16 de março de 2019

ESTA SEMANA NA HISTÓRIA DE AROUCA (XII)

1249.III.12 - O Papa Inocêncio IV concede a Dona Mafalda Sanches a possibilidade dos seus capelães poderem, por três anos, perceber os frutos eclesiásticos, como se pessoalmente residissem nos mesmos Benefícios.

1792.III.13 - A Mesa da Sagrada Congregação dos Ritos reconhece o culto público a Dona Mafalda Sanches, por confirmação de todos os Cardeais, e manda inscrever o nome da Bem-aventurada no registo dos Santos.

1860.III.11 - A Irmandade dos Clérigos ou Reverendos Sacerdotes de Nossa Senhora da Anunciação do Vale de Arouca, fundada em 1551, é anexada à Misericórdia.

1890.III.15 - O Administrador do Concelho, em nome da Direcção Geral dos Próprios Nacionais, dá posse dos bens da igreja do Mosteiro à Junta de Paróquia de Arouca, à Irmandade da Misericórdia, à Associação Auxiliar da Missão Ultramarina e à Real Irmandade da Rainha Santa Mafalda.

1926.III.13 - A Administração do Concelho de Arouca abre inquérito público relativo ao pedido de concessão pública feito pelo grupo financeiro constituído pela Companhia Geral de Crédito Predial Português e Banco Nacional Ultramarino, para aproveitamento das águas do rio Paiva num troço que afecta as freguesias de Janarde, Alvarenga, Canelas, Covelo de Paivó e Espiunca.

1933.III.11 - A Câmara Municipal de Arouca, usufrutuaria e administradora do Mosteiro e respectiva Cerca, desde 1900, pede autorização superior para ceder o usufruto da Cerca e o uso do Mosteiro à Agência do Porto da Liga dos Combatentes da Grande Guerra, para estabelecimento de um Asilo ara os combatentes inválidos no Mosteiro e um Posto Zootécnico para aperfeiçoamento da Raça Arouquesa na Cerca.

1934.III.16 - A Comissão Executiva da União Nacional informa a Comissão Concelhia de Arouca que recomendou a quem de Direito, com interesse, a cedência do Mosteiro e respectiva Cerca à Liga dos Combatentes da Grande Guerra.

1960.III.13 - A Santa Casa da Misericórdia inaugura um novo e modelar hospital, construído a expensas do Estado e do Povo Arouquense.

1968.III.13 - É constituída a sociedade «Táxis Saavedra, Limitada», com sede na vila de Arouca, destinada à exploração da indústria de transporte automóvel em regime de aluguer.

1974.III.13 - Dá-se o falecimento do médico Manuel Teixeira de Brito, que durante muitos anos esteve ao serviço da população de Alvarenga.

2008.III.14 - A Delegação Regional da Cultura do Norte, lança o Concurso para a concessão de um Estabelecimento Hoteleiro na "Ala Sul" do Mosteiro de Arouca.

2009.III.15 - São inauguradas as Instalações de Apoio ao Parque de Jogos e Lazer de Sinja, na freguesia de Rossas.

13 de março de 2019

O ÚLTIMO CAPITÃO

Dito filho de mãe solteira e pai incógnito, corria-lhe nas veias, no entanto, sangue do mais nobre e privilegiado do vale de Arouca, em que, contudo, não se viu legitimado, senão pelas patentes militares em que se viu investido.
Com efeito, no auge da juventude, quando os namoros lhe deveriam preencher os dias, viu-se reclamado às fileiras militares. A ameaçadora ambição de Napoleão precipitou a criação e reorganização das Ordenanças e Milícias locais, que o catapultaram para a dianteira dos pelotões, em que actuou numa vertiginosa ascensão de posto, cujo topo atingiu já às portas das contendas entre absolutistas e liberais, que o haveriam de dividir enquanto civil e militar.
Viveu no tempo em que o Liberalismo se impôs sobre o Antigo Regime, com promessas de liberdade, igualdade e fraternidade, e sobreviveu a todos os mais destacados oficiais de Arouca, deles podendo dizer-se o último.
Do ponto de vista amoroso, os seus relacionamentos foram tão fugazes e discretos que não se lhe refinaram o trato e os modos. Quando se lhe desfez o contingente e se viu desamparado, achou-se, no entanto, já velho para casar e assumir filhos, do que se terá arrependido progressivamente, ainda a tempo de recuperar da roda dos enjeitados a sua Rosa, que reconheceu e dotou para casar, fazendo-a sua herdeira, para sustento da respectiva prole e continuidade da casa.
Já no crepúsculo da vida sentiu-se acometido de enfermidade que lhe ameaçou a vista e o fez apelar às graças dos céus e murmurar sentimentos e desejos que a vida lhe reprimiu.
Num fôlego quão sofrido e desesperado como divertido, manifestou por sua última vontade pretender ser sepultado no adro da igreja, à entrada da porta lateral, virada à sua casa da Comenda, de maneira a ficar a ver as pernas às cachopas da Cavada. Vontade que se cumpriu!
O período em que viveu foi dos mais controversos e, por isso, mais ricos períodos da história do continente europeu e do reino português, com impactos e mudanças significativas no modo de vida e organização das sociedades locais, que vale a pena revisitar para melhor entendimento dos factos que alicerçaram o tempo em que vivemos.

Esta é a sinopse do meu mais recente trabalho de investigação histórica e genealógica, a que dei o título "O ÚLTIMO CAPITÃO DE ORDENANÇAS E MILÍCIAS DE AROUCA E A TRANSIÇÃO DO ANTIGO REGIME PARA O LIBERALISMO". Começou por ser apenas uma investigação (como tantas outras que por hobby tenho feito), mas sobre o último capitão de Rossas, e era para ser um romance histórico... Porém, fugiu-me para além do último capitão e dos limites de Rossas e só por breves e esparsas passagens deixei que se diluíssem e expandissem os factos, sustentados por mais de oitocentas notas de roda-pé.

Afirmar este como o último capitão, implicou pesquisar e saber sobre a maior parte dos mais destacados oficiais locais, pelo que este trabalho é também uma boa resenha sobre as ordenanças e milícias de Arouca e dos seus protagonistas, desde 1580.

A páginas tantas - reconheço - "perdi mesmo o capitão por algum tempo...”, - cerca de 15 anos - e cheguei a temer tê-lo feito inconscientemente. Mas, não. Mais do que organizar a história do protagonista em torno do qual faço girar os factos, foi-me irresistível neles circunstanciar a história dos acontecimentos do tempo em que aquele viveu e que vieram a alicerçar a organização político-social do tempo em que vivemos.

Há, com efeito, no período em estudo (de 1791 a 1873), factos e acontecimentos da história local arouquense que se enquadram em factos e acontecimentos da história nacional, cujo enquadramento me parece oportuno e de que não quis abdicar. A história das Invasões Napoleónicas e/ou das Lutas Liberais está mais do que estudada e sistematizada. E a transição do Antigo Regime para o Liberalismo também. No entanto, como se verificará, não estão estudados muitos dos factos e acontecimentos locais de Arouca nem evidenciados alguns dos seus protagonistas, que se relacionam com essa história. É verdade que sem relevância para a história nacional, mas com muita importância para a nossa história local.

Ainda não tem data prevista nem apoios reunidos para publicação. Para já, como outros, fica-se pela edição policopiada, de 140 páginas, formato A4, que já anda por aí a pedido de vários interessados, nomeadamente, conterrâneos, descendentes e familiares de Feliciano António Ferreira de Vasconcelos - o último capitão.

12 de março de 2019

Os nossos poetas populares

   Diz-se de Portugal que é país de poetas. Sê-lo-á. Certo é que Fernando Pessoa, celebrado por muitos como o maior dos nossos poetas (e que, segundo consta, tem raízes em Arouca), escreveu um conjunto de “quadras ao gosto popular”.
   O pulsar literário em geral e poético em particular sempre existiu entre os nossos. Na nossa Arouca em que cresci habituei-me a ouvir e ler hinos, quadras populares, cantigas ao desafio, compostas por vizinhos com pouca instrução, mas com veia poética. Bom, a qualidade dessas composições, do ponto de vista do seu valor literário, é muito baixa. Mas de todo não é isso que me interessa. Interessam-me a espontaneidade, a autenticidade, a coragem destes compositores e o que aprendo nas entrelinhas e nos erros ortográficos destas composições.
   Embora ande por longe, vieram-me parar há dias às mãos, numas fotocópias, um conjunto de 42 quadras da autoria de Ramiro Gomes, arouquense radicado em São João da Madeira. Pelo teor das quadras e do texto que as enquadra, dirigido à Rádio Regional de Arouca, creio não violar com estas menções a intimidade do autor nem os seus direitos. Estes textos estão datados de agosto de 2007 quando o autor teria “a bonita idade de 87 anos”. No texto de enquadramento o autor refere “… resolvi fazer umas quadras todas elas feitas da minha autoria sobre a Vila de Arouca, seu concelho, freguesias e lugares onde se pode ver e encontrar coisas muito bonitas e importantes de grande valor para o nosso concelho de Arouca, assim como as suas serras, as suas capelas e santos que existem neste nosso concelho.”
   Agora que estamos a poucos dias do dia mundial da poesia, vivam os nossos poetas!
   E, porque não, um projeto de recolha da poesia popular de Arouca?

A Pensar Alto... A Estrada 225. Lutemos pela sua requalificação.

Requalificar uma estrada no interior, não é só tirar curvas, esconder retas e apagar buracos, é trazer de volta, na maior parte dos casos, a esperança em dias futuros mais risonhos, em dias que acreditamos irão ser de mais progresso. É acreditar de novo que todos os Portugueses merecem as mesmas oportunidades e têm direito a elas.
É considerada por muitos uma espécie de porta dos fundos, outros nem se lembram que existe. E é pena. A estrada 225 que vai de Alvarenga até a um dos nossos vizinhos, Castro Daire, merecia ser olhada de outra maneira. Há muitos anos já que a nossa fixação é olhar para o litoral. Queremos a variante para o Litoral, queremos sair para o mar e sem querer, só por que a isso somos obrigados, porque lá encontramos tudo, esquecemos que somos também cúmplices na desertificação do nosso interior e vivemos praticamente de costas voltadas para aquelas bandas. Temos a estrada para S. Pedro do Sul que por ter nascido tarde, seria só por isso???, não conseguiu atingir os fins que tamanha obra merecia, temos a estrada ou melhor as estrada para Castelo de Paiva  que pararam em tempos distantes, e vivemos assim afunilados com as entradas e saídas que nos levam a todo o lado, sempre na mesma direção, o litoral.
Comecei a frequentar a 225 há muitos anos, por razões de trabalho, e apesar de tudo via por lá movimento, gentes e trabalhos, escolas e empregos, mas aos poucos foi definhando e nem estar sobranceira ao Paiva lhe valeu. Sim, porque é muito próximo desta estrada que corre o Rio Paiva que se deixa desnudar agora ali para os lados de Alvarenga e tanta notoriedade nos tem dado. Mas desde Alvarenga até Castro Daire, podemos descobrir lhe praias fluviais discretas e com muita daquela beleza que tem cheiros de pinhais, flores, e uma água em que apetece deitar e tentar impedir que continue a correr para longe. É graças a essa estrada que o podemos acompanhar e mostrar ao mesmo tempo o quanto gostamos das nossas terras, sejam elas perto ou longe do oceano. Mas quem a fôr percorrendo, por entre as curvas, os buracos e os perigos imensos de uma estrada antiga encontra ainda muito património a merecer visita, muitas paisagens das que não se esquecem com facilidade, pequenas ribeiras com aquele cantar que nos faz suspirar fundo, aldeias completamente desertas só com as memórias e as casas de pedra sem chaves nem ruídos, muitos pastores que se deixam escorregar da enorme e bela montanha que a traz a tiracolo, as escolas primárias e as velhas igrejas, que lá estão a testemunhar as mudanças, mas não querem abandonar os lugares, e encontra se ainda muita gente, gente que merece ser olhada com a dignidade de quem quer morrer onde gosta de viver e muita dela nasceu, viu nascer os filhos, enterrou os mais velhos, e ganhou o sustento. Gente com esperança, a esperança que vai faltando noutros locais. As raízes não são fáceis de arrancar, pelo contrário ganham forças com as dificuldades. E muitos sonham que um dia se olhe para o interior e se lhe dê o valor respetivo. E a estrada é muito importante para que não morra a esperança nem desapareça o sonho. Por isso lutemos. Nós os de Arouca, que gostamos de mar mas também das serras, nós os de Arouca que acreditamos não se deve abandonar o interior nem a natureza, nós os que acreditamos ingenuamente se pode viver sem ter que ir a correr para a cidade mais próxima, nós que acreditamos que o nosso País deve recuperar o equilíbrio, lutemos para que se requalifique esta estrada. Os amigos vêm se nos apertos e temos por lá espalhados  imensos  amigos e gente da nossa e como nós. E ficaremos até beneficiados com uma nova porta que nos pode levar com facilidade a muitos locais, a muitos negócios e a muito mais equilíbrio pelas ligações que permite. Afinal é uma entrada que serve Alvarenga e os seus lugares, é via de acesso para os Passadiços e para a nova ponte, e só por isso significa muito para Arouca. A nossa autarquia deve pressionar e transmitir as importâncias de tal obra e os autarcas de Alvarenga que só tem a ganhar com um acesso mais condigno para as suas gentes e os seus lugares, devem lutar até ao esgotamento por esta obra. Pela obra que se realizou até hoje, a Arouca não nos basta a Variante, queremos também estar com um pé no interior, queremos olhar para a frente e também para trás. Fica o pedido, justo e mil vezes repetido, requalifiquem a 225, ou coloquem um letreiro a indicar futuro deserto, e ficarão as lembranças.

10 de março de 2019

Sobre o percurso GR 28 - 'Por Montes e Vales de Arouca'

Grande parte dos núcleos familiares e dos edifícios de Arouca estão localizados nas zonas férteis de vale, de meia-encosta e nos planaltos férteis do território. A Vila de Arouca localiza-se num vale de grande dimensão (no Vale do rio Arda, que é um dos principais afluentes do rio Douro) e não na Serra da Freita. As 'zonas de serra' de Arouca sempre foram exíguas em habitantes. Contudo, as 'zonas de serra', das quais se destacam as de uma grande parte da Serra da Freita, as de uma parte da Serra da Arada (componentes do Maciço da Gralheira) e as de uma parte da Serra de Montemuro, são áreas importantes, em muitos e variados aspectos, ainda para valorizar mais e melhor.
Percurso GR 28: “Por Montes e Vales de Arouca”
O etnógrafo arouquense Albano Ferreira, detentor de uma visão prospectiva muito lúcida sobre Arouca, nas páginas da «Defesa», na década de 50 do século XX, referia o seguinte, ao realçar a beleza da Serra da Freita: “  A Freita tem condições especialíssimas para se desenvolver e se valorizar, a primeira das quais por estar a dois passos do Porto e, depois, por ser a serra mais alta, mais acidentada e, ao mesmo tempo, com mais planaltos e bonita ao alcance de mão. Condição fundamental é, sem dúvida, uma boa estrada de acesso, já, de resto, aberta, mas que preciso é melhorá-la e 'macadamanisá-la.'  "(Albano Ferreira, "Aquela Serra", jornal «Defesa de Arouca» nº36, 31-03-1956, p.2). E já presente nesse texto, um texto já com 63 anos, está descrito um dos problemas estruturais de Arouca que se manteve, infelizmente, até à contemporaneidade e que são os seus maus acessos, num município nortenho que está apenas a «dois passos do Porto», para parafrasear a expressão figurativa do insigne etnógrafo arouquense. E, de facto, transpondo essa expressão figurativa de sentido lato para uma situação concreta, o melhor modo, na actualidade, para percorrer e conhecer, convenientemente, uma parte considerável das 'zonas de serra' de Arouca é mesmo a pé, a caminhar, a passo...A iniciativa próxima da Câmara Municipal de Arouca, no início da belíssima estação da Primavera,  de relançar um percurso pedestre de 85 quilómetros, o percurso GR 28: “Por Montes e Vales de Arouca”, é uma das formas acertadas e saudáveis de valorizar o território de Arouca e um dos melhores modos para conhecer, de perto, a passo, esses quatro tipos genéricos de 'zonas territoriais' de Arouca: os vales, as meias-encostas, os planaltos e as serras.

9 de março de 2019

Desmistifique-se a "Variante"


A "Variante", que é da mais elementar justiça que se construa, e que faz parte dos maiores anseios de todos os arouquenses, desde há várias décadas, mais uma vez parece parada na encruzilhada de promessas políticas que, aparentando maior ou menor credibilidade, sempre fizeram acreditar que um dia a sua construção se iria iniciar.

Um dia que, outra vez, tarda em chegar.

Aferir a responsabilidade desta situação, é algo que deixo aos políticos e à sua retórica populista e de sofismos rebuscados. Em particular aos políticos nacionais que, ao longo dos sucessivos governos, onde todos os actuais partidos com assento parlamentar tiveram responsabilidades (não se escapa ninguém, portanto), prometeram, nos olhos dos arouquenses, que a obra seria para realizar.

Avaliar a actual dinâmica territorial de Arouca, mesmo sem “Variante”, é algo que julgo que cada um de nós pode fazer.

Por motivos profissionais, este ano encontro-me a trabalhar em Castro Verde, no Baixo Alentejo. Ano passado trabalhei em Trancoso, na Beira Alta.

Refiro-me a estes dois municípios, em concreto, porque, para além de terem uma área territorial próxima à de Arouca, sofrem igualmente de um conjunto de questões associadas à interioridade. Mas, acima de tudo, expõem exactamente aquilo que penso relativamente às alterações que a rede viária pode induzir num dado território, ou não.

Estes dois municípios são servidos por excelentes vias de comunicação rodoviária.

Castro Verde localiza-se a 5 minutos, de carro, da A2. Está encostada ao IP2. Pelo centro da vila, passa a N2, que liga Faro a Chaves (considerada, por muitos, uma das estradas mais bonitas do mundo). Tem, por isso, todas as condições para um desenvolvimento territorial exemplar. Todavia, não é isso que acontece. Aqui, as excelentes infraestruturas rodoviárias que permitem um rápido acesso ao centro da vila são as mesmas que permitem uma saída igualmente veloz. E isso acontece, porque não existem dinâmicas internas, sejam económicas, turísticas ou sociais, capazes de segurar as pessoas. A título de exemplo, posso referir que, apesar do elevado número de turistas que passa pelo centro da vila de Castro Verde, percorrendo a N2, nenhum fica mais tempo do que o necessário para tomar o café.

Regularmente, em conversas com habitantes desta vila, quando inicio uma frase com “aqui há…”, logo sou interrompido, respondendo-me “aqui não há nada, nem vale a pena continuar a pergunta”. Os próprios Castro Verdenses reconhecem a falta de dinâmica do seu território, e não estranham, por isso, a pacatez e solidão a que estão designados.

Poderia acrescentar, aqui, a falta de saneamento, o envelhecimento das condutas de água, que origina rebentamentos constantes e cortes de abastecimento, a rede eléctrica também envelhecida, o mobiliário urbano gasto e abandonado. Tudo aspectos que me fazem lembrar Arouca da década de 80 e me levam a pensar no quanto o nosso concelho já evoluiu e como, muitas vezes, precisamos de sair de Arouca para percebermos como estamos bem.

Trancoso, é uma vila igualmente muito bem servida por infraestruturas rodoviárias. Está a 10 minutos de carro da A25. Está, tal como acontece com Castro Verde, encostada ao IP2. Teria, por isso, todas as condições para um desenvolvimento territorial exemplar. Mais uma vez, não é isso que acontece e, para não maçar o caro leitor, limito-me a referir que, também aqui é notória a falta de dinâmicas territoriais internas, levando a que esta vila, com um enorme potencial turístico, esteja destinada à mesma pacatez, solidão e isolamento que encontro em Castro Verde.

Arouca, apesar de todas as dificuldades impostas por uma estrutura rodoviária que lhe dificulta o encontro de novos caminhos de desenvolvimento, tem sabido lutar contra a resignação e, mesmo com as sucessivas faltas de palavra de sucessivos governantes que por cá passaram, tem procurado criar novas dinâmicas, que lhe permitam oferecer uma boa qualidade de vida a todos quantos a habitam e visitam. Independentemente da “Variante” estar a ser construída ou não.

Claro que não está tudo feito. Nunca se pode dizer o tal. Nunca nada está totalmente feito.

É minha opinião, contudo, que não é a “Variante” o elemento central no desenvolvimento, passado e futuro, de Arouca. São as pessoas. São as dinâmicas que os arouquenses criam e que estão habituados a criar. Em nada somos inferiores a muitos municípios com características idênticas ao nosso e mais bem servidos em termos rodoviários, bem pelo contrário.

Desmistifique-se a “Variante”.

Notícias de última hora da imprensa arouquense: Concurso da Variante sem propostas válidas

Por favor, ler, aqui, a notícia «««.

Isto chegou mesmo ao limite dos limites do absurdo: a (não) conclusão da Variante à EN326!...Assim, "mais do que nunca, os Arouquenses e várias instituições fundamentais de Arouca, da Área Metropolitana do Porto e da Região Norte têm que congregar, de modo muitíssimo mais intenso e reivindicativo, os seus esforços e as suas vontades para que, finalmente, se conclua uma estrada a que os Arouquenses têm direito e que já, há muito tempo, deveria estar concluída."
E, como é óbvio, o Orçamento do Estado terá, certamente, uma pequeníssima percentagem de fundos para concluir, integralmente, esta estrada tão necessária para Arouca. Parece ser mesmo tudo uma questão de 'vontade política', de 'ideologias políticas' e de 'prioridades políticas'. A esse propósito, que se leiam as últimas notícias sobre essa problemática no Orçamento do Estado, aqui...

ESTA SEMANA NA HISTÓRIA DE AROUCA (XI)

1719.III.08 - O Juiz Ordinário António Quaresma Duarte regista uma provisão do Rei D. João V, autorizando a realização de uma feira em Arouca todos os dias 23 de cada mês.

1737.III.08 - Por Breve de Sua Santidade o Papa Clemente XII, foram as monjas de Arouca autorizadas a mudar novamente a matriz do seu Convento para a capela de São Bartolomeu e a mudar o orago da paróquia de São Pedro para São Bartolomeu.

1926.III.05 - A Câmara dos Deputados aprova a desanexação das freguesias de Várzea e Urrô, que voltam assim a constituir paróquias distintas.

1977.III.05 - É constituída a Associação Cultural e Recreativa de Fermedo, com sede no lugar de Cabeçais.

1978.III.04 - Antero Brandão de Almeida, natural de Socorrais, freguesia de Várzea, toma posse como 1.º Comandante dos Bombeiros Voluntários de Arouca.

1979.III.08 - É constituída a associação Arouca São Paulo Clube (Brasil). Foi seu fundador, primeiro associado e primeiro presidente José Soares Ferreira.

1986.III.04 - É constituída a associação ARDA - Associação Recreativa e Cultural de Arouca. Foi seu primeiro presidente Valdemar Alves Leite Duarte.

1986.III.08 - A ADPA - Associação de Defesa do Património Arouquense, então denominada Associação de Defesa da Cultura Arouquense, passa a ter a sua sede na parte poente do 2.º piso da Ala Sul do Mosteiro.

1990.III.04 - A AICIA - Associação para a Integração das Crianças Inadaptadas de Arouca é reconhecida como Instituição Particular de Solidariedade Social.

1992.III.07 - É inaugurado o busto de D. Domingos de Pinho Brandão (1920-1988), oferecido a Arouca pela Fundação Eng.º António de Almeida, colocado no topo poente da Alameda central de Arouca, que passou a denominar-se Alameda D. Domingos de Pinho Brandão.

2001.III.07 - É estabelecida a geminação entre a vila de Arouca e a cidade de Santos (Brasil).

2004.III.05 - É inaugurado o troço Arouca-Nogueiró, da projectada futura Via Estruturante Arouca-Feira.

6 de março de 2019

Pela requalificação da EN 225 entre Arouca e Castro Daire

No passado dia 14 de Fevereiro, o PCP (Partido Comunista Português) apresentou na Assembleia da República uma proposta para a requalificação, com carácter de urgência, do troço da EN225 entre Arouca e Castro Daire, apontando como justificações para a requalificação desse troço de 35Km, as deficiências graves, como a degradação do pavimento, a elevada sinuosidade, a largura insuficiente e a falta de rails de proteção. Proposta que me parece muito oportuna e merecedora de apoio.

Imagem: CDU Arouca
O Projecto de Resolução (que pode ser lido aqui), sustenta, entre outros aspectos, o facto da Estrada Nacional 225 (EN225) ser a principal ligação entre Castro Daire, no Distrito de Viseu, e Arouca, no Distrito de Aveiro. Sendo que, no seu traçado para poente, serve ainda as populações residentes nos concelhos de Castelo de Paiva e Cinfães, e, para nascente, o concelho de Vila Nova de Paiva. E, por falta de alternativa, esta via reveste-se de grande importância para todas essas localidades, sendo vital para o desenvolvimento económico da região e para o país, a que acresce a importância acrescida com a procura dos Passadiços do Paiva, que é hoje uma das principais atracções turísticas da região.

Mas é também a única via complementar e alternativa à Estrada Nacional 321 (EN321), que atravessa o maciço central da Serra de Montemuro, estrada que pela sua inserção geográfica, em dias de queda de neve encerra ao tráfego.

A exposição de motivos do Projecto de Resolução apresentado pelo PCP, sustenta ainda que o estado de degradação desse troço da EN225 é tal, que necessita de requalificação integral, não se compadecendo com pequenas obras de reparação da estrada. Que a requalificação da ligação de Castro Daire a Arouca é indispensável a quebrar o isolamento actual das populações da Serra de Montemuro e da Freita, comportando uma valorização real desta região do interior, funcionando como incentivo à fixação da população nas localidades em acentuado estado de desertificação, ao investimento agroflorestal, nas energias renováveis, na agropecuária (Raça Arouquesa), na pastorícia (gado caprino) e num incremento ao desenvolvimento turístico, potenciado pelas ímpares paisagens serranas e pelo cenário do Vale do Paiva.

5 de março de 2019

Clarificação adicional a propósito das cinco regiões...

Em relação ao meu último texto, cumpre-me esclarecer o seguinte: como é óbvio, dentro dessas cinco regiões, há sub-divisões identitárias. No entanto, consideradas, em termos gerais, a nível macro, no contexto do território nacional, essas cinco regiões constituem, cada uma, uma unidade identitária real, com validade ontológica e com coesão identitária, autóctone e endógena. Seria contraproducente, no processo de Regionalização, sub-dividir essas cinco regiões.
Entre o Entre-Douro-e-Minho e Trás-os-Montes e Alto Douro, há algumas nuances e diferenças idiossincrásicas, mas estão mais próximos entre si do que da identidade idiossincrásica da Região Centro ou das outras regiões. A Região Norte de Portugal tem uma forte influência da Região Hidrográfica do rio Douro, quer da sua margem norte, quer da sua margem sul, desde a Foz do Douro até à fronteira fluvial do rio Douro, entre Portugal e Espanha. A Região Norte tem muita coesão identitária, se considerada numa escala macro, no contexto do território português. É uma região bem distinta da Região Centro e das outras regiões, etc.

Não seria nada bom, para Portugal, fazer mais divisões, no processo de Regionalização, porque, por exemplo, caso sub-dividissem a Região Norte, isso faria com que Lisboa e Vale do Tejo passasse a ser a região mais populosa e radicalizaria o ultra-centralismo de Lisboa e arredores, etc. Desse modo, a Regionalização seria, logo, um fracasso, desde o seu início. 
Essas cinco regiões são mesmo o caminho certo para a Regionalização, que é um processo inevitável e consagrado em termos constitucionais. É um processo que é bom para todo o país. A Regionalização é muito urgente e muito necessária, para acabar, de vez, com o secular ultra-centralismo e ultra-parasitismo de Lisboa e arredores, sobretudo em relação à Região Norte. Esse ultra-centralismo e ultra-parasitismo de Lisboa é um dos GRANDES PROBLEMAS de Portugal que tem de ser resolvido, de vez.
A região em que Lisboa é a cidade central não se deveria chamar 'Lisboa e Vale do Tejo' (porque é uma designação que privilegia, logo, Lisboa, apresentando-a, de imediato, com protagonismo), mas, antes, região da Estremadura (que, no passado, incorporava também o Ribatejo), nomeando-se, assim, como região da Estremadura, de um modo similar ao modo como são nomeadas as outras quatro regiões identitárias, ao herdarem também uma designação histórica. 
Para além disso, outro dos problemas do Estado português, há muito tempo, é o facto da sua suposta capital não ser onde essa nação surgiu. E a nação de Portugal surgiu, como se sabe, no Entre-Douro-e-Minho. A capital de um país deve ser uma expressão viva e dinâmica do que de melhor e de benévolo tem o 'core' identitário onde nasceu essa nação e de onde se formou esse Estado. Muitos países, ao longo dos séculos, mudaram a sua capital, quando a capital funcionava mal. A actual capital de Portugal, Lisboa, funciona muito mal (com o seu ultra-pernicioso ultra-centralismo ultra-parasita) para o país como um todo e está localizada num antigo território berbere-mouro, conquistado, no passado, pelos nobres portugueses do Entre-Douro-e-Minho, fundadores de Portugal e do antigo Império Português. 
A capital de Portugal deveria ser ou em Guimarães ou no Porto. 

E Arouca pertence, como sempre pertenceu, ao Entre-Douro-e-Minho e à Região Norte, que é onde Arouca se enquadra e se insere, em termos identitários, autóctones e endógenos.

4 de março de 2019

Em busca do tempo perdido

Como muitos dos "abecs" arouquenses, Arouca ocupa apenas 1/12° da minha vida. Fisicamente.
No entanto, como para muitos dos meus congéneres os 11/12° restantes são intimamente ligados ao 1/12° passado em Arouca. 1/12° para matar saudades e 11/12° a manter viva essa mesma saudade. É o sinal de um apego forte a esta terra. Falo de terra propositadamente porque falo de raízes fortemente ancoradas em nós. Falamos um português rudimentar e nem sempre nos sentimos no «nosso» lugar e no entanto...

No entanto, voltamos todos os anos. Fazemos a nossa transumância. Somos ardentes defensores de algo que dominamos apenas parcialmente. De tanto querer matar a saudade, acabamos por fortalecê-la paradoxalmente.

Temos uma visão idealizada de Arouca. Uma visão distorcida pelo prisma das férias. Uma Arouca do lazer. É uma característica comum a muitos dos "abecs" de Portugal.
A minha experiência de "abec" arouquense faz-me dizer que temos, no entanto, um suplemento de alma. Quantas vezes vi outros abecs defender o seu pedaço de terra e ser rapidamente desamparados face ao orgulho dos "abecs" arouquenses. Pois é…

Temos a sensação de sermos de um lugar de onde, mais do que em qualquer outro lugar, exala uma energia particular. Um cantinho pequeno do mundo mas com muito caráter. Um lugar onde o orgulho de dizer de onde somos permanece sempre forte. Somos todos um pouco chauvinistas

É ai que foram forjadas as nossas mais belas memórias, Sejamos de França, da Suíça ou de outro lugar, corremos teimosamente atràs do tempo perdido. Atrás da nossa «Madeleine de Proust». A procura daqueles raros momentos que escapam ao espaço-tempo. Momentos em que comungamos com as nossas raízes. É um fenómeno profundamente poderoso. Uma segunda respiração. Aproveitar momentos que somente durarão breves instantes mas que indelevelmente ficarão em nós.

1/12° a matar a saudade e 11/12° a manter viva essa mesma saudade. Em busca do tempo perdido.

Regionalização: o caminho certo é o das cinco regiões...

O presidente da câmara municipal do Porto referiu, recentemente, mais uma vez, a premência em se efectivar o processo de Regionalização. E tem toda a razão. É mesmo uma das reformas estruturais mais necessárias e urgentes, em Portugal, para bem de todos os Portugueses. Informou também que, no presente, é pacífica a opção "natural" pelo mapa das cinco regiões de Portugal continental. O que é uma boa notícia também. Porque o mapa das cinco regiões (dos que foram apresentados e propostos) é o único que respeita os elementos autóctones e endógenos do território português. Essas cinco regiões são a Região Norte (capital: Porto), a Região Centro (capital: Coimbra), Lisboa e Vale do Tejo (capital: Lisboa), Alentejo (capital: Évora) e Algarve (capital: Faro). 
O mapa das cinco regiões de Portugal, dos mapas foram apresentados e propostos, 
é a melhor divisão territorial para a Regionalização
Nesse mapa das cinco regiões (sobre o qual, felizmente, no presente, existe unanimidade, entre várias forças políticas e instituições, na sua aprovação e concretização), o concelho de Arouca está muito bem enquadrado e inserido na Região Norte, que é a região onde Arouca se enquadra de modo endógeno e autóctone e onde Arouca se insere e onde Arouca sempre pertenceu desde o nascimento de Portugal como nação.  Os Arouquenses, repito, são, como sempre foram, desde que Portugal é Portugal, nortenhos. Os Arouquenses sempre foram, 'até à medula', pessoas autóctones da Região Norte de Portugal e Arouca localiza-se em pleno e típico território nortenho.
No entanto, a confirmar, mais uma vez, os erros estruturais e anárquicos, que podem ser irreversíveis e muito perniciosos, na divisão e na organização do território português, o mapa das oito regiões, proposto em 1998, era muito mau, em particular a região da suposta Beira Litoral, onde Arouca ficaria inserida. Essa região da suposta Beira Litoral era absurda, sem sentido. Isso seria muito mau para Arouca e para os Arouquenses. Seria um erro crasso e, provavelmente, irreversível. Ainda bem que essa divisão territorial foi rejeitada. 
Tal como é muito má, uma outra divisão possível que é proposta, que é o mapa das sete regiões, em que Arouca ficaria também numa suposta outra região da Beira Litoral, que é uma região, completamente, arbitrária e artificial, sem nexo, absurda mesmo, que não respeita os elementos endógenos e autóctones do território.
Os Arouquenses e as instituições de Arouca têm que estar atentos a este tipo de situações, de anarquia e de irresponsabilidade, porque podem ser irreversíveis e serem perniciosos para o rumo futuro de Arouca e dos Arouquenses... 
O território de Arouca, localizado em plena Bacia Hidrográfica do rio Douro, é um território típico da Região do Entre-Douro-e-Minho e da Região Norte e a província do Douro Litoral é a divisão identitária mais precisa para o território de Arouca. Todas essas divisões têm, como capital e como cidade principal e central, a cidade do Porto/Grande Porto, que sempre foi o espaço urbano principal de referência para os Arouquenses, facto que se acentuou, ainda mais, nas últimas décadas e, no futuro, vai-se acentuar ainda muito mais.
O concelho de Arouca está muito mal inserido, desde 1835, no distrito de Aveiro, bem como estava muito mal inserido na NUTS III do Entre-Douro-e-Vouga, que, felizmente, foi extinta e foi substituída, correctamente, pela NUTS III da Área Metropolitana do Porto.
No caso da NUTS III do Entre-Douro-e-Vouga, o concelho de Arouca estava lá mal inserido, tal como os seus congéneres, porque é um erro grave apartar os concelhos localizados no extremo norte do distrito de Aveiro dos concelhos do denominado Grande Porto, porque, entre si, são um território identitário contínuo. A NUTS III do Entre-Douro-e-Vouga foi uma construção territorial arbitrária, ao ponto de ter sido mesmo extinta, tendo os seus municípios constituintes (Arouca, Santa Maria da Feira, São João da Madeira, Vale de Cambra e Oliveira de Azeméis) sido muito bem inseridos na nova NUTS III da Área Metropolitana do Porto, visto que o Porto/Grande Porto SEMPRE FOI o espaço urbano principal de referência para esses cinco municípios nortenhos, que pouco ou mesmo nada têm que ver com Aveiro.
Se os distritos se mantiverem, aquilo que, como é óbvio, tem de acontecer é Arouca passar, inevitavelmente, para o distrito protagonizado pela cidade do Porto. 
Uma das piores divisões territoriais administrativas de Portugal são os actuais distritos, por serem bastante arbitrários e sem nexo, porque as suas divisões não respeitam os elementos identitários, autóctones e endógenos do território português. No entanto, o actual mapa das comunidades intermunicipais e das áreas metropolitanas (NUTS III) tem rigor identitário, sendo das melhores divisões actuais de Portugal. Se os distritos se mantiverem, aquilo que deve acontecer, para bem de Portugal e dos Portugueses, será os distritos passarem para as divisões actuais das CIM'S e das áreas metropolitanas (NUTS III e distritos funcionariam na mesma área territorial), sendo nomeados pela sua cidade principal e central.
Para bem de Arouca e dos Arouquenses. Para bem de Portugal e dos Portugueses. Para bem do seu enquadramento territorial, institucional e identitário.

3 de março de 2019

#3 o Interact Club de Arouca


É com uma enorme satisfação e também orgulho que vejo e que participei na formação de dois clubes de Interact no nosso concelho. Um em Arouca e outro em Escariz. Ambos com sedes em suporte escolar e cada um com mais de vinte elementos. Arouca poderá ser o primeiro local do D1970 a ter dois Clubes em simultâneo.

Todo o processo de formação iniciou-se há cerca de um ano, sendo que no próximo dia 30 de Março serão realizadas as cerimónias de oficializações de ambos os Clubes com a entrega da Carta Constitucional pelas mãos do Governador de Rotary do Distrito 1970.

Mas o que é um Clube Interact?

São clubes baseados nos ideais do Rotary mas de base juvenil. Aliás, estes clubes são sempre orientados pelo Rotary Club patrocinador.

“O Interact une jovens de 12 a 18 anos para desenvolverem suas habilidades de liderança e descobrirem a força do lema “Dar de Si Antes de Pensar em Si”.”

Os Interact Clubs organizam projetos anualmente. Uns que possam ajudar a sua escola ou comunidade, outros que promovam a compreensão mundial. Portanto projetos essencialmente de cariz social.

A comunidade local beneficia com a existência destes clubes e os jovens Interactistas também beneficiam em participar dos mesmos porque irão manter contactos com líderes da sua comunidade e de outras regiões e países.

Entrarão em ação fazendo a diferença. Irão descobrir novas culturas onde aprenderão a promover a compreensão entre os povos. Também pela forma como funcionam as hierarquias aprenderão a desenvolver habilidades de liderança e a fazer amizades pelo mundo.

A criação destes Clubes é com toda a certeza uma mais valia para Arouca.


As direções dos Clubes