Mostrar mensagens com a etiqueta Galiza. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Galiza. Mostrar todas as mensagens

5 de fevereiro de 2021

Sobre a origem 'cripto-judaica' e 'cristã-nova' das famílias brasonadas de Arouca

No passado mês de Dezembro da era comum, recebi, na minha caixa de e-mail's, uma mensagem de um leitor brasileiro deste blogue «Defesa de Arouca», descendente de famílias arouquenses, que me fez uma série de questões sobre as famílias de origem «cripto-judaica» e «cristã-nova» de Arouca, ou seja, sobre a Cultura Judaica e o Povo Judeu 'Shomer Torá uMitzvot', do qual eu descendo, ao qual pertenço e ao qual estou muito ligado, de modo directo, faz, agora, precisamente, 17 anos. No presente e em termos vitalícios, como «Noaíta-Chassid / Chassid Umot ha-Olam»...
Esse leitor perguntou:
" Li os seus posts no Defesa de Arouca sobre elementos cripto-judaicos em Arouca e gostei muito por ter muito interesse no tema. Reparei também que você menciona que encontrou as suas próprias origens cristã-novas em Arouca, por acaso você teria informações também sobre outras famílias com a mesma origem no concelho?
Meu avô paterno nasceu no Burgo e por parte do meu bisavô sou descendente de Nunes Ferreira de Urrô/Santa Eulália/Burgo e Duarte da Rocha também do Burgo, e por parte da minha bisavó dos Gomes de Sousa Monteiro de Figueiredo (Burgo) que foram senhores das Casas da Moita, Aldeia, Devesa, Fonte, Figueiredo, Cabo, etc e também dos Almeida Magalhães da Casa de Sela (Sela, Urrô) e Quinta de Souto de Rei (Souto de Rei, Várzea), que pelo brasão entregue ao meu ancestral Cap. Domingos de Almeida Magalhães (da Sela) seriam também descendentes dos senhores das Casas da Trofa e do Côvo.
Ficaria muito contente caso você tenha alguma informação em relação à essas famílias, especialmente em relação às origens cristã-novos que creio serem bem prováveis."
Respondi-lhe do seguinte modo:
" Boa tarde. Sim. Cada vez mais se confirma a origem cripto-judaica e cristã-nova das Casas brasonadas do Norte de Portugal e da Galiza.
O cripto-judaísmo e os cristãos-novos são um fenómeno sobretudo do Norte de Portugal e não do Sul ou de Lisboa, tal como pude constatar em vários estudos académicos que realizei com outros colegas sociólogos...Um dos quais sobre a minha família cripto-judaica materna: os «do Valle Quaresma», senhores da Casa de Paços - Moldes - Arouca. As famílias brasonadas de Arouca terão, em grande parte, essa origem cripto-judaica e cristã-nova. "

Igreja da Misericórdia de Vila Real de Trás-os-Montes, que era uma antiga sinagoga sefardita ocidental
Foto: Visitar Portugal

Como referi neste blogue, uma parte da família do poeta Fernando Pessoa, da Casa e Quinta do Castelo, de Fermêdo - Arouca, era de origem «cripto-judaica» e «cristã-nova», como o próprio poeta Fernando Pessoa descreve na sua célebre nota biográfica, ao referir a sua origem familiar num «misto de fidalgos e judeus»...E grande parte das igrejas e congregações das Misericórdias do Norte de Portugal eram antigas sinagogas, que eram propriedade dessas famílias brasonadas do Noroeste Peninsular. Um desses melhores exemplos é a igreja da Misericórdia de Vila Real de Trás-os-Montes, localidade de onde era originário o Dr. Ângelo Miranda, que é o célebre médico transmontano que, durante o século XX da era comum, se tornou arouquense e que era descendente de Judeus religiosos praticantes, de uma família brasonada. 
Repito e sublinho bem: a cultura «Cripto-Judaica» milenar é uma componente muito relevante no Noroeste da Península Ibérica, que está no inconsciente colectivo das populações nortenhas e galegas, mesmo que, na actualidade, muitos não estejam conscientes dessa herança milenar e estruturante, mas que permanece, como herança, de modo espontâneo, na idiossincrasia cultural das populações do noroeste ibérico, em muitos e variados aspectos, tal como ocorre em Arouca. Ainda está por realizar um estudo minucioso e isento, com grande rigor científico, sobre as congregações, irmandades, igrejas e capelas da Misericórdia do Noroeste da Península Ibérica, bem como sobre as congregações, irmandades, igrejas e capelas do Espírito Santo (o Ruach Ha-Kodesh hebraico), visto que grande partes delas eram antigas congregações e sinagogas sefarditas ocidentais, que foram preservadas pelos «cristãos-novos», durante séculos.

8 de setembro de 2020

A Euro-região de Arouca: 'Galiza-Norte de Portugal'

A Euro-região de Arouca é 'Galiza-Norte de Portugal'. E ainda bem que o é. E só podia mesmo sê-lo. Arouca insere-se e enquadra-se, em termos identitários, autóctones e endógenos, na Euro-região 'Galiza-Norte de Portugal', à qual pertence com todo o acerto, que são, na verdade e na realidade, uma nação una e identitária. Os Galegos falam Português e os Nortenhos falam Português, com as devidas cambiantes entre o Português do Norte de Portugal e o Português da Galiza, em termos fonéticos, sintácticos, semânticos, morfológicos, etc. A Língua Portuguesa (que deriva do Galego-Português arcaico, que, por sua vez, deriva da fusão dinâmica e evolutiva do Hebraico edénico e antigo e do Hebraico com o Latim) nasceu neste nosso território endógeno do noroeste da Ibéria, sendo, no presente, uma língua global: o Português é a quarta língua mais falada no Mundo.

Mas a coesão dessa origem identitária, mesmo antes do Português existir, é das mais antigas, senão a mais antiga, da História da Humanidade (não exagero) e tem de ser melhor dinamizada e consolidada, no concerto dinâmico das euro-regiões, à escala continental e à escala planetária. No actual contexto da União Europeia, entre o Norte de Portugal e a Galiza, já não existem fronteiras físicas, mas as fronteiras físicas que existiram no passado, na realidade, eram apenas muito arbitrárias e muito artificiais, porque, entre o Norte de Portugal e a Galiza, o território sempre foi contínuo e coeso em termos endógenos e autóctones: porque são, repito, talvez o mais antigo ou um dos mais antigos territórios identitários da História da Humanidade.
Este território identitário, localizado no muito antigo e milenar Noroeste da Península Ibérica, no presente tem uma superfície total de 51 mil Km2 (Galiza 29.575 e Norte de Portugal 21.284) e tem cerca de 6,4 milhões de habitantes (Galiza 2.796.089 e Norte de Portugal 3.745.439), com uma densidade populacional de 125,8 hab/Km2. O Norte de Portugal tem muito, muito mais que ver com a Galiza do que com o Centro e o Sul de Portugal. E a Galiza tem muito, muito mais que ver com o Norte de Portugal do que com Castela e Leão ou do que com todas as outras comunidades autónomas de Espanha.
As declarações do actual Presidente da Câmara do Porto, numa entrevista concedida ao jornal Voz de Galicia, de que "se sente melhor em Sanxenxo do que no Algarve" e que "El AVE de Oporto es Vigo, y a la vez el aeropuerto de Vigo tiene que ser Oporto", são muitíssimo verdadeiras e fazem todo o sentido e simbolizam e sintetizam, de modo lúcido e subtil, todos esses factos acima descritos. Rui Moreira é, com toda a certeza, um dos líderes que melhor personifica a identidade do Porto e da Região Norte de Portugal. Esperemos que ele e o seu movimento se candidatem a mais um mandato às eleições autárquicas do Porto, que vencerão, de certeza, com A Protecção Divina de HaShem, Bendito Seja O Seu Nome Sagrado, com uma maioria absoluta, clara, inequívoca e consolidada. Isso seria bom para todos os habitantes do Porto e de toda a Região Norte de Portugal. E, terminado esse terceiro mandato, Rui Moreira seria o melhor substituto de Jorge Nuno Pinto da Costa, no cargo da presidência do Futebol Clube do Porto, que é outra personalidade carismática de relevo e outra voz identitária do Porto e do Norte que, como se sabe, entrou, no F.C. do Porto, pela mão do presidente do clube da altura: o arouquense Afonso Pinto de Magalhães, fundador da Sonae, amigo de António de Almeida Brandão, meu saudoso avô. Foi Afonso Pinto de Magalhães quem, estruturalmente, financiou o lançamento e a IIª Série do jornal «Defesa de Arouca» e quem convidou meu avô para ser seu director, que, por sua vez, foi a personalidade real e pragmática que configurou a idiossincrasia identitária deste jornal, no contexto de Arouca, do Porto e da Região Norte: semanário bastante prestigiado, tal como sempre foi reconhecido ao longo das décadas, a partir do qual se alicerça este blogue «Defesa de Arouca».      

23 de novembro de 2019

Mais elementos 'cripto-judaicos' e 'cristãos-novos' em Arouca

Os textos semanais do colaborador deste blogue António Brandão de Pinho são muito úteis para conhecer muitos elementos de Arouca e dos Arouquenses. O penúltimo texto que foi publicado refere que, em “1681.XI.11, Dom Luiz da Silva, bispo de Lamego, acaba com o costume do Imperador que tinha lugar na procissão da festa do Espírito Santo, realizada no Burgo de Vila Meã, e em cuja procissão os habitantes deitavam ao lume tripas cheias de substâncias aromáticas e cuja combustão transmitia ao ambiente um cheiro agradável”.
Pelourinho do antigo concelho do Burgo de Vila Meã
(foto: Visitar Portugal)
A Festa do Espírito Santo e o costume do Imperador (que é a versão portuguesa cripto-judaica da Festa de Shavuot, muito presente no noroeste português, mas também nos Açores e no Brasil, que foram colonizados, estruturalmente, por pessoas do noroeste português) são um dos elementos cripto-judaicos mais relevantes que encontramos em várias partes do território de Portugal continental e, portanto, também existia em Arouca, no Burgo, que foi concelho entre os anos de 1363 e de 1817 (era comum). 
É um elemento muito antigo que foi reapropriado e, depois, infelizmente, num acto malévolo, proibido e extinto pela Igreja Católica Romana, em várias localidades de Portugal. Refere-se ao Ruach Ha-Kodesh hebraico.
O Imperador, nessa festividade cripto-judaica, corresponde ao símbolo do Moshiach Ben David, ao Rei-Messias e à linhagem nobre messiânica, que vai inaugurar a Era Messiânica, no futuro, com a construção do Terceiro Templo, no Monte do Templo, na cidade de Jerusalém, na Terra de Israel, num Governo Monárquico Messiânico para os Judeus (613 Mitzvot) e para toda a Humanidade (7 Leis de Noé), numa nova era de prosperidade e de bem-estar nunca vista, depois de várias transformações físicas que vão ocorrer no ambiente cósmico da Terra. A Humanidade está numa escatologia e essa escatologia é Judaica Ortodoxa «Shomer Torá uMitzvot». Não outra.


Assim, em Arouca e no inconsciente colectivo arouquense, para além da procissão dos fogaréus, na altura da Primavera, que liga a capela do Espírito Santo, localizada na zona do Calvário, à igreja da Misericórdia, localizada no centro da vila de Arouca (que é uma antiga comemoração cripto-judaica da Pessach, com roupagens católico-romanas), temos a informação histórica da existência, no Burgo (nessa altura, vila do Burgo de Vila Meã), desta festa cripto-judaica e do costume do Imperador, em que a coroa (um símbolo de nobreza) era um dos objectos e símbolos principais desse evento. Muitas das congregações, das irmandades e das capelas ou das igrejas da Misericórdia e do Espírito Santo (muito presentes no noroeste ibérico, território endógeno dos Judeus Sefarditas Ocidentais, Sefarad Tahor, que eram e são a nobreza do noroeste ibérico) eram antigas sinagogas e foram, durante séculos, instituições cripto-judaicas, com uma roupagem católico-romana, cristãs-novas, mas com o antigo e eterno significado judaico dos valores eternos da Torá Sagrada do Criador Absoluto dos Céus e da Terra, Bendito Seja O Seu Nome Sagrado. Muitos familiares meus, ao longo dos séculos, presidiram e pertenceram à Misericórdia de Arouca. Tenho origens familiares 'cripto-judaicas' e 'cristãs-novas' muito antigas e consistentes, facto que é corroborado por todos os meus sobrenomes familiares, ao longo dos séculos.
Na segunda fotografia, o rebbe Menachem Mendel Schneerson, de abençoada memória, com a coroa da Torá. O Rebbe é o líder judaico ortodoxo mais importante da contemporaneidade, da linhagem davídica, sendo descendente de milenares famílias judaicas portuguesas que emigraram para o Leste europeu. 

8 de junho de 2019

Conhecer, Ensinar, Divulgar, Promover e Praticar as 7 Leis Universais

Estamos na véspera da comemoração da Festa de Shavuot, que é a comemoração da revelação e da entrega da Torá, há 3331 anos atrás, no Monte Sinai originário, na Terra de Israel. É a Torá do Criador dos Céus e da Terra, Bendito Seja O Seu Nome Sagrado, para ser praticada, a cada milésimo de segundo e em qualquer circunstância, pelos Judeus (613 Mitzvot) e pelos Não-Judeus (7 Leis Noahides). E o facto da Torá (que é o sistema axiológico do Próprio Criador dos Céus e da Terra) ser tanto para os Judeus como para os Não-Judeus está bem expresso nos 10 Ditos/Declarações Principais (que a perniciosa Teologia Greco-Latina interpretou, de modo errado, dando-lhe o nome impreciso de 10 Mandamentos) que são constituídos por 620 letras hebraicas exactas, que significam que 613 Mitzvot são para os Judeus («Shomer Torá uMitzvot») e 7 Leis Noahides são para os Não-Judeus (que devem e têm de ser «Noahides-Observantes»). 613+7=620.   
A insigne cultura «Cripto-Judaica» e «Cristã-Nova» milenar é uma componente muito relevante no Noroeste da Península Ibérica (tal como ocorre em Arouca), que está no inconsciente colectivo das populações nortenhas e galegas, mesmo que, na actualidade, não estejam conscientes dessa herança milenar e estruturante, mas que permanece, como herança, de modo espontâneo, na idiossincrasia cultural das populações do noroeste ibérico, em muitos e variados aspectos, tal como ocorre em Arouca. Ainda está por realizar um estudo minucioso e isento, com grande rigor científico, sobre as congregações, irmandades, igrejas e capelas da Misericórdia do Noroeste da Península Ibérica, bem como sobre as congregações, irmandades, igrejas e capelas do Espírito Santo, visto que grande partes delas eram antigas congregações e sinagogas sefarditas ocidentais, que foram preservadas pelos «cristãos-novos», durante séculos e séculos.
A Torá não é um sistema axiológico entre outros sistemas axiológicos. Não é um sistema axiológico artificial e circunstancial, criado por uma mente finita humana, mas sim um sistema axiológico absoluto (de índole moral, epistémico, científico, técnico, jurídico e político, etc.), sagrado e perfeito do Próprio Criador Uno, Absoluto e Infinito dos Céus e da Terra e que se reporta à própria estrutura ontológica e orgânica de qualquer ser humano e que qualquer ser humano sadio reconhece, de imediato, como benévolo, bom, perfeito, justo e adequado. A Torá é o «blueprint» da criação e da formação de todos os fenómenos dos Céus e da Terra.
Tal como pôde constatar um dos académicos portugueses mais notáveis do século XX da era comum, o nortenho e portuense Professor Doutor Delfim Santos (na linha dos estudos clássicos de Max Weber, Werner Sombart ou Ernst Troeltsch), os países mais robustos e desenvolvidos, com carácter racional, sistemático e ordenado, de aperfeiçoamento moral, científico e técnico do cosmos, são os países onde a cultura bíblica protestante se desenvolveu e se difundiu, que são os países do Centro e do Norte da Europa e os países que derivam deles, onde a população foi, massivamente, instruída e alfabetizada pelos valores bíblicos. A cultura bíblica protestante é aquela que está mais próxima da Cultura Judaica «Shomer Torá uMitzvot», que está nos extremos-antípodas do Catolicismo Romano e da sua cosmovisão medieva e escolástica, tosca, irracional e latinista-romanista-caciquista. Catolicismo Romano que perseguiu, ferozmente e de modo facínora, os bons e benévolos elementos da configuração societal de Modernidade que a Cultura Judaica «Shomer Torá uMitzvot», com a sua prática sagrada, benévola e quotidiana, gera e torna consistente, em qualquer época e em qualquer lugar, aperfeiçoando e melhorando o Mundo. A escatologia humana (direcionada para a Era Messiânica, que ocorrerá, no futuro, em Jerusalém, com a construção do Terceiro Templo)  é a escatologia judaica «Shomer Torá uMitzvot». Não outra.
Nesse aspecto (...mais um aspecto, entre muitos outros...), o Estado português tem um gravíssimo atraso estrutural de séculos e séculos e uma das medidas que o Governo português deve pôr em prática será o ensino obrigatório, nos vários sistemas de ensino e de educação, das 7 Leis Universais / 7 Leis Noahides, enquadradas no sentido puro e originário do Criacionismo Hebraico «Shomer Torá uMitzvot» e nos seus textos essenciais, que a ciência mais avançada confirma, de modo consistente. Seria uma forma de verdadeiro avanço civilizacional e uma das formas verdadeiras de educar, verdadeiramente, os Portugueses, para serem mesmo «Noahides-Observantes» e melhorarem e aperfeiçoarem, a cada milésimo de segundo e em qualquer circunstância, o Mundo envolvente, a partir dos axiomas absolutos e perfeitos do sistema axiológico absoluto e perfeito do Próprio Criador dos Céus e da Terra, Bendito Seja O Seu Nome Sagrado.