemático e consistente, os valores morais noahides na Europa (despidos de qualquer interpretação da perniciosa Teologia Greco-Latina, bem como dos constructos filosóficos, artificiais e arbitrários, derivados dela), para serem praticados, a cada milésimo de segundo, pelos Europeus. 
A escatologia humana é a escatologia judaica «Shomer Torá uMitzvot» direcionada para a Era Messiânica, que ocorrerá no futuro, a partir de Jerusalém, na Terra de Israel, liderada pelo Moshiach Ben David. Não outra. No presente, temos incontáveis provas científicas que dão validade ontológica ao sentido originário e puro do Criacionismo Hebraico. A Torá Hebraica é para os Judeus (613 Mitzvot) e para os Não-Judeus (7 Leis de Noé). Na Europa (dada a muitíssimo grave e muitíssimo preocupante crise de valores que se verifica na actualidade), uma das medidas mais urgentes que devem ser postas em prática, por parte de todos os seus Estados, é o ensino, a divulgação e a promoção, às várias gerações, nos seus sistemas de educação e de ensino, dos valores morais noahides da Torá Hebraica, que é o sistema axiológico absoluto, perfeito, sagrado, bom e benévolo do Próprio Criador dos Céus e da Terra, Bendito Seja O Seu Nome Sagrado. Sistema axiológico que se reporta à própria estrutura ontológica e orgânica de qualquer ser humano e que qualquer ser humano sadio reconhece, de imediato, como bom, benévolo, justo e adequado. Todos os seres humanos e todas as nações do planeta Terra devem ser «Noahides-Observantes», reportando-se, a cada milésimo de segundo, à Terra sagrada de Israel e aos Judeus religiosos «Shomer Torá uMitzvot».
Sobre as 7 Leis de Noé - valores morais noahides

12 de abril de 2019

Consolidar, cada vez mais, a Euro-região 'Galiza-Norte de Portugal'...

Com o aproximar das eleições europeias, não se deve esquecer que a União Europeia é constituída, e bem, por euro-regiões, que têm de ser reforçadas, cada vez mais. As 'euro-regiões' têm maior coesão identitária que muitos dos Estados institucionais da União Europeia, dos quais um dos exemplos mais óbvios é o de Espanha, que é um Estado com várias nações e macro-idiossincrasias. 
E embora alguns afirmem que Portugal é um país uno e coeso (isso é, claramente, em parte, um artifício retórico e um logro dos ultra-centralistas com os seus interesses oportunistas...), na realidade, na verdade, a Região Norte tem muito, muito, muito mais que ver com a Galiza do que com as outras regiões de Portugal. Entre a Região Norte de Portugal e a Galiza, existe um território identitário contínuo e uma idiossincrasia cultural contínua, com milénios, que devem, cada vez mais, serem reforçados pelos Nortenhos e pelos Galegos. A Região Norte de Portugal com a Galiza é uma verdadeira e real nação identitária, com uma idiossincrasia cultural própria, com validade ontológica, quer no contexto ibérico, quer no contexto europeu.
O processo de Regionalização de Portugal, com as cinco regiões, é um processo de desenvolvimento, bom e benévolo, que tem de, impreterivelmente, avançar com muita urgência, sendo desejado pela maioria dos Portugueses e porque é mesmo muito necessário, para inverter, de vez, a presente situação muitíssimo injusta e perniciosa (sobretudo, muitíssimo injusta e perniciosa para a Região Norte e para os Nortenhos) que é descrita neste texto - o ultra-centralismo e o ultra-parasitismo de Lisboa e arredores, situada na zona saloia da Estremadura:


E, repete-se, porque estamos e estaremos na União Europeia, a Região Norte e a Galiza devem consolidar, cada vez mais, associadas, essa sua forte identidade milenar, que é mesmo una.
E Arouca e os Arouquenses, que são cidadãos portugueses e cidadãos europeus, pertencem à Euro-região 'Galiza-Norte de Portugal'.

18 de março de 2019

A Região Norte, onde Arouca pertence e sempre pertenceu, é a mais populosa do Estado português

A região (NUTS II) mais populosa do Estado português (onde Arouca se insere e sempre se inseriu e onde Arouca se enquadra e sempre se enquadrou em termos identitários) é a Região Norte, que tem cerca de 3 690 610 habitantes (Censos de 2011: INE). A Região Norte tem, portanto, mais 877 922 habitantes que a Área Metropolitana de Lisboa (NUTS II), que tem cerca de 2 812 678 habitantes (INE, 2015).
Apesar de terem sido criadas, originalmente, para funções estatísticas, as NUTS tornaram-se, na actualidade, divisões territoriais identitárias e são mesmo as divisões territoriais identitárias mais precisas do território português, ao contrário do que acontece com os distritos portugueses, criados em 1835, que são, infelizmente, divisões territoriais muito arbitrárias e anárquicas.
Ao considerarmos a população das regiões propostas, no processo de Regionalização, conclui-se, facilmente, que, caso se sub-dividisse a Região Norte (que tem forte coesão identitária), o processo de Regionalização seria, logo, desde o seu início, um grande fracasso, porque a região mais populosa seria Lisboa e Vale do Tejo e isso faria com que o ultra-centralismo e o ultra-parasitismo de Lisboa e arredores se reforçasse ainda mais, com a fragmentação da Região Norte, que perderia coesão, pujança e dinamismo.
Euro-região da Galiza-Norte de Portugal
E alguns ultra-centralistas parecem estar bem atentos, porque sabem que a Região Norte é a mais populosa e o «verdadeiro motor económico» de Portugal. Talvez para contrariar, de modo artificial, arbitrário e impositivo, esse facto e, aí com toda a certeza, para reforçar, ainda mais, o ultra-centralismo de Lisboa e arredores, foi, há uns tempos atrás, apresentada uma nova área completamente arbitrária e artificial, sem nexo identitário, denominada ‘Arco Metropolitano de Lisboa’, que esperemos que, de modo algum, não seja concretizada, em termos concretos, para bem de todo o país, até porque, salvo erro, não emana de directrizes institucionais do Estado português ou da União Europeia. Sobre essa muito estranha e muito bizarra nova mega-região apresentada com o nome de ‘Arco Metropolitano de Lisboa’, de dimensão descabidamente megalómana, existem dois textos pertinentes, num blogue da internet, sobre o assunto, onde se pode ler o seguinte:

"  É muito positivo ver as várias entidades da Região Norte a unirem-se a favor de uma posição que o Dr. Rui Moreira desencadeou, e muito bem, com firmeza, contra a TAP. Mas as entidades do Norte também têm que se insurgir contra este estudo da Gulbenkian, que é o de criar o Arco Metropolitano de Lisboa. ESTA CRIAÇÃO ARTIFICIAL DO 'ARCO METROPOLITANO DE LISBOA' É MESMO PERVERSA. É BASEADA NA MENTIRA E NA FALSIDADE. Tem em vista criar, artificialmente, uma região com mais população que a Região Norte. Já que a Estremadura é distinta do Alentejo e do Algarve. Têm em vista, AINDA MAIS, centralizar fundos, instituições e serviços em Lisboa, parasitando o Norte exportador e produtivo, que é a Região mais populosa. As entidades da Região Norte devem falar, por favor, deste estudo perverso, combatendo-o. E, pasme-se, com o aval de dois portuenses, Artur Santos Silva e Fernando Medina, e de uma geógrafa da Universidade do Porto. Causa mal estar ver dois portuenses, Fernando Medina e Artur Santos Silva, mais um geógrafa da Universidade do Porto, por detrás do estudo do Arco Metropolitano de Lisboa. As várias entidades da Região do Norte têm que se insurgir com isto. A solução é reforçar, cada vez mais, a Euro-Região, Norte de Portugal e Galiza, e combater este território arbitrário e baseado na mentira que querem criar, para centralizar, MUITO MAIS, TUDO, em Lisboa, que é uma péssima capital.
Dados concretos: A Região Norte tem cerca de 35 % da população nacional - perto de 3,7 milhões de habitantes. A ela se deve 40 % das exportações, a criação de riqueza de 30 % do PIB e onde se concentram o maior número de empresas. O que o Arco MLisboa vai fazer, se for concretizado, é canalizar, ainda mais, o esforço da «formiga nortenha» para as aparências oportunistas da «cigarra lisboeta», que se vai gabar, com esses novos territórios do Alentejo e da Estremadura, de ter mais população e capacidade exportadora, e, assim, centralizar, ainda mais, TUDO em Lisboa, sugando mais fundos criados noutras regiões e mais fundos europeus, para além dos já conhecidos «spillovers». Portanto: a consolidação da Euro-Região 'Galiza-Norte de Portugal' é a melhor solução para a Região Norte e não esta.  "

E relativamente ao que está descrito nesses dois textos, sabe-se que Portugal está e estará inserido na União Europeia, que é dividida em euro-regiões. A Região Norte está muito bem enquadrada e inserida na Euro-região da Galiza-Norte de Portugal, que tem cerca de 6 400 000 de habitantes. De facto, na realidade, na verdade, a Região Norte de Portugal tem muito, muito, muito mais que ver com a Galiza (são regiões irmãs, desde sempre) do que com o Centro e o Sul de Portugal. Portanto, para além de ser mesmo necessário, com urgência, concretizar o processo de Regionalização do país, tal como referiu, na semana passada, na cidade do Porto, o presidente da Assembleia da República, considerando "que esta reforma é essencial não apenas para um desenvolvimento mais coeso de todo o país, mas também para a sobrevivência da própria democracia representativa", é também necessário reforçar, cada vez mais, a Euro-região da Galiza-Norte de Portugal, no contexto da União Europeia. E Arouca, para além de pertencer à Região Norte, também pertence à Euro-região da Galiza-Norte de Portugal, no contexto da União Europeia.

Ver, pf, os dois textos completos, aqui, ampliando, pf, os seus carateres minúsculos:
1)