21 de fevereiro de 2020

A Regionalização é mesmo uma reforma estrutural MUITO URGENTE em Portugal: -a propósito de algumas afirmações irresponsáveis e irracionais do deputado André Ventura

Como já foi referido, várias vezes, neste blogue, a Regionalização de Portugal, nas cinco regiões identificadas, é uma das reformas estruturais mais urgentes que têm de se concretizar, para bem de todos os Portugueses e de todo o território português, para bem de todos os Nortenhos e de toda a Região Norte, para bem de todos os Arouquenses e de todo o território de Arouca.  Porque um dos GRANDES PROBLEMAS do funcionamento de Portugal surge, há bastante tempo, do ultra-centralismo ultra-parasita de Lisboa e arredores, aliado ao facto da actual suposta capital de Portugal não se localizar no núcleo identitário e idiossincrásico de Portugal e dos Portugueses, que é, como sempre foi, o território do Entre-Douro-e-Minho. Ou seja, a capital de Portugal não está localizada, há vários séculos, no sítio certo e adequado. A dita Descentralização anunciada não vai, de modo algum, resolver este GRANDE PROBLEMA. Só mesmo a Regionalização (prevista, outorgada e consagrada pela Constituição da República Portuguesa há cerca de 44 anos) o pode resolver. 
Contudo, infelizmente, em Portugal, há vozes muito irresponsáveis e muito ignorantes, relativamente a este assunto, como é a do deputado André Ventura com o seu partido Chega, que, num debate recente, disse, a certa altura, numa intervenção sobre a Regionalização, que "está-se nas tintas" para o que diga a Constituição sobre o tema"!...Teve, de imediato, como é óbvio, a contestação no Parlamento.
O ultra-centralista André Ventura (deputado com várias afirmações irresponsáveis, irrealistas e demagógicas) é, nesse aspecto, também um reflexo de um dos males que, infelizmente, se verificam, com frequência, em Portugal, nalguns cidadãos e nalgumas instituições, que é o de pensar que as leis do Estado não têm validade, bem como a recusa negligente e arrogante em cumprir as leis do Estado! É um indicador da anarquia irresponsável que, infelizmente, muito afasta Portugal dos países avançados da Europa central. Este André Ventura (que é um político com um percurso incoerente, com o Chega, que é um partido sem coerência ideológica, com elementos irresponsáveis, irracionais e absurdos) afirma que "está-se nas tintas para a Constituição Portuguesa"?! Como é que um deputado eleito pode afirmar isso, em pleno Parlamento, perante a lei fundamental que regula os direitos e deveres dos cidadãos e das instituições em Portugal?!...Irracionalidade. Absurdo. Irresponsabilidade. Atrevimento. Populismo perigoso, num partido com várias ideias perigosas e que esperemos que não aumente a sua representação no futuro, porque a própria Constituição da República Portuguesa, que é uma magna-carta do Estado português, proíbe, e bem, várias das ideias extremistas e irresponsáveis do partido de André Ventura, que pouco trará de bom e de benévolo para Portugal e para os Portugueses. 
Estado subordina-se à Constituição e funda-se na legalidade democrática. A Constituição deve ser sempre norteada pelo sistema axiológico axiomático absoluto dos valores morais noaítas da Torá Sagrada do Criador Absoluto, Infinito e Perfeito dos Céus e da Terra, Bendito Seja O Seu Nome Sagrado. As revisões da Constituição devem sempre ser para a Constituição estar em conformidade com esse sistema axiológico absoluto de origem divina e que se reporta e que se refere à estrutura ontológica e orgânica dos seres humanos. 
Gravura: blogue 'Regionalização'

9 de fevereiro de 2020

As réguas eleitorais

Esta semana li duas notícias que me fazem escrever o texto que agora apresento. Uma de âmbito mais local e relacionada com a construção da variante à estrada nacional 326 em Arouca e outra de âmbito regional/nacional relacionada com as obras de construção da ala pediátrica do Hospital de São João. Em comum têm o facto de serem obras e projectos anunciados com um largo historial de promessas pré e pós-eleitorais sempre adiadas. Neste espaço de opinião de índole mais local focar-me-ei principalmente na primeira, até porque as obras da ala pediátrica apesar de envoltas em muita polémica já arrancaram. As da Variante? Não. Esta tudo na mesma como há 17 anos atrás!!!! 

Passaram já quase 500 dias desde mais um anúncio que aconteceu a 10 de outubro de 2018 “Lançamento da empreitada de construção da nova Ligação Rodoviária do Parque de Negócios de Escariz à A32.” A variante, que agora já só é meia variante, continua a aguardar luz verde para avançar. Desde um concurso sem concorrentes com orçamentos abaixo do fixado pelas entidades responsáveis até outras vicissitudes, a adicionar ao largo lastro de percalços que esta obra arrasta, tudo continua na mesma. As próximas eleições são daqui a cerca de outros 500 dias. Acredito que esta obra em particular, mas também outras em curso, acabará por avançar ou estarem prontas em tempo “conveniente”. Lamento é que seja necessária recorrer a uma régua de desenvolvimento em que as unidades de medida são os períodos pré-eleitorais.  Daqui a alguns meses teremos novo avanço e quem sabe até teremos mesmo as “máquinas na estrada” ali perto das eleições. Será uma coincidência esta e outras inaugurações e a população ficará agradada. Por mim, acho que seria possível fazer mais e mais cedo talvez com uma escala de medição mais imediata: a das necessidades imediatas e justas de todos dos Arouquenses.

Novo artigo da Wikipédia sobre a Variante à EN 326 / Via Estruturante

Há um novo artigo na Wikipédia sobre a Variante à EN 326 / Via Estruturante. Embora seja um artigo pequeno, está bem elaborado. Vale a pena conhecer e ler, aqui:

28 de janeiro de 2020

Verba para passes na AM de Lisboa é superior em 80% à da AM do Porto (área metropolitana e NUTS III onde o concelho de Arouca pertence e se insere)!...

A verba deste ano (de modo análogo àquilo que aconteceu no ano passado) para passes na Área Metropolitana de Lisboa é superior em 80% à da Área Metropolitana do Porto (área metropolitana e NUTS III onde o concelho de Arouca pertence e se insere, sendo servido pelos autocarros da Transdev e da Auto Viação Feirense).
Esta GRANDE INJUSTIÇA do ultra-centralismo ultra-parasita de Lisboa e arredores (sobretudo em relação à Região Nortenão pode mesmo mais continuar. É UMA GRANDE INJUSTIÇAComo refere o editor-executivo do JN: "A Região Norte foi responsável pela diminuição, em quase 50%, do desemprego do país, desde o pico da crise, dando um contributo decisivo para alavancar a economia. Mas na hora de o Poder Central distribuir riqueza, outras latitudes são privilegiadas. E, assim, a regionalização começa, cada vez mais, a fazer sentido."
Para se resolver esta GRANDE INJUSTIÇA do ultra-centralismo ultra-parasita de Lisboa e arredores (onde se discute e onde se decide, todos os anos, o ultra-centralista Orçamento do Estado) tem de se concretizar, portanto, com muita urgência, o processo de Regionalização, prevista e consagrada, desde 1976 (era comum), pela Constituição da República Portuguesa, que é um dos processos mais urgentes e mais necessários a ser concretizados, de vez, em Portugal, para bem de todos os Portugueses e para bem das cinco regiões identificadas. Mas que está a ser, no presente, bastante dificultada pelos próprios actuais governantes eleitos de Portugal (do Poder Central) que, como é óbvio, não estão acima das leis e são eleitos pelos cidadãos de todas as localidades do País. As últimas sondagens realizadas são muito claras: a maioria dos Portugueses é a favor da Regionalização. A Regionalização é um processo (iniciado, portanto, há cerca de 44 anos atrás, com a Constituição da República Portuguesa) que tem mesmo de se concretizar com MUITÍSSIMA URGÊNCIA, de vez, para bem de todo o território português e para bem de todos os Portugueses. Tem de ser uma realidade concreta e funcional em Portugal.

27 de janeiro de 2020

PORTANTO, É AGORA OU PODE SER TARDE DEMAIS. APROVEITE-SE A 2ª REVISÃO DO PLANO DIRETOR MUNICIPAL



É recorrente a temática do envelhecimento da população a nível nacional e ainda mais, e já evidente, do abandono ou desertificação do chamado interior. Arouca não foge à regra e é sabido por todos que a população do Município tem vindo a diminuir. Aliás, e pegando nas palavras de um artigo de Vítor Arouca na passada edição do Jornal Roda Viva, “…perdemos 1 habitante a cada dois dias que passam.” Também na mesma edição,  José Carlos Silva no seu editorial faz referência a municípios que se preocupam com a diminuição da população e que vão dando incentivos aos mais jovens para se fixarem e para terem mais filhos.

Olhando para o Município de Arouca, encontramos os dois problemas. Baixa natalidade e migração dos jovens adultos para os centros urbanos do litoral.

Mas, olhando para a Freguesia de Arouca há um ponto interessante e que deve ser analisado e alvo de reflexão por parte dos técnicos que definem a estratégia populacional do território. Esta foi a única que aumentou a sua população nos censos de 2011, certamente e não só pela população que fixou mas também por aquela que atraiu das freguesias do restante Município. E porquê? Porque certamente ainda é a única zona urbana do Município onde se constrói habitação plurifamiliar que permite aos jovens casais fixarem-se em habitações com menos encargos mensais (mesmo que um dos membros do casal ou mesmo os dois tenha que realizar deslocações diárias para trabalhar). Constata-se que à medida que se constroem edifícios plurifamiliares os mesmos são rapidamente absorvidos pelo mercado e, fundamentalmente, pelos tais jovens casais.

Logo, pode Arouca fazer alguma coisa para além de dar prémios a quem tenha filhos para fixar e incentivar os jovens casais a permanecerem na sua terra? Pode. E está no momento propício para o fazer.

Arouca dispõe das principais infraestruturas básicas que dão comodidade à sua população – educação, saúde e serviços. Claro que a falta da via de ligação continua a ser a eterna pedra na engrenagem de um desenvolvimento sustentável. Espera-se agora mais um troço dentro de dois anos, sensivelmente.

Mas voltando ao porquê de este ser o momento propício. Porque neste momento encontra-se o Plano Diretor Municipal na sua 2ª revisão. Tudo o que nele ficar definido traçará  os destinos do Município em termos territoriais para os próximos 10 a 15 anos. Está na altura de perceber que não tem mal nenhum e poderá mesmo ser uma “salvação” para combater ou atenuar a tal desertificação da própria sede de concelho, aumentar a capacidade construtiva na sua área urbana. A construção de mais um piso. O aumento do índice de construção traz não só o aumento da população como tornaria mais rentável o gasto com o rendimento das infraestruturas municipais, para além de se obter com isso mais impostos ligados ao imobiliário.

Temos que nos lembrar que as populações de uma maneira quase maioritária gostam das “cidades”. Gostam de viver em comunidade. Gostam de ter os espaços de lazer e comércio próximos de si. É nas ruas da Vila de Arouca que vemos pessoas durante todo o dia nos seus passeios, nas suas praças e jardins, caminhando em trabalho ou simplesmente saboreando a apreciando a vida em comunidade. Mas fundamentalmente porque as habitações plurifamiliares em prédios são mais baratas. Mais fáceis de obter para quem está em começo de vida e de constituição familiar.

Portanto, é agora. Aproveite-se a 2ª Revisão do Plano Diretor Municipal. De outra forma, lá para 2035 poderemos novamente alterar o rumo do desenvolvimento mas aí poderá ser tarde demais.


24 de janeiro de 2020



A  Pensar alto. 


Uma bela passeata..


Há dias em que nos apetece dar uma volta. Sem grandes preparativos, sem merendas, sem despedidas, só levando a vontade de descobrir coisas novas e quem sabe descansar mos os olhos de tantas coisas belas que encontramos por aqui, pelas nossas vidas no dia a dia. Vou portanto sugerir um passeio, sem andar muito, sem cansaços como quem vai dar um recado e volta rápido. O começo, sair daqui, da nossa Vila e ir até Ílhavo. Para lá chegar- mos,claro que temos que enfrentar a nossa interioridade medida em curvas e curvinhas mas com um pouco de conversa estamos em Aveiro e valeu o sacrifício. A cidade está cada vez mais bonita, a azáfama dos barcos e das gentes ria acima ria abaixo faz lembrar tempos antigos de quando as salinas eram o sustento, as ruas estão repletas de muitas línguas, de muitas idades, de muitos sacos a tiracolo e olhares espantados. E depois está ali tudo muito juntinho, é só escolher e aproveitar. Mas o tempo é pouco e lá vamos em direção ao mar. Passamos a ponte da barra e aí temos que enfrentar o farol, aquele conhecido que nos dias muito claros se diz avistamos no cume da Freita. Amigo nosso e amigo permanente dos que habitam aqueles mares. Depois, um olho na ria, outro no mar, encontramos à nossa espera na Costa Nova aquelas casinhas que foram construídas de certeza por algum carpinteiro feliz, com as suas riscas coloridas e aquele ar de presépio fora do tempo. Aí fazem nos companhia a olhar para a ria, a ver os barcos, a espreitar por trás de alguns farrapos de névoa que ardilosamente, com muito egoísmo à mistura, tentam esconder tamanho encanto. E lá estamos em Ílhavo. Deparamos com uma obra recente, de arquitetura simples mas moderna, e adequada ao fim da sua construção, um museu marítimo. Lá dentro é deixar andar o tempo e os sonhos. É subir ao bacalhoeiro, navio de muitas águas, e imaginar tempos muito difíceis, de homens de muitas lágrimas de muitos mêdos e de muitas distâncias. Por instantes é lutar com as ondas enormes, ter um arrepio de muita admiração, vê-los acordar ensopados em saudades e comparar com este nosso mundo português tão mais fácil hoje. Percorrer o museu é homenagear em silêncio um trabalho de muitos méritos, com fomes misturadas e pareceu me até ainda ouvir ao longe um grito de raiva para com o mundo e a dureza da vida para alguns.E barcos,muitos barcos muito mar. Já na estrada para a Vagueira, um olhar amigo à ria, e o almoço lá estava. Restaurante simples, com gentes simples, com Caravelas pintadas nas paredes, de muitos peixes tingidos com sabor a Douro, gargalhadas a confundir se com o barulho do mar que se pressentia ao fundo, e parecia zangado, mas no fim era vontade de nos chamar para aqueles momentos de reencontro pois desde Setembro não o víamos.Todos sabemos que o mar é muito culpado da palavra saudades e do que significam. Respiramos com muita força aqueles ares de ventania com muitas espumas a parecerem lágrimas, mas de contentamento, e despedimo- nos. Até breve. Novo rumo em direção a Avanca, já na direção da nossa terra. Ali, perto da fábrica da Nestlé que provavelmente viu nascer, uma casa museu, a casa museu de Egaz Moniz. Transposto o enorme portão foi regressar ao século passado e desfrutar. Homem famoso pelo prémio Nobel recebido, foi ministro, médico e investigador no tempo do Estado Novo, legou nos além das descobertas e estudos médicos, um espólio de objetos, mobílias, pinturas, louças, muitas obras de arte, e não é difícil adivinhar o enorme bom gosto que possuía e a qualidade de vida muito acima da maioria dos Portugueses de então. Uma casa magnífica, uma visita muito enriquecedora a partilha da intimidade de quem faz parte da nossa história. Por fim mais dois passos e Válega ali ao lado mostrou nos a igreja matriz. Região onde a azulejaria foi rainha, a igreja tem nas diferenças tão repletas de simplicidades, a sua beleza. Os mosaicos da fachada tinham ainda um brilho de muitos olhares de autêntico arregalar e a noite que se aproximava muito rápida não nos quis roubar um derradeiro abanar de cabeça, aquele que confirma a satisfação que é tanta, que as palavras poupam se para as rotinas. Dentro do templo a mesma beleza, difícil fazer uma oração a ser contemplado por motivos a explodir de simbolismos e cores. Um recato diferente,um silêncio repleto de bravos. De repente as luzes  acenderam se no seu interior, e aí ficamos felizes, mais felizes, pelo dia que tínhamos passado e pela proximidade do passeio, no nosso Distrito tanto para admirar.Ao regressar, um ultimo olhar iluminado pelos reflexos de um sol, ansioso por perder esta timidez de Inverno e que abraçou no fim do dia os mosaicos da velha igreja com esse brilho tão anormal. O privilégio de ter tais vizinhos é mais um com que nos podemos orgulhar. Já escuro, o regresso fez se a recordar mais uma vez o nosso dia, e um ultimo esforço para nada esquecer e poder sugerir a todos estes belos momentos.
Este passeio descrito pelos meus olhos foi um resumo muito sintético, pincelado com muitas emoções de uma aula de património da Academia Sénior. Os meus colegas de saída mereceram quase todos receberem estas memórias. O nosso Professor está mais uma vez de parabéns.Tudo dito.

Carlos S. Sousa

2 de janeiro de 2020

É óbvio que existem muitos fundos permanentes para o Serviço Nacional de Saúde (SNS)...

Como informa a imprensa nacional, os Portugueses desviaram cerca de 50 mil milhões de euros para offshores entre 2001 e 2016. Repito: 50 mil milhões de euros. Cerca de um quarto (23,9%) do Produto Interno Bruto (PIB) português é desviado para offshores. Portugal é dos países  que mais perde em receita fiscal por causa das transferências para os paraísos fiscais, tendo perdido 1,3 mil milhões de euros entre 2004 e 2016, cerca de 1% do PIB português.
Logótipo: Serviço Nacional de Saúde
Ainda duvidam que o Serviço Nacional de Saúde não é sustentável?!...É perfeitamente sustentável e pode ser sempre excelente. Bastava acabar com essa situação ilegal, criminosa e imoral e canalizar esses fundos para o Serviço Nacional de Saúde, expandindo-o, melhorando-o e tornando-o mais funcional e eficaz, em todos os municípios de Portugal...Em Arouca, no centro de saúde, por exemplo, começaram a existir, e bem, consultas de Medicina Dentária do SNS, que deviam existir em todos os centros de saúde de todos os municípios de Portugal... ... 
O Estado Português tem que criar mecanismos mesmo muito eficazes para acabar, de vez, com essa situação ilegal, criminosa e imoral: a fraude e a evasão fiscal, que são praticadas, sem pejo, por muitos Portugueses sem escrúpulos, que estão a cometer um acto ilegal, criminoso e imoral.   
Guezel גָּזֵל- É uma expressão noaíta, em hebraico, que simboliza e significa que os seres humanos não podem roubar realidades materiais ou realidades imateriais, sendo uma das 7 leis universais noaítas, que são absolutas e que O Criador Uno, Absoluto e Infinito dos Céus e da Terra, Bendito Seja O Seu Nome Sagrado, exige, a todos os seres humanos, que cumpram, impreterivelmente, sem hesitar, em qualquer época e em qualquer lugar.
Educar os Portugueses nos valores noaítas da Torá Sagrada do Criador Absoluto dos Céus e da Terra é também um modo correcto para que muitos Portugueses deixem, de vez, de praticar esse lamentável acto ilegal, criminoso e imoral, que é a fraude e a evasão fiscal, às quais também se associa a existência da economia paralela.
Aumentar a produtividade pode ser um modo para se obter crescimento económico e, assim, obter alguns fundos, mas se acabarem, de vez, em Portugal, com a fraude e a evasão fiscal, bem como com a economia paralela, o Serviço Nacional de Saúde, em Portugal, é sempre sustentável...E tem mesmo de o ser sempre, para bem de todos os Portugueses e para bem de Portugal.

27 de dezembro de 2019

ESTA SEMANA NA HISTÓRIA DE AROUCA (LIV)

1833.XII.26 - Na Casa da Grade e Despacho do Real Mosteiro de Santa Maria de Arouca é aberto, pela última vez, o cofre e pelouro com as justiças para no ano de 1834.

1845.XII.31 - É criada a freguesia de Moldes, por separação da freguesia de Arouca.

1885.XII.25 - José Joaquim Teixeira, mesário da Santa Casa da Misericórdia de Arouca, propõe que se faça um novo cemitério privativo da Santa Casa, em substituição do existente junto à Capela da Misericórdia na Praça de Baixo, no centro da vila.

1936.XII.31 - A freguesia de Várzea que, pelos Censos de 1911, 1920 e 1930, estava anexa à freguesia de Urrô, volta a ser freguesia autónoma. O mesmo sucede com a freguesia de Janarde e Albergaria das Cabras, que no mesmo período estiveram respectivamente anexas às freguesias de Alvarenga e do Burgo.

1941.XII.31 - António de Almeida Brandão, natural e residente na freguesia de Rossas, toma posse como presidente da Câmara Municipal.

1950.XII.26 - A Câmara Municipal comemora o 1º Centenário da morte do ilustre Doutor Coelho da Rocha, que foi da freguesia de S. Miguel do Mato, dando o seu nome à antiga Rua do Corregedor.

1950.XII.28 - O Director Geral do Ministério das Finanças informa que autorizou a instalação provisória da Filarmónica de Arouca numa loja sita na ala poente do Mosteiro de Arouca. Dois dias depois, o responsável pela Secção do Porto discorda desta cedência.

1952.XII.24 - É fundado o Ginásio Club de Arouca. Uma iniciativa de Fernando Calçada, Valdemar Duarte e Joaquim da Rocha Ferreira. Teve a sua primeira sede na Praça Brandão de Vasconcelos, seguindo-se o 2.º Andar da antiga Pensão Ferreira Pinto, com oito salas.

1973.XII.29 - Ernesto Queirós Ribeiro toma posse como presidente da Direcção da Adega Cooperativa de Arouca. Albino Brandão de Sousa Vasconcelos mantém-se como presidente da Mesa da Assembleia Geral.

1976.XII.23 - Dá-se o falecimento de Joaquim Gomes Calçada, com 71 anos, um dos pioneiros dos transportes de passageiros entre a vila de Arouca e a cidade do Porto.

1981.XII.30 - A freguesia de Alvarenga é fustigada por um violento temporal de chuva e vento que destruiu casas, derrubou árvores, postes de electricidade e telefone e, inclusive, as cruzes da igreja matriz.

2003.XII.27 - É inaugurado o Posto de Informação Autárquica na Casa da Cultura, em Cabeçais, freguesia de Fermedo.

20 de dezembro de 2019

ESTA SEMANA NA HISTÓRIA DE AROUCA (LIII)

1513.XII.20 - D. Manuel I, rei de Portugal, por ocasião da reforma geral dos forais, outorga Carta de Foral à vila de Arouca. O foral em vigor até esta data remontava a Abril de 1151, havia sido dado por Dom Afonso Henriques e confirmado em Novembro de 1217 por Dom Afonso II.

1832.XII.17 - Dom Leonardo de Sousa Brandão, natural da freguesia de Várzea, é confirmado Bispo de Pinhel, pela Bula Apostolatus oficium de Gregório XVI.

1840.XII.16 - A Câmara de Arouca dirige um documento à Rainha D. Maria II, pedindo para que o concelho de Arouca seja considerado cabeça de comarca.

1878.XII.16 - É fundada em Arouca uma sociedade com o nome de “Clube Arouquense”, que funciona até 1885, ano em que se dissolve. Em 1948.XII.07 ressurge sob a denominação “Associação dos Amigos de Arouca”.

1968.XII.18 - Alfredo de Queirós Ribeiro Vaz Pinto, natural da Casa do Burgo, toma posse como Ministro de Estado Adjunto do Governo presidido por Marcelo Caetano.

1975.XII.17 - O Povo da freguesia de Campanhã (Porto), presta homenagem póstuma a Maurício Esteves Pereira Pinto, natural da freguesia de Canelas (Arouca), que exercia medicina naquela localidade de Campanhã, desde 1950.

imagem editada de foto do busto descerrado em 1 de Maio de 1977,
na Praça da Corujeira, em Campanhã, Porto
1977.XII.18 - O Grupo Desportivo de Santa Cruz de Alvarenga, em jogo frente ao Romariz, estreia um novo equipamento “à Vasco da Gama”, oferecido pelo conterrâneo Fernando Tavares Mendes, emigrante no Brasil.

1979.XII.16 - Joaquim Brandão de Almeida, natural da freguesia de Várzea, é eleito presidente da Câmara Municipal. Maria Salomé Martingo Serdoura, natural da freguesia de Moldes, é reeleita presidente da Assembleia Municipal.

1980.XII.22 - É adjudicada, à firma «Construtora Niassa, Lda.», a construção da Escola Preparatória de Arouca.

2000.XII.19 - É constituída a Numofreita – Núcleo de Motoristas da Serra da Freita.

2011.XII.20 - Em sequência da adesão do Município de Arouca ao Sistema Multimunicipal de Saneamento do Grande Porto – Simdouro, S.A., em 20.VI.2007, a Câmara Municipal delibera proceder à entrega da exploração do sistema de saneamento em “alta” àquela empresa.

2011.XII.21 - No âmbito da empreitada de Regeneração Urbana do Centro Histórico de Arouca, é colocada a primeira pedra da reimplantação do antigo Portão do Terreiro de Santa Mafalda, que havia sido removido em 1924. Com este, o agora denominado Largo de Santa Mafalda voltou a ficar inacessível ao trânsito automóvel.

14 de dezembro de 2019

ESTA SEMANA NA HISTÓRIA DE AROUCA (LII)

1803.XII.10 - É confirmada a criação da paróquia de Janarde.

1817.XII.15 - Por provisão de D. João VI, rei de Portugal, é extinto o concelho de Vila Meã do Burgo.

1867.XII.10 - O concelho de Arouca passa a pertencer ao distrito do Douro.

1893.XII.14 - O Delegado do Tribunal de Aveiro oficia a Repartição da Fazenda de Arouca pedindo para alojar uma força militar no extinto Mosteiro, de forma a obstar aos vários abusos que vêm sendo perpetrados, nomeadamente pela própria Junta de Paróquia.

1964.XII.14 - Dá-se o falecimento do médico Dr. Ângelo Pereira de Miranda. Foi sepultado no cemitério de sua freguesia natal, em Vila Real.

1966.XII.09 - O padre Domingos de Pinho Brandão, natural da Casa do Outeiro, freguesia de Rossas, é nomeado Bispo de Filaca.

1976.XII.12 - Zeferino Duarte Brandão, da freguesia de Várzea, é eleito presidente da Câmara municipal. Maria Salomé Martingo Serdoura, da freguesia de Moldes, é eleita presidente da Assembleia Municipal.

Foto editada de original publica em "Contributos para o Futuro Arquivo de Arouca"
1993.XII.12 - José Armando de Pinho Oliveira “Zola”, natural da freguesia de Urrô e residente na freguesia de Arouca, é eleito presidente da Câmara Municipal. Joaquim Brandão de Almeida, de Várzea, é reeleito presidente da Assembleia Municipal.

1994.XII.13 - É assinado um acordo entre o Reitor do Seminário Maior do Porto e o Presidente do Centro de Estudos Dom Domingos de Pinho Brandão, pelo qual a biblioteca pessoal de Dom Domingos, legada ao Seminário Maior, transita para Arouca ao cuidado do Centro de Estudos Dom Domingos de Pinho Brandão.

1995.XII.14 - Dá-se o falecimento de Carlos Gounod, da vila de Arouca, director do quinzenário “Jornal de Arouca”.

1999.XII.11 - Realiza-se, frente à Câmara Municipal, uma manifestação a favor da Via Estruturante.

2008.XII.12 - Richard Fortey, um dos mais reputados geocientistas do mundo, publica um artigo sobre o Geoparque de Arouca, que faz capa da revista internacional «Geocientist».

10 de dezembro de 2019

A Pensar Alto. Luzes e luzinhas.

Era eu miúdo e ouvi contar diversas vezes uma pequena história que se reforçava sempre a identificar os intervenientes. Eram nossos, da Vila, e toda a gente os conhecia. E a história era a seguinte: A família era muito pobre, na altura nada de espantar, ou de espantar menos que agora, a mesa era grande porque muitos eram os filhos, mas na hora do repasto pouco havia para lhe colocar em cima. O pai, fazia o que podia e a solução encontrada era que quando se tinha que dividir uma sardinha por vários, e misturar com um pedaço pequeno de broa de milho a fome parecia aumentar e nesse caso o pai, pegava no violão já velho de tantos enganos e todos juntos cantavam para se distraírem e com aqueles cantos coletivos conseguiam enganar até o estômago, peça difícil de enganar como todos sabem. Era uma alegria. Lembrei-me desta historinha agora que o Natal parece vir mais depressa, damos uma voltas e estamos de novo nele, quando me apercebi do frenesim que vai por este país com as iluminações a festejar o mesmo. Apoderou-se das autarquias uma febre e uma vontade de tudo iluminar, são enfeites por todo o lado, árvores, arbustos, portas e portões, janelas e arcos altos e bem visíveis, rotundas e tudo onde se possa dependurar qualquer adereço de brilho. E se há pontes ou rios? Aí então é tanta luz que uns óculos de sol nem destoam. Será que estamos numa situação económica que todos querem ser as novas  Paris, Londres ou Berlim? Será que a energia elétrica entrou no black Friday e não saiu mais? Será que apesar da catástrofe iminente o iva da luz baixou? Todos tem resposta, é tudo investimento. Que seria do País se o turismo nos visse de luzes mais apagadas assim a modos como a entrar em depressão, Ninguém vinha ou confundiam-nos com a Espanha. E o pai Natal de óculos antigos, sem luzes suficientes para se guiar e às tantas ter que andar por aí às apalpadelas e trocar as direções? As crianças iriam ter que brincar com desejos alheios e isso é pouco pedagógico com certeza. Enfrentemos e mostremos a todo o mundo que por cá não se brinca aos Natais. O País é pequeno mas dos que mais impostos paga, nisso é gigante, e é sempre a subir, já nem se inventam explicações, a qualidade de vida melhora para poucos, para o resto é aguentar de cara alegre, a ginástica mensal para pagar as contas todas está a dar-nos uma preparação que se houver jogos olímpicos nesta modalidade, somos campeões e seremos todos recebidos pelo Presidente Marcelo, temos bola agora até com moderníssima tecnologia, os nossos alunos entram no infantário e sabem que daí a serem doutores falta pouco, é sempre a abrir, na tv eles casam e descasam a uma velocidade que até espanta terem decorado o nome uns dos outros, que mais queremos, e já me esquecia as tais luzes e luzinhas por todo o lado, umas piscam outras não mas o encanto das cores encurta as noites e satisfaz os egos, vivo num País cheio de luz. É como na história que comecei por contar, falta-nos uma melhor saúde, agora não há verba para os cuidados continuados, educação, não há verba para auxiliares, qualidade de vida, muita gente sobrevive dificilmente, então cantemos e levantemos os olhos para o colorido dos Natais. Vão ver que tudo passa e ajuda a esquecer. É pena este investimento só poder realizar-se neste período do ano, pouco tempo para tanto brilho. Aquelas luzinhas a piscar são a demonstração da enorme vitalidade e criatividade de muita autarquia e disfarçam as amarguras do ano. Para quê falar do resto, vamos é para casa apagar aquelas lâmpadas que ficaram acesas porque luxos desses… nós é que pagamos as faturas.

Boas festas a todos.

9 de dezembro de 2019

"A magia da cidade do arco-íris"

Comentário ao conto infantojuvenil de Maria de Lurdes Duarte, aquando no seu lançamento a 7 de dezembro, na Biblioteca Municipal de Arouca.

Antes de mais quero agradecer à Prof Maria de Lurdes o convite para falar um pouco dela e do conto infantojuvenil que escreveu, convite esse que aceitei imediatamente e que muito me honra.

Conheço a Maria de Lurdes há relativamente pouco tempo - 10 anos - numa circunstância especial: eu, enquanto mãe, ela, enquanto professora primária que veio a acompanhar a minha filha do 1.º ao 4.º anos.

Costumo dizer que as amizades alimentam-se de empatia, respeito e partilha de interesses e que os amigos verdadeiros têm de se conquistar mutuamente. Apesar de algumas divergências de opiniões, aos poucos, nasceu e cresceu a amizade que nos une e que muito me orgulha.

A Prof. Lurdes é dedicada, exigente, disciplinada, atenta, humana, compreensiva, acessível, boa ouvinte e desafiadora.

Pedagoga na verdadeira aceção da palavra, procura na diversidade dos alunos, orientá-los, ressaltando o que de melhor têm, para que consigam ultrapassar as dificuldades, num jogo perfeito de equilibrismo.

Estou a evidenciar a personalidade da Maria de Lurdes porque estou certa que melhor interpretamos as obras quando melhor conhecemos os seus autores.

De facto, neste conto “a magia da cidade do arco-íris”, encontramos um autor conhecedor, um narrador hábil, que domina a linguagem do quotidiano dos jovens, sem a tornar redutora, que doseia a informação, cativando o leitor ao longo da narrativa, intercalando momentos de descrição com momentos de ação. Dá voz às personagens e interpela o leitor chamando-o a participar ativamente na trama. Utiliza recursos estilísticos variados como a metáfora, o humor, a ironia e a crítica que de forma subtil nos leva a “condenar” alguns vícios da sociedade e a “enaltecer” as boas atitudes por serem mais humanas e altruístas.

Se do ponto de vista da estrutura esta narrativa cumpre totalmente os requisitos literários de construção da narrativa (a nível de personagens, espaço, tempo e ação), também a nível da trama ela respeita a morfologia tradicional do conto, onde uma situação problemática coloca em causa a normalidade e os personagens são postos à prova para ultrapassar o problema e repor a normalidade.

Fazendo a analogia com a “Alegoria da Caverna” de Platão, Maria de Lurdes dá-nos a conhecer dois mundos, de natureza antagónica: um localizado no nível inferior, a Terra, mais especificamente a Vila Velha, perdida nos confins do mundo, sugerindo distanciamento, onde habitam dois irmãos, o Samuel e a Magda, e o outro, situado no nível superior, o Mundo Mágico, mais especificamente a cidade do arco-íris, onde figuram como personagens centrais os irmãos Zé e Carol.

O primeiro mundo, terreno, é descrito como cinzento, onde as pessoas são infelizes, onde existe poluição, onde o Sol é prejudicial e abrasador, onde não há água, onde existe excesso de tecnologia, contraposta com falta de humanidade e de educação, onde as brincadeiras ao ar livre são impossíveis, onde os mais velhos são desconsiderados e onde faltam cor e felicidade.

Em oposição, o Mundo Mágico é o mundo da cor, da felicidade, do respeito, da harmonia, da valorização dos mais velhos e da ausência de doenças e de hospitais.

Como acontece em Platão, na “Alegoria da Caverna”, estes dois mundos são postos a comunicar entre si. Maria de Lurdes, de forma criativa, utiliza o fenómeno do arco-íris para fazer a ponte entre dois mundos e faz depender dele a própria sobrevivência de ambas as dimensões, interdependentes.

O elemento que desencadeia a intersecção entre os dois mundos é o desvanecimento das cores do arco-íris, que coloca em risco todo o ambiente e o Planeta, provocado pelos comportamentos dos homens da Terra.

A normalidade é, assim, ameaçada e são as crianças do Mundo Mágico que tomam para si a responsabilidade de corrigir a situação e salvar os dois mundos, sob olhar atento e confiante dos sábios. As crianças são postas à prova, conquistam aliados, ultrapassam os obstáculos e são recompensadas, em benefício próprio mas também de toda a Humanidade e do Mundo Mágico.

De forma resumida, a mensagem que a autora quer transmitir com este conto é que a sociedade deve repensar e modificar atitudes, modelos, comportamentos, adotando modos de vida mais amigos do ambiente, mais sustentáveis, humanos e solidários, renovando a valorização dos valores, do respeito, da gentileza, da educação e da palavra.

Maria de Lurdes Duarte chama a atenção para o papel das crianças e dos jovens no desenho do futuro, sem que os adultos e idosos se desresponsabilizem, porque todos temos um papel a desempenhar, todos somos úteis e necessários e que se assim acontecer, todos os problemas têm solução e que nos cabe a nós decidir como será o final desta estória, que a autora deixa em aberto.

Para terminar, resta dizer que este livro tem uma bonita mensagem, positiva e de esperança, reivindicativa também, que se destina a leitores de todas as idades e que revela a preocupação da autora enquanto cidadã, pedagoga e mãe.

E não há melhor forma de mover pensamentos e corações do que através da literatura, porque, citando a autora, “os livros são asas que nos transportam até ao infinito”.

5 de dezembro de 2019

ESTA SEMANA NA HISTÓRIA DE AROUCA (LI)

1942.XII.04 A Companhia Mineira do Norte de Portugal, a explorar volfrâmio na região de Arouca, arrenda parte do rés-do-chão do antigo celeiro do Mosteiro para lhe servir de armazém.

1948.XII.07 - Por deliberação dos sócios, o “Clube Arouquense”, fundado em 1878, ressurge sob a denominação “Associação dos Amigos de Arouca”.

1949.XII.01 - A embrionária Escola do «Patronato da Rainha Santa Mafalda», Escola de Costura e Bordados, inicia a sua actividade pela mão do pároco da vila, Padre Adriano de Sousa Moreira.


Foto editada de original publicada em "Contributos para o Futuro Arquivo de Arouca"
1961.XII.08 - É fundada a Associação do Centro Juvenil Salesiano de Arouca.

1975.XII.01 - Entra em funcionamento uma Biblioteca Municipal instalada no antigo edifício dos Paços do Concelho na Praça Brandão de Vasconcelos.

1981.XII.01 - É fundado o Grupo Desportivo “Os Nogueirenses" em Nogueiró, com vista à participação no I Campeonato Popular de Futebol de Seis, organizado pelo Ginásio Club de Arouca.

1981.XII.04 - Um grupo de arouquenses decide implantar em Arouca um Núcleo da Cruz Vermelha Portuguesa.

1983.XII.04 - A Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Arouca inaugura as novas instalações na então denominada Avenida Movimento das Forças Armadas, atual Avenida 25 de Abril.

2003.XII.06 - Realiza-se o primeiro capítulo da Confraria Gastronómica da Raça Arouquesa.

2010.XII.07 - A Câmara Municipal delibera adquirir a Sala de Cinema Globo D’Ouro, por 350.000,00 Euros.

2018.XII.01 - Os Passadiços do Paiva são distinguidos como a Melhor Atração de Turismo de Aventura do Mundo 2018 pelos «World Travel Awards». A gala teve lugar no Pátio de Galé, em Lisboa.

4 de dezembro de 2019

Francisco Sá Carneiro faleceu há 39 anos atrás...

Ontem, ao início da noite, de regresso à minha casa do Porto («a minha cidade de sempre e para sempre» e que é uma continuidade de Arouca e vice-versa, que são e serão «o meu território endógeno e vital de sempre e para sempre»), proveniente de um debate muito oportuno e justo (um debate de Liberdade...) sobre a Descentralização e sobre a Regionalização, que aconteceu no Rivoli, entre o Dr. Rui Moreira e o Dr. Fernando Medina, passei pela Rua da Picaria, onde nasceu e onde viveu o Dr. Francisco Sá Carneiro. A Rua da Picaria localiza-se perto da célebre Padaria Ribeiro, que foi fundada por Arouquenses e é propriedade de Arouquenses...Antes desse debate, lanchei, precisamente, na Padaria Ribeiro.
Foto: Partido Social Democrata

Ao passar pela Rua da Picaria, lembrei-me de Francisco Sá Carneiro e do quanto ele representa para mim e para uma grande parte dos Portugueses, na precisa altura do aniversário do seu falecimento físico, que ocorreu há 39 anos atrás. Eu sempre vivi em Liberdade e em Democracia e escolhi e escolho a Liberdade e a Democracia, não entendendo, porém, a Democracia como um regime político definitivo, vendo-a sempre como sendo susceptível de ser aperfeiçoada, de modo permanente, evitando sempre uma possível deriva perniciosa para regimes totalitários e evitando sempre uma possível deriva perniciosa para a ausência de valores morais no próprio regime livre e democrático. Os valores morais absolutos e axiomáticos são, como sempre foram, os valores morais noahides da Torá. O regime político definitivo será, com toda a certeza, a Monarquia Davídica Messiânica, na Era Messiânica, com os valores sagrados e justos da Torá, que ocorrerá, no futuro, a partir de Jerusalém, para toda a Humanidade.
Foi em Arouca (quando constatei o oportunismo político de alguma gente da Esquerda radical que, de modo hipócrita e imerecido, ocupou cargos políticos em Arouca, em pleno regime democrático…) que me apercebi da importância simbólica e da acção política moderada e responsável de Francisco Sá Carneiro, contextualizados pelo território identitário mais vasto do Porto e da Região Norte de Portugal, que é um território de Liberdade.
Francisco Sá Carneiro representa uma mudança serena e responsável do regime corporativo, ditatorial, totalitário e retrógrado do Estado Novo para a Democracia Parlamentar e Representativa, que evitaria a insanidade totalitária, o oportunismo político hipócrita e ignóbil, a desordem e a ineficácia da Revolução marxista, despoletada, sobretudo, a partir do Sul do País. Francisco Sá Carneiro começou a alicerçar um rumo coerente do Estado português livre e moderno a caminho da Europa, estável, democrático e institucionalizado, para se realizar, em Portugal, aquilo que de melhor tinha e tem a Europa livre e civilizada. Francisco Sá Carneiro representa, em Portugal, o início da construção do «Welfare State» e da «Welfare Society», num regime efectivo e real de Liberdade e sempre guiado pelos valores bíblicos, com a acção política e a prática concreta das reformas, para melhorar a sociedade portuguesa e resolver os seus problemas sociais, de modo eficaz e com justiça social. Francisco Sá Carneiro queria, como órgãos de soberania, o Governo e o Parlamento e não o Conselho da Revolução e a Assembleia do Movimento das Forças Armadas. Francisco Sá Carneiro simboliza e representa o combate contra uma nova e perniciosa ditadura que iria, ainda mais, atrasar Portugal, num período que foi, infelizmente, insane e muito contraproducente para Portugal e para os Portugueses e que nos afastou, infelizmente, ainda mais, do que de melhor têm os países centrais e modernos da Europa.
O «Príncipe Sereníssimo», que muito dialogava, na sua cidade do Porto, em termos políticos, com o Dr. Miguel Veiga e com o Dr. Mário Montalvão Machado, faleceu, em termos físicos, há 39 anos atrás e representa e simboliza a Democracia e a Liberdade: essa Liberdade que o Porto e o Norte possuem de modo congénito e que afirmam e concretizam, de modo permanente, num movimento belo, são e granítico de integridade.

Há que recuperar e pôr em prática o «ideário social-democrata» de Francisco Sá Carneiro (expressão que ele tanto gostava de referir ao Dr. Mário Montalvão Machado), construindo melhor e de modo mais eficaz, em Portugal, o «Welfare State» e a «Welfare Society», sempre guiados pelos valores bíblicos. Esperemos que seja aquilo que Rui Rio queira pôr em prática, já que Rui Rio evoca, com frequência, a social-democracia e Francisco Sá Carneiro... Reforçar, por exemplo, muitíssimo mais e cada vez melhor, o Serviço Nacional de Saúde (SNS)...Porque, infelizmente, o partido que Francisco Sá Carneiro ajudou a fundar afastou-se, várias vezes, ao longo das décadas, do «seu ideário social-democrata», ao pôr em prática políticas irresponsáveis, destruidoras e anti-patrióticas, das quais são tristes exemplos a votação, em 1979, com o CDS, contra a criação do SNS, bem como a intenção de desenvolver um sistema privado de Saúde paralelo ao SNS auferindo de fundos do próprio sistema público para esse fim e, mais recentemente, o lamentável corte (quando governou com o CDS-PP) de 15% do orçamento da Saúde, bem como o voto contra a nova Lei de Bases da Saúde, promulgada pelo Presidente da República!...Essas políticas irresponsáveis, anti-patrióticas e destruidoras não são, de facto, justas nem social-democratas, num país onde existem cerca de dois milhões e meio de pessoas pobres, com classes médias frágeis, nem correspondem à prática concreta do «verdadeiro ideário social-democrata de Francisco Sá Carneiro».