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25 de setembro de 2020

O primeiro estádio do Futebol Clube de Arouca foi inaugurado há 49 anos atrás...

O primeiro estádio do Futebol Clube de Arouca, localizado na zona das Costeiras, nas imediações da vila de Arouca e perto de Moldes, foi inaugurado a 26 de Setembro de 1971 (da era comum), com o Futebol Clube do Porto. Faz, nesta altura, 49 anos. O presidente do Futebol Clube do Porto era o banqueiro, empresário e mecenas arouquense Afonso Pinto de Magalhães, presidente honorário do Futebol Clube de Arouca, que também "deu o nome" ao campo de futebol.

Como a Wikipédia descreve, de modo factual e objectivo: "A história do Futebol Clube de Arouca está muito ligada ao Futebol Clube do Porto, tendo sido a filial n.º 40 do Futebol Clube do Porto, o que é também um reflexo e um indicador da forte ligação sócio-económica, que sempre existiu, dos arouquenses com o espaço urbano do Porto, para além da proximidade territorial, visto que a fronteira de São Miguel do Mato (Arouca) com Gondomar dista cerca de 20 km da cidade do Porto.

E estes são e serão os meus dois clubes, para sempre. Que isso fique bem claro e seja conhecido. Só na idade adulta, de modo consciente, é que decidi mesmo ter um clube. Gosto de futebol. E, mais do que nunca e por variadíssimas e ínumeras razões, sou e serei sempre adepto do Futebol Clube do Porto e do Futebol Clube de Arouca. E, no futuro, também pretendo ser sócio destes dois clubes do coração. Que são os clubes dos lugares que mais amo no Mundo: Arouca e o Porto, que são e serão os meus lugares endógenos e naturais de sempre e para sempre, com A Protecção Divina de HaShem, Bendito Seja O Seu Nome Sagrado. No caso específico do Futebol Clube do Porto, é um dos grandes clubes (a nível europeu e a nível mundial) do qual já sou um adepto convicto há cerca de 12 anos, sediado naquela que é, indiscutivelmente, a melhor cidade de Portugal: o Porto, que é, para além da minha querida Arouca natal, a cidade que mais amo no Mundo, a par de Jerusalém - Israel. Para além disso, o azul (que é a cor estrutural do F.C. do Porto e que também está presente na identidade do F.C. de Arouca) sempre foi a minha cor preferida.

Neste pequeno vídeo (cuja versão completa pertence à família 'Pinto de Magalhães'), muito carismático e com forte identidade histórica, pode-se ver a inauguração do primeiro estádio do Futebol Clube de Arouca, ao jogar com o Futebol Clube do Porto, do qual é a filial nº40. Neste pequeno vídeo, uma forte componente identitária de nós, Arouquenses, está bem viva e é, portanto, muito actual:


E é de tal modo assim que, passado 35 anos, em 2006 (da era comum), o novo e actual estádio do Futebol Clube de Arouca, agora localizado na vila de Arouca, também foi inaugurado com a realização de um jogo com o Futebol Clube do Porto. 
De facto, o núcleo identitário de Arouca permanece, ao longo dos tempos, conscientemente ou de modo mais espontâneo...Mas permanece. E ainda bem que permanece. A forte identidade própria é e será, como sempre foi, um dos elementos mais valiosos de Arouca e dos Arouquenses.

8 de setembro de 2020

A Euro-região de Arouca: 'Galiza-Norte de Portugal'

A Euro-região de Arouca é 'Galiza-Norte de Portugal'. E ainda bem que o é. E só podia mesmo sê-lo. Arouca insere-se e enquadra-se, em termos identitários, autóctones e endógenos, na Euro-região 'Galiza-Norte de Portugal', à qual pertence com todo o acerto, que são, na verdade e na realidade, uma nação una e identitária. Os Galegos falam Português e os Nortenhos falam Português, com as devidas cambiantes entre o Português do Norte de Portugal e o Português da Galiza, em termos fonéticos, sintácticos, semânticos, morfológicos, etc. A Língua Portuguesa (que deriva do Galego-Português arcaico, que, por sua vez, deriva da fusão dinâmica e evolutiva do Hebraico edénico e antigo e do Hebraico com o Latim) nasceu neste nosso território endógeno do noroeste da Ibéria, sendo, no presente, uma língua global: o Português é a quarta língua mais falada no Mundo.

Mas a coesão dessa origem identitária, mesmo antes do Português existir, é das mais antigas, senão a mais antiga, da História da Humanidade (não exagero) e tem de ser melhor dinamizada e consolidada, no concerto dinâmico das euro-regiões, à escala continental e à escala planetária. No actual contexto da União Europeia, entre o Norte de Portugal e a Galiza, já não existem fronteiras físicas, mas as fronteiras físicas que existiram no passado, na realidade, eram apenas muito arbitrárias e muito artificiais, porque, entre o Norte de Portugal e a Galiza, o território sempre foi contínuo e coeso em termos endógenos e autóctones: porque são, repito, talvez o mais antigo ou um dos mais antigos territórios identitários da História da Humanidade.
Este território identitário, localizado no muito antigo e milenar Noroeste da Península Ibérica, no presente tem uma superfície total de 51 mil Km2 (Galiza 29.575 e Norte de Portugal 21.284) e tem cerca de 6,4 milhões de habitantes (Galiza 2.796.089 e Norte de Portugal 3.745.439), com uma densidade populacional de 125,8 hab/Km2. O Norte de Portugal tem muito, muito mais que ver com a Galiza do que com o Centro e o Sul de Portugal. E a Galiza tem muito, muito mais que ver com o Norte de Portugal do que com Castela e Leão ou do que com todas as outras comunidades autónomas de Espanha.
As declarações do actual Presidente da Câmara do Porto, numa entrevista concedida ao jornal Voz de Galicia, de que "se sente melhor em Sanxenxo do que no Algarve" e que "El AVE de Oporto es Vigo, y a la vez el aeropuerto de Vigo tiene que ser Oporto", são muitíssimo verdadeiras e fazem todo o sentido e simbolizam e sintetizam, de modo lúcido e subtil, todos esses factos acima descritos. Rui Moreira é, com toda a certeza, um dos líderes que melhor personifica a identidade do Porto e da Região Norte de Portugal. Esperemos que ele e o seu movimento se candidatem a mais um mandato às eleições autárquicas do Porto, que vencerão, de certeza, com A Protecção Divina de HaShem, Bendito Seja O Seu Nome Sagrado, com uma maioria absoluta, clara, inequívoca e consolidada. Isso seria bom para todos os habitantes do Porto e de toda a Região Norte de Portugal. E, terminado esse terceiro mandato, Rui Moreira seria o melhor substituto de Jorge Nuno Pinto da Costa, no cargo da presidência do Futebol Clube do Porto, que é outra personalidade carismática de relevo e outra voz identitária do Porto e do Norte que, como se sabe, entrou, no F.C. do Porto, pela mão do presidente do clube da altura: o arouquense Afonso Pinto de Magalhães, fundador da Sonae, amigo de António de Almeida Brandão, meu saudoso avô. Foi Afonso Pinto de Magalhães quem, estruturalmente, financiou o lançamento e a IIª Série do jornal «Defesa de Arouca» e quem convidou meu avô para ser seu director, que, por sua vez, foi a personalidade real e pragmática que configurou a idiossincrasia identitária deste jornal, no contexto de Arouca, do Porto e da Região Norte: semanário bastante prestigiado, tal como sempre foi reconhecido ao longo das décadas, a partir do qual se alicerça este blogue «Defesa de Arouca».